Ponto de Vista

A imprensa correu para associar ao aumento da velocidade morte em acidente com carro parado

Toda a cautela que sobra ao evitar tirar conclusões de atentados terroristas falta ao tentar atingir a atual gestão de São Paulo

A imprensa quer atingir a gestão Doria de todas as formas possíveis. E toda a cautela que se observa, por exemplo, ao evitar associar islamismo e atentados terroristas falta ao associar uma morte ao aumento de velocidade nas marginais de São Paulo. No caso da registrada no 14 de fevereiro, a primeira após o novo limite, foi particularmente mais irresponsável.

Porque o carro envolvido no acidente estava parado no acostamento. E, segundo testemunhas, o motoqueiro que com ele colidiu (vindo a falecer) nem chegou a desacelerar.

Para se confirmar a relação com o aumento de velocidade, seria necessário conhecer não só a velocidade do veículo, mas que ele estaria acima do limite antigo. Todavia, tudo o que a reportagem tem é o depoimento de uma testemunha que também estava parada, e disse acreditar que o motoqueiro vinha em alta velocidade.

O último óbito registrado naquela pista ocorreu em agosto de 2015. Também naquela ocorrência, uma moto colidiu com um objetivo parado – no caso, um poste – levando a vida dos dois ocupantes.

Sim, ainda era o limite de velocidade antigo. Mas associação de uma fatalidade com a velocidade não será feita pela imprensa. Na época, o prefeito era Haddad.

Fonte: G1

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