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Marina sabe que não haverá nova eleição; entenda por que ela insiste nisso

Pura e simples narrativa para a campanha de 2018.

Marina Silva - Impeachment - Eleições

Vamos por partes. Para que haja uma nova eleição, é preciso que a chapa Dilma/Temer seja cassada no TSE. Na melhor das hipóteses, sem qualquer fato superveniente, isso aconteceria no final de 2017 ou mesmo já em 2018. Isso porque tal processo, de natureza eminentemente judicial (ao contrário do impeachment, que tem natureza política), por óbvio é mais demorado, envolve ritos menos céleres de coleta de provas e assim por diante.

A outra hipótese seria uma renúncia dúplice, que ultrapassa os já elásticos limites semânticos do conceito de “ideia estapafúrdia”.

Marina Silva sabe de tudo isso. Qualquer pessoa minimamente versada em política tem total noção de que NÃO HAVERÁ NOVO PLEITO ELEITORAL. Ao mesmo tempo, é importante frisar esse ponto, mesmo com total ciência de não acontecerá.

Isso porque faz parte da construção da narrativa para 2018. A candidata da Rede precisa dos votos de quem é pró e também de quem é contra o impeachment. Se cair para um dos lados, de forma objetiva e direta, naturalmente terá sua imagem abalada por um dos grupos; propondo “novas eleições”, tudo fica bonito para um maior número de gente. Simples assim.

E ainda chega a 2018 sem endossar nem Dilma, nem Temer, nem impeachment, nem “golpe”, nem nada. Muito pelo contrário.

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