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Afinal, o que é verdade e o que é mentira nessa história de Trump “banir o islã”?

Trump pecou naquilo que parecia saber lidar melhor: a comunicação

É um tema para lá de delicado, e Donald Trump pecou por dar início à investida sem o devido diálogo com a opinião pública. Resultado? A esquerda, em especial aquela que atua na imprensa, com o apoio da classe artística, deitou e rolou alimentando toda uma histeria nos Estados Unidos – e no resto do mundo.

Mas, afinal, o que aconteceu?

Paul Joseph Watson, um dos editores do Infowars, rebateu em vídeo muito do que foi gritado nos últimos dias. E o Implicante toma a liberdade de resumir alguns dos argumentos:

Donald Trump baniu o islamismo dos Estados Unidos, como tantos gritam por aí?

Não. Claro que não. Ele interrompeu por pelo menos três meses a entrada de imigrantes de sete nações, todas elas ligadas a atos terroristas. Coincidentemente (ou não), sete nações de maioria islâmica. Mas há muito mais países islâmicos no mundo. O próprio Trump considera que há quarenta governos no planeta com este norte moral.

E quem fez a lista de países que teriam ligação com terrorismo?

Essa é a parte que a esquerda finge não ser com ela. A lista foi herdada da administração Obama. Sim, foi Barack Obama.

Trump podia fazer isso?

Não só podia, como seguiu os passos de – novamente – Barack Obama. Em 2011, também para entender melhor as ameaças terroristas que rondavam os Estados Unidos, o ex-presidente impediu a entrada de iraquianos no país. Com um agravante: por seis meses, o dobro do que foi definido por Trump.

Não foi o único ato do tipo. Obama ainda repetiria a dose outras cinco vezes.

Mas por que tudo foi feito tão às pressas?

Essa foi explicada pelo próprio Trump em sua conta pessoal no Twitter. Se houvesse uma espécie de aviso prévio, justo os terroristas mais perigosos iniciariam uma corrida para acelerar seus planos contra o povo americano. Ou agiam de imediato, ou de nada serviria a iniciativa.

Mas mesmo quem tinha visto não podia mais entrar nos Estados Unidos?

Esse é o trecho que gera mais confusão. Porque o decreto permite a entrada. Mas exige que cada caso seja previamente avaliado antes de autorizado. Isso gerou uma espera incômoda no retorno de alguns imigrantes legais. Mais ou menos como sofrem os brasileiros ao tentar visitar algumas nações europeias.

* * *

Apesar de torcer pelo sucesso da atual gestão, o Implicante lamenta que o governo Trump esteja pecando justo naquilo que ele parecia ser mestre: a comunicação. Um ato dessa magnitude não poderia vir ao mundo sem o próprio presidente explicar em primeira pessoa as motivações por trás do gesto. Deixar essa missão para a imprensa é deixar na mão da esquerda. E a esquerda quer o caos – ou não conseguirá voltar ao poder.

Fato é que o novo presidente dos Estados Unidos precisa melhorar muito para fazer valer os votos recebidos.

Fonte: Infowars

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