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Efeito Dilma: valor de mercado da Eletrobras seguia R$ 30 bilhões abaixo do patrimonial

No 6 de setembro de 2012, o Brasil tomou conhecimento do que Dilma Rousseff queria anunciar por ocasião do feriado da independência. A presidente da República prometia um novo ciclo de crescimento (que jamais seria entregue). Mas chamou atenção maior uma alardeada redução na tarifa elétrica, assim defendida pela petista:

Vou ter o prazer de anunciar a mais forte redução de que se tem notícia, neste país, nas tarifas de energia elétrica das indústrias e dos consumidores domésticos. A medida vai entrar em vigor no início de 2013. A partir daí todos os consumidores terão sua tarifa de energia elétrica reduzida, ou seja, sua conta de luz vai ficar mais barata. Os consumidores residenciais terão uma redução média de 16,2%. A redução para o setor produtivo vai chegar a 28%, porque neste setor os custos de distribuição são menores, já que opera na alta tensão.

Esta queda no custo da energia elétrica tornará o setor produtivo ainda mais competitivo. Os ganhos, sem dúvida, serão usados tanto para redução de preços para o consumidor brasileiro, como para os produtos de exportação, o que vai abrir mais mercados, dentro e fora do país. A redução da tarifa de energia elétrica vai ajudar também, de forma especial, as indústrias que estejam em dificuldades, evitando as demissões de empregados.

Janeiro viria e a prometida redução seria maior. Já naquele 2013, o país mergulharia numa crise que resultaria em recessão e depressão, jogando toda uma década de desenvolvimento fora e culminando na queda de Dilma.

Desde o primeiro instante, os críticos apontavam a medida como irresponsável. E o gráfico com a cotação da ELET6 parece desenhar o buraco em que Rousseff meteu o setor elétrico nacional – a alta ao final só é observada a partir do momento em que o governo Temer assume interinamente.

Mesmo com a recuperação recente, o valor de mercado da Eletrobras encontrava-se R$ 30 bilhões abaixo do patrimonial. E a explicação de Paulo Pedrosa, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, é clara e direta: a estatal ainda sofre com as medidas do governo Dilma, em especial, a celebrada redução de 2013.

Com o mero anúncio da privatização, a companhia recuperou quase um terço do prejuízo. Mas nada disso impediu a presidente cassada de tentar tirar proveito político da situação:

Os reclames de Dilma, contudo, podem soar elogiosos ao caminho escolhido. Afinal, nascem da responsável pela quebra do setor elétrico. E, por tudo o que a Lava Jato foi capaz de revelar, privatizar uma empresa tão importante para a nação é protegê-la da ação de futuros populistas.

Fonte: G1

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