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Como o jornalismo e a história são escritos por militantes, podem e devem ser questionados

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A imprensa já elegeu 5 de 7 partidos do Foro de SP como os 5 melhores do Congresso Nacional

Foto: Pixabay

Entre tantos, há um dado merecedor de destaque no memorando que causou a demissão de James Damore. O então engenheiro do Google lembrava que as vozes conservadoras estão sendo silenciadas até mesmo no meio acadêmico. De algo próximo dos 25% nos anos 1990, não chegam à metade destas cadeiras 25 anos depois. Nas ciências humanas, a disparidade é muito maior. E, ao menos nas universidades americanas, essa fatia dos estudantes não supera os 5%. Independente do setor, 7 em cada 10 integrantes do ensino superior se dizem esquerdistas.

Não há levantamento tão completo a respeito do posicionamento político nas redações. Mas uma breve pesquisa do Congresso em Foco em 2013 ao menos confirmou a suspeita da opinião pública brasileira. Questionados, um total de 166 setoristas do parlamento elencaram PSOL, PDT, PSB, PCdoB e PT como as melhores bancadas. Para completar as sete siglas nacionais que participam do Foro de São Paulo, só faltou o PPS – sétimo mais votado, logo atrás do PSDB, um partido de centro-esquerda – e o PPL, que tinha enfrentado até então apenas uma eleição para as casas.

É possível afirmar sem receio: tanto no Brasil, como no restante do ocidente, o jornalismo e a história são majoritariamente escritos pela esquerda. E vivem ambos sob o constante risco das mais variadas formas de manipulação. Portanto, e mais do que nunca, podem e devem ser questionados naquilo que apresentam ou apresentaram à opinião pública.

Forçando a barra, a esquerda tentou aproveitar o confronto entre grupos extremistas em Charlottesville para associar os apelos pelo impeachment de Dilma Rousseff a um apoio a neonazistas. Em resposta, foi pega desprevenida com um argumento pouco conhecido de quem se fecha numa bolha acadêmica: o nazismo seria de esquerda. Seria mesmo?!

Não, o nazismo não é de esquerda. Mas isso não permite ao esquerdista lavar as mãos a respeito do que o tirano Adolf Hitler aprontou no século passado. O partido criado por Anton Drexler nasce da classe trabalhadora por intermédio de um ódio ao capitalismo que os comunistas conhecem bem. E ganha apoio da classe média ao prometer-lhe o mesmo estado de bem estar social venerado até hoje na Europa. É verdade que rejeitava o marxismo, mas se esforçava para dar à luz a uma versão alemã do socialismo, uma que não entregasse o país a potências estrangeiras, um socialismo nacionalista, ou o Nacional Socialismo que seria abreviado em “nazismo”. É verdade que chegou ao poder graças ao apoio do partido conservador, mas é também verdade que só deu início à II Guerra Mundial após assinar o pacto Molotov-Ribbentrop com os soviéticos. É verdade que foi derrotado na capital por Josef Stalin, mas só depois de render-se na fronteira a Winston Churchill, o maior estadista que a direita já produziu. Se é verdade que um lado quis exterminar os judeus, é verdade que o outro disfarça antissemitismo com antissionismo e apoia qualquer um que pregue o extermínio de Israel, inclusive com derramamento de sangue.

Nessa discussão, há muito mais mistérios entre o céu e a terra do que desconfia a vã filosofia esquerdista, em especial, a brasileira. A resposta pronta que reduz o nazismo a “extrema-direita” finda por aliviar a delinquência de toda uma geração, até mesmo à “direita”, que não conseguiu evitar a ascensão do maior horror produzido pela humanidade. E a ridicularização da mera discussão a respeito destas “certezas” levanta dúvidas de que possa haver um interesse político por trás. Em especial, quando essa condenação parte do jornalismo e da academia, dois ambientes, como vistos lá no início, tomados por esquerdistas.

A ciência acumulou tantas vitórias premiando as mentes mais questionadoras, aquelas que não aceitavam respostas fáceis e mergulhavam fundo no confronto de ideias. Quem condena a dúvida é o doutrinador, é o tirano que teme cair caso uma verdade inconveniente seja revelada. E alegar que este tema nem é debatido em meio acadêmico subtrai mais pontos do meio acadêmico do que de quem não entende o que está acontecendo.

Fonte: Heterodox Academy

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