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Enquanto criticava Trump, a Europa fechava rotas para refugiados – e colhia bons frutos

MEDITERRANEAN SEA (Oct. 17, 2013) Distressed persons are transferred from the amphibious transport dock ship USS San Antonio (LPD 17) to Armed Forces of Malta offshore patrol vessel P52. San Antonio provided food, water, medical attention, and temporary shelter to the rescued. San Antonio rescued 128 men adrift in an inflatable raft after responding to a call by the Maltese Government. (U.S. Navy photo/Released)

Um controle mais rígido de fronteira permitiu à Europa reduzir em 53% a imigração ilegal pelo Mediterrâneo

Foto: Official U.S. Navy

Em 2016, nos primeiros 25 dias de agosto, a Itália recebeu 21.294 refugiados. Um ano depois, no mesmo período, apenas 2.932, uma queda de 86%. Em grau menor, observou-se também um decréscimo nos números do semestre, sinalizando que a imigração vem de fato perdendo força.

As autoridades locais acreditam conhecer explicações para o fenômeno. E todas elas estão intrinsecamente ligadas a um controle mais rígido das fronteiras.

Na Itália, enquanto a a Guarda Costeira foi fortalecida para controlar a imigração pelo mar, intensificou-se o combate a organizações de ajuda humanitária acusadas de manter relações questionáveis com contrabandistas do Mediterrâneo. De acordo com a Organização Internacional para as Migrações, houve uma drástica queda de 53% por esta rota (de 272 mil pessoas em 2016 para 121 mil em 2017). Isso vem, inclusive, salvando vidas, uma vez que as mortes na travessia caíram 25% (de 3.216 para 2.410).

Para o continente, contudo, fez diferença maior o fechamento da rota dos Bálcãs, saída explorada por refugiados para chegarem à Grécia e, de lá, seguirem a pé para o norte europeu.

As medidas evidenciam que, enquanto sustenta um discurso, a Europa mantém uma prática distinta. Ainda que cante no noticiário como se tivesse um coração de mãe, sempre aberto a mais um, alimenta a política que critica do outro lado do oceano com Donald Trump, controlando fronteiras e fechando rotas exploradas por refugiados.

Neste sentido, ela deveria apenas ser mais transparente. Ou, quem sabe, menos cínica.

Fonte: Deutsche Welle

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