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Por que alguns refugiados tiram férias nos países dos quais fogem?

30.04.2008 - This image shows Angela Merkel who is the Chancellor of Germany. The image was taken one day before Merkel received the International Charlemagne Prize of the city of Aachen (Karlspreis).

Casos de asilados que voltam por breve período à Síria e ao Afeganistão vinham sendo ignorados pela imprensa alemã

Foto: Aleph

Em julho, o Implicante noticiou que o risco de mutilação genital crescia 44% após crise imigratória na Alemanha. Se a notícia já era horrível em si, um detalhe importante só aos poucos passou a chamar a atenção da imprensa alemã. Para submeter suas adolescentes a procedimento tão cruel, as famílias de imigrantes locais aproveitam feriados e revisitam os países de origem, onde o costume não é perseguido pelas autoridades.

Destas rápidas viagens nasceu a segunda polêmica. Não há dados oficiais a respeito, mas o jornal Die Welt garantiu: casos de refugiados que retornam por um breve período à Síria e ao Afeganistão não estavam recebendo a devida cobertura da imprensa.

Martin Retsch, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, destacou que essa não era uma prática generalizada. Mesmo assim o fenômeno levantou a questão: por que há refugiados aproveitando feriados nos países dos quais fugiam? Ou fazia sentido a teoria de que a crise de 2015 tinha sido uma invasão orquestra por grupos terroristas?

A inquietação foi tanta que Angela Merkel em pessoa precisou se pronunciar garantindo que medidas severas seriam tomadas contra quem vivesse na Alemanha como refugiado e passasse férias em suas terras natais. Pois a prática justificaria uma reavaliação do asilo concedido.

Ainda assim, a chanceler alemã insistiu que não se arrepende da abertura de fronteiras anos antes. E que, se fosse necessário, faria tudo novamente.

Fonte: Telegraph

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