Mundo

Putin apoiou financeiramente a consolidação da ditadura venezuelana

Meeting with President of Venezuela Nicolas Maduro Vladimir Putin met with President of Venezuela Nicolas Maduro on the sidelines of the Third Summit of the Gas Exporting Countries Forum. November 23, 2015 19:10Tehran

Turquia, Hungria e Venezuela: aos poucos, Putin alimenta o totalitarismo pelo mundo

Foto: Kremlin

Os protestos na Venezuela já somavam 91 mortos quando veio a público que Vladimir Putin dizia admirar Nicolás Maduro, vendo no bolivariano um líder “corajoso” que estaria mantendo “a estabilidade e a paz” na Venezuela. Não fazia sentido. Enquanto o mundo finalmente reconhecia que o “Socialismo do Século XXI” paria mais uma ditadura, o presidente russo ia na direção oposta – no mês seguinte, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia considerou “inadmissíveis” as sanções unilaterais dos EUA contra a nação sul-americana.

Um artigo da Bloomberg traduzido pela Exame jogou luz no tema: “Maduro vem buscando novas salvações financeiras na Rússia, reduziu as importações, cobrou dívidas e vendeu ou hipotecou ativos com grandes descontos“. Com isso, conseguiu 80% dos US$ 3,5 bilhões que precisava para quitar títulos com vencimento ainda em 2017. Em outras palavras, há interesse de Putin na consolidação de uma ditadura na Venezuela.

A própria imprensa russa noticiava esse movimento ainda em 2016. A diplomacia local temia a tensão política no aliado latino-americano por dois motivos simples: armas e petróleo. A nação europeia havia investido milhões de dólares da sua indústria armamentista e petrolífera na Venezuela. Só no Vale do Orinoco, a intenção era injetar US$ 20 bilhões. E o temor era de que uma mudança de comando não honrasse contratos.

Daniel Gros, do Centro de Estudos de Políticas Europeias, utilizou um termo estranho para definir a ações do Kremlin: “iliberalimo”, um regime autoritário que mantém a popularidade respeitando leis de mercado, ou basicamente o contrário da receita de Maduro em Caracas. É o que estaria em vigor não só na Rússia, mas também na Turquia e Hungria, onde ambos os líderes polemizam abraçados com Putin: Recep Tayyip Erdoğan e Viktor Orbán.

O cruzamento de manchetes levanta a suspeita de que seria esta a cartilha imposta por Moscou a Maduro: ignorar por completo a pressão internacional, centralizar ao máximo o poder estatal e garantir que os negócios estatais sobreviverão – independente de qualquer crise humanitária.

Enquanto isso, o FMI estima que o PIB venezuelano encolha 12%, com inflação em 650%.

Fonte: Estadão

Nunca inseriu um código de desconto no Cabify? Experimente usar o código "IMPLICANTE" e ganhe 50% OFF (com desconto máximo de R$ 20) em 3 corridas.

To Top