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A milionária previdência privada de Lula foi feita dois meses após a Lava Jato virar notícia

20/07/2017- São Paulo- SP, Brasil- Ex-presidente Lula em Ato na Av. Paulista em defesa da democracia.

Em 2015, o COAF suspeitou que a previdência privada de Lula pudesse ser lavagem de dinheiro

Foto: Roberto Parizotti

Apesar de todo o barulho com o bloqueio autorizado para a Lava Jato, julho de 2017 não foi a primeira vez em que a aposentadoria de Lula tomou conta do noticiário. Quase dois anos antes, a revista Época trouxa uma longa reportagem destacando a relatório 18.340 do Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Trata-se do órgão do Ministério da Fazenda dedicado ao combate à lavagem de dinheiro. Nas 32 páginas preparadas para a CPI do BNDES, em movimentação suspeita que se aproximava do meio bilhão de reais, brilhavam os nomes de quatro petistas graúdos, entre eles, o do ex-presidente agora condenado por Sérgio Moro.

Lula chamou atenção por, com uma renda conhecida de magros R$ 3.753,36, aplicar de uma única vez R$ 6,2 milhões num plano de previdência privada do Banco do Brasil. O momento também soava suspeito: apenas dois meses antes, a operação Lava Jato havia sido deflagrada.

O COAF apontou que a grossa fatia do aporte nascera da L.I.L.S., a empresa de palestras do investigado. Que o maior cliente era a Odebrecht, empreiteira que depois baixaria a cabeça ao Ministério Público e assinaria o acordo de delação premiada que mais estragos fez na vida política do país. Que, entre crédito e débitos, a conta jurídica de Lula movimentara R$ 52,3 milhões em quatro anos. E que o palestrante me pessoa havia transferido R$ 1,5 milhão para o próprio bolso.

Um registro menor, contudo, pode ser ainda mais importante. Trata-se de uma transferência de R$ 48 mil a Fernando Bittar, sócio de um dos filhos do petista. Oficialmente, seria esse o dono do sítio de Atibaia. A transação pode ser a prova de que uma triangulação foi orquestrada para ocultar mais um patrimônio de Lula. Mas, sobre este caso, Sérgio Moro ainda não concluiu a apuração.

Fonte: Época

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