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João Doria defende a “privatização gradual da Petrobras”

Em 2006, o padrinho político de João Doria sofreu bastante com acusações de que tinha por objetivo reativar o programa de privatizações do PSDB. Numa postura covarde, Geraldo Alckmin tentou se safar negando a intenção. Mas o tiro saiu pela culatra, e o tucano teria no segundo turno ainda menos votos que no primeiro.

De olho nas eleições 2018, João Doria faz o caminho oposto. E já fala abertamente em iniciar o programa de privatizações mais cobrado pelo Mercado, aquele que atinge a Petrobras. Para tanto, defende que seja feito de maneira gradual:

Eu defendo uma privatização gradual da Petrobras para que não haja prejuízo para seu corpo funcional, que é muito bom e sério. [A Petrobras] Foi muito afetada pelo assalto do PT ao longo de 13 anos, mas é uma instituição de valor e pode gradualmente caminhar para sua privatização sem prejuízo funcional, humano ou estratégico para o Brasil”

Para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, Doria acredita que um caminho pode ser a fusão de ambos:

Respeitando as duas instituições, podemos avaliar a hipótese de uma fusão, sem gerar desempregos, mas formando um banco de altíssima competitividade e extrema competência em setores que já atua, inclusive evitando a sobreposição e o uso político também. Nas delações da Lava-Jato, sobretudo a Caixa Econômica Federal [aparece] com o uso de vice-presidências e diretorias para fins políticos. A instituição financeira tem que estar longe de qualquer influência desse tipo”

O prefeito de São Paulo não encamparia tal pauta se não tivesse uma pesquisa por trás indicando que este é um caminho seguro. Por isso, é possível concluir que o jogo virou, e a opinião pública finalmente entende que estatais não passam de cabides de empregos para grupos políticos corruptos.

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