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Três meses antes, peritos da PF alertaram dos áudios omitidos pela JBS

No 4 de setembro de 2017, Rodrigo Janot convocou uma coletiva de imprensa para anunciar que as delações da JBS poderiam ser anuladas. Dias depois, o acordo não só seria revisto, como Ricardo Saud e Joesley Batista foram detidos. Motivo: grampos extras e acidentais tinham sido encontrados em meio às provas enviadas pelos delatores.

Três dias depois da coletiva de Janot, a a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais pronunciou-se sobre o caso. De acordo com a APCF, o alerta já havia sido dado três meses antes. E fora solenemente ignorado:

Laudos periciais produzidos há cerca de 3 meses pelo Instituto Nacional de Criminalística já indicavam a existência de outros áudios, até então inéditos, que haviam sido apagados dos gravadores, com conteúdo de potencial interesse à investigação. Coincidência ou não, apenas após a Perícia Criminal Federal apontar que havia conteúdo apagado nos gravadores, novos áudios passaram a ser entregues pelos investigados colaboradores.”

Nem precisava ser perito para desconfiar do acordo assinado com a JBS. Desde o primeiro instantes, usuários das redes sociais faziam críticas à anistia aceita por Janot. E colocavam em dúvida as intenções da JBS.

Mas o procurador deixou para reparar o erro apenas em seus últimos dias na PGR.

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