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27 de março de 2011

22 Mensaleiros livres da “formação de quadrilha”. Absolvição? Nada… Prescrição!!!

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Deu no Estadão (por Felipe Recondo), trecho a seguir:

Prescrição do crime de formação de quadrilha esvazia processo do mensalão – Em agosto deste ano, 22 réus do processo sobre o pior escândalo da Era Lula vão estar livres de uma das principais acusações – O processo de desmantelamento do esquema conhecido como mensalão federal (2005), a pior crise política do governo Lula, já tem data para começar: será a partir da última semana de agosto, quando vai prescrever o crime de formação de quadrilha. O crime, citado por mais de 50 vezes na denúncia do Ministério Público – que foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) -, é visto como uma espécie de “ação central” do esquema, mas desaparecerá sem que nenhum dos mensaleiros tenha sido julgado. Entre os 38 réus do processo, 22 respondem por formação de quadrilha.” (grifos nossos)

Comentário
Podem apostar, não tenham medo de enfiar dinheiro nessa barbada: OS BENEFICIÁRIOS DA PRESCRIÇÃO VÃO DIZER QUE FORAM ABSOLVIDOS PELO STF, quando na verdade seus casos nem chegariam a ser analisados em razão de benefícios processuais.

Há um tempo X para mover processo e um tempo Y para citação do réu e até mesmo tempo para a respectiva condenação (em alguns casos). A absurda morosidade judicial, somada aos infinitos mecanismos protelatórios e quejandos, permite esse tipo de absurdo. Na hora da análise judicial do que fizeram, os acusados já estão livres de forma antecipada. É o benefício da prescrição. É o preço que nós, cidadãos, pagamos pela lerdeza do judiciário.

E vale reiterar: logo mais os abençoados por esse detalhe processual dirão que foram absolvidos, que a “justiça não os condenou”, deixando de mencionar o fato de que a ‘vitória’ decorre da lentidão do Poder Judiciário – especial e curiosamente nos casos mais sérios e importantes da república.

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6 Comentários

  1. r0gerx2 de maio de 2011 às 11:00

    Até me arrisco a dizer isso é o jeitinho Maluf de ser e agir. Na sombra e água de coco da Lei.

  2. Carlos Eduardo31 de março de 2011 às 22:53

    Esse país vai pro buraco. Que Deus nos ajude!

  3. Cris Azevedo31 de março de 2011 às 10:22

    Ajudem aí, Implicantes!

    Os servidores que cuidam da correspondência oficial do Ministro Joaquim Barbosa, no Supremo Tribunal Federal, terão muito trabalho na próxima segunda-feira, 4 de abril. O relator do processo mensalão no STF receberá milhares de telegramas cobrando atitude e celeridade para que o caso não acabe em mais um triste exemplo de impunidade no Brasil.

    A campanha batizada de “Passeata de Telegramas” é encabeçada pelo grupo de internautas Por Um Brasil Melhor. A tática é mobilizar o maior número de pessoas para que enviem um telegrama, no dia 3 de abril, para que o ministro os receba uma enxurrada de pedidos, de uma única vez, na segunda-feira. O texto do telegrama fica a critério de cada um.

    O telegrama a Barbosa pode ser mandado via online, via telefone ou mesmo pela agência dos Correios mais próxima de sua casa (nesse caso, deve ser enviado no sábado, dia 02/04, porque as agências não abrem domingo). O endereço para envio é: Ministro Joaquim Barbosa – Supremo Tribunal Federal – Praça dos Três Poderes – CEP 70175-900.

    O telegrama também pode ser enviado online: http://shopping.correios.com.br/wbm/store/script/wbm2400902p01.aspx?cd_company=ErZW8Dm9i54=&cd_department=p5TkKhm55lU=

  4. Marcos29 de março de 2011 às 13:31

    Pensei a mesma coisa. Petralhas distorcem tanto os fatos que quando saírem impunes devido à prescrição, dirão: “Fomos absolvidos!”.
    Que quadrilha!

  5. Rangel29 de março de 2011 às 00:35

    Minha inabalável crença da incompetência, inapetência, inconsequência e melosquência do Judiciário não foi traída. Sinto orgulho do Paracatuense Sr.Dr.Prof.Deus do amor e do perdão, o magistradíssimo Joaquim Barbosa, que com seu irremediavelmente dolorido cupim, não pôde dar a devida atenção ao caso, deixando assim correr o prazo para que a poeira tomasse conta do processo e garantisse a alegria dos meliantes. Nem tudo é prejú. Apostei com um funcionário do STJ e grande amigo desde os tempos de bolinha-de-gude-em-três-búlicas, uma garrafa de scotch – de procedência duvidosa que o caminhar bovino do processo resultaria nessa lambança. Pois bem! Ganhei e estou disposto ampliar meu leque de investimentos. Amanhã mesmo procurarei um corretor de investimentos zoológicos futuros e aplicarei R$10,00 na vaca, pensando nos togados e R$15,00 na Cobra, pensando nos libertos.
    waka-waka!

  6. Paulo27 de março de 2011 às 18:27

    Atualmente, ser jornalista está relativamente fácil. É tanta corrupção, medidas absurdas praticadas pelo governo e pelos políticos, enche uma página de críticas e sobra para o dia seguinte.
    Vai se dar bem, aquele que levantar bandeira, sugerindo soluções para este estado de coisas.
    Ou não tem solução?
    Voto facultativo, já!

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