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Abril Vermelho: MST invade prédio do Ministério; governo pede e grupo não aceita sair

Notícia do portal G1:

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiu o prédio do Ministério do Desenvolvimento Agrário na Esplanada dos Ministérios, no Distrito Federal. A ocupação foi realizada durante a madrugada desta segunda-feira (16), antes das 6h. Segundos os trabalhadores rurais, a reforma agrária está estagnada e o governo federal diminuiu os investimentos em desapropriações de terras no país.

Os manifestantes pedem ainda melhores condições de trabalho e um plano de assentamento para 186 mil famílias acampadas e a criação de um programa de desenvolvimento dos assentamentos.

Como medida preventiva, as entradas do prédio foram fechadas pela segurança. A Polícia Militar estima em 1,5 mil o número de manifestantes, cerca de 300 estão dentro do prédio do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Cerca de 20 policiais foram destacados para fazer a segurança no local.

Segundo a polícia, uma parte do grupo ocupa a portaria do prédio enquanto outros manifestantes protestam do lado de fora. Um homem chegou a subir na marquise do prédio para hastear uma bandeira, mas foi retirado por seguranças.

A ação integra a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária que o MST promove todos os anos em abril, mês em que 21 trabalhadores sem-terra foram mortos no episódio conhecido como Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996.

“O primeiro ano do governo Dilma foi o pior para a criação de assentamentos dos últimos 16 anos. Agora em abril, o Ministério do Planejamento cortou mais de 60% do orçamento do Incra, o que deve inviabilizar os programas de assistência técnica e educação. Não podemos admitir que a burocracia do governo corte as verbas relacionadas à melhoria da produtividade e à educação, compromissos sempre tão reforçados nos discursos da presidenta Dilma”, afirma Alexandre Conceição, da direção nacional do MST.

A Folha.com informa que o governo “fez um apelo” para que eles deixassem o prédio, mas não obteve sucesso:

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) decidiu manter a invasão no Ministério do Desenvolvimento Agrário, mesmo após o ministro da pasta ter publicado nota de repúdio.

No texto, divulgado no fim da manhã, Pepe Vargas, diz que só reabrirá o diálogo com os trabalhadores quando o edifício estiver liberado.

Pelos cálculos do MST, 1.500 pessoas participam da invasão, que começou às 5h30 desta segunda-feira (16).

Os integrantes do movimento impediram a entrada dos funcionários, mas não houve registro de casos de violência ou tumulto.

Líderes do movimento exigem que o governo faça maiores investimentos para desapropriar terras no país e dizem que a reforma agrária está “estagnada”.

Eles pedem a elaboração de um plano emergencial para o assentamento de 186 mil famílias acampadas, a criação de um programa para os assentamentos, investimentos públicos em habitação rural, educação, saúde e crédito agrícola.

CONDIÇÃO

Em nota, publicada nesta manhã, o ministro da pasta destacou que já havia uma agenda de negociações entre o governo e o movimento desde quarta-feira da semana passada (11).

“Processo democrático que é incompatível com o comportamento iniciado na manhã desta segunda”, diz o ministro.

A ação do MST faz parte da chamada “Jornada nacional de lutas por reforma agrária”, promovida todos os anos pelo movimento no mês de abril.

O período, conhecido por Abril Vermelho, relembra o assassinato de 21 sem-terra em Eldorado de Carajás, no Pará, em 17 de abril de 1996.

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