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Arafat no Metrô Deodoro: provocação barata

A notícia é da Folha Online, segue trecho e já voltamos:

A restauração foi concluída em outubro passado pelo artista plástico Gontran Guanaes Netto, 78, o mesmo que pintou sete painéis em 1989. Ele disse ter incluído o rosto de Arafat por ser favorável à causa palestina. Além de rostos de anônimos, Gontran já havia colocado figuras históricas como o brasileiro Carlos Marighella (1911-69), a alemã Olga Benário (1908-42) e o chileno Salvador Allende (1908-73).” (grifos nossos)

Além desses, há Fidel Castro – o genocida está na fileira logo abaixo do destacado Arafat, no lado esquerdo da foto da reportagem. O artista simpatiza com tais pessoas e suas “causas”, direito dele, mas não faz o menor sentido retratá-los num painel situado em uma estação de metrô (bem público).

Sou contra, por exemplo, a exibição de símbolos religiosos em bens públicos (pode ser um crucifixo ou uma estátua de Ogun, tanto faz). Da mesma forma, não parece adequado que as predileções político-ideológicas de um ~artista engajado~ figurem numa estação de metrô ou que tais – e tudo pago com verba pública.

A provocação barata, claro, veio agora com a restauração. A estação Marechal Deodoro fica bem próxima ao bairro de Higienópolis, de conhecida população judaica. INCLUIR Arafat num painel já repleto de escolhas ideológicas do pintor sob a desculpa dele ser “favorável à causa palestina” é patético.

Se acham que é censura, troquem Yasser Arafat por algum dos “inimigos” de qualquer povo com colônia no Brasil, imaginando tal rosto acrescentado a um mural em estação de metrô, terminal de ônibus ou coisa que o valha, justamente em bairro onde esse povo esteja concentrado.

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