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Brasil segue despencando em ranking de liberdade de imprensa

Só durante os protestos de junho de 2013, foram feridos ao menos 114 profissinais mídia da mídia brasileira.

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A morte do cinegrafista da Band, Santiago Andrade, durante um protesto no Rio de Janeiro findou se confirmando como o capítulo (até aqui) mais triste de uma complexa história que vem se desenrolando desde as manifestações de junho de 2013. De acordo com a ONG Repórteres Sem Fronteira (RSF), em dois anos o Brasil despencou 12 posições na classificação de grau de liberdade de imprensa, aparecendo em 111º lugar, em uma lista com 180 países, e figurando como o pior das Américas.

O Brasil, que no ano passado aparecia em 108.º lugar, perdeu três posições. Para efeitos de comparação, a Argentina aparece em 55.º lugar. À frente do País estão ainda a República Centro-Africana, nação em guerra e sob intervenção internacional, em 109.º lugar, e Uganda, em 110.º.

No ano passado todo, aconteceram cinco mortes de jornalistas, o que tornou o Brasil o país mais mortífero do continente para esses profissionais, ultrapassando o México. Só durante os protestos de junho, foram 114 “atores da mídia” feridos. Para evitar que as coisas piores, a RSF enviou um comunicado ao governo afirmando que, às vésperas da Copa do Mundo, o Brasil deve tomar “medidas fortes”.

Ainda de acordo com a ONG, o perigo da cobertura de imprensa também é acentuado pelo crime organizado.

“O domínio do crime organizado em certas regiões do Brasil torna arriscado o tratamento de temas como corrupção, drogas e tráfico de matérias-primas. Segundo a organização, os jornalistas são intimidados por “máfias”, mas também por autoridades, através do uso de processos judiciais.

A concentração de veículos midiáticos nas mãos de grupos familiares também é alvo do comunicado.

A ONG critica ainda a concentração dos veículos de imprensa nas mãos de “dez grupos familiares que compartilham o espaço de difusão” e menciona as pressões jurídicas que pairam sobre o jornalismo no Brasil. “As injunções de censura contra os veículos de mídia e contra jornalistas engarrafam os tribunais, atendendo a pedidos de políticos servidos por uma justiça complacente”, diz o relatório.

A RSF concluiu o documento afirmando que a liberdade de imprensa deveria ser prioridade no Brasil, mas os números estão aí para provar que essa é só mais uma área na qual o país vai de mal a pior.

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