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30 de janeiro de 2012

Cadê a gritaria? Governo Agnelo destrói barracos e desaloja famílias no Distrito Federal

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Cadê a manifestação nas redes sociais? Cadê a nota de repúdio da representante do PT na ONU? Cadê a presidente Dilma pra apontar a “barbárie”?

Na semana que passou, o governo do Distrito Federal, comandado pelo petista Agnelo Queiroz, ordenou a desapropriação de 70 famílias e a destruição de 450 barracos que estavam em uma área de propriedade da Secretaria de Patrimônio da União (SPU).

Pra azar das famílias, a área ocupada pertencia ao Estado, e a ordem de desapropriação partiu de um representante do PT, o que inibe qualquer manifestação contrária à ação policial.

A notícia, que não teve repercussão nacional, foi publicada na edição de sábado (28) do Correio Braziliense. Leiam abaixo um trecho:

Uma megaoperação do Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo do Governo do Distrito Federal removeu 70 famílias e destruiu 450 barracos de uma invasão na Fazenda Sálvia, de propriedade da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério do Planejamento e Gestão. O latifúndio de 306 hectares, localizado na DF-330, entre Sobradinho e Paranoá, estava ocupado desde a última sexta-feira por invasores que se diziam interessados em participar de um programa de reforma agrária.

Na última quarta-feira, a SPU pediu ao Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo que interviesse na área para remover a invasão. Os trabalhos, coordenados pela Secretaria de Ordem Pública e Social (Seops), começaram às 9h50. Um grupo de 450 homens, formado por policiais militares, civis e federais, fiscais da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) e da SPU e bombeiros foi destacado para a retirada.

Os servidores da Agefis derrubaram os 450 barracos e tiveram o auxílio de três tratores. Caminhões do Serviço de Limpeza Urbana do DF (SLU) retiraram o lixo do local. Apenas uma mulher grávida passou mal, mas foi socorrida pelos bombeiros e levada para o Hospital Regional do Paranoá. Ela e o bebê passam bem.

Prisões
Durante a desocupação, a Delegacia do Meio Ambiente (Dema) prendeu 29 pessoas acusadas de invadir com intenção de ocupar terras da União, crime descrito no artigo 20 da Lei nº 4.947, de 1966. As penas para quem comete o delito são de seis meses a três anos de prisão. Cada um dos acusados poderá responder em liberdade, caso uma fiança de R$ 1 mil seja paga. Três pessoas também responderão pelo crime de desacato a autoridade, descrito no artigo 331 do Código Penal. As penas são de seis meses a dois anos.

Leia mais aqui.

Como fica claro no texto, as ordens partiram do próprio governo do Distrito Federal. No caso da desapropriação no Pinheirinho, a Polícia Militar cumpria determinação judicial, e não estava “a serviço do governador Alckmin”, como insistem em afirmar os detratores de sempre.

É curioso ver como a imprensa trata o assunto. Façam o teste do Google. Cliquem aqui e vejam quantos resultados vocês conseguem achar para o caso. Não se surpreendam se as fontes de informação forem as exceções de sempre.

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15 Comentários

  1. Duque estrada3 de fevereiro de 2012 às 22:05

    Não sejam desonestos. Isso é invenção da velha mídia.

  2. Eduarda1 de fevereiro de 2012 às 22:42

    Anon, babaca, o Pinheirinho levou sete anos pq a decisão foi seguir o q prevê o nosso estado de direito: pedir a reintegração de posse na justiça, daí já se conhece a lerdeza né. Se tivesse feito como o Agnelo, ter simplesmente baixado o cacete, teria sido mais rápido, mas imagina o q o PT e os grupelhos de esquerda diriam então…O problema, está claro o dia, não foi a polícia ter cumprido uma determinação judicial, vc ñ é burro e sabe disso, o problema é tão somente que os bandidos do PSTU, bandidos q vivem a custa do povo sem trabalhar,armaram moradores e ñ moradores e forçaram a barra. Como só esses esquerdopatas de merda servem pra esse tipo de coisa, onde o PT está fazendo o msm, ñ vira notícia.

  3. Luiz Fernando1 de fevereiro de 2012 às 18:35

    Hipocrisia é defender o ato em Brasília e atacar o do Pinheirinho.

  4. Edmar1 de fevereiro de 2012 às 13:38

    Este país está sendo aparelhado por stalinistas. Pessoal tem saudade da época dos gulag´s e em mandar pra paredão os dissidentes!

  5. Thiago1 de fevereiro de 2012 às 11:21

    O Alexandre fica cada vez “melhor”…

  6. alexandre1 de fevereiro de 2012 às 06:54

    Hipocrisia é defender o que houve no Pinheirinho e atacar esse caso no Distrito Federal

    • Exilado1 de fevereiro de 2012 às 08:34

      Onde está o “ataque”?
      O governador do DF não pediu para desapropriar a área? Pediu.
      O governador do DF não pediu pra destruir barracos? Pediu.
      A medida não foi feita sem consulta jurídica? Foi feita sem consulta jurídica.
      No caso de Pinheirinho, a ordem pra desocupar o terreno não partiu da justiça? Partiu.
      A PM obedeceu ordem judicial ou ordem do governo de SP? Obedeceu determinação judicial.

      Cadê o “ataque”, Alexandre? Acima só estão relatados fatos. Abraço.

  7. ewandro31 de janeiro de 2012 às 15:08

    Segundo Anon, quem ocupou 1 semana merce borrrachada…já quem está há a 7 anos, fomentado por grupos sindicalistas e partidários, tudo bem…

  8. Anon31 de janeiro de 2012 às 14:26

    Óbvio que sim, Alex. Já que em 7 anos foram estabelecidos comércios, igrejas, casas de alvenaria etc. Em uma semana ninguém construiu casas de alvenaria ou comércios. Não deu para se estabelecer propriamente por lá. Além de que Pinheirinho era muito maior. Sobre sua excrecência sobre SP nem vou comentar.

    Rhô Lopes, bom saber que parte da área já foi desapropriada para reforma agrária.

  9. Thiago30 de janeiro de 2012 às 23:03

    Ainda bem que existe o Implicante para desmascarar esses “governistas”!

  10. Rhô Lopes30 de janeiro de 2012 às 20:13

    Na verdade, essa área da União (Fazenda Sálvia/DF) da qual 70 famílias foram retiradas, é motivo de discórdia há mais tempo (e não só há uma semana).

    Veja aqui : http://www.incra.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=12036:parte-da-fazenda-salvia-df-e-transferida-ao-incra-para-criacao-de-assentamento&catid=1:ultimas&Itemid=278
    e aqui
    http://mtdrio.wordpress.com/2009/12/14/mtd-ocupa-fazenda-salvia/

    A área foi transferida ao Incra para criação de assentamento em abril de 2009, ocupada em dezembro do mesmo ano pelo “Movimento dos/das Trabalhadores Desempregados do DF” e novamente invadida agora…

  11. Alex Mamed30 de janeiro de 2012 às 16:10

    E por que não, Anon? Quer dizer que quem ocupou há mais tempo merece maior destaque?

    Não sabia que tinha um “destaque midiático proporcional por tempo de invasão”!

    O que nos faz levantar o coro é essa orquestra sinfônica a soldo do projeto político do PT: agora, já tem até um manifesto de umas ongs picaretas denunciando a 1) desocupação da USP; 2) ação na cracolência e; 3) reintegração de Pinheirinho.

    Mas e cadê o manifesto sobre a repressão da polícia de Pernambuco e Piaui (um estudante ficou cego com estilhaços) aos potestos estudantis?

    Volto a pedir: resista bravo povo paulistano e bandeirante. O Estado de São Paulo e sua capital estão sob ataque e vai piorar. Não deixem essa hora petista se aproximar do Castelo. Resistam! Tem muita gente torcendo por vocês!

  12. Anon30 de janeiro de 2012 às 15:15

    Quer dizer que as famílias ocuparam o terreno por 1 semana e você quer o mesmo destaque das desocupações das famílias de Pinheirinho que estavam a 7 anos? Você já foi mais inteligente.

  13. alexandre30 de janeiro de 2012 às 07:14

    Problemas sociais não devem ser caso de polícia. Se ocupou indevidamente, o governo deve agir mas também encontrar alternativas. Não foi o que aconteceu no Pinheirinho e pelo visto não foi o que aconteceu no DF. Não mudarei a minha opinião por causa de partido político, tipo, se foi feito pelo PSDB, “tenho que defender” e se foi feito a mesma coisa pelo PT, “tenho que atacar”. Foi o que houve no Pinheirinho. Os blogs “chapa-branca” do governo de SP defenderam o indefensável, por partidarismo.

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