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Cesare Battisti: terrorista italiano vira “escritor” e recebe afagos de Tarso Genro

O cidadão com roupa de presidiário americano e cabelo acaju – posicionado ao fundo no salão nobre do Palácio Piratini (sede do governo gaúcho) – é o mais novo “escritor” a integrar as hostes progressistas. Cesare Battisti, terrorista italiano que recebeu guarida do governo brasileiro, foi até Porto Alegre, ao que tudo indica, retribuir o apoio dado pelo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT).

Leiam o que informa o jornal gaúcho Correio do Povo:

O ex-ativista italiano Cesare Battisti causou alvoroço na manhã desta terça, no Palácio Piratini, onde circulava com desenvoltura entre os participantes do Fórum Social Temático (FST). Identificado pela imprensa com camisa vermelha e cabelos tingidos de loiro escuro, o escritor concedeu entrevista e informou que está no evento para lançar “Ao pé do muro” no dia 26 de janeiro, às 13h, na Ufrgs. Será no mesmo dia em que a presidente Dilma Rousseff desembarca em Porto Alegre para participar do FST no Gigantinho.

Battisti disse também que não poderá participar da marcha programada para esta tarde e nem fazer comentários políticos. Questionado sobre uma possível agenda com o governador Tarso Genro, foi taxativo: “Nem o conheço. E acho que ele tem coisas mais importantes para fazer”.

Sobre a obra, Battisti fala que é um romance ficcional, onde conta a história de três presos e a trajetória de cada um. Questionado se teria alguns aspectos autobriográficos, o autor disse que “a ficção sempre é uma realidade diluída, pois a realidade seria forte demais para ser digerida”. A vinda de Battisti ao Rio Grande do Sul é patrocinada pelo Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ).

Battisti é um bom escritor, brinca Tarso

Após dar declarações para a imprensa, Battisti saiu rapidamente do Palácio e atravessou a Praça da Matriz. Às 11h, retornou e sentou-se na plateia do salão Negrinho do Pastoreio. Antes, durante um rápido intervalo do evento, questionado sobre a presença do italiano no palácio, governador Tarso Genro disse que sua relação com Battisti está balizada pelos direito humanitários e constitucionais do Brasil.

Tarso também fez duras críticas ao antigo governo italiano e a parte da midia brasileira. “O caso adquiriu certa notoriedade porque houve um massacre midiático. Alguns colunistas falsificaram a realidade de comum acordo com o governo mafioso, corrupto e desmoralizado. O governo italiano tentou humilhar o governo brasileiro”, disse em referência ao governo do ex-primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi.

Sobre um possível encontro com Battisti, Tarso destacou que não tem nenhuma relação política ou pessoal com o italiano e que caso o encontre, vai cumprimentá-lo. Por fim, ainda brincou com os jornalistas. Em alusão ao fato de que Battisti vai lançar um livro na Capital, declarou: “Ele é um bom escritor”.

Como vocês já devem saber, Battisti recebeu pena de prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas na década de 70. Ao fugir para o Brasil, o italiano foi acolhido por Tarso Genro, então ministro da Justiça (!), que ignorou a decisão do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) de extraditar o terrorista. Sorte semelhante não tiveram os 2 pugilistas cubanos que tentaram abrigo no Brasil. Ao buscar refúgio no país, os cubanos foram deportados arbitrariamente pelo hoje governador do Rio Grande do Sul

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