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Com 11 anos de atraso, a Justiça brasileira puniu ofensas raciais publicadas no… Orkut!

Nordeste

Crime ocorrido em 2006 no Orkut só foi punido em 2017, anos após o fim da rede social

Foto: Érica Ribeiro / Pixabay

Um internauta de Pindamonhangaba (SP) usou as redes sociais para publicar ao menos meia dúzia de ofensas pesadas a nordestinos. O Ministério Público Federal foi para cima com base na Lei de Crime Racial. O réu alegou que apenas buscava colher opiniões para a criação de um personagem fictício. Mas a primeira instância e o Tribunal Regional Federal não se convenceram das explicações. E o condenaram a dois anos e quatro meses de prisão, pena que findou substituída por prestação de serviços e multa de dois salários mínimos.

Com o caso em sigilo, os detalhes acima só vieram à tona em julho de 2017, onze anos após a publicação das mensagens em uma comunidade do Orkut.

Sim, do Orkut.

Filiado ao Google, a rede esteve ativa entre 24 de janeiro de 2004 e 30 de setembro de 2014. Em maio passado, a gigante de buscas se desfez de todas as informações publicadas no intervalo de 10 anos. Recentemente, até uma cópia de origem duvidosa foi publicada num endereço distinto. E só então a Justiça brasileira conseguiu se posicionar sobre um crime racial ocorrido em 2006.

Para tudo se converter numa pena tão branda.

É lamentável.

Fonte: MPF

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