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Como se não tivesse nenhuma pauta mais importante, o STF debateu o furto de um desodorante

Foto: Fabio Pozzebom/ABr

E, acreditem, votaram para absolver a acusada

Em 2011, Georgina foi presa em flagrante ao furtar dois frascos de desodorante e cinco invólucros de goma de mascar. O prejuízo que tentava causar ao supermercado somava R$ 42,00. Seis anos depois, o caso chegou – acreditem – ao STF. E à mesma turma da Lava Jato.

Ricardo Lewandowski e Edson Fachin consideraram que Georgina não merecia perdão pois possuía oito registros de passagens pela polícia. Mas foram vencidos por Celso de Mello, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, que a absolveram. Justificativa? A culpa teria sido do Supermercado, que a deixou roubar para só então fazer o flagrante.

É um caso absurdo em muitos níveis. Pois, na prática, legalizou furtos pequenos usando, para tanto, um argumento que culpa a vítima. E porque, pelo amor de Deus, não é papel da Suprema Corte discutir furto de desodorante e goma de mascar.

É um sistema bizarro. Que urge uma reformulação.

Fonte: Portal Jota

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