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Depois de culpar os cearenses, Haddad terá de explicar por que Enem também vazou em outros Estados

Durou pouco a versão defendida pelo ministro de Educação, Fernando Haddad, para o vazamento das provas do Enem. Depois de jogar as responsabilidades da fraude para os cearenses do Colégio Christus, Haddad terá de arranjar outra desculpa para justificar a incompetência com que vem conduzindo seu trabalho à frente do ministério.

Enquanto o ministro abdicava de suas funções para gravar depoimentos para o PT, e participar de encontros políticos em São Paulo, novas denúncias de vazamento foram levadas ao Ministério Público Federal, desta vez em Minas Gerais.

Abaixo as informações do Correio Braziliense:

A denúncia de que uma questão igual à cobrada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi aplicada em um simulado do colégio Bernoulli, em Minas Gerais, pode derrubar a tese defendida pelo Ministério da Educação (MEC) de que o problema do vazamento está restrito à escola particular Christus, em Fortaleza. Nos últimos dias, a pressão por um tratamento nacional às falhas no exame ganhou corpo, apesar de o MEC ainda manter uma posição defensiva. Em Fortaleza, cerca de 300 estudantes realizaram, na sede do Ministério Público Federal, um protesto intitulado Enemganados.

Ontem, a Justiça Federal do Ceará estipulou que, até segunda-feira, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) tem que se pronunciar sobre o pedido de cancelamento total ou parcial do Enem, feito pelo procurador da República Oscar Costa Filho. Responsável pela vara, o juiz Luis Praxedes Vieira da Silva reconhece o caráter de urgência da medida e disse que decidirá com ou sem manifestação do governo. O MEC afirmou que vai recorrer da decisão.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse ter a convicção de que os professores do colégio Christus, em Fortaleza, foram os responsáveis pela reprodução e pela distribuição das questões do pré-teste aos alunos. Segundo ele, com base no monitoramento das redes sociais, é possível se chegar a essa conclusão. Haddad ainda descartou a possibilidade de as apostilas terem circulado em outras escolas.

Investigações preliminares da Polícia Federal (PF) apontam que as nove questões copiadas estavam em dois cadernos diferentes do pré-teste. Segundo a assessoria do MEC, dois alunos do colégio Christus faltaram no dia da aplicação do pré-teste. Por isso, há suspeitas de que o vazamento teria vindo dessas duas provas, que se tornaram “extras” no momento da aplicação. “Já sabemos que a falha aconteceu dentro do colégio (de Fortaleza) e para benefício do colégio. Houve um ato criminoso que não foi cometido pela empresa aplicadora”, afirmou o ministério, em nota. Em contrapartida à declaração, a assessoria de imprensa da PF afirma ainda ser cedo para apontar culpados no caso, já que a investigação está no início.

Para o defensor público federal Ricardo Salviano, o MEC não pode se eximir da responsabilidade dos processos que envolvem o Enem. “De qualquer forma, se a prova vazou, houve falha. E o responsável pelo exame sempre será o Inep. A responsabilidade em garantir uma organização e uma fiscalização adequada do exame como um todo é do ministério”, avalia. A Ordem dos Advogados do Brasil também defendeu, ontem, a anulação do exame. Para o presidente da entidade, Ophir Cavalcanti, não há garantias de que as provas que vazaram ficaram restritas a um colégio ou a um estado.

Íntegra aqui.

Comentário:

A indignação dos estudantes resultou em uma série de protestos que não ganhou a merecida repercussão na imprensa nacional.

Ontem (28), estudantes de Fortaleza percorreram o centro da cidade pedindo a saída de Fernando Haddad do ministério

Em Fortaleza, estudantes exigem a saída de Haddad

 

Em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, centenas de estudantes ocuparam a principal praça da cidade para exigir a punição dos responsáveis. Abaixo o vídeo do protesto:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ZmVNqKd8eRw[/youtube]

 É esse o candidato escolhido por Lula e Zé Dirceu para disputar a prefeitura de São Paulo.

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