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Ex-secretário critica proposta da gestão Haddad para a educação

Prefeito apresentou apenas termos vagos e números “chutados” para justificar mudanças na rede municipal de ensino

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Na semana passada, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad anunciou um novo plano para a educação na rede municipal que, entre outras medidas, pretende acabar com a aprovação continuada na cidade. Na cerimônia de apresentação do plano, Haddad falou em “resgate de valores”, “valorização do educador” e “formação de personalidade”.

Nesta segunda-feira, o ex-secretário de Educação do município Alexandre Schneider criticou através de seu perfil no Facebook os números apresentados pelo prefeito para justificar suas propostas:

(…)

Embora não seja mais responsável pela rede há quase um ano, me sinto na obrigação de corrigir alguns pontos divulgados equivocadamente a respeito das políticas que implantamos.

O primeiro: não é verdade que a rede tem 38% dos alunos não alfabetizados no quinto ano. A atual gestão não realizou nenhuma avaliação ou sondagem que comprove este número. E a Prova Brasil não mede a alfabetização dos alunos neste período.

Em relação à lição de casa, pesquisa realizada em 2010, respondida por pais, alunos e professores, mostra que mais de 90% das escolas tinha como prática a lição de casa.

Até 2012, a secretaria realizava provas externas padronizadas duas vezes por ano e seus resultados eram enviados aos pais. E as escolas tinham (e têm) sua avaliação própria. A recuperação no contraturno foi implantada. Com material próprio e professor dedicado. Todas as escolas da rede implantaram o projeto. E muitas tinham seus próprios projetos (o que acho ótimo!).

As provas externas foram extintas pela atual gestão. Ficam as provas das escolas, que já existiam.

(…)

(grifos nossos)

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