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15 de janeiro de 2012

Gilberto Carvalho diz que “morreria” por Lula

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A Folha de São Paulo publicou hoje (15) uma reportagem sobre os 10 anos do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel. O texto do jornalista Silvio Navarro não faz qualquer menção sobre as ligações entre Gilberto Carvalho, atual ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, e o principal suspeito pela morte do ex-prefeito, o empresário Sérgio Gomes da Silva.

Em julho de 2005, o Jornal da Noite (TV Bandeirantes) divulgou a gravação de conversas telefônicas entre Carvalho, então assessor do ex-presidente Lula, e Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, suposto mandante do assassinato do ex-prefeito de Santo André. No diálogo, Carvalho demonstra preocupação com o caso e afirma que irá até José Dirceu para definir “táticas” de defesa.

No topo deste post, o vídeo com a gravação dos diálogos. Abaixo, reproduzimos a reportagem da Folha de São Paulo:

“O caso, em termos de delonga no curso da ação, é emblemático.” Foi com essas palavras que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello defendeu, como relator, a concessão de um habeas corpus em setembro para libertar três acusados de matar o prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), em janeiro de 2002.

Na ocasião, o tribunal entendeu que os acusados cumpriam pena há anos sem ter sido julgados.

No próximo dia 20, a morte de Celso Daniel completará dez anos à espera de desfecho na Justiça. Ao longo da década, o crime adquiriu contornos de novela policial.

Sete pessoas ligadas ao caso, entre testemunhas e acusados de participação no crime, morreram no período.

Ex-professor universitário, deputado e prefeito da cidade do ABC pela terceira vez, Celso Daniel foi encontrado morto numa estrada de terra em Juquitiba (SP), alvejado por oito tiros, após dois dias de sequestro.

Ele era o escolhido para coordenar a campanha que levaria o ex-presidente Lula ao poder. Hoje, pelo menos dois dos seus ex-secretários ocupam cadeiras importantes em Brasília: os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Miriam Belchior (Planejamento).

O caso já foi reaberto duas vezes, investigado pelo Ministério Público, pela Polícia Civil e até pela CPI dos Bingos, em Brasília. O nome do prefeito batizou ginásio, parque e praça, mas o crime permanece sem veredicto.

A investigação também marcou um dos mais duros embates entre Promotoria, advogados e o PT.

Para o Ministério Público, Daniel foi vítima de crime de mando, encomendado pelo amigo e ex-segurança Sérgio Gomes da Silva. Eles estavam juntos quando o petista foi sequestrado, na saída de um restaurante em São Paulo.

Os promotores sustentam que Daniel teria descoberto um esquema de corrupção na prefeitura para financiar campanhas do PT e que o sequestro teria sido simulado.

A tese vai na contramão das conclusões da polícia, que defende a versão de que houve crime comum. O PT acusa os promotores de tentarem politizar a morte.

Dos oito acusados pelo Ministério Público, somente Marcos Bispo dos Santos foi julgado e condenado, em 2010, a 18 anos de prisão.

“O julgamento foi emblemático e abre campo para que outros indiciados sejam condenados”, diz Bruno Daniel, irmão do prefeito morto, que voltou ao país em outubro após sete anos de exílio voluntário na França.

A acusação foi feita pelo promotor Francisco Cembranelli, que não atuou na investigação, mas foi escalado pelo histórico de sucesso no júri. “Não vou colocar o PT no banco dos réus”, diz ele.

O julgamento de Gomes da Silva, em júri popular previsto para este ano, é o mais aguardado pela Promotoria.

Conhecido como “Sombra”, ele chegou a ficar preso por oito meses. Segundo amigos, hoje leva vida discreta no ABC. “O caso destruiu a vida dele”, afirma seu advogado, Roberto Podval.

O defensor tenta derrubar no STF o poder de investigação do Ministério Público em casos criminais, o que anularia boa parte da apuração.

Link da notícia aqui (para assinantes).

“Por esse homem eu posso morrer”

 

04798043500 Gilberto Carvalho diz que morreria por Lula

Em cerimônia realizada no início deste ano, Gilberto Carvalho declarou que “morreria” por Lula, caso fosse necessário:

- Foi um privilégio trabalhar nesses oito anos com o presidente Lula. Nove, contando-se a campanha. Quero dizer que, muito mais do que serví-lo, ele serviu ao povo brasileiro e serviu a todos nós. Ele me sustentou nas horas mais difíceis. Não me esqueço de que o presidente poderia ter se livrado de mim em momentos críticos que passei, mas jamais vou me esquecer quando voltei do segundo depoimento lá na CPI (dos Bingos) e ele tinha atrasado uma viagem me esperando sentado na minha sala para dizer: Gilbertinho, vamos tomar uma cachacinha para esquecer essas coisas e vamos tocar a vida para frente. Isso eu jamais vou esquecer – afirmou.

Analisando o retrospecto, fica difícil acreditar que a declaração de Carvalho seja apenas figura de linguagem.

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7 Comentários

  1. Paulo22 de janeiro de 2012 às 17:18

    Eu ainda tenho esperança. Um dia, isso vai SAIR DO CONTROLE.
    Estão enganando o povo, sugando-nos com impostos, dizendo que pobre é “crassi média”… roubando o dinheiro público, matando se for preciso.
    Mas um dia isso vai sair do controle, é só esperar.
    O povo vai acordar e se rebelar, isso é uma questão de TEMPO.

  2. Maria Cristina SP17 de janeiro de 2012 às 14:44

    E ninguém reage, país inerte. Essa quadrilha já deveria estar presa. Quantos assassinatos depois da morte de Celso Daniel, 6, 7 8? Coincidência? A imprensa quando quer não deixa quieto. Dez anos e tudo na mesma e os quadrilheiros soltos….

  3. Sandro P16 de janeiro de 2012 às 10:33

    Se isto aqui fosse um país sério, todos estes caras estavam presos.

  4. Uther Pendragon16 de janeiro de 2012 às 05:29

    Vamos tomar uma cachacinha e esquecer tudo, é assim que o país é administrado!

  5. Ronald16 de janeiro de 2012 às 04:32

    A bandidagem se confraterniza

  6. Sam Spade16 de janeiro de 2012 às 01:00

    Nunca esqueçam que nas organizações de esquerda (e de onde elas se inspiravam) que atuaram nos anos 60 e 70 era prática corriqueira o “justiçamento” contra supostos companheiros traidores.

  7. Sam Spade16 de janeiro de 2012 às 00:52

    Não sou adepto de “teorias da conspiração” mas tenho certeza que essa república lullopetista está se sustentando a base de chantagens. Como eterno otimista que sou, acho que qualquer dia e em alguma hora alguém vai abrir a boca, não por decência, mas simplesmente para preservar sua vida. Coisa que Celso Daniel (o *** do lullopetismo) não fez.

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