
Matéria da Folha.com:
Ao apresentar os sete membros da Comissão da Verdade, o Palácio do Planalto usou a Wikipédia (uma enciclopédia virtual) para formular alguns dos perfis dos integrantes e omitiu que a advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha foi defensora da presidente Dilma Rousseff e de seu ex-marido na ditadura militar (1964-1985).
Um dos perfis, o do ex-ministro José Carlos Dias, traz a descrição exatamente igual à da Wikipédia.
No caso de Rosa Maria, o perfil não diz que ela atuou como advogada de Dilma e de Carlos Franklin Paixão de Araújo, ex-marido da presidente e uma das pessoas consultadas por ela para indicar os membros da Comissão da Verdade.
(…)
Segundo o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, “não houve motivo específico” para se omitir no perfil dos membros da comissão que Rosa Maria foi advogada da Dilma e do ex-marido da presidente na ditadura. Sobre o uso do Wikipedia, ele disse que “não há nada por trás disso” e que o site foi usado para “facilitar a vida dos jornalistas”.
Não poderíamos esperar outro padrão de qualidade vindo do governo que utiliza o Google para avaliar currículo de futuros ministros.
Tópicos Comissão da Verdade, Wikipédia
Thiago13 de maio de 2012 às 20:12
E os professores das universidades ainda duvidam do que tem na Wikipédia, se até o governo copia as coisas de lá, porque não se pode colocar a mesma fonte em trabalhos acadêmicos? … Hum… prevejo um tsunami de trabalhos citando a Wiki como fonte, principalmente de mestrado e doutorado de esquerdistas…
Conservatore11 de maio de 2012 às 14:48
Parece até piada, o (des)governo, se valendo da Wikipédia para divulgar o perfil dos membros da Comissão da Verdade(só a deles). Seria cômico, se não fosse trágico. Viva Paulo Freire, viva Gramsci.