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6 de janeiro de 2014

Haddad quer tirar dependentes da Cracolândia com oferta de emprego

Haddad anuncia plano que nem existe "baseado em modelo holandês", mas não adotará medidas "higienistas"

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Matéria do portal G1:

Dois anos após a ação dos governos estadual e municipal na Cracolândia, no Centro de São Paulo, o prefeito Fernando Haddad (PT) anunciou nesta segunda-feira (6) que não adotará medidas “higienistas” e irá lançar um programa para oferecer trabalho aos dependentes químicos que vivem nas ruas da região.

A Cracolândia voltou a chamar atenção das autoridades públicas após a construção de uma favela que se formou nas ruas Dino Bueno e Helvétia com a montagem de barracas sobre as calçadas.

“Nós estamos tratando isso como um problema de saúde, nós não vamos tratar com violência. Nós temos que aprender com o passado, não podemos repetir os erros já cometidos. Então vamos afastar qualquer tipo de abordagem higienista”, afirmou Haddad.

Segundo o prefeito, a gestão municipal está conversando há cerca de um mês com as lideranças dos dependentes que vivem nas ruas na região da Cracolândia.

Para minimizar os impactos negativos e tentar modificar a paisagem do local, o prefeito promete adotar um modelo europeu para auxílio de pessoas em situação de rua que são dependentes químicos.

“Nós vamos adotar um programa que está sendo terminado agora. Hoje tenho a tarde inteira de trabalho sobre esse tema. Estive com o governador (Geraldo Alckmin) semana passada para tratar desse tema. Estamos há um mês com as equipes interagindo para voltar à região de maneira civilizada, dando alternativas para aquelas pessoas”, ressaltou.

“Nós vamos adotar um programa muito parecido com um programa que hoje tem um apelo muito forte na Holanda de inspiração canadense, que é oferecer pela própria Prefeitura trabalho para aquelas pessoas”, afirmou Haddad.

De acordo com o prefeito, uma pesquisa realizada com os dependentes químicos da região mostra que a maioria das pessoas que vive no local é formada por ex-presidiários. “A grande maioria das pessoas são egressas do sistema prisional. São pessoas que têm grande dificuldade de ressocialização, não conseguem  emprego  e não conseguem voltar para o seio familiar”, destacou.

(…)

Comentário

Haddad anuncia um plano mirabolante que ainda nem existe – e não se sabe em qual etapa da “ressocialização” haverá algum tipo de tratamento ou acompanhamento médico -, quando a realidade após um ano de gestão é o corte de 15% na área social e a proliferação de novas favelas no Centro.

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3 Comentários

  1. Caio Frascino Cassaro8 de janeiro de 2014 às 09:23

    Prezado:
    Esse sujeito não existe. E os caras vão fazer o quê? Preparar pedras de crack? O sr. Haddad parece zombar da nossa inteligência mais e mais a cada dia que passa. O flagelo do crack transforma a pessoa em um zumbi. É um morto vivo, cuja única finalidade é o consumo da droga. São pessoas cuja estrutura interna foi destruída, e a reconstrução de sua personalidade, quando possível, se dá de forma muito lenta e nunca é de maneira contínua, sujeita que está a recaídas ao longo do processo. A reinserção dessas pessoas no convívio social é dificílima, já que o pecado mora ao lado e as tentações são muitas, podendo perder-se em um único dia aquilo que levou anos para ser conquistado. É mais uma mentira desse senhor, que já deveria ter sido deposto por mentir publicamente em campanha prometendo algo que sabia ser impossível – para quem já esqueceu, refiro-me ao tal “Arco do Futuro”, principal promessa do sr. Haddad no período eleitoral e que foi descartada de seu plano quadrienal de governo por absoluta falta de verba, coisa sabida por qualquer um com QI maior que 80. Enfim, o homem que acha Stalin superior a Hitler “porque lia livros” (sic) continua nos provando que é um flagelo que foi imposto a São Paulo por uma população ignorante e mal informada, sendo que a única notícia boa é que agora faltam “apenas” 2 anos, 11 meses e 23 dias para essa versão moderna de Átila, o rei dos hunos, pegar o boné e ir embora.
    Abs

  2. ALEX e. SANTOS7 de janeiro de 2014 às 13:47

    Ou eu sou muito burro ou uma pessoa que está completamente dominada pela droga não segue opinião de “líderes”.
    Qual é a ‘liderança” de pessoas drogadas, os traficantes? Ora, um problema tão sério como estes pobres zumbis do crack devem ser tratados como uma questão de saúde pública e não com, lembrando o grande Sérgio Mota, masturbação sociológica.

  3. Airton7 de janeiro de 2014 às 12:24

    Existe liderança entre viciados ?

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