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Imprensa reclama de censura, mas arquivos hackeados tinham 15 fotos íntimas de Marcela Temer

01.01.2011 - Marcela Temer, esposa do Vice-Presidente Michel Temer, em sua posse. Brasília, 1º de janeiro de 2011. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

E o irmão da primeira dama chegou a perder R$ 15 mil em golpe aplicado pelo invasor

É preciso ficar bem claro para a opinião pública: a imprensa vem chamando de censura uma decisão da Justiça que evitou divulgar informações que foram obtidas por intermédio de uma extorsão sofrida por Marcela Temer. No passado, invasão semelhante daria em nada, ou quase nada. Hoje, há a lei Carolina Dieckmann para proteger as vítimas, caso da primeira dama.

O Gizmodo, contudo, tentou entender como a esposa do presidente foi enganada. E se debruçou sobre o material já sem sigilo do processo, algo que não infringe a lei. Findou descobrindo que, na véspera da extorsão, o hacker aplicou um golpe no irmão de Marcela. Fazendo-se passar pela primeira-dama, conseguiu que Karlo Augusto Araújo transferisse R$ 15 mil para uma conta bancária – inicialmente tentou tomar um “empréstimo” de R$ 150 mil.

Sim, no material divulgado pela perícia, não há apenas questões financeiras, mas 15 “fotografias pessoais e íntimas” que vinham sendo usadas para constranger a vítima. Mas notem que até mesmo a Justiça teve o cuidado de não detalhá-las no processo – para “preservar a intimidade e privacidade da vítima”.

A imprensa poderia mostrar decência semelhante evitando constranger Marcela para atingir Michel Temer. Afinal, motivo para atacar o atual governo não falta.

Fonte: Gizmodo

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