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Lava Jato: Temer demitirá ministro sob denúncia; que perderá foro privilegiado

Segundo o critério estabelecido, ministro que não tiver cargo parlamentar federal será julgado em primeira instância.

Michel Temer explicou os critérios quanto a ministro que eventualmente seja denunciado na Operação Lava Jato (e, presume-se, em qualquer outro caso), estabelecendo que será afastado provisoriamente aquele que sofrer denúncia da Procuradoria, e o afastamento será definitivo na hipótese de a justiça aceitar, ainda que não tenha havido julgamento. A mera citação, sem que as autoridades promovam um processo, não será motivo para afastamento.

É um critério correto. Claro que boa parte da velha mídia focará nas citações, mas a mera citação não significa nada.

Já a apresentação de denúncia, ainda que não seja aceita pela justiça, faz com que o ministro esteja em situação delicada diante do governo; e, assim, também o governo diante da população. Nesse caso, é mesmo prudente afastá-lo em caráter provisório. Se enfim a justiça aceitar a ação, aí o melhor a ser feito é demitir de vez. Ponto.

Sim, ainda há processo e ele pode ser absolvido. Sem dúvida. Mas é melhor que se defenda fora do governo, já que um problema particular não pode afetar todo o governo. E mais: uma vez afastado, o ministro perde o foro privilegiado (a menos, claro, que tenha mandato parlamentar em esfera por ele abrangida).

Desse modo, a nomeação de Moreira Franco deixa de ser uma manobra, pois ele seria afastado em caso de denúncia, perdendo o benefício do foro.

Se for mesmo assim, será positivo. Aguardemos

Fonte: Veja

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