Notícias

Lula nos EUA: “O político honesto não está em mim”

Em discurso dirigido a sindicalistas americanos, ex-presidente afirmou que não “morrerá em casa tossindo”, mas brigando com alguém em palanques

Lula_uaw_usa_trabalhadores

Para ex-presidente, o “político honesto” não está nele, mas nos funcionários da Nissan

Informação do Estadão:

WASHINGTON – Em discurso para uma plateia de sindicalistas americanos, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo, 3, que não morrerá “em casa tossindo, mas em um palanque ou em qualquer lugar brigando com alguém”. Embora o recado possa ter recipientes atentos no Brasil, naquele momento fez parte da receita de auto-ajuda do ex-líder sindical e político ainda ativo às organizações trabalhistas dos Estados Unidos.

Lula defendeu que o movimento sindical americano não pode tolerar a imposição de empresas, como a Nissan, que rejeitam a sindicalização de seus funcionários como requisito para realizar seu investimento no país. Estimulou ainda os sindicalistas a se candidatarem a postos públicos, seguindo seu exemplo, e não esperar que políticos da elite os represente no Congresso.

“Nunca pensei em ser vereador ou síndico do prédio em que morava e cheguei à presidência do Brasil”, vangloriou-se, vestido com uma jaqueta do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Automotiva e Aeroespacial dos EUA (UAW, na sigla em inglês) presenteada pelo líder dessa organização, Bob King. “Pensem no seguinte: o político honesto não está em mim. Está em cada um de vocês. Assuma a responsabilidade de ter um sindicalista, um metalúrgico, no Congresso”, completou.

(…)

O ex-presidente não aconselhou apenas os “companheiros” sindicalistas americanos, mas também emitiu sua receita de exercício do poder para o governante dos EUA, empossado no último dia 21 para seu segundo mandato. Lula lembrou que, ao ser eleito, em 2002, teve a “consciência” de não poder cometer erros, sob o risco de nenhum outro operário vir a ser escolhido para presidir o Brasil. Nos EUA, eventuais erros de Obama significarão a frustração de futuras candidaturas de afro-americanos, emendou ele.

(…)

Chávez. Com o processo sobre seu envolvimento no mensalão chegando na primeira instância da Justiça de São Paulo e sua nova estratégia para o PT eleger o governante paulista em 2014 estampada no Estadão de domingo, Lula esquivou-se de falar com a imprensa brasileiro. Chegou a dizer-se surpreso com a vitória do Corinthians de domingo para não mergulhar em uma conversa com os jornalistas. Ele desconversou especialmente quando questionado sobre seu possível contato com o presidente eleito da Venezuela, Hugo Chávez, em sua passagem por Havana, Cuba, nesta semana. “Eu não sei de nada”, limitou-se a dizer, quando questionado sobre as condições de saúde do líder bolivariano. Sua assessoria, entretanto, confirmara ter ele conversado com os médicos de Chávez. Lula antecipou seu discurso, para não atrapalhar a partida final do campeonato de futebol americano, o Super Bowl, e partiu para o Brasil por volta das 20h (23h, no horário de Brasília).

Leia mais aqui.

To Top