Implicante

/ Notícias

2 de junho de 2011

Marta Suplicy: despreparo, autoritarismo e desrespeito na Mesa Diretora do Senado

white 15 Marta Suplicy: despreparo, autoritarismo e desrespeito na Mesa Diretora do SenadoKindle

4693192723 043edeacd4 m Marta Suplicy: despreparo, autoritarismo e desrespeito na Mesa Diretora do Senado

Muitos já devem ter lido ou ouvido falar sobre o espetáculo grotesco protagonizado ontem à noite pela senadora Marta Suplicy (PT-SP) ao presidir a votação de duas Medidas Provisórias na Casa ontem. Segue o registro do portal G1 (destacamos os trechos em negrito):

A votação de duas medidas provisórias, a que aumentava o valor da bolsa de médico residente e a que criava uma empresa pública hospitalar, foi motivo de tumulto entre os senadores na sessão desta quarta-feira (1°).

As medidas, que perdiam a validade caso não fosse aprovada até a meia-noite desta quarta, não foram votadas pelos senadores por falta de tempo.

Atitudes da senadora Marta Suplicy (PT-SP), que estava no comando da sessão, irritaram os parlamentares. Em represália, a oposição ocupou a tribuna até a meia-noite, quando encerrava o prazo para a votação.

Marta tem sido alvo constante de críticas dos parlamentares por controlar rigidamente o tempo de cada um dos discursos. Muitos senadores reclamaram que não tiveram tempo suficiente para manifestar as opiniões sobre a medida provisória.

O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), chegou a dizer que a atitude da senadora foi ‘ditatorial’. “A primeira palavra tem de ser aos brasileiros, pedindo perdão pelo triste espetáculo que aqui se manifestou. A oposição não podia deixar de se manifestar contra essa posição ditatorial. Impedir que senadores discutam a matéria é agir de forma ditatorial”, disse o senador.

No plenário, enquanto alguns senadores tentavam ocupar a tribuna para se manifestar sobre a medida, outros gritavam “vergonha” para a senadora. O próprio discurso do senador tucano acabou sendo cortado por Marta, que interrompeu o áudio do microfone. “Senhor senador, o tempo regimental está encerrado”, disse a petista.

Pelo Twitter, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) afirmou que não tinha palavras para descrever o que estava acontecendo no plenário. “As imagens vão falar por si”, escreveu.

Diante dos desentendimentos, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), pediu cinco minutos de intervalo para discutir a matéria. A sessão foi retomada sem acordo entre os parlamentares, que continuaram reclamando da postura de Marta na condução dos trabalhos.

Na tribuna, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que é preciso que exista mais respeito entre os senadores, “sem gritos, violência e desrespeito”.

Bem na hora, a senadora cortou o microfone do senador. “Seu tempo acabou, senador”. Logo em seguida, a própria Marta anunciou que a sessão estava encerrada por falta de tempo para votar as medidas.

“Hoje mostramos ao Brasil toda uma faceta negativa do Senado Federal, mesclada de autoritarismo, de desrespeito e de tudo que uma democracia não deve ter”, disse Demóstenes.

Sem validade
A MP 521, assinada por Lula no último dia de governo, aumentava o valor da bolsa dos residentes, que era de R$ 1.916,45, para R$ 2.338,06. O texto previa, ainda, a prorrogação do prazo de pagamento da Gratificação de Representação de Gabinete e da Gratificação Temporária para os servidores ou empregados requisitados pela Advocacia-Geral da União. Como não foi votada antes da meia-noite, a medida perdeu a validade.

Outra medida aprovada que perdeu a validade por falta de tempo para votação, a 520/2010, previa a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, com função de administrar hospitais universitários federais e regularizar a contratação de pessoal desses órgãos, atualmente feita pelas fundações de apoio das universidades. A empresa seria vinculada ao Ministério da Educação, controlada pela União, e seguirá as normas de direito privado.

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) postou hoje em seu canal do Youtube vídeo com cenas da sessão descrita acima, intitulado “Democracia ou ditadura do PT?”:

0 Marta Suplicy: despreparo, autoritarismo e desrespeito na Mesa Diretora do Senado

compartilhe

Tópicos

6 Comentários

  1. tania9 de junho de 2011 às 16:15

    Esta claro que tudo issso e uma manobra para acabar de vez com a Saude Publica que é direito de todo cidadao…….DIGA NAO A PRIVATIZACAO DA SAUDE NO BRASIL, com todos os impostos que pagamos!!!!! é uma vergonha.

  2. Thiago3 de junho de 2011 às 20:01

    Rapha.,

    Se os temas das MPs são tão importantes, deveriam ser Leis e não MPs! E não se esqueça que MPs estão sendo utilizadas para aprovação de outros temas, na 521, além do aumento o valor da bolsa dos residentes, tinha a “prorrogação do prazo de pagamento da Gratificação de Representação de Gabinete e da Gratificação Temporária para os servidores ou empregados requisitados pela Advocacia-Geral da União.” Ou seja, se aprova a MP devido a um tema, aprovam tudo no bolo. E é de conhecimento geral, que o governo do PT está tentando aprovar vários temas “polêmicos” com esta tática de colocar outros assuntos no “bolo”.

    E nem vou entrar no mérito da MP 520, onde se previa a criação de mais um órgão governamental, o qual demonstra que nada é levado a sério nesse país. Afinal, já devem existir mecanismo para o controle dos hospitais universitários e contratação de funcionários, mas como tudo é levado no “me engana que eu gosto”, não deve funcionar por, no mínimo, incompetência!

    Então repito, se os temas são tão importantes, deveriam ser Leis e não MPs!

    P.S.: isso me faz lembrar o Lula e o PT acusando o FHC de governar através de MPs… não sei onde poderia encontrar tais dados, mas seria interessante fazer uma análise do uso de tal artifício entre os dois, não se esquecendo de julgar o conteúdo das mesmas. Afinal existem regras para se editar uma MP!

  3. Rapha.3 de junho de 2011 às 14:44

    Justamente @alexandre, os politícos de falso “mimimi” e quem se ferrou foi o pessoal que poderia ser atendido corretamente com a aprovação dessas medidas provisórias. É uma piada.

  4. alexandre3 de junho de 2011 às 06:35

    A Marta Suplicy conduziu de maneira atabalhoada e sem educação a sessão. Mas aí eu pergunto : os parlamentares não tiveram tempo para discutir o assunto ?????????????? Também, só trabalhando nas terças e quartas , aí é difícil !!!!!

  5. Maria Paula2 de junho de 2011 às 21:54

    Lembrei de um bichinho da animação BOLT que gostava de dizer: ridiculíssimo!!!
    Não me lembro de outra palavra pra descrever Marta Suplicy

Publicidade
Publicidade