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Mercadante: MEC não tem culpa de o Brasil ser grande

Em audiência no Senado, o ministro da Educação explicou o motivo das falhas do ENEM: o país é grande demais… Notícia do Estadão:

Na primeira vez que esteve no Senado na condição de ministro da Educação, Aloizio Mercadante atribuiu ao tamanho do Brasil os problemas que marcaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As últimas edições do programa, que avalia a qualidade do ensino no país e garante aos estudantes que tirarem as melhores notas acesso às universidades públicas, foram marcadas por denúncias de irregularidades. “O MEC não tem culpa de o Brasil ser tão grande e tão diverso”, disse Mercadante, durante audiência realizada hoje na Comissão de Educação e Cultura.

Mercadante afirmou que “não é fácil fazer um exame” para 5,4 milhões alunos inscritos na última prova, ano passado. Ela envolve um desafio logístico, acrescentou. São necessárias 400 mil pessoas trabalhando, com a utilização de 140 mil salas de aula, levando em conta ainda o tamanho do país e a dificuldade de acesso das regiões, disse. “Tem que ter sigilo absoluto do processo”. Ele avalia que, apesar dessas peculiaridades do País, o Ministério tem avançado na logística para realizar a prova.

Na audiência, realizada em clima de confraternização dos senadores com o ex-senador, o ministro considerou como “problema” o banco de questões do Enem. Na edição do ano passado, o Ministério teve que cancelar as provas de alunos de uma escola em Fortaleza depois que ficou comprovado que eles tiverem acesso antecipado a questões do teste. O aumento do acervo seria uma medida para evitar futuras fraudes. “Quanto mais questões tivermos, maior será a segurança”.

Nesta semana, a Pasta, em conjunto com 24 universidades federais, está trabalhando no aumento do acervo do banco de questões da prova. Mercadante, contudo, não quis revelar qual a meta de questões da prova que o MEC pretende alcançar. Outro ponto que o ministro quer aperfeiçoar é a correção das provas de redação do exame, outro alvo de questionamentos na Justiça. Sem revelar quais, ele disse que quer adotar critérios mais objetivos de correção nos próximos exames.

(…)

(grifos nossos)

Comentário

Sugeriríamos ao aloprado Mercadante um cargo de ministro no menor país do mundo, o Vaticano. Porém, como o irrevogável Mercadante não parece ter um perfil muito religioso, resta aguardar o reconhecimento pela ONU do Principado de Sealand, onde ele certamente se sentiria mais à vontade, para excercer cargo público em um país de tamanho proporcional à sua capacidade administrativa.

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