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Mercadante e os Aloprados: Outro petista confirma que PT montou falsos dossiês em 2006

A coisa não anda muito boa pro ministro da Ciência e Tecnologia (!), Aloizio Mercadante. Depois que um dos “aloprados” do PT confessou à revista Veja desta semana, que o (ainda) ministro foi um dos artífices na montagem do falso dossiê contra José Serra (PSDB), em 2006, quem aparece pra piorar a situação é outra figura do partido, a ex-senadora pelo PT do Mato Grosso, Serys Slhessarenko.

 

Antes tarde... Ela demorou pelo menos 3 anos até abrir o bico

 

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Serys confirmou a declaração dada por Expedito Veloso à “Veja”, e afirmou que ele a procurou, em 2008, para dizer que setores do PT de Mato Grosso promoveram uma “armação” contra a então senadora. O responsável pelo “fogo amigo” seria – nas palavras de Serys – o petista Carlos Abicalil, hoje secretário no MEC (Ministério da Educação).

Esta semana a revista “Veja” revelou o teor de uma conversa entre Expedito Veloso – um dos “aloprados” acusados pela compra de um falso dossiê em 2006 –  e um grupo de petistas. Em diálogo gravado, o “aloprado” afirmou que o plano contra integrantes do próprio PT de Mato Grosso custou R$ 2 milhões e teve como alvo, além de Serys, o ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB). Na mesma ocasião, Veloso responsabilizou Mercadante e Quércia pela negociação de um falso dossiê contra José Serra.

Na reportagem da Folha assinada por Rubens Valente, Serys aparece como “a primeira petista a confirmar a montagem de dossiês”. A menos que o repórter esteja se referindo ao gênero sexual da companheirada: “PRIMEIRA PETISTA”, Serys não é o primeiro integrante do PT a confirmar a montagem de falsos dossiês em campanha. O primeiro foi o próprio Expedito Veloso, que confirmou o esquema à revista Veja.

Pelo visto não é só o PT que persegue a publicação. Até a reportagem veiculada hoje, a Folha deu pouca atenção ao caso e chamou de “suposta” a entrevista de Veloso à Veja.

Leia abaixo a reportagem da Folha de São Paulo:

A ex-senadora pelo PT-MT, Serys Slhessarenko, disse ontem que o petista Expedito Veloso, implicado no “escândalo dos aloprados” admitiu em conversas com ela que integrantes do partido haviam montado dossiês na campanha de 2006.

Naquele ano também foram encontrados documentos reunidos pelo partido para tentar atingir a candidatura do tucano José Serra ao governo de São Paulo.

Serys é a primeira petista a confirmar a montagem de dossiês na campanha.

Ela contou que, há cerca de três anos, Veloso a procurou para dizer que setores do PT de Mato Grosso, liderados pelo ex-deputado federal Carlos Abicalil, hoje secretário no MEC (Ministério da Educação), promoveram uma “armação” contra a então senadora.
O objetivo, disse, era atrelar seu nome à chamada “máfia dos sanguessugas”, um esquema de fraudes na compra de ambulâncias.

“Ele [Expedito] veio muito chateado com o que o PT regional tinha armado contra mim. Era mais indignação de uma pessoa muito partidária em ver o que pessoas do próprio partido fizeram com uma candidatura”, disse Serys à Folha.
Em 2006, a senadora afrontou Abicalil ao insistir numa candidatura própria ao governo de Mato Grosso. O grupo do então deputado apoiava a reeleição de Blairo Maggi (então no PPS).
A denúncia que abalou a candidatura de Serys -ela acabou em terceiro lugar na disputa- dizia que a família Vedoin, pivô de desvio de verbas federais para a compra de ambulâncias, teria pago R$ 35 mil ao genro da então senadora.
Serys, que nega conhecer Vedoin, não foi indiciada pela Polícia Federal nem denunciada pela Procuradoria da República e também foi absolvida no Conselho de Ética do Senado.
A ex-senadora pediu a demissão de Abicalil, que é cotado para o segundo cargo mais importante na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência.
“As credenciais que ele apresenta não permitem que esteja no governo da presidente Dilma, governo que ele pode comprometer”, afirma.

(Grifos nossos)

Íntegra da matéria aqui (para assinantes).

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