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Novo tributo: Ideli afirma que tungada no bolso do brasileiro sairá no ano que vem

Conforme relembramos neste espaço, o governo Dilma rasgou mais uma promessa de campanha e planeja recriar o “tributo da saúde”. Ao menos alegação é a de que a nova “contribuição” servirá para essa finalidade.

Depois de seduzir governadores com a idéia,  uma forma evitar desgastes de imagem e jogar a responsabilidade para os Estados, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, abriu o jogo em entrevista ao Estado de São Paulo e afirmou que o Palácio do Planalto pretende aprovar no próximo ano a criação de mais um tributo, similar à extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Em setembro do ano passado, Dilma afirmou na TV que não iria recriar a CPMF. Como vemos, era mais uma mentira para ganhar a eleição. Deu certo.

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Abaixo trecho da reportagem de Vera Rosa e Tânia Monteiro para o Estadão:

BRASÍLIA – Sem caneta na mão, mas com “muitos baldes de saliva para gastar” na tarefa de unir a base aliada, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT), admite que o governo ainda quer a criação de um imposto para financiar investimentos em saúde no País e arrecadar mais R$ 45 bilhões por ano. A expectativa do Palácio do Planalto é que o tributo seja aprovado em 2012, apesar das dificuldades previstas por causa das eleições municipais.

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Nesta entrevista ao Estado, ao mencionar as “fontes” em debate para custear a saúde, Ideli não fez rodeios para definir do que se trata: “É um novo imposto”. Articuladora política do governo, a ministra garantiu, porém, que nada sairá neste ano porque decisões assim precisam ser “adequadas” à situação econômica. “Você não pode trabalhar desonerando de um lado e onerando de outro”, ponderou.

Cinco dias após a Câmara ter aprovado a Emenda 29 – que define os gastos com saúde para União, Estados e municípios -, Ideli reiterou que o dispositivo não resolve o problema porque não indica de onde virão os recursos. Para ela, a comissão acertada entre os governadores e o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), poderá “resgatar” projetos de lei que criam base de cálculo para a nova versão da CPMF, o imposto do cheque extinto em 2007. “Nós já colocamos o dedo na ferida”, disse Ideli.

A entrevista pode ser lida aqui.

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