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P-50: Símbolo de “autossuficiência” inaugurado por Lula extrai mais água do que óleo

Notícia do jornal Folha de São Paulo:

Empresa vai fechar o ano de 2012 com a primeira queda em produção desde 2007; para analistas, faltou investimento

O foco da Petrobras no pré-sal nos últimos anos fez a empresa deixar de investir em áreas importantes na bacia de Campos e deve levar à primeira queda de produção desde 2007.

Segundo especialistas, os investimentos na bacia de Campos poderiam ajudar a empresa a aumentar sua produção e, com isso, reduzir as perdas com importações de derivados de petróleo.

No segundo trimestre, a empresa registrou o primeiro prejuízo em 13 anos, de R$ 1,3 bilhão.

Símbolo da autossuficiência em 2006, a plataforma P-50 hoje produz mais água do que óleo. Inaugurada com pompa e circunstância pelo então presidente Lula na bacia de Campos, tem capacidade para 180 mil barris diários, mas extrai apenas 70 mil. O resto é água.

Folha apurou que o mesmo ocorre em campos como Marlim, que produz 210 mil b/d contra o potencial de 600 mil b/d, e Roncador, que em 2009, no auge, produzia 460 mil b/d e em três anos caiu para 269 mil.

“O declínio foi muito rápido. A produção caiu 27% desde 2009. O auge durou muito pouco, não teve o acompanhamento necessário”, disse uma fonte da indústria.

De acordo com o consultor Wagner Freire, ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobras (década de 1980), faltaram investimentos.

“É normal um grande volume de água no campo, por isso tem que investir para produzir o máximo possível de óleo. Mas a Petrobras investiu muito mal, o pré-sal não é essa maravilha toda.”

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