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Segundo pesquisas, a legalização do aborto interessaria mais a homens do que a mulheres

Os números rebatem um dos principais argumentos da militância favorável ao procedimento

Recentemente, as redes sociais recuperaram um dado que rebate um dos principais argumentos da militância pelos direitos femininos, a de que o aborto seria uma bandeira de maior interesse das mulheres. Uma pesquisa publicada pelo Instituto Gallup encontrou mais homens (41%) do que mulheres (36%) a favor da interrupção precoce e deliberada da gravidez.

O trabalho, contudo, é de 2010. Seria possível defender hoje que a situação permanece, ou seja, que há mais homens interessados na legalização do aborto do que mulheres? Um levantamento até recente do Datafolha leva a crer que sim.

A pesquisa em questão foi às ruas perguntar a respeito da legalização do procedimento para casos relacionados ao vírus da zika, responsável por anomalias na formação de alguns fetos. Primeiro, o instituto questionou: “Na sua opinião, mulheres grávidas que tiveram zika deveriam ou não ter o direito de fazer aborto?

Responderam “sim, deveriam ter o direito“:

  • 36% dos homens
  • 29% das mulheres

A resposta negativa confirmou a tendência. Responderam “não deveriam ter o direito“:

  • 53% dos homens
  • 61% das mulheres

Houve uma segunda questão: “E no caso de confirmação de microcefalia durante a gravidez de mulheres que tiveram zika, na sua opinião, essas mulheres deveriam ou não ter o direito de fazer aborto?

Responderam “sim, deveriam ter o direito“:

  • 44% dos homens
  • 33% das mulheres

E mais uma vez a tendência foi confirmada na resposta negativa. Responderam “não deveriam ter o direito“:

  • 46% dos homens
  • 56% das mulheres

Fica, então, a questão: a bandeira da legalização do aborto de fato busca atender aos interesse das mulheres, ou aos dos homens que buscam interromperem uma paternidade indesejada, por vezes forçando a mulher a isso?

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