
O jornal Folha de São Paulo publica nesta terça (31) detalhes sobre a demissão do presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci. De acordo com a publicação, Denucci teria sido demitido por suspeita de recebimento de propina. Ainda de acordo com a o jornal, a exoneração teria ocorrido assim que o ministério da Fazenda descobriu que a Folha se preparava para denunciar o caso.
Leiam abaixo um trecho da reportagem:
O presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, foi demitido no sábado por suspeita de receber propina de fornecedores do órgão via duas empresas no exterior em nome dele e da filha.
A exoneração do servidor, indicado para o cargo pelo PTB em 2008, foi formalizada no fim de semana por um funcionário do terceiro escalão do Ministério da Fazenda e publicada ontem no “Diário Oficial da União”.
Ela ocorre após ter chegado à Fazenda informação de que a Folha preparava reportagem sobre o caso.
Denucci relatou a auxiliares do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ser vítima de uma armação partidária para tirá-lo do cargo, conforme a reportagem apurou.
Em uma das conversas, chegou a dizer que pediria demissão. Procurou Mantega, mas não foi atendido por ele.
No fim de semana, porém, o governo resolveu se antecipar à reportagem em apuração e o exonerou.
A Fazenda também trabalha com a informação de que o Ministério Público deverá entrar no caso.
As “offshores” dos Denucci foram constituídas nas Ilhas Virgens Britânicas, conhecido paraíso fiscal, em 2010, quando o servidor já comandava a Casa da Moeda.
A Junta Comercial de Miami, nos EUA, confirma a criação das duas empresas: a Helmond Commercial LLC, em nome do próprio Denucci, e a Rhodes INT Ventures, em nome da filha, Ana Gabriela.
Nos últimos três anos, essas “offshores” teriam recebido U$ 25 milhões de operações financeiras no exterior, segundo um relatório da WIT, companhia especializada em transferência de dinheiro com sede em Londres.
Denucci confirma a existência das empresas, mas nega ter feito movimentações financeiras com essas contas.
A WIT aponta que os valores são oriundos de pagamento de comissão feito por dois fornecedores exclusivos da Casa da Moeda, equivalente a 2% dos contratos firmados.
(…)
Denucci também é investigado pela Polícia Federal por suposta remessa ilegal de dinheiro do exterior para o Brasil. Ele não teria comprovado a origem de R$ 1,8 milhão depositado em sua conta no Brasil, em 2005.
O Ministério Público Federal também abriu inquérito e, em paralelo, investiga denúncia de direcionamento de licitação.
Em novembro, o Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) confirmou multa da Receita a Denucci devido a essa remessa.
A íntegra da reportagem pode ser lida aqui (para assinantes)
Tópicos Casa da Moeda
João2 de fevereiro de 2012 às 10:59
Este blog é lindo! Parabéns!
João1 de fevereiro de 2012 às 19:26
Quando vocês não são geniais, são muito mais que tudo. Parabéns.
Luiz Fernando1 de fevereiro de 2012 às 18:32
Realmente temos que convir que a argumentação dos admiradores de “tudo isso que está aí’ é realmente brilhante,Digno de pré-escola.Nada como pegar um larápio com a boca na botija.O próximo argumento pré-escolar é que ele não é do PT.Anotem
Sandro P1 de fevereiro de 2012 às 14:22
Juro que, quando comecei a ler o comentário do João, achei que era o Alexandre. Até olhei o nome para confirmar.
Será que tem mais lá de onde eles vêm?
Hehehehehehe
Idevam1 de fevereiro de 2012 às 14:07
E o PT que resolveu se apropriar do dinheiro dos brasileiros direto na fonte espertos esses petralhas
João31 de janeiro de 2012 às 20:39
Gente, eu não entendo essa demonização dos paraísos fiscais!!! O que é que tem demais se ele recebeu 25 milhões nas Ilhas Virgens??? O Gravz já provou por A+B na sua brilhante série sobro o livro do Amaury que isso não quer dizer nada!!! É tudo muito normal!!!
Airton Leitão31 de janeiro de 2012 às 13:37
Botar a mão em U$ 25 milhões de operações financeiras no exterior certamente não foi só ele. Muito mais gente usufruiu desse ‘din-din’.
Quem seriam?