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31 de janeiro de 2012

Suspeita de propina derruba presidente da Casa da Moeda

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O jornal Folha de São Paulo publica nesta terça (31) detalhes sobre a demissão do presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci. De acordo com a publicação, Denucci teria sido demitido por suspeita de recebimento de propina. Ainda de acordo com a o jornal, a exoneração teria ocorrido assim que o ministério da Fazenda descobriu que a Folha se preparava para denunciar o caso.

Leiam abaixo um trecho da reportagem:

O presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, foi demitido no sábado por suspeita de receber propina de fornecedores do órgão via duas empresas no exterior em nome dele e da filha.

A exoneração do servidor, indicado para o cargo pelo PTB em 2008, foi formalizada no fim de semana por um funcionário do terceiro escalão do Ministério da Fazenda e publicada ontem no “Diário Oficial da União”.

Ela ocorre após ter chegado à Fazenda informação de que a Folha preparava reportagem sobre o caso.

Denucci relatou a auxiliares do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ser vítima de uma armação partidária para tirá-lo do cargo, conforme a reportagem apurou.

Em uma das conversas, chegou a dizer que pediria demissão. Procurou Mantega, mas não foi atendido por ele.

No fim de semana, porém, o governo resolveu se antecipar à reportagem em apuração e o exonerou.

A Fazenda também trabalha com a informação de que o Ministério Público deverá entrar no caso.

As “offshores” dos Denucci foram constituídas nas Ilhas Virgens Britânicas, conhecido paraíso fiscal, em 2010, quando o servidor já comandava a Casa da Moeda.

A Junta Comercial de Miami, nos EUA, confirma a criação das duas empresas: a Helmond Commercial LLC, em nome do próprio Denucci, e a Rhodes INT Ventures, em nome da filha, Ana Gabriela.

Nos últimos três anos, essas “offshores” teriam recebido U$ 25 milhões de operações financeiras no exterior, segundo um relatório da WIT, companhia especializada em transferência de dinheiro com sede em Londres.

Denucci confirma a existência das empresas, mas nega ter feito movimentações financeiras com essas contas.

A WIT aponta que os valores são oriundos de pagamento de comissão feito por dois fornecedores exclusivos da Casa da Moeda, equivalente a 2% dos contratos firmados.

(…)

Denucci também é investigado pela Polícia Federal por suposta remessa ilegal de dinheiro do exterior para o Brasil. Ele não teria comprovado a origem de R$ 1,8 milhão depositado em sua conta no Brasil, em 2005.

O Ministério Público Federal também abriu inquérito e, em paralelo, investiga denúncia de direcionamento de licitação.

Em novembro, o Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) confirmou multa da Receita a Denucci devido a essa remessa.

A íntegra da reportagem pode ser lida aqui (para assinantes)

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7 Comentários

  1. João2 de fevereiro de 2012 às 10:59

    Este blog é lindo! Parabéns!

  2. João1 de fevereiro de 2012 às 19:26

    Quando vocês não são geniais, são muito mais que tudo. Parabéns.

  3. Luiz Fernando1 de fevereiro de 2012 às 18:32

    Realmente temos que convir que a argumentação dos admiradores de “tudo isso que está aí’ é realmente brilhante,Digno de pré-escola.Nada como pegar um larápio com a boca na botija.O próximo argumento pré-escolar é que ele não é do PT.Anotem

  4. Sandro P1 de fevereiro de 2012 às 14:22

    Juro que, quando comecei a ler o comentário do João, achei que era o Alexandre. Até olhei o nome para confirmar.
    Será que tem mais lá de onde eles vêm?
    Hehehehehehe

  5. Idevam1 de fevereiro de 2012 às 14:07

    E o PT que resolveu se apropriar do dinheiro dos brasileiros direto na fonte espertos esses petralhas

  6. João31 de janeiro de 2012 às 20:39

    Gente, eu não entendo essa demonização dos paraísos fiscais!!! O que é que tem demais se ele recebeu 25 milhões nas Ilhas Virgens??? O Gravz já provou por A+B na sua brilhante série sobro o livro do Amaury que isso não quer dizer nada!!! É tudo muito normal!!!

    (Gravz: Um PARTICULAR abrir offshore é mesmo normal. Alguém que exerça cargo público, com suspeita de desvio de verba pública, é coisa bem diferente. Há casos péssimos, como Lalau; e casos necessários para gerenciar empresa, como Banco do Brasil e Petrobras. Não é a ofshore que faz o criminoso – quem tunga, pode também usar o colchão para esconder dinheiro, mas há pessoas que guardam dinheiro em casa sem que tenham roubado ninguém. É essa a lógica)

  7. Airton Leitão31 de janeiro de 2012 às 13:37

    Botar a mão em U$ 25 milhões de operações financeiras no exterior certamente não foi só ele. Muito mais gente usufruiu desse ‘din-din’.
    Quem seriam?

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