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30 de maio de 2012

Thomaz Bastos pode ser acusado dos crimes de receptação culposa e lavagem de dinheiro

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Abaixo informações de Felipe Truda do portal G1:

O procurador Manoel Pastana, da Procuradoria Regional da República da 4ª Região, de Porto Alegre, entrou nesta terça-feira (29) com uma representação na Procuradoria da República de Goiás contra o advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Segundo Pastana, Thomaz Bastos pode ser acusado dos crimes de receptação culposa e lavagem de dinheiro, por receber R$ 15 mil para defender o empresário do ramo de jogos Carlinhos Cachoeira, que teve os bens bloqueados pela Justiça e foi preso em fevereiro sob a acusação de comandar uma quadrilha de jogo ilegal.

Com a representação, o procurador pretende incentivar o Ministério Público de Goiás a investigar a origem do dinheiro pago ao advogado. “Não podemos ficar diante de um indício de crime, público e notório. Assim como há um ordenamento jurídico que garante o silêncio, como foi usado na CPI, há outro que obriga o Ministério Público a agir quando está diante de um crime, tanto de lavagem de dinheiro como de receptação”, disse ao G1 o procurador.

Por meio de nota, Thomaz Bastos repudiou a representação de Pastana. O texto nem sequer cita o nome do procurador. “Trata-se de retrocesso autoritário incompatível com a história democrática do Ministério Público. Esse procurador confunde deliberadamente o réu e o advogado responsável por sua defesa, abusando do direito de ação”, diz a nota.

No texto da representação, Pastana critica Bastos por defender um homem acusado de crimes que afetam a estrutura da administração pública, sendo ele um ex-ministro da Justiça. Segundo o procurador, no entanto, a lei não o impede de trabalhar no caso. O problema para ele é o alto valor do honorário. “Não estou impedindo o Thomaz Bastos de defender (Cachoeira). O que quero saber é se este dinheiro tem origem ilícita”, observa o autor da representação. “O Cachoeira tem renda declarada de R$ 200 mil anuais. É impossível pagar R$ 15 milhões”, acrescenta.

O procurador encaminhou a representação à Procuradoria da República de Goiás por fax nesta terça-feira (29), e no mesmo dia enviou o ofício pelo correio. Ele espera obter uma resposta dentro do prazo legal, de 30 dias. “Se não for comprovado (a origem), o dinheiro deve ser apreendido. O Thomaz Bastos pode ser acusado, por lavagem ou receptação, e o valor pode ser confiscado pela Receita Federal”, disse o procurador.

Na nota, Bastos ainda afirma que o escritório que dirige segue as regras da Receita Federal, e que os honorários pagos por Cachoeira “seguem as diretrizes preconizadas pelo Código de Ética da Advocacia e por outras leis”.

A íntegra da notícia pode ser lida aqui.

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6 Comentários

  1. Eduardo31 de maio de 2012 às 11:19

    Acredito que todas as atividades do advogado Thomas Bastos devem ser investigadas pela PF, desde quando ele era ministro. É o que o Brasil Inteiro espera .

  2. Arthurius Maximus30 de maio de 2012 às 18:37

    Infelizmente a ação tem poucas chances de vingar. Mas, seria ótimo que a investigação acabasse chegando a quem imaginamos que esteja pagando ao ex-ministro (cúpula do pt). Isso, por si só, já seria a tampa do caixão do que resta de seriedade do partido e da corja que o domina.

  3. André Andretta30 de maio de 2012 às 17:00

    Isso vai ser interessante…

  4. JV30 de maio de 2012 às 14:57

    a receita federal pode investigar com esse indicio, se vai fazer não sei. Vão alegar que amigos pagaram o advogado, aí tem que ver a origem do dinheiro desses amigos, vai expor muita gente “boa”.

  5. Airton Leitão30 de maio de 2012 às 13:23

    Defender bandido é mesmo obrigação e dever de advogado, mas o que se observa aqui é que Marcio Thomaz Bastos deve ser o criminalista mais caro do país. Falam até em R$ 15 milhões. A questão é como Cachoeira vai pagar isso tudo, seus seus bens estão bloqueados? Havendo debloqueio, qual a origem do dinheiro pago ao advogado?

  6. Alexandre Acacio30 de maio de 2012 às 12:31

    Isso me lembra o escândalo watergate, a frase famosa ainda repercute “follow the money” , siga o dinheiro. Se for de fonte licita, tudo bem. O cachoeira tem todo o direito de ter um advogado e o mesmo não esta cometendo nenhum crime ao defende-lo essa ação tem um q de revanchismo apenas gostaria que o procurador provasse as acusações, pois o ônus da prova cabe ao acusador não ao acusado.

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