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Usada com Lula, a narrativa “condenado sem provas” não impediu a prisão de Dirceu e Genoino

10/07/2017- São Paulo- SP, Brasil- Lançamento da 2ª Fase do Memorial da Democracia do Instituto Lula Foto: Ricardo Stuckert

No Mensalão, o petismo também alegou que os investigados foram condenados sem provas – em vão

Foto: Ricardo Stuckert

Com a condenação de Lula por obra da operação Lava Jato, o petismo rapidamente tomou as redes sociais tentando emplacar mais uma de suas tantas “narrativas”, ou aquelas explicações que se confundem bastante com a verdade, mas não passam de versões convenientes aos interesses partidários. Das principais lideranças, ou mesmo dos perfis oficiais, saiu o mesmo argumento: Sérgio Moro teria condenado sem provas. O que, claro, está longe de ser real.

Contudo, a tática não é nova. Há cinco anos, a militância mais aguerrida tomou as redes sociais para usar argumento semelhante, mas em favor de outros dois petistas também graúdos: José Dirceu e José Genoino. A duplava estava sendo julgada no STF pela participação no Mensalão. Para comprovar a culpa, Joaquim Barbosa explorou o domínio de fato, teoria levada a sério em qualquer democracia relevante. Nada disso impediu o petismo de insistir que suas lideranças estavam sendo condenadas sem provas.

Entretanto, de nada adiantou. Ainda que seja questionável a pouca duração do encarceramento, Genoino e – principalmente – Dirceu cumpriram algum tempo de cadeia. O segundo, inclusive, segue aguardando o julgamento pelo mesmo TRF4 que analisará o recurso de Lula. Em ambos os casos, uma nova condenação (re)coloca os envolvidos atrás das grades.

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