Implicante

/ PIG

10 de maio de 2012

A embromação da Carta Capital e da Record

white 15 A embromação da Carta Capital e da RecordKindle

por Flavio Morgenstern

“Jornalismo é publicar algo que alguém não quer que seja publicado.
Todo o resto é publicidade.”
– George Orwell

A Carta Capital publicou na capa dessa semana uma capa fictícia da revista Veja (uma capa dentro da capa), com uma foto de Roberto Civita, atual presidente da editora Abril, e a chamada: “O Nosso Murdoch”. A provocação tenta igualar Roberto Civita a Rupert Murdoch, que fechou um jornal no Reino Unido, o News of the World, após um escândalo revelar que o tablóide fazia escutas ilegais de políticos, celebridades e cidadãos comuns.

carta capital murdoch1 252x300 A embromação da Carta Capital e da Record

O assunto da Carta Capital é a Veja. A revista de Mino Carta apenas saiu do armário e admitiu que não tem muito mais do que falar. Ou alguém se lembra de algum escândalo que tenha sido descoberto pelo jornalismo investigativo da Carta Capital? Algum caso de corrupção flagrado por ela? Algum ministro derrubado?

carta capital trama 115x150 A embromação da Carta Capital e da RecordNão é a primeira vez em que isso ocorre. Quando o escândalo dos aloprados veio à tona, todas as revistas cuidaram de publicá-lo na primeira página. Carta Capital, temendo ficar mal com seus asseclas, esperou, e publicou uma capa em que afirmava que o segundo turno das eleições havia sido produzido por uma “farsa” entre a tríada satânica, responsável por todos os males do mundo: o PSDB, a Veja e a Globo. Todo o busílis foi baseado no fato de que, quando o escândalo vazou, havia um carro do PSDB na frente do hotel antes mesmo de a imprensa lá chegar. É com esse tipo de “fato” que a Carta Capital faz “denúncia”.

A tática funciona. Ninguém, absolutamente ninguém no mundo lê Carta Capital para se informar, e sim para acreditar que não precisa se informar na imprensa maior de idade. A revista é apenas lida para se confirmar o que já se pensa. Seu público é de petistas e esquerdistas de quilates mais violentos. A revista, incapaz de produzir uma denúncia, cega aos trambiques de Brasília ou de qualquer lugar do país e do mundo, muda quanto a qualquer desvio de conduta do PT, funciona apenas para aqueles que querem continuar acreditando na ideologia iluminada da esquerda, e que não podem ler qualquer jornal sem o alto risco de não conseguir mais sustentar a crença na competência e honestidade vermelha.

Suas relações com o governo são desabridas. Suas páginas têm um percentual altíssimo de propaganda estatal – percentual absurdamente maior do que o que há em qualquer outra revista. Uma propaganda pode servir para apresentar um produto novo (as vendas do SWU dos pôneis no ano passado valem um curso de marketing), para vendê-lo diretamente (como os anúncios em nossa própria página, ali do lado) ou para firmar uma marca. Como muitas das empresas estatais não têm concorrência, ou ao menos não precisam jogar regras de mercado para se preocupar com elas, não há produtos novos e nem venda direta, resta este último artifício.

Porém, por que firmar tanto a marca de uma empresa às vezes sem concorrentes – vamos supor, uma hipotética grande estatal de petróleo? Quando a propaganda não tem retorno auferível em números, e o dinheiro escorre em mão única, é de muito mais bom alvitre compreender que a empresa só está fazendo “propaganda” para financiar uma revista que lhe ajude de volta, falando bem do governo – uma espécie de Diário Oficial do Partido, com diagramação de semanal e texto mastigadinho para o leitor médio. Se a artimanha ainda soa teórica, analisemos em números: a Carta Capital possui tiragem média de 75 mil exemplares (menor do que o número de alunos da USP). A Veja possui tiragem de 1,2 milhões. Se você quer “firmar a marca” da estatal de sua preferência (mesmo aquelas sem concorrência, como a empresa de postagem e a de petróleo), em qual das duas revistas vai apresentar a marca ao povão? Nenhum leitor da Carta estranha o fato de o governo que a revista do Mino tanto elogia preferir entupir suas páginas com uma porcentagem muito maior de propaganda estatal. Nunca é demais lembrar: a Carta Capital oferecia desconto em assinatura para filiados ao PT, e a mamata só acabou por denúncia. Da Veja.

Com uma tiragem tão ínfima, é natural que ninguém, fora quem acreditará no Partidão não importa o que a realidade diga, se preocupe com suas páginas. Há também o fator psicológico: Mino Carta já trabalhou com Civita, depois preferiu o reino mais rentável de bajular os adversários da Veja. Primeiro partiu para a defesa de Orestes Quércia, depois chegou no PT e na operação “a culpa é toda da mídia golpista”. Só um psicanalista sem mais o que fazer se preocuparia com a saúde e higiene mental das páginas da Carta Capital. Ou seja, sempre sobra para nós o trabalho paleontológico e pouco higiênico de descer às crostas do jornalismo do Reino Monera.

O nosso Capachão

Em coluna de Maurício Dias, após um sem número de ilações e dislates pouco substanciosos sobre a Veja (a velha tática de afirmar generalidades como prova, à guisa de “a revista sapateia as regras do jornalismo”), há um clímax que ultrapassa muito as raias do delírio. Afirmando que “a imprensa brasileira, particularmente, tem assombrosos erros históricos” (erros históricos? alguma nasceu na data errada? alguma publicou algo antes de ela própria existir?), o “prontuário inclui, entre outros, a participação na pressão que levou Vargas ao suicídio, em 1954″. Tradução: se a imprensa faz pressão sobre uma figura pública, um governante, um presidente ou um ditador, ela, a imprensa, está cometendo um erro histórico. Onde já se viu uma coisa dessas?! Liberdade de imprensa não é liberdade para fazer pressão sobre ditadores – ainda mais se estes pedem pinico. A Carta Capital usa um argumento pior do que os lunáticos da FOX News, que atribuem à “mídia golpista da Costa Leste” o escândalo que derrubou Nixon. Deixando bem claro: Nixon, um dos piores presidentes do século, estava longe de ser um ditador como Getúlio Vargas.

veja crise 150x150 A embromação da Carta Capital e da RecordAntes da “bombástica” matéria de capa, também a coluna do próprio Mino Carta, que exige um grau de leitura very hard, já tasca de cara que a suposta operação abafa sobre as relações entre Cachoeira e Veja “não aconteceria nos países onde o jornalismo não se confunde com o poder e em vez de servir a este serve ao seu público”. Quem melhor do que o editor da revista que dá desconto em assinatura ao PT e coincidentemente rende loas ao governo ao lado de anúncios estatais (sem os quais provavelmente a publicação iria à bancarrota) para falar em jornalismo que se confunde com o poder? Aliás, quantas vezes a acusação genérica (e sem imputação de qualquer delito substancial) que faz vale mesmo mais à Veja do que à sua própria revista? – Quantas vezes a Veja trocou uma defesa cega do governo em troca de algo vindo do governo? A crítica não é, justamente, que a revista da Abril nunca é amiga do governo – é a “mídia golpista” par excellence?

Mino também afirma que “a corporação é o próprio poder” (interpretem aí), “de sorte a entender liberdade de imprensa como a sua liberdade de publicar o que bem lhe aprouver. A distorcer, a inventar, a omitir, a mentir”. Descontando a velha ojeriza pela liberdade de imprensa dos outros, é o tipo de acusação que faz leitores da Carta Capital jurarem que provaram que sua nêmesis “distorceu, inventou, omitiu e mentiu”, sem apontar uma única linha que comprove o fato.

Ao marcar cada frase da reportagem principal passível de discussão em caneta vermelha, as páginas ficam mais vermelhas do que o jornal do PCO.

A tal reportagem, assinada por Cynara Menezes, afirma que “Veja serviu antes de tudo aos interesses políticofinanceiros (sic) de um grupo organizado de criminosos”. O fato é que Veja usou Cachoeira como fonte – o que denunciou a quadrilha do Ministério dos Transportes / Dnit que Dilma mesma acabou por demitir em massa. A quadrilha do Dnit era um aparelhamento de cima abaixo orquestrada por José Dirceu. Havia uma encrenca entre Dirceu e Cachoeira. Para denunciar Dirceu, Veja usou quem tinha as melhores fontes possíveis: seu arqui-inimigo. Alguém aí pensaria em fonte diferente? E por acaso, inverter a lógica também não funcionaria? Criticar Cachoeira acaso seria “servir aos interesses politicofinanceiros (bleaght) de Dirceu”? Ademais, Dirceu e Cachoeira estarem concorrendo em algo já não é vergonha demais pra um país só?

sergio cabral com dono da delta em paris 300x202 A embromação da Carta Capital e da RecordReportagem dessa mesma semana no semanário da Abril mostra fotos de Sérgio Cabral na esbórnia em hotéis caríssimos de Paris com Fernando Cavendish, presidente da construtora Delta, atolada, pode-se dizer literalmente, nas obras superfaturadas que forneceram o mar de dinheiro sujo que gerou todo o atual escândalo. As fotos foram publicadas no blog de Anthony Garotinho e de César Maia, ambos inimigos entre si, mas também inimigos de Sérgio Cabral na velha disputa pelo governo do Rio de Janeiro. Acaso Veja estaria “servindo antes de tudo aos interesses políticofinanceiros (sic)” de Garotinho e Maia? Devemos ignorar as fotos graças às fontes? Será que Carta Capital teria coragem de, ao invés de informar uma generalidade, com todas as fontes “melhores” que possui e o jornalismo investigativo de maior qualidade que julga praticar, afirmar claramente qual crime arrolado no Código Penal a revista Veja teria cometido? Tim Lopes, se sobrevivesse, deveria então ser investigado por uma CPI?

Seguem-se três longos parágrafos (cerca de 40% das primeiras 2 páginas de 5) de ilações sobre Rupert Murdoch. É uma comparação tão infundada que ultrapassa os limites da boa-fé. Murdoch praticou escutas ilegais. Veja tinha uma fonte que cagüetou falcatruas de um inimigo. Nenhuma atitude minimamente similar, que dirá qualquer crime, para haver tanta vontade de pechar Civita como “o nosso Murdoch”. Os que adoram criticar a Veja, por sinal, não se furtam a pegar opiniões de gente muy amiga dos chefões das falcatruas inimigas. Quantas vezes por aí você viu Luis Nassif, Vladimir Safatle, Paulo Henrique Amorim et caterva lado a lado a José Dirceu, em evento com dinheiro público, onde todos falam, justamente, sobre mídia? Quem pode dizer que “Nassif, Safatle e Paulo Henrique Amorim servem antes de tudo aos interesses politicofinanceiros de José Dirceu”? E não soa, assim, até crível tal hipótese?

A própria reportagem dá ensejo a tal idéia logo após. Os encontros de José Dirceu, ex-ministro todo poderoso apeado do cargo por ser considerado o “chefe da quadrilha” pelo Procurador Geral da República, aparece como vítima da “parceria Veja-Cachoeira”, quando Dirceu dá queixa na polícia após um repórter da revista tentar entrar no apartamento em que se hospedava em um hotel de Brasília.

A defesa do “chefe da quadrilha”, ao invés de mostrar alguma prova de algo, é prestar uma queixa contra um repórter meio atrapalhado? A reportagem ainda questiona: “qual a relevância da divulgação de encontros feitos à luz do dia em um local público da capital federal?” Ora, um hotel não é um local público, ou Dirceu não poderia dar queixa. E que relevância tem um ex-ministro envolvido em denúncias que somam 111 anos de prisão fazer encontros com o presidente da Petrobras, o ministro do Comércio Exterior, além de deputados do porte de Vaccarezza e senadores (dois do PSDB, pra quem acredita que é uma disputa partidária em jogo)? Não há nada de estranho nisso? Não há nada a estranhar de Dirceu ter sido contratado pela Delta como uma assessor empresarial da única empresa do ramo inteiramente baseada em contratos públicos? Aliás, da principal empresa do PAC, defendido tão aguerridamente pela Carta Capital?

Diz a Carta: “Cachoeira afirma que ‘arrumou uma fita’ para o repórter, mas não especifica como”. Fala que a “intimidade” do contraventor com o diretor da Veja Policarpo Jr. é “inegável”, pois o bicheiro em uma gravação o chama de “Poli”. Humm. Ouvindo a gravação por inteiro, vê-se que é Cláudio Abreu, executivo da Delta, quem fala sobre o “PJ”, e Cachoeira sequer entende de quem Abreu estava falando. A Record acredita que isso é um “apelido íntimo” que Policarpo ganhou… de Cachoeira.

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Intimidade inegável? Pode até ser que houve intimidade, mas se isso é prova de intimidade, não quero imaginar quantos amigos íntimos tenho pela quantidade de pessoas que abreviam meu sobrenome. Por sinal, até a própria Carta admite que a Veja publicou em suas próprias páginas conversas de seu repórter com Cachoeira. Alguém que praticaria “toma lá dá cá” faria o mesmo?

Para a Carta, isso foi um “toma lá dá cá”. Misteriosamente, não houve menção nem na Carta Capital, nem na reportagem orquestrada por Paulo Henrique Amorim na Record, da reclamação de Cachoeira pela falta de contrapartida de Policarpo pelos favores que lhe prestou (embora tanto a revista de Mino quanto a Record não parem de repetir uma tal “troca de favores”). Como era mesmo o papo sobre “distorcer, inventar, omitir, mentir”?

Há informações completamente desconexas e sem provas, como Cachoeira “utilizar” a Veja para “promover” Demóstenes Torres. Se até a cúpula do PT acreditava na lisura de Demóstenes, qual a prova de que só a toda-poderosa Veja conseguiu passar sozinha tal imagem do senador? Que prova tem de que “a revista sabia das relações carnais (sic) de um senador com um contraventor, e não só não o denunciou, como o promoveu constantemente”? A primeira ligação de Demóstenes com Cachoeira surgiu, justamente, na Veja: mais especificamente no blog de Ricardo Setti. Ou foi o jornalismo investigativo politicamente correto da Carta Capital que descobriu alguma coisa?

Ultrapassa portanto o ápice do ridículo ler Carta Capital reclamando de “‘denúncias’ sem comprovação” (aspas do original), de “buscar o contraditório” (vão oferecer desconto em assinatura para filiados ao PSDB também?) e de fontes com “problemas legais” (e defender a teoria conspiratória da “farsa que levou ao segundo turno” em 2006 ao mesmo tempo). É apenas uma aleivosia que só converte os já convertidos, uma retórica malemolente que acha que citar Merval Pereira, que esmirilha de cabo a rabo tal acusação, e chamá-lo de “funcionário dos Marinho” depois é prova suficiente de que Merval está errado. Mas o mais divertido foi ver uma reclamação de “falta de capas” da Veja sobre o escândalo (embora tenha havido duas, e chamadas de capa em todas as últimas sete edições), no mesmo fim de semana em que a Veja publica uma curiosa capa desenhada (e, portanto, bem pensada e demorada) incriminando toda a turma de Cachoeira, situação e oposição, todos naufragando no mesmo barco. Quer dizer, alguns já sem barco.

capa cpi do cachoeira 232x300 A embromação da Carta Capital e da Record

Flavio Morgenstern é redator, tradutor e analista de mídia. Está tentando ligar pro Cachoeira, mas o Nextel tá dando ocupado. No Twitter, @flaviomorgen

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82 Comentários

  1. SergioD23 de maio de 2012 às 13:16

    Caro Flávio, bom dia.
    Sou leitor tanto da Carta Capital quanto da VEJA. Isso porque gosto de ler visões antagônicas sobre os assuntos do país e do Mundo. Aprendi isso lendo o antigo JB, que em sua página de editoriais dizia alhos e na página de opinião ao lado, um articulista do jornal ou convidado dizia bugalhos sobre o mesmo assunto.
    Acho que ambas as revistas exageram em certos temas. Sinceramente não vi como dizer que houve um toma lá dá cá entre os profissionais de VEJA e o Cachoeira. Mas uma coisa ficou martelando na minha cabeça. Será que a equipe da VEJA não levou em consideração que poderia estar servindo aos interesses do Cachoeira em seus negócios escusos no governo? Isso porque a cada denúncia alguém que atrapalhava o seu esquema saía do caminho. Certo que VEJA não tem a obrigação de investigar criminosos, mas isso deve ter rendido sérias discussões na redação, não acha?

    • flaviomorgen23 de maio de 2012 às 17:08Autor

      Olá, SergioD. É óbvio que a Veja sabe que, se há uma intriga entre Cachoeira e Dantas, vai defender o interesse de um lado. Da mesma forma, toda denúncia contra o PT é de interesse do PDSB (e do PV, e do PSOL, e do PP e de todos os outros). Como eu disse, se você quer saber quem mais pode falar mal de alguém, corra diretamente pro seu maior inimigo.

  2. Leonardo T B21 de maio de 2012 às 19:18

    tá na hora de aposentar Mainardi e colocar você no lugar.

  3. Leonardo T B21 de maio de 2012 às 19:16

    ” Liberdade de imprensa não é liberdade para fazer pressão sobre ditadores – ainda mais se estes pedem pinico”

    HAHAHAHAHA, genial

  4. Rafael20 de maio de 2012 às 00:02

    Você diz que a Fox News acha que o Nixon foi derrubado por um golpe da “mídia golpista da Costa Leste”. Depois diz não ser a linha da Fox, mas de lunáticos lá dentro. Mas não aponta alguém lá que tenha falado isso. Esse é o tipo de acusação que petista faz.
    O leitor Rodrigo lembrou que na época do suicídio o Getúlio já não era ditador. Aí, ao invés de se render aos fatos, você resolveu insistir dizendo que não existe ex-ditador. Achei isso meio bobo.
    Quanto ao resto do artigo, acho irretocável.

    • flaviomorgen20 de maio de 2012 às 01:05Autor

      Não disse uma coisa, e depois outra. Falei apenas a outra, você que quis afirmar que eu comecei falando a primeira. Quanto ao Getúlio, o que afirmei a ele está claro o suficiente: não existe ex-ditador. Isso sim é se render aos fatos.

  5. Rafael19 de maio de 2012 às 16:03

    Engraçado, você fala sobre a Fox News como os petistas falam da Veja.

    “Alguns lunáticos lá dentro, com o perdão do pleonasmo, não a própria emissora.”

    Não era mais fácil recuar do que dobrar a aposta? Mesma coisa sobre o Getúlio Vargas, não era mais fácil e correto reconhecer o erro do que insistir?

  6. Caetano18 de maio de 2012 às 19:04

    Tanto barulho por causa da relação jornalista-fonte mas o mais importante não é negado: as denuncias!!!

    A propria “Presidenta demitiu um monte de gente por “mailfeitos” !!!

    O problema deles é que precisam calar aqueles que mostram as verdades sobre o “Nunca antes nesse pais…….”

  7. Cristiano18 de maio de 2012 às 15:47

    75 mil exemplares, tudo isso? Se eu contar que realmente NUNCA (mas NUNCA MESMO) vi um exemplar da Carta Capital ao vivo, nem em consultório de dentista, médico ou psicólogo, alguém ai duvida?

  8. Thiago218 de maio de 2012 às 04:36

    Esse tal de matheus fala, fala, e não apresenta fatos, e claro não consegue defender algo que não tem defesa, o esgoto da carta capital e do PT.

  9. Claudio Mattos17 de maio de 2012 às 20:20

    Ah, essa Cynara Menezes, que assina parte da matéria de capa da CC, não é a mesma que, quando trabalhou na Veja falava que “tinha nojo do Lula”? Foi gongada da Abril e da Folha por incompetência, né? Pelo jeito agora achou sua vocação

    (Gravz: Não vi NADA xingando Lula. SE achar, manda pra gente? Seria divertido, sem dúvida. Vi elogio a Alckmin, p.ex. Mas xingamento a Lula, não. E nojo? NUnca nada do tipo. Mas, se tiver realmente algo concreto, só mandar que publicamos :))

  10. ademir rocha da silva17 de maio de 2012 às 01:18

    quem é este sr. mino carta para criticar a revista veja? a sua revista nunca passou da quinta categoria entre as demais, ele sempre foi um gaveteiro desde o regime militar, e estal de luiz nassf vai atraz dele, que decadencia do jornalismo brasileiro. a veja apesar de algumas cagadas jornalisticas, ainda é o quarto poder neste pais denunciando as mazelas dos politicos, todas comprovadas e incomodando muita gente. que viva a veja, e que aqueles que tem rabo de palha não sentem perto da fogueira. a veja esta vendo.

  11. Thiago16 de maio de 2012 às 12:06

    Lendo o comentário do “Djalma do prado”… lembro como devem agir os policias infiltrados em organizações criminosas… eles prometeram agir de acordo com as leis e proteger a população, mas por muitas vezes acabam tendo que praticar atos ilegais, o mais comum é ter que utilizar drogas ilícitas para continuar o trabalho disfarçado e conseguir desmontar esquemas de bandidos… bem, pela “lógica simples”, esses policias, que entregam suas vidas para tentar eliminar graves problemas de violência e muitas vezes acabam tendo problemas pessoais (casamentos desfeitos, filhos que não conseguem criar como gostaria e afins), deveriam ser presos por praticarem atos ilegais! É, acho que essa “lógica simples” deveria valer para todos! Imagina os petistas tendo que fugir do país por causa da tal “lógica simples”, seria um favor ao povo brasileiro!

  12. Francisco16 de maio de 2012 às 11:42

    Mino Carta (quem?), Luis “aspirador” Nassif (esse pega pesado no que nao pode e nao presta), e a obscura Carta Capital, são como ex BBBs:

    Qualquer coisa, qualquer tipo de falácia, qualquer humilhação, em troca de 5 minutos de holofotes e um dinheirinho extra por baixo dos panos…

    Sinceramente, é divertido falar desses nati-mortos, mas me parece como chutar cachorro morto (com todas as desculpas do mundo pela comparação aos maravilhosos cães).

    Parabéns e “tamujunto” , diria o Apedeuta.

  13. Leonardo16 de maio de 2012 às 03:53

    E a Carta segue em sua embromação, agora o Mino resolveu das as caras e continuar a provocação e a tal Cynara continua vendo a versão petralha.
    p.s: E a esgotosfera vai se reunir na Bahia adivinha quem foi o convidado internacional? o tal de Iroel Sanchez o blogueiro estatal cubano que é um mascate dos irmãos Castro para denegrir a Yoanni.

  14. Hay15 de maio de 2012 às 14:18

    Eu me referia na verdade às gravações que envolviam o Policarpo. Os petistas ainda podem recorrer a uma argumentação que, vinda de petistas, é até um primor de argumentação (porque eles normalmente babam de raivinha, esperneiam, gritam que não brincam mais, chamam de golpista, etc): a Veja pode ter excluído do arquivo as gravações que envolveriam o Policarpo. O problema é que eles precisariam mostrar as gravações excluídas. Para piorar para o lado dos petistas, a PF disse que não viu nada de mais nas conversas do Policarpo. Agora os petistas concluirão que é tudo uma conspiração que envolve também a PF. E provavelmente vão incluir como fonte confiável os Satafle (HAHAHAHAHAHA Safatle… confíavel… HAHAHAHA) da vida.

    • flaviomorgen15 de maio de 2012 às 14:41Autor

      Pior é que sempre dizem que já ficou provado que a Veja praticou crimes. Por quê? Bem, porque a Carta Capital disse. Logo, se você desmente a Carta Capital, está errando, porque já ficou provado.

  15. Hay15 de maio de 2012 às 13:36

    Ei, petistas e militantes, expliquem para mim onde estão as outras 198 ligações. Sim, porque até agora, das 200 ligações entre Policarpo e Cachoeira, só ouvi duas.

  16. Matheus Magalhães15 de maio de 2012 às 03:16

    “Hoje tive o desprazer de conhecer este esgoto de site a partir de um link colocado por um imbecil que teve o cérebro lavado por Vejas e similares e fiz a besteira de clicar. Eu pensava que Reinaldo Azevedo era o cúmulo da baixaria, pude ver que estava enganado. Isto aqui é o pior amontoado de calúnias e falsas informações que já vi. Estou completamente enojado e fico imaginando como existem idiotas que dão créditos a pessoas como vocês. Veja=banditismo!”

    Exemplo perfeito como os seguidores do partidão reagem. Depois querem que a Carta Capital seja diferente, o rapazinho só xingou, tentou difamar e não apresentou UM único argumento para defender que “Veja=banditismo”.
    É o que a Carta Capital fez e faz e os petralhas repetem.
    E a graça é que é tão burro que o fez como comentário de um texto que denuncia exatamente este tipo de postura.

    • flaviomorgen15 de maio de 2012 às 03:34Autor

      Li bastante essa resposta ultra “argumentativa” dos humanóides da USP. Que juram que são verdadeiros cientistas e mestres da lógica repapagaiando o já refutado.

  17. Djalma do prado15 de maio de 2012 às 03:13

    “O fato é que Veja usou Cachoeira como fonte – o que denunciou a quadrilha do Ministério dos Transportes / Dnit que Dilma mesma acabou por demitir em massa. A quadrilha do Dnit era um aparelhamento de cima abaixo orquestrada por José Dirceu. Havia uma encrenca entre Dirceu e Cachoeira. Para denunciar Dirceu, Veja usou quem tinha as melhores fontes possíveis: seu arqui-inimigo. Alguém aí pensaria em fonte diferente? E por acaso, inverter a lógica também não funcionaria? Criticar Cachoeira acaso seria “servir aos interesses politicofinanceiros (bleaght) de Dirceu”? Ademais, Dirceu e Cachoeira estarem concorrendo em algo já não é vergonha demais pra um país só?”

    Pois é, agora o honrado blogueiro passou a defender uma postura pragmaticista nojenta que beira à imoralidade? Desde quando é lícito e recomendável fazer jornalismo com a ajuda de meios absolutamente reprováveis? Só me faltava essa. De um sujeito que condena o PT – com razão – por violar o pressuposto básico da moralidade pública, essa postura é, no mínimo, incoerente. Qual é a lógica disso? Não haveria, em tese. Mas, pensando um pouco, vem à minha cabeça a seguinte hipótese: você deve querer muito ser empregado da Veja. Entretanto, apenas suposições, confesso. O dinheiro e a fama de uma redação “pop” deve ser bem sedutores, não?

    Quanto à sua pergunta: “E por acaso, inverter a lógica também não funcionaria?” NÃO! O caso é o mesmo. A atividade profissional há de se basear em princípios morais coerentes e fundamentados. O afã do objetivo, da busca pelo resultado, no caso a comprovação de uma notícia, não exime o repórter do dever de conduzir sua investigação utilizando-se dos instrumentos LEGAIS, isto é, em conformidade com a legislação vigente, e MORAIS, com o imperativo de lealdade e boa-fé.

    Aliás, em parágrafo mais abaixo, eis que o paladino da moralidade invoca, de novo, o conceito da boa-fé para reprovar a conduta do semanário criticado: “É uma comparação tão infundada que ultrapassa os limites da boa-fé. Murdoch praticou escutas ilegais”. Ué, então conduzir uma investigação na pura má-fé (mesmo que o objeto dela seja verdadeiro), sob interesses nada republicanos de alguns bicheiros, pode ser considerado um ato permitido, mesmo que tal produto tenha más intenções? De outro lado, fazer a comparação entre Murdoch e o Civita, com a mesma má-fé, é ato de desonestidade e, portanto, algo a ser repreendido e execrado? Oras, os mesmos motivos, os mesmos fundamentos; mas valorados, arbitrariamente, de formas diferentes. Trata-se de incoerência, de contradição patente; isso para não dizer outra coisa. Questão de lógica simples.

    O termo “imperativo categório” não o faz ruborizar-se por tamanho disparate lógico-formal? Se você quer que a revista e, possivelmente, todo o resto do mundo hajam com a boa-fé e a honestidade devidas, essa sua vontade terá que ser generalizada como máxima universal de conduta. Tautológico, reconheço. Mas válido.

    Agir na esperteza, no pragmaticismo barato e vazio, pode se for para defender os seus interesses, mais precisamente, atacar a esquerda, o PT (que já não é mais da esquerda) ou quejandos. Todavia, quando for o contrário, não. Aí sim, temos um problemas, o o raciocínio moral categórico vem à carga. Estranho, muito estranho. Você, Reinaldo, Carta capital, Sader e o escroque do Olavo de Carvalho são todos iguais: ideologia demais, honestidade e bom-senso de menos.

    • flaviomorgen15 de maio de 2012 às 03:33Autor

      Uma carrada de três “contra-argumentos” baseados na retirada completa e absoluta de frases do seu contexto para análise ideológica de pedaços soltos, acreditando piamente que isso é “lógica simples” (talvez o simples esteja em sua semântica mais indesejável para o comentador). Ora, a imprensa não é o governo. Se a imprensa usa um contraventor como fonte para derrubar um esquema de corrupção, fez bem. Se o governo usa um contraventor, não é para derrubar ninguém, e sim para enriquecer. Veja ganhou um centavo de Cachoeira? Não. Ganhou vendendo denúncias. O governo faz algo completamente distinto. Querer comparar ambas as atividades, invertê-las e ainda falar em “lógica simples” mostra que é preciso algumas aulas de lógica informal, lógica formal, lógica avançada…

  18. Sandro P15 de maio de 2012 às 01:11

    Diego,
    Carta Capital=mocinhos

    huahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahua

  19. João 77BM14 de maio de 2012 às 23:05

    “Hoje tive o desprazer de conhecer este esgoto de site a partir de um link colocado por um imbecil que teve o cérebro lavado por Vejas e similares e fiz a besteira de clicar”

    E a besteira de ler, e a besteira – de quem não tem mais o que fazer – de escrever um comentário em um site que afirma odiar, dizendo um monte de impropérios babacas sem dar meio argumento sequer contra o artigo do Flávio. Igualzinho ao “jornalismo” da chapa capital. Volte para lá, que tem dinheiro público de sobra.

  20. Paulo Terenzi14 de maio de 2012 às 21:27

    Só 2 palavras. Parabéns e obrigado.

  21. Diego14 de maio de 2012 às 11:12

    Hoje tive o desprazer de conhecer este esgoto de site a partir de um link colocado por um imbecil que teve o cérebro lavado por Vejas e similares e fiz a besteira de clicar. Eu pensava que Reinaldo Azevedo era o cúmulo da baixaria, pude ver que estava enganado. Isto aqui é o pior amontoado de calúnias e falsas informações que já vi. Estou completamente enojado e fico imaginando como existem idiotas que dão créditos a pessoas como vocês. Veja=banditismo!

  22. Marcelo Ferreira Soares14 de maio de 2012 às 01:38

    Não adianta. Quando as pessoas nascem demasiadamente desqualificadas, morrem desqualificadas. É inacreditável a ignorância, a mediocridade e a debilidade mental daqueles que veem a Revista Veja com maus olhos. Essa “merda” de revista é uma das melhores publicações do Brasil que eu tive a oportunidade de conhecer. A Veja tem revelado o Brasil que os “esquerdistas”, “petralhas” e sinônimos resistem em acreditar.
    Já a Carta Capital só não é um completo lixo por que publica algumas análises razoáveis à respeito de assuntos específicos não relacionados à política do Brasil. No mais, já deveria ter fechado as portas.
    Todas as considerações levantadas na opinião acima são corretas. Identifiquei-me muito com a seguinte frase: “A revista de Mino Carta apenas saiu do armário e admitiu que não tem muito mais do que falar. Ou alguém se lembra de algum escândalo que tenha sido descoberto pelo jornalismo investigativo da Carta Capital? Algum caso de corrupção flagrado por ela? Algum ministro derrubado?”.
    Parabéns, Flávio ( ás vezes, acho que é um pseudônimo… ). O “Implicante” é um dos sites mais importantes do Brasil.

  23. João13 de maio de 2012 às 20:36

    Eis a revista que derruba ministros:

    [link]

    Revista recebe “informações” de Cachoeira. Demóstenes defende os interesses de Cachoeira. Revista promove Demóstenes a santo e salvador do Brasil. Estrela D’Alva acha que é tudo invenção de comunistas e ruim mesmo é a Carta Capital.

  24. Idevam12 de maio de 2012 às 21:37

    Post Brilhante

  25. bruno12 de maio de 2012 às 19:55

    ACORDA MEU FILHO! PELO JEITO OS EFEITOS DA CORRUPÇÃO NÃO REFLETE NO SEU BOLSINHO! PERDEU SEU TEMPO ESCREVENDO ESSA MERDA! LI, MAS NÃO LI.

  26. Friedhardt12 de maio de 2012 às 13:08

    Excelente texto Flavio, embora eu continue visitante assíduo da Carta Estatal, PHA e Cia. Não dispenso um bom humor.

  27. alexandre12 de maio de 2012 às 11:45

    http://www.cartacapital.com.br/politica/testemunha-acusa-agripino-maia-de-receber-propina/

    a carta capital de vez em quando atua na área do jornalismo investigativo, como nessa reportagem da edição de hj(12/05).
    Mas sem demagogia, Flávio, esse coisa de só denunciar corrupção está um saco ! Nós temos que arrumar meios para dificultar e efetivamente punir os corruptos. É denúncia contra o PT, depois vem contra o PSDB e fica por aí mesmo. Eu gosto mais de reportagens que tragam soluções como profissionalização do estado (redução de ministérios e cargos de comissão, transparência nas esferas estatais), punição séria para empresas envolvidas com corrupção e outras propostas. Podemos até discutir o tamanho do estado (Keynes não pregava um estado gigantesco e que às vezes serve somente para dar emprego a políticos)
    P.S.: não sou contra a denúncia contra corrupção mas só acho que tem que vir acompanhado de um debate mais profundo, que é como dificultar a corrupção e evitar futuro casos de corrupção.

    • flaviomorgen14 de maio de 2012 às 19:54Autor

      Concordo, alexandre. Mas pode ter certeza de que sou um dos que cuida de apresentar soluções pra muito do que digo por aqui. Aliás, o que mais faço é usar notícias pra apresentar teorias por trás, afinal.

  28. Daniel Lélis12 de maio de 2012 às 02:57

    Texto impecável.

  29. saulo11 de maio de 2012 às 20:16

    Excelente texto!!!

  30. alexandre11 de maio de 2012 às 19:54

    Flávio
    Mudando um pouco de assunto, é verdade que a USP está expulsando os estudantes que invadiram a Reitoria ? Eu acho que eles até poderiam ser punidos na esfera penal ou civl, sei lá. Mas expulsos da USP ? Acho um pouco exagerado. E a sua opinião.

    • flaviomorgen14 de maio de 2012 às 19:56Autor

      Não, expulsou 6 alunos que invadiram a COSEAS em 2009, depois de praticamente 3 anos enrolando pra dar todo o direito de defesa, averiguar se há provas suficientes de que eles estavam envolvidos etc. Acho é pouco. Deveríamos expulsá-los E puni-los. Acharam que só expulsar ladrões, invasores e gente mais preocupada com o partido do que com os prontuários das creches da USP é punição? Deveriam estar na cadeia.

  31. leticia coelho11 de maio de 2012 às 16:26

    Flávio,

    A energia que esse pessoal utiliza para tentar transformar a Veja em criminosa, só não é maior pq Dilma por exemplo, não usa o mesmo tom de Lula que tratava a imprensa como oposição. O coro contra a imprensa golpista foi engrossado por Lula durante seus 8 anos de Governo.
    No início quando reclamavam que a imprensa noticiava irregularidades do Governo Federal eu jurava que era só burrice, tendo em vista que a mesma Veja já publicou irregularidades de todos os Governos – e esses que reclamavam chegavam a chamar a revista de vendida comparando capas de denúncia de Governos anteriores. Daí descobri que é burrice aliada com má fé e uma pontinha de pensamento de superioridade, já que acreditam que qualquer leitor tem o QI raso para acreditar quem UMA REVISTA dará um golpe no Governo.
    Sobre a questão de José Dirceu, vi um desses que gastam energia com a Veja, dizendo que só não sabia dos encontros de Dirceu quem era desinformado. Observe só o nível de simplismo que dão para o “chefe da quadrilha”.
    A matéria da Recorde, ridícula diga-se de passagem, não citou fatos relevantes. Vivemos um Governo corrupto, mas quem deve ser investigada é a revista. Não se fala na doação de campanha da Delta para Dilma e se ignora por completo o fato do pluripartidarismo na questão de Cachoeira, pois políticos de variados partidos mantinham relações próximas com ele ou com seus “amigos”.
    Sobre a carta capital o nível de jornalismo pode ser resumido a Cynara te chamando de Coxinha e dando RT em crítica a sua foto no twitter. Destaque para a descoberta que você tomou café da manhã com o Reitor, ou seja, nível de argumentação zero! Pq esse tipo de gente deve achar horrível Alckmin visitar Lula e os dois aparecerem na foto se cumprimentando, o certo seria provavelmente os dois trocarem socos. Assim como acham terrível Dilma estar em um evento da Folha e fazer elogio ao seu jornalismo, pq o certo seria Dilma ir até lá e xingar muito no microfone. Esse pessoal é aquele tipo de militante baixo que briga, discute e tenta ridicularizar os outros, enquanto seus líderes estão sentados de forma civilizada conversando.
    Enfim, seu texto está ótimo.

  32. Demétrio11 de maio de 2012 às 15:41

    Fica de fora da análise o trecho do inquérito em que se decide onde, na Veja, irá publicada matéria de interesse de Cachoeira? Sim, são indícios, perfume de cumplicidade entre a revista e o bicheiro, tanto ou mais do que encontros de Dirceu com políticos atestam a existência de um PODER PARALELO na República – mas é claro que isso pouco interessa, não é? Nesse caso, as provas SÃO suficientes e não se pode, de jeito nenhum, falar em factoide, em “embromação” etc. Importante é derrubar ministro, seja como for. Lógica cristalina.

  33. Felipe Melo11 de maio de 2012 às 12:29

    Bom, para uma revista comandada por um sujeito que considera Stalin de “direita”, nada mais coerente essa atitude vergonhosa. Carta Capital é um exemplo incrível de anti-imprensa.

  34. desconsolada11 de maio de 2012 às 12:07

    É muito sério tudo isso. Eu gostaria de repassar para amigos esse belo artigo, mas senti falta de números q comprovem o q o sr. escreve. Por exemplo: onde acho dados sobre percentual de publicidade do governo nessas revistas (carta e veja)? O sr. poderia me ajudar?

    • flaviomorgen11 de maio de 2012 às 14:22Autor

      Isso foi demonstrado há tempos numa das únicas vezes em que um blog da Veja se preocupou em responder a tal revista. Mas basta saber que UMA propaganda de página inteira na Carta Capital já aumentou incrivelmente a porcentagem em relação a uma revista que tem tiragem 16 vezes maior. Se houver mais de uma, então… a conta chega a ser assombrosa.

  35. alexandre11 de maio de 2012 às 10:58

    Tem um texto interessante da colunista de política do jornal Valor Econômico de hj(11/04) sobre o caso cachoeira : ” jornalista pode sim ter bandido como fonte. Até a justiça inventou um jeito para isso com a criação da delação premiada. O jornalismo aceita informação de bandido na expectativa de pegar um maior. A questão é até onde se pode omitir os malfeitos da fonte”. Em outro trecho, ela critica o PT (coloquei para que ela não seja acusada de “petralha”) : ” a tentativa de alguns parlamentares petistas em tratar a omissão jornalística como crime revela uma sede de vingança fora do tempo e de lugar, imprópria na forma e no conteúdo”. E por fim, ela finaliza : ” E que a imprensa, recomenda um jornalista com quase 60 anos de militância (ela fala de Alberto Dines), reste a ética do bom gandula : não ajeitar a bola só para o jogador do time de sua prefência cobrar”

  36. Georgeumbrasileiro (@georgeum)11 de maio de 2012 às 06:31

    Psycho falou e disse. Tiragens e circulação à parte, trata-se de dois veículos de merda que priorizam seus interesses através do dedo que aponta e da vista grossa, em detrimento de um bom jornalismo essencialmente plural, crítico e informativo.

  37. Gil Rocha11 de maio de 2012 às 05:07

    Eu comentei essa participação do
    Policarpo na CPI de 2005 no Viomundo.
    Ele não foi lá defender ninguém, foi atestar
    que o ex deputado do PMDB, havia sido gravado
    achacando o Cachoeira.
    Foi dizer a verdade.
    E na época o Cachoeira era chamado de empresário
    de jogos, seja lá o que isso quer dizer.
    O ex deputado André Luiz foi cassado e antes de virar
    deputado, havia trabalhado como segurança do bicheiro
    Castor de Andrade.
    Era conhecido por gostar de matar os desafetos a tiro.

    • flaviomorgen11 de maio de 2012 às 14:40Autor

      Os bingos não caíram na ilegalidade, depois voltaram pra legalidade por um tempo, depois caíram de novo? Vale uma pesquisa. Conversando com um pessoal do DEM, achei curioso que eles defendam a legalização do jogo, mas acharam inaceitável a postura do Demóstenes, e rifaram eles próprios a cabeça do seu “melhor” senador.

  38. Leonardo11 de maio de 2012 às 04:39

    O odio a quem é contrario ou não adere as ideias e o norte desses militontos sem noção
    p.s: Já viu os tresloucados nazisistas gregos? o chefão desse bando de piscopatas disse que Hitler deveria ter ganho a segunda guerra. Meu deus quanta loucura…..

    • flaviomorgen11 de maio de 2012 às 14:38Autor

      Um ponto interessante a ser aprendido com Hayek: controle estatal sobre economia, tanto intervenção quanto planificação, podem não ter a mesma intenção do 3.º Reich, mas para se chegar a um estágio estatal tão perigoso quanto, tal controle é condição sine qua non. Logo, não espanta ver isso surgindo nesses tempos.

  39. Otávio11 de maio de 2012 às 04:27

    Governistas, custa aceitar que uma revista, um jornal, um site, é um “produto” no qual consta uma mistura daquilo que vende, com a defesa dos interesses da empresa?
    Se um ser-humano não é imparcial, como uma grande empresa seria?
    Ou alguém quer mesmo crer que “eles” estão empenhados em passar as notícias mais relevantes do período, com isenção e sem nenhum rabo preso com ninguém?

    No final das contas, quem justifica o voto dizendo “voto contra fulano somente porque li na Veja isso e aquilo”? 0,0001% dos votos? Se ao menos fosse comparável com o número de ABSTENÇÃO e de VOTO NULO/BRANCO aí eu até me preocupava com o contéudo da Carta Capital e da Veja.

    E, na moral vermelhos, até as paredes do STF sabem que “regulação da imprensa” é parte de um projeto de poder, pra que eufemismos? Podem falar abertamente. O povão que enche urna não lê jornais lacaios do imperialismo.

    Uma legislação EXPLICANDO que não se deve mentir, manipular, em noticiário? O Rly? Não se deve matar, mas homicídio é uma especialidade no país.

    Por fim, não menos importante: a bandidagem sempre foi a melhor fonte do jornalismo policial.

    *Cornetando: Um link para o blog do Pannunzio cairia bem para este texto, o tiroteio é bom por lá também. Mas, tipo, não quero cercear sua liberdade. Só que eu sei o que é melhor pra você, para o povo e para o Estado, e você deve obedecer, pois seu texto deve ser coletivizado para o bem comum :)

  40. alexandre11 de maio de 2012 às 01:26

    Flávio
    O problema é que o Cachoeira usava a revista para derrubar adversários. Isso está muito claro nas gravações. Normalmente é o jornalista que “usa” a fonte. Mas o que acontecia era o contrário. E o Policarpo foi a uma CPI defender o Cachoeira. Vai dizer que ele não sabia das atividades do bicheiro ? Eu acho muito difícil. Não vou entrar no mérito se o Civita sabia disso ou não. Às vezes um subordinado faz coisas que o chefe não fica sabendo.
    E sobre a “promoção” do Demóstenes, acho que aconteceu naquele grampo sem áudio com o Gilmar Mendes. Aliás foi uma conversa que foi boa para a imagem do senador na época, e ele se promoveu com isso.
    Bem, vou respeitar sua opinião mas eu acho que quem fica muito próximo de uma cachoeira, sempre se molha. E acho que isso aconteceu com o Policarpo Junior. Até mesmo porque ele vive de escândalos, nem que para isso ele feche os olhos para a organização criminosa chefiada pela fonte dele.
    E sobre o Instituto Millenium, é importante a existência. Tem uma galera de respeito mas tem uns lá que ainda acham que estamos na Guerra Fria.
    abs

    • flaviomorgen11 de maio de 2012 às 14:29Autor

      alexandre, “usar” é complicado. A Veja também queria denúncias. Usava a melhor fonte: um arqui-inimigo. Isso acontece o tempo todo: quando ela quis denúncias contra Dirceu, usou como fonte alguém ligadao ao Dantas. Depois, foi o próprio Dantas quem rodou. Aconteceu coisa parecida com a briga entre Dirceu e Palocci (por sinal, as fotos no hotel são apenas o último round dessa encrenca). Cachoeira queria que inimigos caíssem? Great. Se a informação passada é verdadeira (e por que estão fugindo tão esbaforidamente a essa questão?), sinto muito, mas a revista agiu certo. Aliás, inventaram sigilo da fonte pra jornalista justamente porque se sabe que, nessa área, 90% das pessoas com quem você fala devem estar bem arroladas no Código Penal.

      Se sabia ou não, se rolou uma certa amizade entre os dois ou não, não sei. Pode ser que sim. Porém, com as “provas” apresentadas (e ainda mais apresentadas como a Carta Capital faz, invertendo dados e omitindo gravações às quais também teve acesso para poder vender uma idéia tresloucada dos fatos), isso é insuficiente. O mesmo vale pro Demóstenes. Sem acesso à criminalistica do caso, não tem como afirmar nada.

      Há tempos não escrevo pro Millenium, e acho que ele está um pouco atrasado em relação aos outros think tanks. Escrevo bastante para o Ordem Livre, e também tem o Instituto Mises Brasil, que tem um viés mais técnico e economicista, mas é cortante em suas análises.

  41. Psycho10 de maio de 2012 às 21:52

    Apenas pra completar, se por um lado a CC recebe aportes estatais em publicidade, O PSDB compra toneladas de Veja para as escolas (oi?) de SP, e até o Reinaldo Azevedo viveu muito bem com publicidade estatal naquele folhetim Primeira Leitura durante a era FHC.

    Você não sabia disso, ou só não citou no texto por desonestidade mesmo?

    • flaviomorgen10 de maio de 2012 às 22:43Autor

      Se é pra ter revistas nas escolas, que tenha a de melhor qualidade, circulação e, sobretudo, importância. Já não há propaganda esquerdista o suficiente nas escolas?

      E não, a Primeira Leitura tinha propagandas estatais em percentual bem baixo, como qualquer grande circulação. Mas era pequena. Faliu e deixou uma dívida enorme, para a qual Reinaldo não pediu ajuda do BNDES para cobri-la.

  42. Psycho10 de maio de 2012 às 21:47

    “Ninguém, absolutamente ninguém no mundo lê Carta Capital para se informar, e sim para acreditar que não precisa se informar na imprensa maior de idade. A revista é apenas lida para se confirmar o que já se pensa”. Pois é, amigo. O mesmo vale para a Veja. E não precisa ser nenhum gênio pra perceber isso. Basta olhar – nem me refiro ao conteúdo – mas ao tom jocoso de seus textos quando se referem a qualquer coisa do PT. Folhetim bizarro.

    A Carta Capital não é muito diferente. O texto acima aponta muitas verdades sobre a CC, mas nenhuma delas justifica as ações e modus operandis da Veja.

    Duas merdas de revista. Ainda bem que existe a internet. Pena que não são todos que possuem o bom senso necessário para filtrá-la corretamente.

  43. João10 de maio de 2012 às 20:24

    Rapaz, que lacaio da Veja é você! Essa revista está afundando na merda e você coloca seu nome a serviço dela? Por que esse desespero todo, só porque o Nassif ganhou direito de resposta? Ou vocês estão sabendo de coisa mais fedida desse tablóide ordinário?

    Falando sério, você quer dar lição de moral na Carta Capital citando o Orwell? Sabia que a Carta Capital foi recolhida das bancas de Goiânia por publicar denúncias contra o Perillo? Claro que sabia, você é um rapaz bem informado. Se é para andar nessa linha, desafio você a mostrar uma reportagem da Veja que seja incômoda ao governo ou prefeitura de São Paulo. Aproveite e explique também os contratos milionários sem licitação da Abril com o governo Serra para distribuir “mateiral didático” às escolas de São Paulo.

    Você se orgulha mesmo dos “furos da Veja”? Do fato dela derrubar ministros? Que tal você começar a contabilizar as denúncias que foram comprovadas e levaram a condenações na justiça? Você achou bonita a reportagem da Veja “denunciando” o grampo da conversa entre o ministro do STF e o senador bandido? Você acha mesmo que foi a PF que grampeou os dois? Claro que não acha, você não é um rapaz bobinho. Só que acha que é mais inteligente do que realmente é.

    Para criticar a Carta Capital, sugiro que você antes a leia. Só assim evitará o ridículo de afirmar que ela nunca publicou um furo. E também de repetir a baboseira de que ela não publica reportagens incômodas ao governo.

    PS. Não precisa publicar o meu comentário, este blog “funciona apenas para aqueles que querem continuar acreditando” no denuncismo da direita, que só conquista o poder no Brasil através de golpe. Este comentário é uma crítica construtiva para o seu crescimento pessoal.

    • flaviomorgen10 de maio de 2012 às 23:06Autor

      Tava procurando o momento que não fosse clichê pra responder, mas aí apareceu o botão “Reply” antes e achei a parte que menos aparece por aqui de tão manjada desse comentário.

  44. tia Dora10 de maio de 2012 às 19:53

    Se vcs não falassem que existe a revista CARTA CAPITAL,eu nem saberia.Não deve dar IBOPE nenhum,afinal foi dito que só PETRALHA lê.

  45. Rodrigo10 de maio de 2012 às 19:41

    Só uma observação: quando houve a campanha contra Vargas em 1954, capitaneada pela Tribuna da Imprensa de Carlos Lacerda (uma FOX News impressa, acredite. Eu li os exemplares de julho e agosto daquele ano.), Vargas não era ditador. Era um presidente democraticamente eleito.

    Isso não apaga a ditadura do Estado Novo, mas creio que convém lembrar que aquele nível de “jornalismo” feito por Lacerda está muito, muito longe de qualquer aceitável nos dias de hoje. Tirando xingar a mãe de Vargas, tinha de tudo ali, até a descoberta de que ele teria, com os irmãos, cometido um assassinato com os irmãos na juventude — matéria sem tanto destaque que curiosidade não teve suíte, quando deveria ser uma bomba (o que me leva a ponderar se não teria sido um balão de ensaio que não deu certo).

    • flaviomorgen10 de maio de 2012 às 23:01Autor

      Uma vez ditador, sempre ditador. Não acredito em “meio ditador”, em “ditador arrependido”. Pinochet também foi eleito democraticamente e saiu do poder sem golpes quando não obteve nova reeleição. Foi menos ditador por isso?

      Posso entender que houve falta de decoro, mas Getúlio planejava, como planejou a vida inteira, um golpe interino. A tentativa de fechar o Congresso após a farsa de “dobrar o salário mínimo” fala por si. Mas agradeço a aula de História, pesquisarei a respeito.

  46. alexandre10 de maio de 2012 às 19:29

    E sobre o Ricardo Setti. É o único que faz jornalismo, que faz críticas e não faz militância na blogosfera vejista. A oposição precisa de mais ricardos settis do que reinaldos azevedos. Te garanto que o PT ficaria menos tempo no poder

    • flaviomorgen10 de maio de 2012 às 22:59Autor

      Concordo com o estilo. Mas cada um atende a uma demanda. Eu não costumo ler muito os textos mais emotivos do Reinaldo porque não aceito mais do que três exclamações por parágrafo, desde que parei de ler Turma da Mônica. Mas ele tem um público que pede isso. E continua sendo talvez o jornalista mais bem informado do país.

  47. alexandre10 de maio de 2012 às 19:04

    Meu caro Flávio
    Primeiramente espero um debate civilizado com vc pois é o único que respeito nesse blog. O Carlinhos Cachoeira não era uma fonte qualquer. Ele tinha interesses. Não era uma “arrependido” que resolveu denunciar um esquema. Em várias ligações ele se vangloriava da queda de adversários por causa de suas revelações. Mas aí vai um pergunta que não quer calar : O Policarpo sabia das atividades criminosas do bicheiro ? Se sabia, porque não denunciou ? E o fato de promover o Demóstenes ? Será que não foi intencional ? Quem me garante que depois de 200 gravações, o Policarpo não sabia de tudo que acontecia no esquema mas ficou quieto. Vc botaria a mão no fogo pelo jornalista ? Eu não. E também não sei porque essa polêmica sobre o depoimento do Policarpo na CPI. Ele que vá lá e se explique.
    As relações do Policarpo com o Cachoeira vem desde 2004. É acreditar muito em papai noel que o Poli era tão ingênuo assim e não sabia quem era quem da quadrilha do Cachoeira. Já vi jornalista investigativo se envolver com fontes de má índole. Mas não durante tanto tempo assim. O Poli bateu o recorde de convivência.
    E a Carta Capital é uma boa revista. Eu recomendo. E tem bons colunistas como o Beluzzo e o Walter Maierovich. E a revista denunciou alguns fatos sobre o Gilmar Mendes mas a grande mídia (que são todas filiadas do Instituto Millenium, como vc) ignorou.

    • flaviomorgen10 de maio de 2012 às 22:57Autor

      alexandre, qualquer um tem interesses. Eu tenho, você tem. Não sei porque reclamar da Veja nessa. Ele fornecia informações contra desafetos. E, por sinal, reclama da falta de contrapartida. Quer prova melhor a favor da Veja? Acho que, sim, Policarpo e Cachoeira podem ter ficado mais próximos, e isso é ruim. Não impediu a revista de ser a primeira a denunciá-lo. O que as outras estavam fazendo? Falando mal da Veja?

      Falando francamente, a Veja “promovia” Demóstenes, ou ele que construiu uma imagem de político ilibado há tempos? Era, praticamente, o único político do DEM respeitado pela ética até pelo PT (e vários petistas dizem isso), tal como Eduardo Suplicy o é para a direita (o considero um banana, não anti-ético). Aliás, o mesmo acontecia com Kassab, que teve sua imagem muito afetada a partir de seu segundo mandato, criação do PSD etc. Como se pode afirmar que, graças a uma entrevista e alguns elogios da Veja (que já rendeu loas também aos acima citados, com críticas posteriores na mesma medida) são “promoção do Demóstenes”, e ainda supor de estro próprio, sem um grampinho da PF, que isso foi a mando de Cachoeira?

      Mal boto a mão no fogo por mim. A questão aí é simples: as provas não são suficientes. Pior: colocadas num todo coerente, como esses fatos que estou te refrisando, elas se invertem. E a Carta capital procurou criar um factóide através de informações desconexas e informações generalizantes sem prova alguma. Se houve algum erro, precisarão de outras provas, pois essas (aliada á histeria mordoquiana) não convencem.

      O Instituto Millenium (do qual sou colunista, não “filiado”) sequer possui “filiados”. A ideia, por sinal, é bem outra: um chefe de redação mal tem mando sobre o sub-chefe. A idéia era ensinar algumas idéias liberais justamente para formar jornalistas melhores para as próprias redações. Hoje em dia, o Instituto anda bem parado e parece que simplesmente preferiram deixar que os jornalistas o utilizassem como um novo meio para promover as mesmas idéias de sempre (há defesas abertas de Lula e programas ultra-esquerdistas, como se encontra na Globo News todo dia, por exemplo).

  48. foo10 de maio de 2012 às 18:52

    Capa da Veja de 27 de outubro de 2004: “O achaque a Carlinhos Cachoeira”.

    http://veja.abril.com.br/271004/imagens/capa380.jpg

  49. Roberto10 de maio de 2012 às 18:44

    Não há charada nenhuma aí: num país onde a maioria das pessoas que pegam num jornal ou revista raramente o fazem para lê-los, toda vez que uma editora tiver oportunidade de roubar o “share” de outra ela vai fazê-lo.
    Eu vejo só isso: uns com grande interesse de abocanhar tiragens e audiências dos outros. Como não dá para fazer isso por decreto (ainda), atirar lama é o que resta a eles.

  50. foo10 de maio de 2012 às 18:27

    E o fato de que Policarpo Jr. foi testemunha de defesa de Cachoeira em 2005?

    A Veja até publicou um artigo sobre “o caso do deputado que tentou extorquir 4 milhões de reais de Carlos Cachoeira” — na qual ela faz a defesa do “empresário”:

    “É antiga a suspeita de que algumas CPIs degeneram em gazuas para parlamentares desonestos, que as usam para chantagear e extorquir suspeitos.”

    No final, essa reportagem foi usada para melar a CPI.

    http://veja.abril.com.br/271004/p_044.html

    Isso não compromete um pouco a credibilidade da revista?

    • flaviomorgen10 de maio de 2012 às 18:59Autor

      foo, ainda não há indicação alguma de “troca de favores”. Mesmo porque isso poderia ter sido investigado fora de uma CPI, e não foi. Wishful thinking esquerdista tá jurando “provar” tudo essa semana.

  51. João Costa10 de maio de 2012 às 18:15

    Ué, Tiago, não há nada de mais em falar dessa forma. Primeiro, porque o editor da coluna é quem decide se a nota vai ou não pra lá. Segundo, porque se o tema é pertinente à coluna, não faz sentido publicá-la em outro lugar. Qualquer empresa com assessoria de imprensa sabe disso: define quais os colunitas e jornalistas que podem ter mais ou menos interesse em receber determinado assunto. Ou o PT pega uma informação e solta ao vento, quem pegar, pegou? Que nada! fazem exatamente a mesma coisa.

  52. Conservatore10 de maio de 2012 às 17:57

    É desanimador o quadro jornalístico. Enquanto a Veja, tenta, fazer um pouco de jornalismo sério, a grande maioria faz militância. E olha que, em alguns reportagens a Veja, não sei se, conscientemente ou não, rende loas ao marxismo cultural, a menina dos olhos da esquerda.
    Estamos vivendo um novo tipo de ditadura,talvez uma das piores, porque, não parece ser, aos olhos da maioria. É a velha metáfora do sapo na água morna. Quando se dá conta, a água já ferveu.
    A esquerda brasileira, em especial, o PT, é uma espécie de religião, só que imanente e, não aceita ser questionada, em nenhuma hipótese,muito menos, por seus fiéis. O salmista Asafe, seria exterminado,se, caso vivesse hoje e, em sendo um petista, ousasse questionar o pseudo-todo poderoso são Lula. A Modernidade “matou” Deus. A esquerda ocupou o lugar “vazio”. Nietzsche deve se revirar no túmulo, o niilismo é uma impossibilidade lógica, o niilismo incompleto não.

  53. Tiago Muniz10 de maio de 2012 às 17:50

    Caro Morgenstern, e sobre o conteúdo de uma das escutas que mostra Cachoeira conversando com Cláudio Abreu mandando soltar uma nota na “Radar”? Isso não ultrapassa as raias do aceitável e se torna interferência indevida?

    • flaviomorgen10 de maio de 2012 às 17:53Autor

      Curioso que a Record ficou desesperada e toca a música de suspense de fundo por ele usar o verbo “mandar”. Pelamor, é uma nota. E verdadeira. Se o Radar não quiser, manda pra gente que a gente publica.

  54. flaviomorgen17 de maio de 2012 às 13:53Autor

    Alguns lunáticos lá dentro, com o perdão do pleonasmo, não a própria emissora.

  55. flaviomorgen31 de maio de 2012 às 14:20Autor

    “Chamado CA-RI-NHO-SA-MEN-TE” de… CONTRAVENTOR. Pelo articulista!” Essa só não foi melhor mesmo do que a Cynara afirmando que foi o Cachoeira (e não seu comparsa) que deu “apelido carinhoso” para o Policarpo, quando fica até irritado sem saber de quem estão falando quando simplesmente abreviam o nome dele. É essa visão estreita da esquerda eternamente tentando amassar o mundo pra caber dentro de suas lentes fechadas….

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