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22 de maio de 2011

A palavra do ministro Orlando Silva não vale “nem 1 centavo”

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Em 4 de dezembro de 2007, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, foi enfático: “Os estádios para a Copa do Mundo serão construídos com dinheiro privado. Não haverá um centavo de dinheiro público para os estádios”. Quase um ano depois, em seminário também no Rio de Janeiro, o ministro reiterou a promessa de não repassar dinheiro público para a reforma dos estádios que receberão a Copa de 2014.

Este ano, em palestra realizada na Universidade Nove de Julho – UNINOVE, Orlando Silva jactou-se dos repasses públicos concedidos pelo governo para a reforma e construção de estádios. Afirmou que o governo “estava ajudando” na melhoria das arenas, atribuindo-lhes o “padrão FIFA” de qualidade.

De acordo com a edição online do jornal Folha de São Paulo, o Ministério dos Esportes já repassou recursos para 40 estádios brasileiros, inclusive aqueles que não receberão os jogos da Copa de 2014.

Como se não bastasse, o governo federal pressiona os estados a dividir as despesas de sua incompetência em atrair recursos da iniciativa privada. Em São Paulo, por exemplo, o governo do estado e a prefeitura investirão R$ 350 milhões em obras no entorno do local onde será erguido o estádio do Corinthians. Orlando Silva acha pouco e quer que os paulistas banquem, também, parte da construção do estádio corinthiano.
A previsão é que Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará e Rio Grande do Norte invistam R$ 4,831 bilhões em seus estádios. Esse valor representa oito vezes o que os nove governos gastaram com habitação em 2009 – R$ 589 milhões.

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4 Comentários

  1. Luís19 de julho de 2011 às 17:47

    Claro, a palavra do ministro não vale nada mesmo.

    Palavras que valem mesmo são ao do Gravataí Merdengue, não é mesmo?

    O Nassif que o diga.

    (Gravz: De fato, Nassif que o diga, mesmo. Ele me processou e perdeu. A sentença, contra a qual os recursos não prosperaram, disse que eu RELATEI FATOS. Confirmou-se judicialmente “minha palavra”. Obrigado pela lembrança, Luís)

  2. Erik23 de maio de 2011 às 15:28

    Desculpe mas a Iniciativa Privada no Brasil é que não vale nada… é a única do planeta que não querem ” correr riscos” se dependessemos deles hoje não seriamos parte do BRICS e sim dos BRIPG (Brasil, Ruanda, Irlanda, Portugual e Grécia)

    (Gravz: Se isso foi uma piada, devo admitir que foi das boas. Mas, se não for… Bom, basta verificar o mercado brasileiro: instável, leis trabalhistas e impostos absurdos. Empreender, no Brasil, não é apenas correr riscos, mas já partir do princípio que terá o Estado como sócio na vitória e inimigo no fracasso)

  3. Ismael Pescarini23 de maio de 2011 às 14:48

    Duro também é ver essas instituições, que tem um padrão de ensino sofrível, utilizarem do instrumento de palestra para cooptar membros do governo e se verem livres de avaliações honestas sobre sua qualidade.

  4. Guilherme Froes22 de maio de 2011 às 16:32

    Dureza, hein..