Em 4 de dezembro de 2007, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, foi enfático: “Os estádios para a Copa do Mundo serão construídos com dinheiro privado. Não haverá um centavo de dinheiro público para os estádios”. Quase um ano depois, em seminário também no Rio de Janeiro, o ministro reiterou a promessa de não repassar dinheiro público para a reforma dos estádios que receberão a Copa de 2014.
Este ano, em palestra realizada na Universidade Nove de Julho – UNINOVE, Orlando Silva jactou-se dos repasses públicos concedidos pelo governo para a reforma e construção de estádios. Afirmou que o governo “estava ajudando” na melhoria das arenas, atribuindo-lhes o “padrão FIFA” de qualidade.
De acordo com a edição online do jornal Folha de São Paulo, o Ministério dos Esportes já repassou recursos para 40 estádios brasileiros, inclusive aqueles que não receberão os jogos da Copa de 2014.
Como se não bastasse, o governo federal pressiona os estados a dividir as despesas de sua incompetência em atrair recursos da iniciativa privada. Em São Paulo, por exemplo, o governo do estado e a prefeitura investirão R$ 350 milhões em obras no entorno do local onde será erguido o estádio do Corinthians. Orlando Silva acha pouco e quer que os paulistas banquem, também, parte da construção do estádio corinthiano.
A previsão é que Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará e Rio Grande do Norte invistam R$ 4,831 bilhões em seus estádios. Esse valor representa oito vezes o que os nove governos gastaram com habitação em 2009 – R$ 589 milhões.
Tópicos Mentira Premiada
Luís19 de julho de 2011 às 17:47
Claro, a palavra do ministro não vale nada mesmo.
Palavras que valem mesmo são ao do Gravataí Merdengue, não é mesmo?
O Nassif que o diga.
Erik23 de maio de 2011 às 15:28
Desculpe mas a Iniciativa Privada no Brasil é que não vale nada… é a única do planeta que não querem ” correr riscos” se dependessemos deles hoje não seriamos parte do BRICS e sim dos BRIPG (Brasil, Ruanda, Irlanda, Portugual e Grécia)
Ismael Pescarini23 de maio de 2011 às 14:48
Duro também é ver essas instituições, que tem um padrão de ensino sofrível, utilizarem do instrumento de palestra para cooptar membros do governo e se verem livres de avaliações honestas sobre sua qualidade.
Guilherme Froes22 de maio de 2011 às 16:32
Dureza, hein..