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65% da população concorda que mulher de roupa curta “merece” ser estuprada? Muita hora nessa calma.

É preciso tomar cuidado antes de tirar conclusões apressadas da pesquisa do Ipea. É estranho pensar que 65% de brasileiros (e brasileiras) crê que estupro é alguma forma de “punição justa” contra a “imoralidade”.

cultura de estupro

Há um dito atribuído ao primeiro ministro e teórico político britânico Benjamin Disraeli, afirmando: “Há três espécies de mentiras: mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas.” Outro apotegma diz: é possível provar qualquer coisas com números – ocasionalmente, até mesmo a verdade. A Lei de Murphy também garante, entre seus adágios, que números confessam qualquer coisa sob calor e pressão extremos.

É o velho descoco provocado pela interpretação pedestre de estatísticas. 32% dos acidentes de trânsito ocorrem quando o motorista está embriagado. Conclusão apressada: dirigir bêbado é mais seguro do que dirigir sóbrio.

Nessa semana, causou celeuma a divulgação de uma pesquisa encomendada pelo Ipea. De acordo com a pesquisa, 65% dos brasileiros entrevistados concordam ou concordam fortemente com a frase “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. 58,5% concordam com a frase “se mulheres soubessem se comportar (sic) haveria menos estupros”.

Antes de engatar a sociologia de botequim e ligar a metralhadora giratória de opiniões cabais na internet, seria de bom alvitre lembrar de algo que deveria ser o óbvio ululante: esta é uma pesquisa popular. Uma pesquisa popular é feita com populares.

São brasileiros pouco instruídos (num país em que as classes altas costumam ser bem pouco instruídas), brasileiros (e, na verdade,  66,5% de brasileirAs) de camadas populares – telespectadores do Gugu, eleitores de Dilma Rousseff, leitores de Eliane Brum. Dado o estado de nossa educação, não se deve esperar uma complexidade alta de noções de criminologia aplicada – ainda mais com pesquisas direcionadas, baseadas em frases prontas, buscando um resultado já previamente delineado.

Qualquer pessoa com mínimo trejeito com a realidade factual sabe que não se pode sair na rua contando todas as notas que acabou de sacar em um caixa automático, que não se deve dirigir a 187 km/h na Radial Leste mesmo sem trânsito, que não é bom se expor a situações em que algum potencial agressor encontre mais facilidade para concretizar suas más intenções graças à facilidade que é transformar outro ser humano em vítima – difícil acesso da polícia, multidões apinhadas ou becos escuros, por exemplo.

marcha_brasiliaTodavia, quantos sentidos são passíveis de serem extraídos das palavras pode, deve bom na frase acima? Poder, no caso, não indica uma impossibilidade. Dever não está associado à exigência legal cabível. O bom aludido tampouco tem alguma referência a alguma moralidade filosófica. Quantas conclusões até mesmo alguém com nível superior pode retirar de tais sentenças, escorregando nos desvãos da polissemia de palavras de uso comum?

Quando se tenta explicar que tais comportamentos não precisam ser impossíveis, ilegais ou imorais para não serem incentivados (no mundo ideal, assaltantes e estupradores nem sequer existiriam, e dirigir a altas velocidades deveria ser mais seguro do que andar de skate), estamos tentando explicar uma relação de risco através do potencial de relações de causalidade ainda não-contingente. Se isso é até de difícil expressão, que dirá pedir para o seu Sebastião Virgulino da obra da esquina ou pra dona Josicleide Conceição da faxina explicar esta abstração ainda não concretizada sem apelar para resumir tudo ao verbo “merecer”.

Tal verbo também é muito polissêmico – ou seja, é uma palavra com diversos sentidos. Segundo o dicionário Priberam, podemos elencar:

me·re·cer
1. Ser digno de.
2. Ter jus a.
3. Incorrer em.
4. Fazer por.
5. Atrair sobre si.
verbo intransitivo
6. Tornar-se merecedor.

Será mesmo que 65% dos brasileiros (e brasileiras) concorda que mulheres com pouca roupa “são dignas de serem estupradas” ou que apenas “atraem sobre si” potenciais estupradores com maior facilidade, assim como contar notas de dinheiro na rua atrai mais assaltantes do que agir discretamente em relação às nossas posses?

Quando se pede concordância a uma frase feita, tendenciosa e direcionada, com muitas frinchas obscuras entre suas diversas camadas de significado, a pessoas com pouca instrução, é fácil extrair do resultado da pesquisa a conclusão desviante de que o brasileiro (e uma maioria de brasileiras) crê que mulheres com roupa curta sejam atacadas por “merecimento”, como se fosse uma punição aceitável, e não um risco mais alto de sofrer algo ainda considerado negativo – assim como, quando reprimimos uma criança quando ela se suja de molho ao brincar com a comida, dizemos que ela “mereceu”, embora não haja nada que consideremos imoral em seu comportamento, e nem que desejemos isto para ela.

A mesma pesquisa mostra, por exemplo, que 63% disseram concordar com a ideia de que “casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre membros da família”, enquanto que 91% dos entrevistados concordam total ou parcialmente com a prisão dos maridos que batem em suas esposas – como não notar a contradição?

homem sem camisaO corpus da pesquisa, dado nas mãos de pessoas mal intencionadas e com os preconceitos de outras épocas, seria o mesmo a permitir o nojento discurso de separação de pessoas entre as “merecedoras” de proteção estatal e aquelas que devem ser atacadas pelo Estado. Por exemplo, 38,7% dos entrevistados são brancos. O que esse dado geraria nas mãos de um racista da esquerdista Ku Klux Klan ou caudatário do nazismo, o segundo totalitarismo que mais matou no mundo? Não é preciso envidar muitos esforços imaginativos para notar que as manchetes nos jornais da época seriam algo como “Mais negros do que brancos acreditam que mulher merece ser estuprada”. A mentira e a manipulação dirigida permanecem seguiriam o mesmo modelo.

Definir os vários sentidos de “merecimento” não é tarefa simples. Muitas vezes, são sentidos quase inversos. Um esportista que se esforça “merece” vencer, ao mesmo tempo em que o jogador que tenha feito mais pontos é quem “mereceu” ganhar a partida. Ambas as construções são válidas ao mesmo tempo e as duas são contraditórias entre si.

Da mesma forma, na nossa linguagem cotidiana, muitos vivemos dizendo que políticos merecem tomar uma voadora giratória ninjutsu nas fuças, em linguagem figurada. Todavia, quantos de nós não desejaram recuperação rápida a Lula quando de seu câncer na garganta que era concreto?

Peça para o pouco instruído pedreiro da esquina explicar estas aparentes contradições e entenderá o limbo semântico com o qual tal pesquisa trabalha.

Isto posto, é possível dizer que 65% das pessoas acreditam que todo brasileiro é estuprador em potencial, ou talvez 65% passem a perceber esta pesquisa como enviesada e manipuladora?

Entretanto, há mesmo pessoas que acreditam que qualquer pessoa se expondo a uma situação de maior risco passe a ser alguém que deve ter como punição ser atacado violentamente e perder seu dinheiro, se acidentar ou “ser estuprada”. Estas, sim, são as pessoas perigosas – e aquelas que têm um comportamento que deve ser combatido.

Sophia-Costa-enganada-IpeaTodavia, estas pessoas têm um comportamento 102% de acordo com o que pregam os formadores de opinião progressistas, “críticos”, mundo-melhoristas e ligados à esquerda, com sua palpitaria rastejante a respeito de tudo. Os colunistas que tratam o ser humano como um ser com a mesma profundidade moral de um rola-bosta ou de uma nuvem de gafanhotos, que têm a fé que o comportamento do homem é puro instinto, reflexo e resposta irrefletida e amoral a estímulos externos e ambientais, são os mesmos que usam de tal pesquisa para afirmar, mais uma vez, que se o homem é puro impulso e instigação externa, precisamos portanto de mais dirigismo estatal de “bem pensantes” para atingir uma sociedade justa.

De Rousseau à senadora petista Ana Rita (PT-ES), de Marquês de Sade a Marilene Felinto, de Mao Zedong a Leonardo Sakamoto, de Josef Stalin a Túlio Vianna, de Kim Jong-un a Luiz Flávio Gomes, são os pensadores que julgam que se um homem quer o que outro homem inventou e criou com o seu trabalho (um celular, um prédio, um computador ou qualquer riqueza que não estava na natureza, tendo sido criada por outros homens), basta apelar a algo como “igualdade” ou “justiça social” para que ele tome à força o que é o trabalho de outro. Exatamente como se forjou a crença de que o brasileiro médio apelaria a um estupro por “merecimento”.

Estes amantes da palpitaria opinativa e recusadores do saber (no dizer de Eric Voegelin, os filodoxos, em oposição aos filósofos) detestam a responsabilidade individual, e abrem uma exceção conivente até mesmo quando o assunto é estupro quando lhes convém – basta lembrar de Túlio Vianna ou de Marilene Felinto dizendo que Liana Friedenbach, “menina rica judia de sobrenome estrangeiro”, quando estuprada, seqüestrada, torturada por 5 dias a ponto de ter sua vagina destruída e assassinada a golpes lentos de facadas que a degolaram, era na verdade o elo forte de uma corrente, e que seus estupradores, como Champinha e Pernambuco, é que eram vítimas de “falta de Estado”, a entidade que poderia tomar o que é dos outros e dar a eles o que eles quisessem, quando lhes conviesse.

São “pensadores” e formadores de opiniões prontas incapazes de notar que o correto “meu corpo, minhas regras” (maior demonstração de que só existe liberdade com propriedade privada e auto-propriedade sobre nosso próprio destino) é extensível para “os frutos do meu trabalho, das minhas escolhas, do meu esforço e da minha criação são definidos também por minhas regras, e não por algum ‘pensador social’ querendo ‘reformar’ o mundo com base em suas abstrações preferidas”.

Eles o fazem não porque o estupro é uma das piores experiências pelas quais mulheres (e homens) correm o risco de ter de enfrentar – até quando uma dentista é queimada viva dentro de seu consultório, que parece uma experiência ainda pior do que um estupro, o discurso destes palpiteiros é “olhar para o social” – e sim tão somente porque são ocasionistas e aderentes a qualquer modinha da vez – e nenhuma modinha é mais onipresente no momento do que confundir “defesa do feminino” com “feminismo”, tentando extrair significado de uma palavra através do próprio som da palavra. É um erro comparável a confundir defesa da estrutura familiar com “estruturalismo”, ou defender prédios de concreto ao invés de choça para os pobres afirmando que isto é “concretismo”.

marchavadias.nao-e-um-conviteConfundindo sempre a linguagem, misturando sentido literal e figurado, invertendo e manipulando estatísticas, os resultados desta pesquisa, se fossem mesmo tão assustadores e nojentos como parece, na verdade seriam frutos inescapáveis deste pensamento que tomou conta do país – e não o desvio do progressismo. Eles agora tentam fazer crer que se eles são contra o estupro e são progressistas, logo ser conservador seria “apoiar” o estupro. Não é preciso muita esperteza para perceber o que queriam os pesquisadores que encomendaram a estatística.

Estas pessoas com seu discurso abstrato de “desigualdade”, “direitos humanos” ou “função social” culpam a “cultura de estupro”, e não o estuprador – da mesma forma em que culpam “as condições sociais”, e não o assaltante, o assassino. Assim, todos os que não fazem parte de sua patota são automaticamente os piores vermes a rastejarem sobre este Vale de Lágrimas até prova em contrário – mesmo quando eles são as vítimas das maiores violências já perpetradas pelo ser humano.

Urge relembrar sempre do óbvio: responsabilidade individual é coisa de conservador, de liberal – de “coxinha”. É a auto-propriedade, a responsabilidade pelos próprios atos e pelas próprias escolhas. É a idéia de que lucro e prejuízo recaem apenas sobre o agente que tomou atitudes com conseqüências, assim como as ações que agridem outro ser humano, do furto ao estupro ou assassinato, são culpa do único agente humano que o cometeu – e para isso serve a polícia e a cadeia.

No belíssimo dizer de Theodor Dalrymple, “A única causa inquestionável da violência, tanto política como criminosa, é a decisão pessoal de a cometer. (…) Deste modo, qualquer estudo sobre a violência que não leve em conta os estados de espírito é incompleto e, na minha opinião, seriamente insuficiente. É Hamlet sem o Príncipe.”

Este é o pensamento dos chatos “direitistas”, “conservadores”, “reacionários”, “coxinhas”: os homens (e mulheres!) que não abdicam da responsabilidade individual, muito menos da sua própria responsabilidade individual. Não é preciso entender algo além das causas e conseqüências deste fato para abraçar o Tea Party que cada um guarda dentro de si e se preparar para ser xingado de fascista justamente por intolerantes que querem controle estatal sobre tudo – e abraçam qualquer modinha momentânea e frugal.

Os progressistas, por outro lado, só conclamam à responsabilidade individual por conivência – geralmente para culpar seus desafetos, para criminalizá-los encaixando-os à força na “cultura de estupro”, mesmo que sejam odiadores de estupradores, e para dizer que eles “protegem seus interesses” – como se o progressista fosse um monge tibetano que fez voto de pobreza, obediência e castidade, não tem desejo nenhum em relação ao mundo, sabe que todas as palavras são uma ilusão, é constituído de pura energia e se alimenta apenas de cores. Sem nenhum preconceito entre o azul e o marrom.

Antes de se indignar e espezinhar “a mentalidade conservadora” e “a cultura de estupro” do brasileiro, tendo medo de sair na rua, é bom haver um pouco mais de labor entre uma pesquisa feita por frases prontas e conclusões aterrorizantes feitas de improviso na sétima marcha.

causas do estupro

 

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55 Comentários

55 Comments

  1. Arthur Dias

    3 de abril de 2014 at 14:21

    Já viu o novo argumento das feminazis nas redes sociais, Flávio? Agora estão dizendo que o fato de 91% dos entrevistados acharem que quem bate na mulher não contradiz a questão do “merecimento” do estupro. Pelo contrário: é uma confirmação da ideia machista de que as mulheres são frágeis e devem ser protegidas.
    Damned if you do, damned if you don’t!
    Nada como a novilíngua e o duplipensar!

  2. Rene

    3 de abril de 2014 at 08:55

    Quem considera a conclusão da pesquisa uma inverdade não conhece os Brasis, infelizmente.

  3. Eduardo alameida

    2 de abril de 2014 at 16:48

    Só uma perguntinha básica…
    Se o estuprador for menor de idade?

    • jonas

      5 de abril de 2014 at 17:02

      ai é estrupo seguido de pedofilia!

  4. Carmen Costa

    2 de abril de 2014 at 09:32

    Com relação a pesquisa, se fossemos concordar que o o estuprador se baseia só pelo fato de uma mulher querer ser violentada por usar roupas ousadas eu perguntaria logo a seguir para esses 60%: “Como você explica o estupro de crianças? e o estupro de senhoras idosas? e o estupro de garotas com uniformes escolares indo ou voltando da escola? o estupro de mulheres indo ou voltando do trabalho, por vezes sujas e suadas do trabalho? Tivemos uma parente que foi estuprada por assaltantes em sua casa quando ela morava no Emaús, ela estava se oferecendo? Eu acho que o ato do estupro vai muito além de roupas ou da falta delas, mesmo porque as garotas que pousam nuas na Playboy, por exemplo, não são estupradas na rua, nos pontos de ônibus, nem bulinadas nos trens e ônibus. Se a base da pesquisa estiver calcada somente no vestuário e nas ações de mulheres mais ousadas, não sobraria uma só passista de escola de samba que não tivesse sido estuprada, a maioria delas mora na periferia. Claro e obvio que uma mulher que se veste para “matar” alguém de tesão esta querendo chamar atenção para si, mas isso não quer dizer que ela quer ser estuprada por alguém, ela quer sim arrumar um parceiro, mas creio que ela quer poder escolhe-lo. Também não acho que andar pelada vai resolver alguma coisa, pelo contrario, acho que nós mulheres, que já conquistamos tantas coisas, que já somos até presidente do nosso país, temos argumentos mais fortes para conseguirmos alcançar nosso objetivo, temos o voto, podemos exigir sim um plebiscito para mudar a lei quanto ao estuprador por exemplo. Eu gostaria muito de ver hoje mulheres usando a sua força de persuasão para cuidar mais dos seus filhos e educa-los de uma maneira que jamais tivéssemos homens com tão pouco caráter. A exemplo da reportagem de hoje cedo com a avó da menina desaparecida com outros 3 jovenzinhos de 12 anos, com pai desconhecido e mãe drogada, pois é ai que tudo começa, na falta de estrutura familiar, na falta de cuidado na hora de sair por ai fazendo um filho atras do outro. As mulheres tem sim todo o direito de fazer o que querem com seus corpos, mas elas sabem mesmo o que estão fazendo com eles???

    • sérgio

      2 de abril de 2014 at 16:44

      Você não entendeu a pesquisa. É fato que estupradores estupram crianças, e idosos! Mas a pesquisa é sobre apenas mulheres. Então, o foco é estupro apenas de mulheres. Ninguém deve ser estuprado, mas sim existe condições em que as mulheres estão mais expostas a essa violência. Nós não vivemos numa Suíça, e portanto precisamos tomar cuidado para não nos expor a bandidos. E pedir para uma mulher se cuidar não é machismo, mas sim prudencia. Do mesmo modo que se deve evitar andar com relógio de ouro nas ruas, é prudente (e não machismo), uma mulher não se vestir igual cantoras de funk, passistas de samba, e muito menos ficar sem roupa como as garotas na Playboy, e ficar andando por aí em boates, casas de show, teatros, no transporte coletivo, e inclusive no trabalho. É errado atribuir a mulher a culpa pelo estupro. Mas não é errado dizer que a mulher com pouca roupa provoca a atenção dos homens. Tanto é verdade que não existe balada onde as mulheres se vestem de freiras, ou com burcas. Até nos países islâmicos as mulheres usam pouca roupa para dançar a dança do ventre. Falar que a mulher provoca, não quer dizer que ela merece, ou seja CULPADA pelo estupro, mas sim que ela FACILITOU o ato. Vou dar um exemplo. Uma mulher com mini-saia é mais fácil de ser estuprada do que outra com calça jeans. Isso não é machismo, e nem opinião, mas sim um fato. E essa constatação não pode ser atribuída por uma culpa da mulher estuprada. Devemos separar as duas constatações, e não perverte-las.

    • sérgio

      2 de abril de 2014 at 16:45

      Quando nós homens falamos para a mulher se comportar, estamos querendo dizer para terem PRUDENCIA, e MODÉSTIA. Em lugares públicos existem homens bem intencionados misturados com maníacos. Diante de um maníaco, você vai segurar uma placa dizendo que o corpo é meu, e que não merece ser estuprada? Você acha que isso vai afetar a consciência de um maníaco? Essas frases afetam homens comuns, e não maníacos. Outro exemplo é o roubo. Diante de um ladão, o cidadão vai segurar uma placa dizendo que não merece ser roubado? Ridículo, não? E é exatamente isso que essa mídia, e esses artistas fazem com o povo comum!

  5. Flavio de Carvalho

    1 de abril de 2014 at 23:52

    dessa vez acho que você deu uma viajada. na primeira parte do texto, porque na segunda totalmente de acordo.
    se a pesquisa foi feita com iletrados, como foi, é mais razoável pensar que o primeiro sentido da frase, o mais óbvio, é o que vai ser compreendido. diante da frase a mulher “merece” ser estuprada, o sentido imediato é de merecer punição mesmo. merecer como “estar sujeita a” exige um pouco (bem) mais de sofisticação.
    eu acho que o povão entendeu bem a frase. não sei se você circula nas bibocas, meu amigo, mas te digo que as pessoas pensam exatamente assim. eu digo com toda sinceridade que não me surpreendi em nada (lamentei, mas não me surpreendi). fiz durante muitos anos trabalho em periferia. faça a pesquisa você mesmo, informal, quando tiver a chance. saia por aí perguntando. consigo ver a cena, você indignado com o entrevistado: “mas com merecer você quer dizer o quê? é punição mesmo?”

    • Flávio Morgenstern

      2 de abril de 2014 at 00:03

      Meu xará, eu moro em periferia, sei bem como é o pensamento. Agora te faço uma pergunta simples: se fizermos uma pesquisa pedindo como os mesmos cidadãos acham que deve ser a punição a estuprador, você acha que “pena de morte” cai em menos de 65%? Pode ter certeza de que seria bem mais. Não mostra que essa pesquisa está ridiculamente projetada para dar tal resultado, abusando-se de pessoas que se expressam mal? Não há como ver a contradição? Como mostrei, ambos os sentidos (e até alguns além) são usados na linguagem coloquial, muitas vezes até sobrepostos.

      • Flavio de Carvalho

        2 de abril de 2014 at 00:42

        Tentativa de resposta à pergunta simples:

        sim, uns 80% ou mais vão dizer que o estuprador merece morrer (incluindo eu). parece que é inclusive a lei da cadeia, o que nos leva à irônica conclusão de que a população carcerária tem mais código moral do que os de fora.
        com isso chegamos à conclusão que… e daí? onde está a contradição? 65% podem achar que a mulher com roupa provocante merece ser estuprada e esses mesmos 65% acharem que o estuprador tem que morrer. culpar a mulher não significa absolver o algoz. pra esse entrevistado típico a mulher é piranha e o cara é vagabundo safado.
        indo mais longe, mesmo que houvesse contradição, de onde você tira a hipótese de que o pedreiro desdentado tem que seguir uma lógica e coerência irrepreensíveis?
        no mais, também não consigo muito ver porque o ipea iria se preocupar em forjar uma pesquisa para demonstrar que o povão é conivente com o estupro. a grande distorção, a meu ver, é na recepção da pesquisa. a galera sai indignada nas redes sociais achando que estão combatendo o coxinha de direita que tem instagram e tudo o mais, sem se dar conta de que o povo que eles idealizam é que tá falando besteira.

      • Flávio Morgenstern

        2 de abril de 2014 at 13:26

        Então pra você, se há contradição, só pode significar que a hipótese do Ipea está correta, e a realidade não? Concordo com a demonstração de incoerência, só estou mostrando que as pessoas não sabem se expressar e nem formular um código moral, como essa pesquisa quer dar a entender. É o contrário de dizer que todo mundo tem coerência irrepreensível. Sobre o Ipea, basta ver a chuva de comportamentos automáticos desencadeados em histeria coletiva para ver suas reais intenções. Não pode ser mera coincidência ou conseqüência imprevista, right?

      • lucoelho

        3 de abril de 2014 at 14:10

        Acho que a contradição exposta pela “pesquisa” do IPEA é uma contradição que de fato existe na população. A grande maioria da população é contra estupro, roubo e assassinato. O bicho pega é na hora de de definir o que é estupro, o que é roubo e o que é assassinato.

        As respostas sobre violência doméstica são mais consistentes e coerentes entre si por conta do longo trabalho de educação que vem sendo feito (direta e indiretamente) na mídia. Volta e meia tem novela tratando do assunto, todo ano faz-se uma série de reportagens para comemorar a promulgação da Lei maria da Penha. A figura do marido espancador está bem constituída no imaginário da população e é rechaçada.

        No que concerne ao estupro, apenas a figura do estuprador desconhecido (aquele marginal que ataca mulheres em lugares ermos e desertos) está bem constituída. Os outros estupradores, o namorado que força a namorada a fazer sexo, o amigo que força sexo com a colega bêbada, esses não são reconhecidos como estupradores. Nunca teve novela na globo falando sobre isso (aliais, a globo a-d-o-r-a colocar cenas de sexo em que a mulher começa resistindo e depois cede aos encantos dos galoes bonitões).

        O que frases menos diretas, menos óbvias medem nesse tipo de pesquisa é justamente um comportamento que pro respondente não seria estupro mas que pro pesquisador é.

        Mantendo o paralelo com os outros crimes, acho que uma grande parte da população brasileira é contra furto. Mas esse percentual cairá drasticamente se você perguntar quantas pessoas já imprimiram documentos pessoais no trabalho. E ainda que as pessoas deem lá suas justificativas, no fim das contas será apenas isso: justificativa para remediar um comportamento moralmente errado.

        Se você quiser medir a tolerância do brasileiro a corrupção é bem mais eficiente ter frases que relatem comportamentos corruptos do que perguntar diretamente. Aliais confrontar os dois dados (perguntas diretas sobre a corrupção x perguntas indiretas) evidenciaria um bocado de contradições.

        Daí que eu ainda acho que o problema dessa pesquisa está na determinação da amostra e na coleta de dados. As frases utilizadas para medir o comportamento, podiam até não ser excelentes mas com certeza não eram ruins…

  6. sérgio

    1 de abril de 2014 at 21:56

    Belo artigo! O trabalho do Prof. Olavo ensinando seus alunos está começando a surtir efeito. E não adianta explicar para pessoas analfabetas funcionais. Elas leem e não conseguem entender! É só ver alguns comentários aqui de gente que não acompanhou a argumentação do autor do artigo. Repare que somente pessoas mais cultas conseguiram enxergar o embuste nessa pesquisa, ao contrário da grande maioria que está nas redes sociais. E pra falar a verdade, essa pesquisa veio como uma cortinha de fumaça, que serviu para esconder o escândalo da Petrobrás, do caso da Raquel Sheherazade, e do Marco Civil da internet.

  7. Marcus Vinícius

    1 de abril de 2014 at 19:37

    Me desculpe, não li mto além da baboseira dita de que pesquisa popular é feita com “brasileiros pouco instruídos”. Na verdade o termo “pesquisa popular” é só para denotar que foi uma pesquisa realizada junto “às pessoas”, independente de sua classe socioeconômica. Lamento que a pessoa que escreveu o post associe popular à pessoas de menos instrução, acredito que isso seja mais desconhecimento de como é realizada uma pesquisa do que realmente má intenção. Em tempo, brasileiros de “maior instrução” tb cometem crimes sexuais, embora, em alguns casos, esses venham a ser encobertos justamente pelas condições socioeconômicas que eles, em alguns casos, ostentam.

    • Flávio Morgenstern

      1 de abril de 2014 at 20:34

      Renda domiciliar per capita média: R$ 531,26

      Seria melhor ler e entender um texto antes de criticá-lo – sobretudo quando você quer ensinar algo pro autor que ele já sabe, e que provavelmente ele pesquisou bem mais do que você para chegar a algumas conclusões, ao invés da palpitaria apressada contra a qual esse texto se insurge.

  8. Arthur Dias

    1 de abril de 2014 at 16:48

    Fatos como essa pesquisa quase me fazem virar um “direitista depressivo” e achar que pode fechar o Brasil, que não tem mais jeito. Quer dizer, não os resultados da pesquisa em si, mas a péssima metodologia utilizada e as reações que acabo vendo nas redes sociais. Se a gente levar o percentual de concordância nessa pergunta 24 como culpabilização da vítima pelo estupro, estamos diante de um caso de “outlier data”, ou seja, um dado que não bate com o resto do conjunto e deveria ser amostrado/testado novamente. A pesquisa inteira mostra um elevado nível de rejeição à violência contra a mulher, menos essa pergunta. Isso provavelmente indicaria um erro de interpretação, devido à polissemia da palavra “merecer”, e mesmo da palavra “atacada”, que poderia ser simplesmente interpretada como “criticada”. Só isso já o suficiente para deprimir.
    Aí para piorar, eu vejo na minha timeline uma feminazi criticando outras mulheres, dizendo que não têm o direito de se juntar à campanha “eu não mereço ser estuprada”, porque as mesmas são conservadoras, ou já criticaram periguetes, ou são evangélicas ou casadas. Segundo a feminazi, ao pertencer a essas categorias, as tais mulheres automaticamente já concordam com a polêmica afirmação. A feminazi também afirmou que criticar uma mulher por estar usado pouca roupa é o mesmo que estuprá-la ou incentivar seu estupro.
    Depois de uma dessas, dá vontade de desistir.

  9. Alysson Augusto

    1 de abril de 2014 at 15:15

    Para aqueles que tem preguiça de ler míseras 40 páginas de uma pesquisa. Frase apresentada e nível de concordância. Atenção para alto índice de polêmica na frase 24.

    1) “Homens devem ser a cabeça do lar.” = 63,8%
    2) “Toda mulher sonha em se casar.” = 78,7%
    3) “Uma mulher só se sente realizada quando tem filhos.” = 59,5%
    4) “Casais de pessoas do mesmo sexo devem ter os mesmos direitos dos outros casais.” = 50,1%
    5) “Casamento de homem com homem ou de mulher com mulher deve ser proibido.” = 51,7%
    6) “Um casal de dois homens vive um amor tão bonito quanto entre um homem e uma mulher.” = 44,1%
    7) “Incomoda ver dois homens, ou duas mulheres, se beijando na boca em público.” = 59,2%
    8) “A mulher casada deve satisfazer o marido na cama, mesmo quando não tem vontade.” = 27,2%
    9) “Tem mulher que é pra casar, tem mulher que é pra cama.” = 54,9%
    10) “A questão da violência contra as mulheres recebe mais importância do que merece.” = 22,4%
    11) “O que acontece com o casal em casa não interessa aos outros.” = 81,9%
    12) “Em briga de marido e mulher, não se mete a colher.” = 78,7%
    13) “A roupa suja deve ser lavada em casa.” = 89%
    14) “Casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família.” = 63%
    15) “Quando há violência, o casal deve se separar.” = 85%
    16) “Homem que bate na esposa tem que ir pra cadeia.” = 91,4%
    17) “A mulher que apanha em casa deve ficar quieta para não prejudicar os filhos.” = 15,5%
    18) “É violência falar mentiras sobre uma mulher para os outros.” = 68,1%
    19) “Um homem pode xingar e gritar com sua própria mulher” = 8,8%
    20) “Dá pra entender que um homem que cresceu em uma família violenta agrida sua mulher.” = 33,9%
    21) “Dá pra entender que um homem rasgue ou quebre as coisas da mulher se ficou nervoso.” = 14,6%
    22) “É da natureza do homem ser violento.” = 21,5%
    23) “Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar.” = 26%
    24) “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas.” = 65,1%
    25) “Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros.” = 58,5%

  10. PEREIRA, PoA/RS

    1 de abril de 2014 at 13:52

    Buenas ! O mais intrigante dessa pesquisa (claro, além do resultado absurdo) é que 66% dos entrevistados são MULHERES ! Parece que até as nossas mulheres são machistas. Essa pesquisa do IPEA foi feita em Junho/2013 e só foi divulgada agora. Acho que o Instituto quis “achar” algum tipo de resultado e acabou por criar esse monstrengo de resultado !

  11. Renata Valente

    1 de abril de 2014 at 13:01

    este movimento de rebeldes sem causa quer causar, todos tem direitos de sair pelados, sair nas madrigadas, direitos de ir e vir, mais bandidos não respeitam seus direitos e estão sim mais sucessiveis aos estupros quem sai pelada nas ruas, gays que vão em lugar de riscos aonde se encontram gangues, sair sozinhos, são mais sucessiveis a agressão, gente que namora nos carrões importados nas ruas e madrugadas, são mais sucessiveis ao roubo e sequestro, isto é fato, mas Brasileiros torcem as pesquisas, gostam de fazer bafão, os rebeldes sem causa… é fato que se eu andar pelada nas ruas, chamo mais atenão de estuprador, isso não tem haver com meu direito de ir pelada e vir pelada e sim de ser atacada

  12. Renata Valente

    1 de abril de 2014 at 12:55

    Paea começar isso é mentira, a pesquisa nunca foi feita desta maneira que a mulher merece ser estuprada.
    a pesquisa foi feita se você acha que a mulher mais sensual, mais pelada é mais sucessivel ao estupro ?? isso é fato, se eu sair élada nas ruas sou mais sucessivel ao estupro, como se eu sair sozinho na madrugada em lugar de risco de gangues, sou mais sucessivel ao roubo e violência contra gays.. e fato, ninguem fez pesquisa de direitos, temos direitos, de sair, arriscar, sair pelados, mas somos sim mais sucessiveis a violência… o povo brasileiro é limitado, não pensa da dó.

  13. ALFREDO

    1 de abril de 2014 at 11:32

    Manipulação, dominio da informação (orgãos de jornalismo que dependem de dinheiro público nos anuncios) , enfim várias formas de condução , e lavagem cerebral, como se eu pudesse sacar 10.000,00 e sair contando na rua , ou mesmo no banco e não estar se arriscando ou mesmo colocar na praia um cordão de ouro , ou na rua , enfim , segundo a própria policia militar divulgou (não ostente , valores , joias , etc) ou ainda quando da reclamação de um baile funk , pelos moradores de um condominio , resposta façam um muro bem alto . Enfim estamos na época de construirmos muros bem altos , para nossa proteção , lógico que qualquer pessoa tem o direito de: andar pelado, andar com roupas normais , roupas curtas, enfim mais os riscos são diferentes embora sempre existirão , tenho 03 filhas e as oriento , filhas vão sair , vista-se apropriadamente para cada ambiente , se for numa festa de carro , vestido curtinho ,, se for pra escola de trem ou de metro (roupas apropriadas , PARA NÃO SE ESPOR DESNECESSÁRIAMENTE E NÃO CORRER RISCOS, DESNECESSARIOS) , QUANTO AO REMEDIO PARA TUDO ISSO ………………….. SOMENTE EDUCAÇÃO ,PARA SABERMOS MUDAR O CURSO DESTE PAIS , E COLOCARMOS PESSOAS COM PROGRAMAS PARTIDÁRIOS QUE SE CUMPRAM , E NÃO OS QUE ESTÃO AI , PORTANTO AMIGOS ,,,,,,, VAI DEMORAR ………….PORISSO MINHAS FILHAS (SAIONA, BLUZONA , GALOCHA , ETC) e acima de tudo , FAMILIA, RELIGIAO , e MEU AMOR E DA MÃE ,,,,,,,,,,, até

  14. João Paulo Rocha

    1 de abril de 2014 at 11:10

    Não entendi o porque do (sic) em “se mulheres soubessem se comportar (sic) haveria menos estupros”. A frase está correta.

    • Flávio Morgenstern

      1 de abril de 2014 at 16:45

      Mas o verbo usado (“se comportar”) é de uma bizarrice atroz nessa pesquisa.

  15. Renan Guérin

    1 de abril de 2014 at 09:56

    O segundo gráfico está gravemente errado porra! O que leva ao assalto é uma necessidade extrema de sobrevivência! Se as pessoas não passassem dificuldades com o básico que deveríamos ter e tivessem mais apoio do estado digamos em: EDUCAÇÃO;SANEAMENTO BÁSICO;SAÚDE;MORADIA.. elas não precisariam cometer crimes ! INVISTA NA PERIFERIA DÊ A ESSE POVO MAIS EDUCAÇÃO MAIS SAÚDE MAIS CONFORTO MAIS TRANSPARÊNCIA E MAIS VALOR ! o “pobre” de verdade é você que julga sem conhecer as dificuldades que á pessoa já passou para poder viver! Mauricinho acorda de manha com banquete na mesa, povo da periferia acorda de manha com a polícia chutando a porta de casa sem nem estar envolvido com o crime. Não vim aqui para defender os criminosos! Mas vocês não pensam que sem a falta de “necessidades básicas” as pessoas não perderiam tempo cometendo crimes que as retribuem com o mínimo que um cidadão precisa ter?!

  16. Joana Stern

    1 de abril de 2014 at 00:06

    Definitivamente, falta um estupro e as doces palavras “tá chorando por que? achei que cê tava gostando” ao pé do ouvido do semiletrado autor do imenso texto.

    • Flávio Morgenstern

      1 de abril de 2014 at 16:47

      Isso, porque eu estou “defendendo” estupro, segundo essa visão inteligentíssima de gente hiperletrada, né?

  17. Eliane Tolentino

    31 de março de 2014 at 23:19

    Uma infeliz forma de questionamento deste instituto IPEA, e 65% que votaram não entenderam esse questionamento, foram induzido ao erro. Estupro é crime e lugar de criminoso é na cadeia, será que agora as lojas venderam moda inverno verão, roupa de missa e roupa de estupro! Ridículos e imbecil e ignorantes!!!

  18. maria do socorro silva

    31 de março de 2014 at 20:17

    Não acredito,que em pleno século 21,mesmo as pessoas sem instrução tenham dito que as mulheres que usam roupas provocantes mereçam ser estupradas! Ouçam bem, um estuprador,é sádico só sente prazer ao causar horror, medo,quanto mais a vítima pede por favor,mais ele sente vontade de causar dor em sua presa,não importa se ela está nua,com as roupas das mulheres islâmicas,vestidas de freiras,o que ele quer é se satisfazer com o pavor de sua presa.Uma vez alguém me contou, que quase foi estuprada, na cidade aonde morava,na hora que ela foi agarrada arranhada mordida e que ela viu o horror que ia viver,ela começou a fingir que estava sentindo prazer e pediu para que o estuprador a esganasse que ela gostava de homens brutos e fortes como ele,agarrou os seus cabelos fez barulhos de quem realmente estava gostando.O estuprador broxou ele a jogou no meio da rua, a chamou de piranha,vagabunda,ordinária e a deixou ir.Ela saiu aos tropeços toda machucada mas conseguiu evitar o estupro,por isso,roupa comprida,comportada,não vai impedir que um sádico estuprador,vá se tornar santo de uma hora para outras se as mulheres andarem cobertas da cabeça aos pés!Companheiras não admitam ameaças denunciem! Estupro é crime inafiançável.

  19. Bruno Sampaio

    31 de março de 2014 at 14:54

    Adorei o Gráfico do final! Sensacional e auto-explicativo!

  20. Marco Antônio Teixeira Francisco

    31 de março de 2014 at 12:17

    Definitivamente falta educação e principalmente informação ao Povo Brasileiro.
    Estupro é covardia, desumano, inaceitável. É um ato de extrema violência contra seja lá quem for mulher ou homem que são atacados por tarados criminosos.
    É decepcionante que a maioria dos Brasucas sejam complacentes com esse crime, mas como disse é o reflexo da falta de educação. Quem não entende acha que a culpa é das mulheres que só pelo fato de serem mulheres merecem se atacadas. Isso é um absurdo.
    Lamentável.

  21. Mariana

    31 de março de 2014 at 07:22

    Gostei do texto, concordo com os seus argumentos. Para mim é algo tão óbvio, mas né…

  22. Gorgia Cunha

    31 de março de 2014 at 04:30

    QUANTO SERA QUE CUSTOU AO CONTRIBUINTE ESTA FARSA DA IPEA ?

  23. Leonardo

    30 de março de 2014 at 23:54

    Uma bicuda de primeira em cima do estudo tendencioso e capicioso do IPEA

  24. Lu Coelho

    30 de março de 2014 at 23:05

    Em primeiro lugar peço desculpas pelo comentário longo e ligeiramente desconectado. Foi escrito de impulso e sem uma revisão adequada.

    Quem quiser, a partir da metodologia da pesquisa realizada pelo IPEA (https://ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/SIPS/140327_sips_violencia_mulheres.pdf), replicar a pesquisa terá sérias dificuldades. O texto é muito obtuso a respeito da maneira que os dados foram coletados.

    Uma parte fundamental desse tipo de pesquisa é definir a amostra. A titulo de ilustração, as famigeradas pesquisas eleitorais levam em consideração quatro aspectos na construção de suas amostras: sexo, idade, se trabalha ou não, localidade em que vota.

    O processo é complicado, já que as 2.000 pessoas que serão entrevistadas precisam “representar” a totalidade brasileira.

    Pois bem, é impossível saber pelo texto divulgado quais os critérios utilizados pelo IPEA para construir a amostra (que é de 3810 pessoas, um número bem superior ao que normalmente os institutos de pesquisas usam nas eleições).

    E aí começam os problemas na minha opinião. Nós sabemos por exemplo que 56,7% das pesquisas foram feitas no Sul e no Sudeste, o que bate com a divisão populacional (56% da pessoas moram no Sul ou no Sudeste). Só que o sudeste tem uma população quase 3x maior que a do Sul (isso sem falar nas disparidades populacionais dentro da própria região). Qualquer pesquisa que se proponha representativa deveria entrevistar bem mais gente em São Paulo do que em Curitiba. Mas da forma como os dados estão expostos, não dá para saber quantas entrevistas foram feitas em cada município. A rigor, eles podem ter entrevistado uma pessoa em são paulo e o restante em Curitiba e ninguém jamais saberá.

    E essa mesma inexatidão vai acompanhar todos os outros aspectos que a pesquisa ressalta.

    Para mim o mais emblemático é o fato de 66,5% dos entrevistados serem mulheres. O que foi alardeado como um “agravante” do resultado da pesquisa é, na verdade, um indicador do fracasso da mesma. Porque diabos entrevistaram um número tão grande de mulheres, um número tão diferente da proporção nacional (que é de 51,03% mulheres)?

    Ou houve falha na determinação da amostra ou houve falha na coleta de dados. Qualquer que seja o caso, é grave para a confiabilidade da pesquisa. Considerando os muitos aspectos da metodologia que eles não apresentaram fica difícil defender a pesquisa.

    Também não sabemos como as perguntas foram feitas. Pesquisas eleitorais são obrigadas a divulgar o questionário utilizado. Já a pesquisa do IPEA diz que ” As perguntas foram dispostas em ordem quase aleatória”. Eu realmente gostaria de saber o que é “quase aleatório”. O que será que faltou para que elas fossem dispostas de forma aleatória? Uma maquina sorteou a ordem da perguntas? O entrevistador fazia rodizio das perguntas, lendo-as na ordem que bem entendesse? Só o IPEA sabe…

    Convém observar outra coisa: a pesquisa utilizou 27 frases, mas apenas as respostas a 25 frases foram analisadas e divulgadas. O que havia de tao constrangedor nas 02 frases que foram deixadas de lado, só o IPEA sabe.

    Diante desses problemas me incomoda um pouco que as criticas a pesquisa recaiam sobre a escolha da palavra “merecer”.

    É comum em pesquisas sociais utilizar a concordância ou discordância do entrevistado para medir sua opinião a respeito de algum assunto. O fato do entrevistado não conseguir manter um discurso coerente não é indicio de falha na pesquisa. Pode ser que a população tenha opiniões contraditórias sobre o assunto abordado.

    Se a pesquisa fosse minha, eu testaria as perguntas do questionário em grupos focais para saber como os vários tipos de população percebem a palavra “merecer” nessa frase. Apenas para me resguardar, e resguardar o resultado da pesquisa.

    Mas considero forçar um bocado a barra jogar a culpa do alto índice de concordância dos entrevistados a essa frase nos múltiplos sentidos do verbo merecer. Se a frase fosse “mulheres que andam com roupas curtas PODEM ser estupradas”, o resultado não diria nada. A ambiguidade do verbo “poder” é infinitamente maior que a do verbo “merecer”. A frase, mesmo considerando o analfabetismo do brasileiro médio, é muito clara.

    Normalmente nesse tipo de pesquisa, coloca-se várias frases dizendo a mesma coisa de jeitos diferentes. Mais ou menos é o que a pesquisa faz com violência domestica, ao qual dedicam 13 frases. Ao perguntar a mesma coisa de formas variadas espera-se eliminar confusões linguísticas, a resposta automática (o entrevistador não é burro e quase sempre está ansioso por dar “a resposta certa”, aquela que o entrevistador espera).

    A frase polemica é acompanhada apenas de mais uma frase sobre o mesmo tema, com estrutura muito parecida (tanto é que tiveram índices de resposta quase idênticos). ou seja, fica mais difícil determinar a que se deve a adesão dos entrevistados a essa frase. Mas a frase em si é uma boa frase. Não é tendenciosa. Poderia ser útil para entender o que as pessoas pensam sobre violência contra a mulher, ao contrário da frase “… podem ser atacadas” que não serviria para medir nada. Sinceramente, essa frase é o menor dos problemas metodológicos dessa pesquisa.

    Como lésbica, feminista e socióloga não há algo que eu abomine mais do que pesquisas com viés ideológico. Poucas pessoas fizeram tão mal ao combate a homofobia no país como o Luiz Mott e seu relatório anual de homicídios forjados. Da mesma forma que não é preciso forjar a existência da homofobia, não é preciso forjar a existência do machismo ou da cultura da estupro. A não ser que a ideia não seja combater a homofobia ou o machismo e sim angariar fundos para determinadas organizações…

    Mas o ponto ao que eu queria chegar, é que as vezes parece que esse site nega a existência do machismo, e bom não é preciso nega-lo para criticar as feministas. É obvio que a única causa de um estupro é o estuprador. Assim como é o assassino diante de uma assassinato ou o assaltante diante do assalto. Ensine as pessoas a não roubarem, não matarem e não estuprarem e os índices de criminalidade cairão drasticamente. Se o movimento esquerdista não percebe isso, defende uma educação anti-estupro, pró-roubo e pró-assassinato deve-se criticar eles e não a lógica “eduque seu filho para não ser um estuprador e não sua filha para não ser estuprada”.

    No mais, espero que o institutos de pesquisa brasileiros sobrevivam ao desleixo da maioria dos pesquisadores com as boas práticas de pesquisa.

    • Gabriel Mendes

      31 de março de 2014 at 10:15

      Lu, no geral gostei da sua análise, mas não consigo ficar satisfeito com a frase que gerou toda a polêmica. Do jeito que foi interpretado pela mídia e a grande maioria das pessoas, parece que a frase quis dizer que “mulheres que usam roupas curtas que mostram o corpo tem mais é que serem atacadas”. Não consigo acreditar que a percepção da maioria das pessoas que concordaram com a frase seja realmente essa.

      No mais, é o que você falou mesmo. Infelizmente essas “pesquisas” denunciando machismo, homofobia e racismo sem nenhum rigor científico fazem crescer também a ideia de que tudo isso é paranoia de esquerdista. E eu, que não sou esquerdista, acho isso igualmente perigoso.

    • Ernesto Dias Jr.

      3 de abril de 2014 at 20:39

      Lu, “quase aleatória” é só um tecnicismo de vez que não há como “embaralhar” as perguntas de maneira absoluta (absolutamente aleatório é uma contradição em termos). O sujeito deve ter usado um gerador de números pseudo-aleatórios, desses com semente (o único disponível a qualquer mortal comum, na verdade) para ordenar – ou desordenar – as perguntas. Como eu disse, um tecnicismo besta. Parabéns pelo comentário!

  25. Liz

    30 de março de 2014 at 23:02

    Esta pesquisa surge no momento certo. Agora ninguém fala do Marco Civil da Internet, Petrobras e tudo mais… O governo mudando o foco das coisas de novo e o povo entrando nessa. Todo mundo tem consciência de que o que leva alguém a cometer um ato de violência, seja ele qual for é a sua má índole, seu péssimo caráter. A pequisa foi mal feita, os resultados são falsos, ta na cara. Agora a galera fica debatendo sobre algo tão besta como vestimenta, como se isso fosse a causa do estupro e nem percebem o que ta rolando nos bastidores do governo federal.

    • 31 de março de 2014 at 12:18

      Isso mesmo Liz!!
      Concordo contigo!

    • JGMR

      2 de abril de 2014 at 02:48

      Eu concordo com você plenamente!! Faz uma enquete com as pessoas que se indignaram com o resultado dessa pesquisa perguntando, só isso mesmo, o valor q a Petrobras pagou pela refinaria de Pasadeena. Ouso dizer que a maior parte vai te perguntar “Quem é Pasadeena?”.

  26. Marcos Ferreira

    30 de março de 2014 at 21:01

    Roupas provocantes realimentam as taras de uns e outros, inclusive os que abusam de encostos nos transportes públicos lotados. Digo realimentam porque já estão alimentadas diariamente com os sites e vídeos pornográficos à inteira disposição na internet. Mas poucos desses tarados chegam a ser estupradores de fato. O estuprador é um sujeito com desvio de comportamento, mas do que um simples tarado. Pedófilos praticantes são estupradores e não dependem de nenhuma roupa provocante. Há os que preferem velhinhas só por serem velhinhas. Estuprador nenhum pratica seu crime induzido por qualquer tipo de vestuário. É mero desvio de comportamento. Os que forem humildes e reconhecerem a maldade que está em sua alma pode ser tratado e pelo menos aprenderem a dominar-se. Os demais continuarão sua maldita sina até a prisão ou a morte.

    • Marina

      31 de março de 2014 at 20:32

      Marcos,

      Parabéns!!!!
      Resumiu tudo que sempre pensei a esse respeito.
      Penso que é dever de todo ser humano combater seus demônios. Quem põe seus desejos acima do bem estar comum, está colaborando na disseminação do desrespeito que observamos acontecer diariamente.

  27. IvanPrado

    30 de março de 2014 at 19:58

    Estou eu de novo batendo na mesma tecla, UM PAIS aonde os exemplos maus partem das pessoas que de tem a DIREÇÃO , O PODER E DITAM AS LEIS E NORMAS A SEREM SEGUIDAS, são os primeiros a praticarem atos de corrupção , desrespeito as leis, abusos do poder em causa própria, assaltos aos cofres do governo etc.etc., dando o mau exemplo , só pode DAR NISTO QUE ESTAMOS PRESENSIANDO NOS DIAS DE HOJE. Em primeiro lugar os bons costumes rolaram por terra e com poucas esperanças de retornarem, as inversões de VALORES acabaram com o mínimo de respeito e consideração devido ao convívio social, dai este absurdo que surgiu nestas PESQUISAS, a falta de respeito pelo ser humano, falta de AMOR com o próximo, enfim falta de DEUS no coração das pessoas . Precisamos urgente de mudanças em todos os setores a começar com lixo que se instalou em todas as AREAS DE GOVERNO, de começo ao fim ! Limpeza GERAL do CARGO MAIS ALTO ate o MENOR pois todos foram CONTAMINADOS pelo desgoverno que já algum tempo estamos sofrendo com os maus POLITICOS que aproveitam do mau preparo das classes menos favorecidas para PINTAREM E BORDAREM com a FALTA DE COMPROMISSO no que deveriam honrar O VOTO QUE RECEBERAM nas URNAS dado por um POVO SOFRIDO no seu DIA A DIA que já esta perdendo a PACIENCIA pois é ele que paga a CONTA dos desmandos dos seus GOVERNANTES>…ACORDA BRASIL as ELEIÇÕES ESTÃO CHEGANDO , é agora ou nunca !!!!!!!!!

  28. Patrícia

    30 de março de 2014 at 18:52

    Sinceramente, esse foi o artigo mais ridículo que já li em toda a minha vida. Vai estudar semântica e a realidade do Brasil. (o paralelismo foi intencional)

    • Roberto

      31 de março de 2014 at 06:50

      Patricia: voce vai ter que “rebolar” mais se quiser contestar alguma coisa do texto (“both puns intended”). Mandar alguém estudar mais e não mostrar que fez a mesma coisa é desonesto.

  29. Lothar von Puttkamer

    30 de março de 2014 at 17:48

    É por isso que ensinei minha esposa a atirar.

  30. Gustavo

    30 de março de 2014 at 17:34

    “dado nas mãos de pessoas más intencionadas”, acho que ocorreu um pequeno deslize gramatical aqui, Flávio. Só informando para que seja corrigido.

    • Flávio Morgenstern

      30 de março de 2014 at 18:34

      Muito obrigado, Gustavo, corrigido!

  31. j.fernandes

    30 de março de 2014 at 16:45

    Uma pesquisa tão simples é transformada nesse texto caótico, ideológico, confuso e cheio de racionalizações para justificar antigos preconceitos. Tinha que ser org mesmo

  32. André Carneiro Santiago

    30 de março de 2014 at 15:53

    Perfeito.
    Dei-me dinheiro público e eu provo o que qlq um quiser com essa metodologia.

  33. Rita Rafaeli

    30 de março de 2014 at 15:29

    Tentei explicar isso a uma amiga feminista, mas não adianta. Só entendem o que querem.

  34. @jesael

    30 de março de 2014 at 15:25

    A maioria das vítimas de estupro no Brasil são crianças e adolescentes, DENTRO DE CASA. Fruto de todas as políticas podres na área da saúde, educação e segurança. Passantes da rua? menos de 5%. E vamos falar sobre cultura: quantos iluminados esquerdistas que hoje estão postando fotos com piadas sobre o tema apóiam o funkeiro comedor de novinhas, a expressão legítima de um oprimido-se-você-não-gostar-é-preconteito?

  35. rodrigo guedes coelho

    30 de março de 2014 at 15:20

    65% dos Brasileiros não tem mãe, filha ou irmã…..ou possuem mãe, irmã ou filha que defendem essa ideia patriarcal…estou em dúvdas

    • Marcos Silva

      2 de abril de 2014 at 18:15

      Bem, Rodrigo. Diante de suas dúvidas posso lhe afirmar com absoluta certeza que 100% dos brasileiros têm sim mães, mesmo sem precisar fazer uma pesquisa pra isso.

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