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A “repressão” policial na USP: Um tratado sobre a violência

por Flavio Morgenstern

A PM autuou ontem em flagrante 3 (três) alunos da USP no estacionamento da FFLCH, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (os cursos de extrema-esquerda). Os 3 fumavam maconha dentro de um carro. A PM recebeu uma denúncia à tarde e identificou os 3 estudantes pela placa do carro. Os estudantes do prédio de Geografia e História não gostaram e tentaram impedir esse ato nitidamente reacionário, fascista, autoritário etc etc. Começou o arranca-Habermas.

Prepare o leitor o estômago, pois é preciso apresentar uma foto horrenda. Respire fundo e olhe bem para a foto abaixo, tirada na quinta-feira. A fonte é do perfil no Facebook de um tal “Núcleo De Consciência Negra” (na minha terra de Thomas Sowell, negros não precisam de um núcleo alimentado por impostos para terem consciência). O álbum se chama Repressão Policial na USP – 27/10/2011, portanto é bom ter nervos de aço para ver imagens chocantes da brutalidade da violentíssima Polícia Militar de São Paulo, com sangue e espancamento de inocentes:

Sobreviveram? Pois então, aí está uma imagem da brutal repressão policial. Uma policial baixinha conversa com as mãos para trás com uma senhora mais alta do que ela, placidamente acompanhando a tarde tropical. Outro PM cruza os braços, outro olha para a câmera. O terceiro foi flagrado ajeitando as calças, o quarto pratica aquele estratagema conhecido pela metade masculina da população mundial de coçar o saco sem o uso das mãos, com apoio do corpo apontado para trás e encaixando as nozes na bissetriz do ângulo formado pelas pernas. Não me culpem por não avisar que a cena seria de violência explícita.

Segue-se outro flagrante nítido de repressão:

Aqui o close é marcado com “Armas Menos Letais”. Enquanto isso, vejamos como os alunos da USP estavam pacificamente cantando sobre o amor, que fora trazido por um beija-flor, que posteriormente foi, foi embora:

Sentiu a diferença? Parece que houve “repressão” e “violência”. Os que se julgam agredidos postaram fotos no Facebook da agressão (aquela ali, da PM baixinha com as mãos nas costas). Eles falaram que rolou até bomba de efeito moral (falta na FFLCH uma bomba de efeito moral que faça os alunos começarem a discutir Kierkegaard e São Tomás de Aquino nos corredores).

O policial mais agressivo da foto (ou seja, aquele que não está se defendendo de um CAVELETE que lhe jogaram contra a cabeça!) está protegendo sua arma segurando o alto do coldre – técnica que qualquer pessoa que conheça as benesses da civilização, como armas, especulação financeira a pornografia russa (não existia antes da Perestroika) sabe que é usada para proteger a arma de ser roubada (e ainda deixa 50% do seu corpo desprotegido, exigindo cobertura, por sinal mal dada nessa foto). Se era pra saber quem atacou primeiro, vemos policiais calmos e na defensiva em um vídeo no G1, que só dão umas cassetadas no ar a esmo depois de serem agredidos com um cavalete. Alguém aí “refuta” um vídeo?

É contra isso que os alunos da USP estão lutando – é isso que é “repressão”. As fotos chocantes da “violência policial” não incluem sequer um policial apontando um dedo na cara de um aluno, outro, sei lá, olhando feio e causando profundos traumas à psiquê de estudantes maiores de idade, já com barbas hirsutas, vacinados e capazes de dirigir e votar.

Saldo final, conforme relata a Veja On Line (já sei, é da Veja, então é mentira, blá blá blá):

Três PMs ficaram feridos no confronto e foram para o hospital, dois deles tiveram ferimentos na cabeça, provocados por pedras jogadas pelos estudantes. Cinco viaturas da corporação e uma da guarda civil foram depredadas pelos manifestantes. O cinegrafista da TV Bandeirantes, Milton Lara Carvalho, foi agredido e ficou ferido no rosto. Ele teve a moto derrubada e câmera danificada. “Estava filmando quando um dos estudantes me deu um tapa na cara”, contou Carvalho, que vai registrar boletim de ocorrência da agressão

(…)

Com um acurado senso de oportunidade, políticos do PT correram para a USP assim que souberam da ocorrência. Um dos primeiros a chegar ao local e, depois, a acompanhar os estudantes na delegacia, foi o deputado federal Paulo Teixeira. Para ele, o episódio “foi um exagero de ambas as partes”.

“O uso de drogas na faculdade faz parte de um ritual de passagem”, disse à reportagem o deputado do PT. “A presença da PM junto aos estudantes é uma química que não dá certo e gerou esse problema hoje.”

É essa a PM “fascista” que os alunos (porque matriculados; “estudantes” exigiria comprovação da atividade) têm medo de ver no campus. Como informante oficial da FFLCH aqui no Implicante™ (e que tem mais o que fazer do que fumar bagulho pra “rito de passagem”), tento sempre me compadecer. ver os dois lados, ler o que a mídia corporativista burguesa não divulga. Mas vocês só mostram a “repressão policial” com um monte de PMs com as mãos nas costas e conversando? Assim não tem nem “outro lado”, galera. Sério.

Pseudo-Fascistas x Socialistas puro-sangue

O Brasil tem um histórico de ditadura militar, e portanto qualquer homem (ser humano) fardado é visto como agressor de um inocente. Mesmo com as mãos nas costas. Assim, fica até estranho tentar dizer que um homem sem peito de aço que vista uma farda da PM nem sempre é, afinal, um monstro facínora. Aliás, ele pode até ser uma vítima. Como os policiais que foram parar no hospital. Sei que é incrível, difícil de acreditar. Mas acontece. A farda não lhe torna um monstro sedento por sangue. O nome disso é vampirismo (ou socialismo que come criancinhas). Farda da PM é outra coisa.

Quando afirmado que os policiais foram as vítimas nesse confronto, vozes indignadas, dorso da mão à cintura e pézinho a fustigar violentamente o assoalho, afirmaram que até bombas jogaram contra os estudantes. “Até bombas”?! Vamos supor que alunos críticos da maior Universidade do país sejam, digamos, críticos. O que é uma bomba de efeito moral? Uma perigosíssima bomba que não machuca ninguém. Sempre que você ouvir falar que “a PM usou bombas de efeito moral”, tenha a suposta “capacidade crítica” de entender que a PM foi agredida, e usou um dispositivo de defesa para dispersar seus agressores. Não há nem meio estudante “ferido com uma bomba de efeito moral”. O Exército americano não usa tais bombas para tentar dominar o Iraque e o Afeganistão. Os traficantes no morro também não as usam em defesa da polícia. Mas as pessoas que adoram criticar “a mídia” e pedem “leituras conscientes”, algumas financiadas pelo tal “Núcleo de Consciência Negra”, não conseguem perceber o óbvio.

Mas acusam a PM de “fascista” o tempo todo. É um vocábulo ridículo, usado ao deus-dará justamente por estudantes da Faculdade que abriga os cursos de Filosofia, História e Letras, que deveriam ter um pingo de responsabilidade com a linguagem. Em compensação, defendem abertamente um sistema bem pior do que o fascismo: o socialismo. Aquela coisa de Marx, de Lênin, de Trotsky, dos 150 milhões de mortos na Gulag (que faz o Julgamento de Nuremberg do Holocausto nazista parecer um Tribunal de pequenas causas). Pode parecer papo de Guerra Fria, mas a Universidadepúblicagratuitaedequalidade, que é crítica e “produz conhecimento”, não produziu nada de novo em matéria de Ciência Política desde 1968. Não à toa que é fácil se divertir jogando DCE Bingo nas “assembléias” do DCE e derivados, anotando os pontos em cartelas como essa:

Se a PM fosse fascista (e não é), ainda assim seria entidade de uma ideologia responsável por menos mortes do que a defendida por alunos da USP. Se a polícia com as mãos nas costas é “repressão”, alerto que sou abordado mais violentamente pelos comunistas da faculdade distribuindo panfleto ilegal de partido. O método deles é ficar de tocaia na porta do prédio, impedindo sua passagem sem ser abordado por alguém em flagrante falta de banho com um panfleto ou pasquim, tornando a entrada do prédio um verdadeiro Lasciate ogne speranza, voi ch’entrate do pensamento independente.

Seu sistema, então, é muito pior e mais violento do que o tal “fascismo”. Eles querem te empurrar escritorezinhos de quinta categoria como Foucault e Marx goela abaixo. Soa exagero? Pois tente-se refutar uma foto. Aqui, uma já famosa foto na Folha mostra um aluno da USP tentando agredir um PM com LIVRO DE KARL MARX (é sério): 

Vide o que afirmou o próprio Geraldo Alckmin na Folha de S. Paulo:

“Ninguém tolera nenhum excesso. Agora, não tem nenhum estudante ferido e nós tivemos policial ferido e várias viaturas danificadas. A lei é para todos, ninguém está acima da lei.”

Repressão? Com bombas de efeito moral?

Quando a intelligentsia esquerdista ficou de queixo caído ao descobrir que o Muro de Berlim caiu e nem todo mundo que trabalha e tem louça pra lavar acredita em revolução marxista (ainda mais depois de ter lido, sei lá, O Livro Negro do Comunismo, só pra começar), pérolas de sabedoria como as que se seguem foram engastadas lá no tal “Núcleo De Consciência Negra” do Facebook:

  •  Estamos [email protected] fazendo coro com a multidão cantando “Abaixo a Repressão!”
  •  força irmaos contra esses reaças!
  •  reage USP!!!
  • E se eu mato um policial filho da puta desses, eu vou pra cadeia. Just wrong.
  • FORA PM
  • fizeram isso aki em pvh-RO tbm com estudantes, fora policia pelega, #forajanúario
  • A polícia só existe pra manter você na lei
    Lei do silêncio, lei do mais fraco
    Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco
  • pq merda a pm tava la, caralho??? filhos da puta!
  • FORA PM DO MUNDO!!!!!!!!! militares golpistas!!!!!!!!!!! fora da USP!!! Marcha da Maconha Coletivo Desentorpecendo A Razão!!! legalize os entorpecentes! cada um é dono do próprio corpo!!!!!
  • os PM prenderam 3 estudantes pois eles estavam consumindo uma droga recreativa como qualquer outra alcool, cigarro o caralho a 45!! sua annnnnnnnntaaaaaaa!
  • tem que fazer um FUMAÇO NA USP!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Isso aí são “estudantes” da USP, minha gente. Fica difícil defender que maconha não faça mal pro cérebro depois disso.

Mas as mensagens futucam o ponto nevrálgico da discussão: os mauricinhos descolados armaram a quizumba por um motivo: drogas. No dia 19 de junho deste ano, o estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, foi morto num assalto dentro do campus Cidade Universitária, da USP, depois de uma onda de seqüestros-relâmpagos. Na ocasião, membros do MBM, o Movimento Bolchevique Mauricinho, não distribuíram panfletos na entrada do prédio, mas pelos corredores. Exigiam polícia? Pelo contrário. Como mostrei aqui no Implicante, sua preocupação na época foi a Marcha da Maconha.

Foi depois da morte do estudante que discutiu-se o que menos se quer na USP: mais polícia no campus. Por que diabos alguém teria medo de polícia? Os seqüestros-relâmpagos da USP chegaram a vitimar (ironia do Destino, a única força cósmica do Universo com senso de humor?) até mesmo membros do Núcleo do Estudo da Violência da USP, que mais produz artigos defendendo bazófias como “a violência é fruto da desigualdade social”, e a polícia atrapalha a sua diminuição. Os alunos foram salvos pela ROTA. Argumenta (risos) José Calixto, um aguerrido defensor do “Fumaço USP” (não dá pra colocar sic em cada ponto que merece):

1 – o que impede a distribuição de panfletos na usp é o regimento disciplinar interno votado durante a ditadura militar. 2 – a universidade não deve ter a presença de forças repressõras pois, muitas vezes na história a universidade produziu conhecimento que ia contra as leis, desde galileu etc… logo ter repressão na universidade é reprimir o pensamento. 3- a legalização das drogas é pauta dos estudantes da usp em geral conforme apontado no seu ultimo congresso se não me engano!

Usar prédios públicos para fazer campanha partidária é crime eleitoral – e algo me diz que a jurisdição federal conta mais do que um regimento interno, que mesmo na ditadura militar, deixou a Universidade quietinha.

Mas como assim, o problema da PM no campus é que desde Galileu “ter repressão é reprimir o pensamento” (HUEAHUEHAE)? Alguém aí acha mesmo que a PM está preocupada em impedir que estudantes leiam Foucault, Gramsci, Žižek e ouçam Planet Hemp e Pavilhão 9? Alguém tem medo de descobrir a cura do câncer e uma PM baixinha com as mãos nas costas quebre tudo, só porque é repressora?

Caros estudantes (risos) da USP, se vocês acham que PM é repressão, experimentem gritar “Karl Marx já foi refutado, viva o capitalismo!” no campus. Tentem dizer para seus professores marxistas que Böhm-Bawerk refutou O Capital inteiro antes mesmo que Marx escrevesse o último livro, se querem saber o que é “repressão que reprime” o pensamento livre. Tentem dizer para seus professores que Baudrillard, que foi fã de Adorno e Marx a vida inteira, escreveu um livro chamado simplesmente Esquecer Foucault (Oublier Foucault), e que eles talvez devessem, como fãs de Foucault, ler o livrinho de menos de 100 páginas, ao invés de ver seus apaniguados discípulos tentando esfregar Foucault na cara de policiais. Se você diz que luta por “pensamento livre” e acha que a polícia é que o impede, pense se seu professor já te passou algum autor de quem ele discorde e me diga quem é perigoso pra educação. Aprendam, adolescentezinhos hirsutos.

O problema mais sério é que, com PM por perto, fica mais difícil praticar o sensacional ato revolucionário de… fumar baseado. Alguém, por toda a Humanidade, pelamordedeus me explique no que cacete maconha é melhor do que sexo. É essa a causa tão urgente? É essa a “luta contra a ditadura fascista”? É esse mal da carne de quem, enquanto as drogas não são legalizadas, prefere financiar o tráfico de drogas e de armas e tornar milionários traficantes e policiais corruptos que facilitam que a droga chegue nas mãos de maconheiros adolescentes burgueses, mesmo às custas dos meninos do tráfico que sonham em sobreviver até os 18 anos numa espiral descendente de violência brutal, em que não podem nem se expressar livremente, nem falar muito alto contra o dono da boca de fumo do morro? Tudo isso só porque não consegue passar a adolescência tardia sem fumar maconha?

Ao contrário do que tais ignaros supõe, de dentro de suas caixolas vazias e que desconhecem o mundo, os “reacionários” e “a direita” (que eles não conhecem) não é uma massa homogênea de fascistas, nazistas, ditadores militares, neoliberais e malufistas. Uma aluna afirmou ao repórter do Estadão Bruno Paes Manso, no obrigatório artigo Pancadão sem Funk na USP, que tudo era decorrente da “privatização neoliberal”. Enquanto falam em ditadura militar. Caros comunistas: OU vocês reclamam que alguém é da ditadura militar, OU que alguém é neoliberal e privatizante. Não confessem sua ignorância involuntariamente acreditando que têm um inimigo só.

E nem durante a ditadura militar houve repressão ao pensamento dentro da Universidade. O general Golbery do Couto e Silva criou a “teoria da panela de pressão” justamente dizendo que não deveriam impedir o marxismo de grassar nos ramos mais inócuos possíveis: ou seja, as faculdades, sobretudo essas que não produzem NADA pra sociedade. Deu no que deu.

Qualquer esquerdista progressista que leia as 3 páginas do sensacional prefácio de Defendendo o Indefensável, de Walter Block, vai entender que a teoria libertária, por exemplo, defende que você não pode obrigar ninguém a fazer nada, e que você tem direito a fazer qualquer coisa que não fira outra pessoa. Logo, estes “direitistas reacionários” defendem a legalização do aborto, do casamento gay e… das drogas, logicamente. A diferença é que também sabem que imposto é uma imposição, e que se você não paga, vai pra cadeia. Logo, também são contra impostos – enquanto nossos esquerdistas adoram uma “Universidadepúblicagratuitaedequalidade” sem uma PM para impedir que alguém nos obrigue a fazer algo que não queremos (como lhes dar dinheiro ou o corpo à força).

Ou seja: há direitistas, como eu, favoráveis à legalização das drogas. Acontece que não é porque ela é “pauta dos estudantes da usp em geral conforme apontado no seu ultimo congresso se não me engano!” que um estudante pode fumar maconha agora. Toda vez que se discute uma lei, afinal, está se defendendo algo ilegal – porque aquela coisa ainda não é legalizada. Mas que se busque o mecanismo adequado. Não dá para fazer o ato como se ele fosse já legalizado. Ou, se um maconhista pode queimar uma brenfa na Cidade Universitária, eu também posso levar uma arma para lá, já que defendo o direito do cidadão de ter uma arma? Que tal? Conforme o general Ulysses S. Grant: “Não conheço método melhor para abolir as leis ruins do que pô-las rigorosamente em execução.”

Aliás, ainda que ilegal, eu teria um exercício a tais defensores de Foucault (e de que Foucault não discordaria): ao invés de serem tontos iguais uma muriçoca a ponto de fumar bagulho na frente de um PM (HUAHEUHUAEH!!), fume em casa. No que a produção de conhecimento da Universidade precisa tanto de maconha? Vão produzir menos? Mas parece ser muito fácil fumar na longínqua (até dentro de São Paulo) Cidade Universitária. Difícil é acender um beck na frente do papai e da mamãe durante a novela. Revolução não é fumar bagulho na frente de um PM na USP. O nome disso é medo do papai te deixar de castigo. Luta de classes é outra coisa.

Um detalhe não dito, também, é que “o protesto contra a PM ferindo a autonomia universitária”. Ou seja, 3 policiais feridos a pedradas em nome… da “autonomia universitária”. Tudo o que os estudantes sofreram foi serem <strong>presos</strong>. Mas ninguém é preso por porte de drogas. O que aconteceu foi que foram levados à delegacia e ligaram pro papai e pra mamãe de cada um avisando-os de que os filhinhos que ganharam carro pra ir pra faculdade estavam eram queimando uma brenfa. Ou seja: só há medinho de papai descobrir o que ando fazendo com minha mesada. Pra isso, se destrói 3 viaturas da polícia e se causa danos a carros de estudantes no estacionamento.

Também não digam que a PM oprime os pobres e blá blá blá. Se vocês fossem pobres, morariam na periferia, e descobririam que as maiores vítimas de homicídios e que mais sofrem com a violência do tráfico são… pobres que são assaltados na periferia, não ricos que voltam de Pajero pra casa na Vila Madalena e se acham descolados porque usam sandálias sebosas de couro cru e votam no Plínio. Vocês viajam mais para os EUA do que qualquer policial militar, este sim que arrisca a vida por um salário de fome.

Caso o maconheiro em questão procure nas cuecas e não encontre o outro colhão para mostrar pro papai e pra mamãe que vai pra faculdade não pra estudar, mas pra “fazer o rito de passagem” de queimar bagulho escondido, que tente trabalhar e ter sua própria casa, onde pode fazer a marofa que quiser. Aí, talvez, o molóide se preocupe com coisas factuais como impostos a pagar, gastos com artigos retardados financiados pelo CNPq, ao invés de não saber quanto custa o seu Danoninho e seu Toddynho, torrando o dinheiro da mesada com “drogas recreativas” e lutando pela sua descriminalização.

Qual a preocupação dos “estudantes” da FFLCH? ☐ Uso de livros com má tradução ☐ Não ter Camões no curso de Literatura Portuguesa ☐ Ninguém na faculdade inteira conhecer Hayek, Mises, Thomas Sowell ou Walter Block ☐ As marxistas são todas barangas ☑ Fazer um “fumaço USP”

PM no campus – Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, digam ao povo que fico! #FicaPM

Os maconheiros, em protesto pela “repressão” da policial baixinha com as mãos nas costas, invadiram o prédio da administração da FFLCH (eles adoram usar o termo “ocupação”, o que é um erro: ocupação pode ser militar ou quando se ocupa um espaço que depois pode ser cedido a outro; se usam a força, barricadas e violência contra quem queira ocupá-lo para sua função original, acabaram de invadir tal local; corrija-se aí, dona Mídia Golpista). Para provar involitivamente que a PM no campus não é nenhuma ameaça à educação, colocaram o já antológico cartaz, posteriomente corrigido às pressas com outra letra, dizendo que “Os policiais não são trabaliadores (sic), são o braço armados (sic) dos exploradores”, como saiu no G1:

O Marcos Bagno ainda não se pronunciou sobre o analfabetismo marcado, mas disseram os vagabundos criminosos:

“Seguiremos ocupados até que o convênio (USP-PM) seja revogado pela reitoria, proibindo a entrada da PM no campus e em qualquer circunstância, bem como a garantia de autonomia nos espaços estudantis, como o Núcleo de Consciência Negra, Moradia Retomada, Canil da ECA, entre outros. Continuaremos aqui até que se retirem todos os processos criminais e administrativos contra os estudantes, professores e funcionários”.

Os estudantes manifestantes, que usam camisetas e capuzes escondendo o rosto para não serem identificados, não quiseram dar entrevistas. 

Ou seja: se algum fascista louco, como o pessoal da extrema-direita da USP, resolver estuprar uma estudante comunista (sei que nenhuma é gostosa, mas tampouco eles têm vida sexual para refrear seus instintos), a PM deve ser proibida de entrar no campus para dar uns croques no infeliz. Se roubam ciclistas à mão armada no campus, idem. Se alguém seqüestrar e/ou assassinar outro aluno, que se dane o aluno: precisamos queimar uma brenfa escondidinho dos nossos papais! (isso sem falar nas outras propostas, envolvendo outros crimes anteriores, que buscam encobrir um crime com outro)

Mas este convênio perigosíssimo que permite uma maior atuação da PM dentro da Cidade Universitária prevê que mais dezesseis policiais atuem no campus. DEZESSEIS policiais, negada! Fascimão, hein? 16 policiais contra 2 mil alunos só no prédio de História/Geografia. E chamam isso de “repressão”. É, só que ao contrário.

Imagem por Gustavo Daher - @fezes

Drogas devem ser legalizadas? Devem. Enquanto não são, a PM só tá fazendo o seu trabalho. Sinto muito. Empresas devem ser privatizadas? Devem. Enquanto não são, somos mais obrigados a pagar impostos do que vocês, que ainda conseguem queimar uma brenfa escondido. Tente burlar a burocracia pra você ver se não vai parar na primeira página de jornal. No dia em que marxista burguês tiver conta pra pagar, vai se preocupar mais com imposto pra pagar e menos com “droga recreativa”. Eu teria palavras contra a polícia se ela estivesse fazendo algo errado. Como não posso ter algo contra a polícia se ela bater aqui em casa dizendo que não paguei imposto do sindicato de grevistas. Ou posso?

Infelizmente, encontrar brasileiro que sabe unir premissa à conseqüência é semi-impossível. E o último lugar em que você vai conseguir ver isso é numa Universidade, sobretudo numa faculdade que tenha um curso de Filosofia. Repressão é invadir reitoria. Repressão é destruir viatura da PM, que pode precisar quando a vovó de algum desses maconheiros for assaltada por algum traficante que eles mesmos financiam. Mostrar foto de policial com as mãos pra trás só é repressão no Reino Encantado do Marxismo Mauricinho.

Quando isso foi afirmado, lembraram do “histórico de violência da PM” quando os estudantes foram convidados a se retirar (por PM desarmados!) da Reitoria, depois de mais de 2 meses invadida (e devolvida destruída, sem punição alguma aos baderneiros), além de que  Ora, então a foto é repressora, porque não se vê a repressão. Sacou? Enquanto isso, esquecem-se os bonitões que os alunos também têm um histórico de repressão que garantiria umas 2 horas no cinema. Só para lembrar de alguns casos (sério, mesmo para quem não é da USP, vale a pena ver um por um):

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=PBy0a7DXEPo[/youtube]

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=47XB5R4XCow[/youtube]

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=Tm9MV35Ahs4[/youtube]

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=86jOh5n92bw[/youtube]

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=ARoyg7LPGj4[/youtube]

Não faltaram sequer cadeiras atiradas de longe contra um professor anti-greve. Diversos estudantes sofreram lesão corporal, assim como a imprensa. É a PM que atrapalha o ensino?

A USP é pública, o que significa que é dos maconheiros vagabundos, é minha, é sua. Está na hora de nos organizarmos pra lembrar que a maioria dos estudantes quer, sim, a PM no campus.´Se é pra ter guerra, que percam. Não parem de tweetar com #FicaFM no Twitter. Votem em chapas que não sejam de extrema-esquerda e divulguem, façam campanhas. Uma tal Mariana [EDITADO EM 28.11.2011 às 02:41, vide comentários] afirma desabridamente: “pegar em armas nao me soa nada ruim mesmo” (imagine o que aconteceria se um malufista dissesse o mesmo para proteger seu carro de pedradas do tamanho de paralelepípedos que voaram contra policiais). Pois que se pense se algum dia precisaremos fazer barricadas, também a paus e pedras na FFLCH, e exigir que ninguém vai ter aula enquanto esses alunos não forem expulsos e não montarem um posto de vigilância da PM como uma UPP ali, bem na FFLCH. Ela não é terra de ninguém. Aluno da USP não é melhor do que o restante da população, e nem mesmo do que estudante da USP. #OcuppyFFLCH! #FicaPM!

Cliquem e divulguem

A USP foi feita para estudar. E, queridos maconheiros, sinto muito, mas vocês apanharam muito menos da PM do que apanham tentando discutir comigo. Sozinho.

Flavio Morgenstern é redator, tradutor e analista de mídia. Estuda na FFLCH, e nem por isso acha que poesia é mais importante do que banho com um bom sabonete. Apresentou uma idéia discordante do rebanho marxista e foi chamado de “massificado”. Coordena a Chapa América, para privatização da Universidadepúblicagratuitaedequalidade. No Twitter, @flaviomorgen

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186 Comentários

186 Comments

  1. francisco ramos

    1 de dezembro de 2011 at 11:38

    Prezado Flávio: eu estava certo. Vá ao Google ou a livros de gramática (você os deve ter muitos) e releia
    sôbre as aspas, simples ou duplas.

    Um grande abraço,

  2. francisco ramos

    1 de dezembro de 2011 at 09:34

    Flávio, não é ironia não. Mas como você recusou-se a detalhar o assunto, vou estudar, à exaustão, as
    situiações em que se pode utilizar as aspas. Eu queria apenas que você fosse mais profissional no assun-
    to.
    Um grande abraço.

  3. francisco ramos

    29 de novembro de 2011 at 23:20

    Meu Professor de português preferido: as aspas apenas podem ser aplicadas, quando você reproduz;
    LITERALMENTE, palavras ou trechos de outros. Em relação às nossas duas últimas postagens você
    teria que escrever…, por exemplo:” em relaçao ao sistema ao qual, nas suas palavras, …’você dedicou, qua-
    se que religiosamente sua vida’ “…etc. Da forma como você escreveu, fica inteligível, mas não comporta a
    utilização das aspas porquanto não escrevi dessa forma.
    Provocar um COBRÃO desses em gramática é muita coragem, não é verdade? Já estou esperando a porra
    da. Em tempo: faltou uma interrogação na minha postagem anterior.

    Envio um implicante abraço.

  4. francisco ramos

    29 de novembro de 2011 at 16:03

    Se eu misturo .. “TANTOS temas”… em um comentário, será porque tenho um cérebro poderoso?. Que
    não aceita ideias pré-concebidas, devotado à realidade objetiva.

    O clima de paz está chegando e envio um grande abraço.

  5. francisco ramos

    29 de novembro de 2011 at 00:11

    Flávio, que apelação! Há necessidade de todo êste estilo tortuoso, novelo de vocábulos incomuns, malabaris
    mos de toda ordem, para refutar uma mocinha que pedia apenas um pouco de privacidade. Aquele
    papo de …”pegar em armas”… nada tem de atitude revolucionária para promover uma eversão na ordem
    estabelecida ou coisa do gênero. É pura leviandade, no contexto da irresignação da galera em relação à
    presença da PM, questão cujo mérito foi discutido à saciedade neste mesmo blog. Agora que o sistema ,ao
    qual você dedicou, quase que religiosamente, sua vida, está agonizando e suas invectivas contra comunistas
    e socialistas científicos (utopias já rejeitadas pela história) continuam, a impressão que temos é que surgiu umvácuo ideológico em sua vida: defender o que está morrendo e atacar o que já morreu. Eu não tenho este tipo de dilema. Minha genética, felizmente, rejeita fundamentalismos. É só esperar. E ver o que é melhor para
    humanidade. Neste exato momento, nenhum grande teórico do mundo tem a chave para a solução deste
    imbroglio capitalista. Espero que a última guerra, o “ovo da serpente”, não esteja no ventre da maldita crise

    Abraços

    • flaviomorgen

      29 de novembro de 2011 at 01:08

      Francisco, não sei como consegue misturar TANTOS temas em um único comentário. Só te garanto que o sistema que “dediquei minha vida quase que religiosamente” (?!?!?!) nada tem a ver com o capitalismo de Estado com 30% de carga tributária americano, muito menos com os contratos com o governo dos Lehmann Brothers. A realidade é bem mais complicada do que você pensa.

  6. Mariana

    28 de novembro de 2011 at 13:20

    Caro, Fábio, gostaria de primeiramente parabenizá-lo pelo belo uso de nossa louvável língua portuguesa para mascarar seu caráter. Em segundo lugar, vejo por meu direito exigir que meus dados não sejam expostos neste fórum, dado que, mesmo que houvesse enunciado a frase que colocou em um contexto (segundo você) que defenderia minhas opiniões através da força, o fiz em um fórum estranho a este dando meu consentimento para expô-lo apenas no fórum do qual retirou a frase em questão. Todo direito de se apagar comentários que posteriormente possa se arrepender ou lembrar que é impróprio é dado aos usuários do facebook, portanto julgar tal ação também não lhe convém. A calúnia cabe sim a sua atitude pois como bem sabes dado ao seu grau de instrução, uma frase sem um contexto ao qual ela se aplica pode ter inúmeras interpretações. Não perderei mais tempo discutindo ou argumentando com o senhor, pois ainda tenho uma família para cuidar e um emprego. Afinal, nem todos com os quais debate são “maconheiros” e vagabundos. De qualquer forma agradeço a compreensão e consideração em publicar apenas meu primeiro nome.

    Att,

    • flaviomorgen

      28 de novembro de 2011 at 15:34

      Cara M. Elsas, como já dizia o conde de Buffon, o estilo é o homem – por conseqüência seria espinhoso esforço o autor mascarar seu caráter com suas próprias palavras. Ademais, se assim o fosse, teria sido fácil refutá-lo, tanto aqui quanto no fórum em questão – ao que você parece ter preferido a opção de dar por resolvida a questão bramando suas ganas de “pegar em armas” para lidar com qualquer um que não seja partidário de sua ideologia. Claro fica que tanto lá como cá alguma forma de argumentação racional foi preterida: lá pela declaração volitiva de assassinato, cá por apagar suas mensagens e, de má-fé, afirmar e reafirmar que o autor apenas “supostamente” leu uma declaração feita em público.

      De forma alguma o autor julgou sua ação ou sua frase tampouco: apenas a usou como exemplo de um pensamento, com o perdão da hipérbole, corrente em certos setores da Universidade.

      Quanto à calúnia, já foi explicada em filigranas a sua não aplicação: apenas repetir uma rabulice a respeito de “contexto” (quando não ainda se sabe que metafísica escolástica e arcana salvaria do despenhadeiro tal frase com um “contexto” adequado) é técnica que tenta passar por refutação repetir o já refutado, com vias a angariar afeto da audiência já predisposta a aceitar sua causa (e não sua argumentação) caso esta também resolver ignorar que a premissa já foi refutada se esta for repetida. Assinale-se contudo que repetir a acusação de calúnia, desta vez com interpretável má-fé, pode tranfigurar-se o comportamento difamatório (art. 139) para o crime mais grave, justamente, de calúnia (art. 138 do Código Penal).

      Atenciosamente,

      O autor.

  7. Clayton Silva Rodrigues

    28 de novembro de 2011 at 04:22

    Confesso: por vezes, para espairecer a mente cansada, me dedico a passa-tempos banais. Me permiti ler todos os comentários ao textículo irritado do nosso amigo “alemão”. E, irônico?, os comentários que mais me agradaram não foram os dos meus bravos companheiros de luta, de esquerda, os que, sim, são corajosos o suficiente para encapuzar a cara contra a máfia travestida de democracia, que os tem perseguido politicamente por suas divergências ideológicas. E para quê? Para ousar a inglória! e vã! e utópica! batalha sem-fim até que esteja a mesa virada e aquele 1% jogado pra baixo e os 99% pra cima da linha de poder sobre si mesmos. Pois gargalhei de rir e cumprimento com mão firme a PROPRIEDADE com que nossa amiga Implicantulha! dechava nosso “novo-civilizado”. Infelizmente, uma qualidade PRIVADA dela, que nosso amigo Flávio tenta capitalizar, mas seu nível concorrente é reles e raso, razoavelmente ridículo. Talvez devesse mesmo nosso amigo deixar de lado esse orgulho-fumaça, e assumir logo. O quê? Não o que não tem nenhum pendor para. Capitalista? Tem que ter culhão, né mesmo Implicantulha? (risos). Culhinho não dá. Tubarantulha vem e SNACK, come. Uma só dentada abre mil buracos no teu negocinho. Mas talvez assumir esse encolhido, ressentido, encoberto, escondido e medroso socialistismo! que talvez lhe teime em habitar e você precise desesperadamente livrar-se, jogando a raivinha (risos) em quem se apresentar de Cristo à sua frente, especialmente os mais capazes.

  8. Mariana

    27 de novembro de 2011 at 23:13

    Gostaria de pedir para o autor do texto excluir meu nome e sobrenome desse texto, pois não há provas do contexto no qual a frase supostamente enunciada tenha sido exposto. Isso pode acarretar processo de calúnia, difamação, uso não autorizado de identidade. Ter opiniões opostas sobre política e fazer comentários felizes ou infelizes em espaços de debate não é crime, porém expor uma pessoa e caluniar sobre seus pontos de vista baseados em comentários em redes sociais relacionados a qualquer pessoa, tema ou com teor irônico não me parece certo.

    Obrigada,
    Att,

    • flaviomorgen

      28 de novembro de 2011 at 03:47

      Cara M. Elsas, urge esclarecer que a carência de “provas do contexto no qual a frase supostamente enunciada tenha sido exposto (sic)” não acarreta qualquer forma de embargo ao uso da referida frase, ainda que, por algum pretexto pouco esclarecido, você tenha achado por bem apagá-la de rapina para difamatoriamente dizer que o autor do texto apenas “supostamente” a leu em um fórum público. Ademais, envidar-se-iam esforços dificultosos e cabeludamente metafísicos para se supor que espécie de “contexto” salvaria da desdita o infausto comentário em que você afirma que “pegar em armas nao me soa nada ruim mesmo” (mantido sem a acentuação do original) para derribar a ordem democrática vigente – ordem na qual curiosamente você procura se escorar quando se sente lesada.

      Tampouco deixa de ser curioso notar que expor um comentário de sua autoria, condenado à eternidade em fórum público, “apesar de ter opiniões não ser crime”, seria “expor uma pessoa e caluniar sobre (sic) seus pontos de vista baseados (sic) em comentários em redes sociais”. Em que não pese os dois primeiros verbos corretamente no singular aliados a um particípio no plural, não há como “caluniar sobre” os pontos de vista de alguém apenas a citando. Ora, calúnia é o crime de imputar crime a alguém que não o cometeu, tipificado no art. 138 do Código Penal. Dessarte, apenas citar sua frase sobre volitivamente “pegar em armas” com o objetivo de instaurar seus pontos de vista com a força bruta não confingura uma calúnia, visto que o autor não lhe imputa crime algum – apenas sua reclamação acaba por confessar que, afinal, a idéia de pegar em armas não é protegida sob os auspícios da Constituição.

      Lembraria o autor ainda que, não sendo uma calúnia, nem tampouco difamação o que o texto fez apenas ao citar uma frase de sua autoria em fórum público, imputar o crime de calunia à sua pessoa, ainda que supondo tal crime ser verdadeiro e sem agir de má-fé, poderia ser interpretado como comportamento difamatório, o que, como você mesma lembra, é passível de acarretar os mais dispendiosos processos a atravancar ainda mais nossa Justiça, que pode muito bem ter uma existência mais salubre longe de tais minudências.

      Atenciosamente,

      O autor.

  9. francisco ramos

    26 de novembro de 2011 at 13:02

    Flávio, e esta manifestação de alunos da USP na Avenida Paulista. Parecia que estavam pedindo o fim de uma ditadura ou “diretas já!”. Um transeunte gritou: “vão estudar …”. Quase teve briga. Gente, será que es
    tudantes universitários não conseguem entender o papel dissuasivo da Policia Militar num campus onde já houve estupros,assassinatos, etc. ?
    De qualquer forma Flávio, meu irmão, cuide-se. Esse pessoal é meio pirado.

    Um, grande abraço.

  10. francisco ramos

    24 de novembro de 2011 at 20:36

    Flávio: você tem razão. Ficou meio esquisito o assunto econômico, quando este link está voltado para
    a USP e seus desencontros. Não sei bem quando êste papo começou. Mas lembre-se que o artigo do
    Professor George Reisman, sôbre o “laissez faire”, foi-me indicado por você neste mesmo link.
    Espero até o ano que vem a sua opinião sobre os 27 itens do economista Fernando Werneck Magalhães.
    Em outro espaço, evidentemente.

    Envio um grande abraço

  11. francisco ramos

    24 de novembro de 2011 at 11:32

    Meu caro Flávio. Meu respeito por você continua o mesmo.
    Mas é confortável falar de economia política com um simples médico. O difícil mesmo é enfrentar um Mes –
    tre em Economia pela London School. Daí o seu silêncio. O que considero uma atitude prudente.

    Abraços.

    • flaviomorgen

      24 de novembro de 2011 at 13:12

      Francisco, note a quantidade de comentários aqui. E são todos sobre a USP. Me pedir pra sequer LER um texto gigante que nada tem a ver com meu post nesse momento é pedir pra entrar na lista de “coisas pra fazer ano que vem, e só se der tempo”. Abraço.

  12. francisco ramos

    21 de novembro de 2011 at 18:44

    Meu caro Flávio: gostaria, de verdade, de ler suas opiniões sobre os comentários do Fernando em relação
    ao artigo do Professor George Reisman. Sempre valorizei, mesmo quando há discordancias, seus posiciona
    mentos.

    Abraços

  13. francisco ramos

    20 de novembro de 2011 at 13:24

    Flávio: o Economista Fernando Werneck Magalhães, meu grande amigo, tem mestrado, na prestigiosa Es
    cola de Estudos Econômicos de Londres (que já produziu 16 Prêmios Nobel) e trabalhou no IPEA por trinta anos

    Um grande abraço..

  14. francisco ramos

    20 de novembro de 2011 at 13:15

    Olá, Francisco,

    Seguem os comentários, com escusas devidas pelo indesculpável atraso.

    Fico à sua disposição para qualquer esclarecimento adicional.

    Abração,

    Fernando

    ——————

    COMENTÁRIOSOBRE ARTIGO DE G. REISMAN

    19/11/2011

    1. Trata-se de professor emérito de desconhecida instituição (pelo menos entre economistas brasileiros) – Pepperdin e University.

    2. O autor parece estar ligado ao Tea Party – extrema direita norte-americana, que considera o presidente Obama algo como socialista, senão comunista.

    3. Seu radicalismo transparece ao defender um Estado Mínimo (limitado a garantir segurança interna e externa, incluindo administração de justiça). Não há menção a intervenção militar no exterior.

    4. Nem monopólio do uso da força pelo Estado é aceito, vez que o autor defende o “direito de portar armas” – sinônimo de barbárie, no meu entender.

    5. O artigo está datado de 2008, sendo, portanto, anterior à recidiva/agravamento da crise em 2010/2011.

    6. Num país conhecido pelo racismo contra negros e discriminação contra hispânicos e onde cerca de 50 milhões de cidadãos norte-americanos não têm acesso a tratamento de saúde (dado anterior à reforma aprovada no governo Obama, mas ainda carente de implementação), ele se posiciona contra qualquer política social, esteja ela voltada seja para o controle do meio ambiente, seja para o atendimento de necessidades básicas (transporte público, saúde, educação e habitação), o que contraria um postulado básico do Liberalismo – igualdade de oportunidades.

    7. Texto puramente de divulgação, combatendo escritos de jornalistas – e não de autoria de colegas economistas (acadêmicos ou não), vez que não cita um único artigo técnico sobre o assunto em pauta.

    8. No fundo, apega-se à suposta teoria (de fato, mera conjectura) da “mão invisível”, atribuída a Adam Smith. Ou seja, a busca do auto- interesse com o mínimo de interferência estatal conduziria ao melhor resultado econômico.

    9. Curiosidade: Amartya Sen, prêmio Nobel de 1998, é um dos criadores do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano),calculado pela ONU. Indiano de nascimento, é casado com Elizabeth Rothchild –uma economista de origem judaica, especialista em Adam Smith.

    10. O IDH mede a qualidade de vida, ou seja, “bem-estar econômico e social” – conceito bem mais abrangente (e civilizado) do que, digamos, o mais tradicional indicador de “renda per capita”.

    11. O autor discute bem a crise de 2008/EUA, em que houve fracasso na tentativa de se ampliar o acesso das camadas mais pobres a propriedade da habitação, devido, parece, a problemas na estrutura de financiamento/endividamento dos bancos e mutuários.

    12. No prolongamento atual da crise, o centro dinâmico de crescimento econômico da China parece ter-se deslocado (com incentivo por parte do governo norte-americano) do setor externo (exportações líquidas)para a demanda interna – principalmente habitação, com base em um sistema financeiro muito mais regulado do que o vigente em qualquer época nos EUA.

    13. A política do FED (Banco Central dos EUA) de reduzir os juros não implica (ao contrário do que afirma o autor) em se criar dinheiro/recursos do nada, mas, sim, numa tentativa de ampliar o consumo (no caso, pela compra de habitações) das camadas mais pobres. Em sua essência, são elas financiadas pelos poupadores –grupo composto, basicamente, pelos segmentos mais afluentes da sociedade.

    14. Em caso de sucesso na manutenção do crescimento econômico, eventuais perdas de capital (devidos a taxas básicas de juros negativas) ficam restritas a certos grupos, não afetando a economia no seu agregado (muito pelo contrário).

    15. É verdade, porém, que a baixa taxa de compulsório dos bancos (2%), citada pelo autor, implica em um alto multiplicador bancário, mais provável de ser observado em situações de grande expansão econômica.

    16. Certamente, o sistema bancário fica bem mais vulnerável, por exemplo, do que se os bancos operassem com um compulsório de, digamos,15/20% – mais encontradiço em situações como a atual, de “armadilha de liquidez”, de características keynesianas.

    17. Numa situação desse tipo, os recursos dos poupadores ficam “empoçados” nos bancos, devido ao fato de os mesmos se tornarem muito mais cautelosos em suas políticas de empréstimo.

    18. Além disso, parcela importante dos recursos emprestados não é utilizada pelos tomadores de empréstimos para adquirir bens no mercado, mas, sim, para, reduzir seu nível de endividamento, devido a preocupação com um cenário econômico desfavorável, em termos de maior probabilidade de desemprego.

    19. O autor parece reconhecer (mas não necessariamente aprovar) o objetivo da autoridade monetária de reduzir os juros para estimular a demanda, a produção e evitar o desemprego em grande escala.

    20. Políticas keynesianas desse tipo visam, exatamente, a evitar tal desemprego, sendo conservadoras no sentido de tentar evitar os riscos eleitorais e sócio-políticos de uma ampla insatisfação no seio da classe trabalhadora (tipicamente, a Grã-Bretanha e os EUA na década de 30).

    21. Ou seja, ser keynesiano é, na prática, tentar evitar o “capitalismo selvagem” – exatamente o do tipo propugnado pelo autor.

    22. Diferentemente do autor, que afirma “…foi a intervenção governamental, e não um livre mercado ou um capitalismo laissez faire, a responsável por cada aspecto essencial dessa crise”(pág.8), eu diria que essa intervenção (desde 2008) tem sido, de fato, inadequada para lidar coma crise, mas que, provavelmente, a desregulamentação de mercados (em especial, o financeiro) , promovida nos governos Thatcher (Grã-Bretanha) e Reagan (EUA),contribuiu sensivelmente para a mesma.

    23. O IDH da Grã-Bretanha piorou significativamente (em termos comparativos), enquanto o dos EUA apresentou alguma melhora ente os anos 2004 e 2010, como provável efeito de política econômica intervencionista de governos anteriores.

    24. Estranha, a afirmação do autor de que “a doutrinada concorrência perfeita e pura” seria uma forma de “doutrina anticapitalista”.(pág. 8).

    25. O autor parece admitir o “trabalho infantil”(p. 9). Talvez pela insignificância do mesmo nos EUA, ao contrário do que acontece no Brasil.

    26. Faz sentido imaginar que, à semelhança do que ocorrer na China, uma redução dos gastos com a seguridade social conduza ao aumento da taxa de poupança e do investimento e, portanto, do crescimento econômico. Ou seja, bem-estar puramente econômico, mas não necessariamente social, compatível com maior coesão social.

    27. Caso da Irlanda: grande fome de século 19: os liberais de então posicionaram – se contra qualquer intervenção do Estado, o que levou a forte emigração, especialmente em direção aos EUA (origem da família Kennedy).

  15. francisco ramos

    17 de novembro de 2011 at 20:39

    Flávio, pega essa aí:

    https://www.joseserra.com.br/archives/1848

    Abraços

  16. francisco ramos

    15 de novembro de 2011 at 21:56

    Essa eu não entendi. De que pessoas ando lhe falando? Dos exóticos da Escola Austríaca? Sòmente quero
    saber das relações do Estado Suíço com seus cidadãos. Seja objetivo !
    Abraços

  17. francisco ramos

    15 de novembro de 2011 at 18:46

    Flávio, afinal, os cidadãos suíços, armados ou não, têm ou não têm algum tipo de proteção do Estado. A saúde, a segurança, a educação, etc. são todos privados? Não existe auxílio-desemprego, o velho sopão
    para eventuais moradores de rua, creches públicas para crianças cujas mães trabalham, orfanatos, abrigo
    e asilo para idosos., etc. Tell me. Afinal para que serve todo êste dinheiro que eles amealham da pilhagem
    de corruptos do mundo inteiro, devidamente protegido pelas tais contas secretas. Eu morreria de vergonha
    se eles deixassem seus cidadãos, incluidos aí jovens grávidas solteiras e desempregadas, velhos e crian-
    ças no total desamparo. Não esqueça que, durante a Segunda Guerra Mundial, a Suiça era um oásis de
    “paz”, recebendo ouro derretido dos dentes do judeus mortos em campos de concentração e, para eles,
    tudo estava bem. Mas como parece que você é especialista em Suiça, estou sempre aqui para aprender.
    Quanto ao castigo que lhe apliquei, você, menino desobediente, não cumpriu. Aliás, acabo de saber que o
    eminente Professor Emérito George Reisman está ligado àquele movimento super progressista o “Tea party”

    • flaviomorgen

      15 de novembro de 2011 at 21:22

      Francisco, eu sequer sei quem são essas pessoas de quem você vem aqui falar e não pára de comentar sobre suas vidas. Quanto à Suíça, está na hora de descobrir a triste realidade que nem todo lugar que enriqueceu no mundo foi porque o Estado deu 30 dinheiros por mês pros pobres. Aliás, a História mostra o exato oposto.

  18. Ricardo

    15 de novembro de 2011 at 13:33

    Flavio,

    O que está sendo veiculado por parte dos estudantes da USP é que a prisão dos 3 fumantes foi só um pretexto, tipo a invasão do Carandiru, de um conflito que os estudantes estão tendo a muito tempo com o reitor Rodas.
    Procede?

    • flaviomorgen

      15 de novembro de 2011 at 17:59

      Mentira. Querem encobrir processos contra membros do SINTUSP (só UM estudante tem processo – na verdade, 5 – e por dano agravado, agressão física e injúria). Se ainda der tempo, comento essas mentiras.

  19. francisco ramos

    14 de novembro de 2011 at 23:06

    Meu caro Professor de português. O correto é …”responder um questionário” ou …”responder a um questio
    nário”? De qualquer forma, desculpas por eventual êrro.
    Sem mais para o momento.

    • flaviomorgen

      15 de novembro de 2011 at 18:37

      Tem preposição, pois indica que se responde alguma coisa a algo ou alguém.

  20. francisco ramos

    14 de novembro de 2011 at 20:01

    Flávio, muito interessante o artigo que você recomendou sôbre o poderoso arsenal individual de armas de
    fogo ostentados pelos suíços. Realmente, nada conhecia sôbre o assunto. Mas logo nos primeiros parágra
    fos lê-se “…ao contrário dos EEUU, A SUÍÇA PRÀTICAMENTE NÃO OSTENTA CRIMES POR ARMAS DE
    FOGO”. Não precisa dizer mais nada. A Suíça é um país minúsculo, com alta qualidade de vida, alto nível
    educacional e baixíssimos níveis de desigualdades sociais, o que provavelmente explica não haver nada a
    respeito de crimes com as armas. E, no mais, felizmente para a Suiça, que deve ter o seu “Estado de Bem
    Estar Social”; os “experimentos” do” laissez faire” não são aceitos pelo país. Agora, dá para comparar a Su
    íça com os EEUU, em qualquer dos aspectos supra analisados ou citados.?
    Agora, sacanagem mesmo, meu caro Flávio Morgenstern, foi você me remeter ao artigo do Professor Emérito
    George Reisman. Não pelo artigo em si, que tem análises profundas e muito pertinentes, embora eu discorda
    rei sempre de alguns dos seus postulados, mas pelos exorcistas que gravitam em torno da ortodoxia Austrí
    aca, que mais parecem certos pastores evangélicos vendendo sprays para espantar demônios do que verda
    deiros economistas. Um deles, por exemplo, que tem a palavra Mises no seu próprio e-mail, invadiu meu endereço eletrônico, o que considerei uma covardia, que é compartilhado por minha esposa que é advogada,
    e me agrediu com palavreado de baixo meretrício. Depois que ficou sabendo da merda que fez, visto que a
    minha mulher queria tomar medidas judiciais, veio como uma mocinha pedindo desculpas, visto que ficou
    sabendo que minha esposa imprimiu todas as agressões. Ou seja, fiquei duplamente constrangido: inicial-
    mente pela fúria pornográfica do valentão e depois pelas penitências deprimentes da “mulherzinha”. E minha
    esposa ainda não desistiu.
    Para essas figuras, o Krugman não entende nada de economia, Marx e preferível ao Keynes, por não ser Keynesiano e “lá o nível é mais alto”. Prêmio Nobel de Economia “é coisa do Banco Sueco” embora aceitem
    outro Prêmio Nobel cujas ideias eles compartilham. No mais , não conseguiram explicar-me como consegui
    riam uma institucionalidade (fundamentos legais ou qualquer ordenamento) que lhes permitissem a imple-
    mentação do “laissez faire” e por conseguinte, o Paraíso. Mas você me paga ! Terá que ler dez vezes a bio
    grafia de Lady Gaga e depois responder um questionário de 1000 questões sôbre o assunto, ajoelhado em
    cima de caroços de milho.
    Um, grande abraço.

    • flaviomorgen

      15 de novembro de 2011 at 13:14

      Surpreende-me bastante você chamar um dos paraísos fiscais mais famosos do mundo de “Estado de bem-estar social” que não aceita o laissez-faire.

  21. francisco ramos

    13 de novembro de 2011 at 20:08

    Flávio, não há como comparar. A Suiça, país minúscuo, com pouquíssima desigualdade social, não tem,
    discordo completamente de você, o culto às armas quem têm os EEUU.´Êste culto deriva da Guerra de
    Secessão e da ocupação brutal do oeste , com o genocídio dos índios. Basta ver os níveis de criminalidade
    num país e noutro. Você fica me devendo um argumento melhor. Um grande abraço preocupante, pois
    o meu Vasco perdeu um pênalti no primeiro tempo.

  22. francisco ramos

    13 de novembro de 2011 at 09:33

    Prezado Flávio: no último parágrafo de minha postagem, replicada, refiro-me à completa “desidratação” do Estado, no que se refere às sua funçoes básicas, segurança por exemplo, preconizada pelo Professor Emé-
    rito George Reisman, ficando os cidadãos, com a arma na cintura ou com rifles, fuzis, metralhadoras e es-
    pingardas a postos para darem a sua contribuição. Imagine só o aumento no índice de criminalidade. E isto,
    sim, eu considero ridículo.
    A propósito, em relação ao “COBRÃO’, a questão ficou esclarecida ou você ainda tem pesadelos?

    Um grande abraço, Francisco

    • flaviomorgen

      13 de novembro de 2011 at 19:04

      Francisco, curiosamente, isso acontece na Suíça e não considero a Suíça um bom exemplo de país com altíssima criminalidade.

  23. francisco ramos

    10 de novembro de 2011 at 21:05

    Sòmente após a postagem li esta outra observação. Atendendo às suas recomendações, eu, meu amigo
    não sei, estudarei o que puder sôbre a Islândia. Mas você tem que admitir que a tese que o Professor
    George Reisman defende é a do “laissez faire absoluto”. É so reler o artigo.
    Abraços.

  24. francisco ramos

    10 de novembro de 2011 at 20:54

    Vamos lá Sr. estudante de letras: não sou psicanalista, portanto não posso penetrar nos labirintos dos seus instintos reprimidos. A expressão “cobra” em alguma atividade. segundo o dicionário “Aurélio” é um substan
    tivo que, em linguagem popular, designa uma “Pessoa perita em seu oficio ou em sua arte; COBRÃO”.
    Superado, espero, êste truísmo, vamos agora à questão do Estado. É mais que evidente que um Estado
    corrupto é um mau Estado, da mesma forma que um Hospital, sem médicos, enfermeiras, aparelhos de RX,
    imundo, com alto índice de complicações, é um mau Hospital. Ambos, porém são necessários para a socie
    dade. Não conheço nenhuma equação estabelecendo o tamanho do Estado e os níveis de corrupção. Mas
    estou inclinado a aceitar sua idéia subliminar de que um Estado muito intervencionista, tende a propiciar
    mais corrupção. Agora, a idéia do Professor Emérito Geroge Reisman, segundo a qual o Estado interveria
    apenas para impedir uma “iniciação física”, ficando o restante para os cidadãos, com as armas na cintura,
    resolverem, beira ao ridículo.

    • flaviomorgen

      11 de novembro de 2011 at 22:46

      Bem se vê que você aceita todo o raciocínio dos liberais, mas diz que beira o ridículo.

  25. Anônimo Veneziando

    10 de novembro de 2011 at 19:22

    Parem! Os estudantes injustamente presos por fumarem cannabis dentro daquele carro no estacionamento, estavam fazendo um trabalho prático de biologia, multidisciplinar com psicologia, sociologia e antropologia. Vocês são muito burros!

  26. Valdir

    10 de novembro de 2011 at 14:14

    Eu, cansado de ler as opiniões exageradas da extrema-esquerda-viva-la-revolución, acessei este link e comecei a ler. A princípio, achei o texto inteligente e agradável, embora um pouco desrespeitoso. Lá pela metade, no entanto, o autor começa a desandar e o texto e se torna tão ideológico quanto os dos esquerdistas. E mais: determinados comentários, como o do Jerry, são tão vazios de conteúdo argumentativo que beiram o ridículo. Haja paciência para discutir com gente doutrinada.

  27. francisco ramos

    10 de novembro de 2011 at 11:21

    Êste papo de minimização do Estado já esta cheirando a mofo e apenas favorece a corrupção,a concentra- de renda e abre caminho para a desordem social. A pólvora já foi inventada. Que tal inventar um disco voador? Existem seres humanos que têm necessidades básicas, sabia Sr. Flávio?
    Abraços

    • flaviomorgen

      10 de novembro de 2011 at 20:20

      Claro. Diminuir o tamanho do Estado aumenta a corrupção. Nada mais lógico.

  28. francisco ramos

    10 de novembro de 2011 at 11:02

    Flávio: o cobrão em computadores, meu amigo Robson está do meu lado para ver se resolve o problema das tais “!inhas quebradas”. Vamos ver se exorcisamos esta porcaria deste computador de uma vez por todas.

  29. francisco ramos

    10 de novembro de 2011 at 09:36

    Flávio: de início esta greve deflagrada na FFLCH é simplesmente absurda! Milhares de alunos serão prejudi
    cados (não sei se haverá piquetes e não sei como, tècnicamente, êles os manterão) porquanto meia dúzia
    de irresponsáveis ocuparam ilegalmente a Reitoria e a depredaram, além de descumprir a reintegração de
    posse, ordem judicial portanto.
    Gostaria igualmente de te comunicar que postei no artigo do Professor Emérito George Reisman, expoente
    da Escola Autríaca americana, é claro, uma refutação preliminar, pois meu pôrto de partida para qualquer
    relexão econômica é e sempre será O HOMEM. Entretanto, até onde pude entender, algumas análises do
    Professor são profundas e muito interessantes. Mas a porrada maior está por vir: com a ajuda de um amigo
    meu economista, de linha keynesiana, com pós graduação na Inglaterra, completaremos, em breve a des- .
    construção. Os princípios econômicos do “laissez faire”, na sua ortodoxia pura, nunca foram aplicadas em
    qualquer modêlo de sociedade humana segundo o próprio articulista, oferecendo-se portanto como uma UTO
    PIA A SER PERSEGUIDA, motivo da irresignação radical do Professor, o que, no meu entender, o deixa vul
    nerável. Aguarde-nos !
    Abraços.
    nunca foi aplicada em nenhuma sociedade humana, ,motivo da irresignação radical do Professor, o que o
    deixa, portanto

    • flaviomorgen

      10 de novembro de 2011 at 20:20

      Francisco: dica pra você e para seu amigo economista: estudem a história da Islândia. De resto, laissez-faire absoluto não é buscado senão por anarco-capitalistas. Abraço.

  30. Carolina

    10 de novembro de 2011 at 02:22

    “A USP foi feita para estudar. E, queridos maconheiros, sinto muito, mas vocês apanharam muito menos da PM do que apanham tentando discutir comigo. Sozinho.”
    Isso diz tudo!!!

    Tá na lei, é proibido, ponto final…
    Acredito que lutar pelos seus direitos, e por melhorias sempre é valido, sempre é bom!
    Porém, estão na hora de repensar seus atos, a maneira na qual o fizeram, impõe o rótulo que a “midia-má” descreve tais atos e alunos…
    Estou pelas tampas de ouvir de Reitor não-sei-o-que, Autarquia, e outros blás-blás-blás, que tão somente servem para justificar uma maneira totalmente repugnante de fazer uma manifestação.
    Se são tão cultos, e estudam tannntooo, oras, porque cargas d´agua não deram uma pesquisada na história do mundo, e viram como se é feita de verdade uma revolução por direitos?
    Vamos começar pela educação base, saúde, saneamento?
    Não! Vamos financiar o trafico de drogas, vamos financiar mais ainda a falta de segurança nas ruas, não é mesmo? ou a maconha era sustentavel e plantada em casa?
    Olha…tô tão cansada de sócio-comunistas pseudo hippies…

  31. Jerry

    9 de novembro de 2011 at 22:23

    Bianca disse: “Este blog é de uma idiotice imensa, preferia sofrer uma lobotomia ao ter lido algumas poucas palavras que li agora….”

    Analisando as palavras de Bianca, temos que:
    1- “preferia sofrer” está errado, pois o correto é ‘ter sofrido’. Preferia ter sofrido um lobotomia ao ter lido.
    2- “preferi sofrer uma lobotomia ao ter lido” está duplamente errado. a) Ou você ‘preferia ter sofrido uma lobotomia a ter lido’, o que indica que você prefere deixar de pensar a ler e aprender; ou b) você mudou de idéia e já não prefere mais nada, pois se você “preferia sofrer”, já não prefere mais.
    3- “algumas poucas palavras que li agora” é no mínimo um decreto de analfabetismo. Por que leu apenas poucas palavras e não o texto todo? Tem dificuldade de leitura? Então é só de lógica?
    4- Não concorda? É fácil: refute. Não refutou e não concordou? Então concorde (ou refute).

    Bom, espero não ter errado na lógica (escrevi rapidamente). Qualquer coisa me corrijam. E aí o analfabeto fica sendo eu, hehe =]. Até.

  32. francisco ramos

    9 de novembro de 2011 at 18:46

    Bianquinha: pegue um palha de aço e vá “ariar” uma panela, linda, vá.

  33. francisco ramos

    9 de novembro de 2011 at 18:43

    Flávio: novamente você enrolado com provas documentais. Disponibilize documentação suficiente para con-
    vencer qualquer cabeça isenta, e que não esteja seduzida pela “líra do delírio” (como você gosta desta ex-
    pressão !!), destas cifras patalògicamente absurdas. Quando o meteoro gigante caír na Terra, você as terá.

  34. Fernando Thomazi

    9 de novembro de 2011 at 11:54

    Me lembrei desse trecho de um dos muitos artigos do polemista Olavo de Carvalho. Vale a pena conferir:

    “Quase todos os confortos com que a tecnologia nos ajuda na vida diária foram criações da pesquisa militar. Enquanto isso, os universitários se ocupavam precipuamente de criar e fomentar as ideologias que produzem guerras. Da Revolução Francesa até hoje — com a notória exceção do expansionismo bismarckiano —, não se fez uma só guerra por exigência de militares, mas todas para realizar alguma doutrina acadêmica, fosse de Karl Ritter ou de Georges Sorel ou de Vilfredo Pareto, de Carl Schmitt ou de Régis Débray. Os militares sempre dizem que não dá, mas acabam se rendendo, como os caciques da Idade da Pedra, à mágica das palavras. Isso não quer dizer que, nos tempos modernos, as atribuições das castas tenham se invertido. Ao contrário: é da natureza das coisas que os homens de idéias inventem os pretextos de matar, obrigando os homens de armas a inventar os meios de sobreviver — os quais acabam, por inescapável conseqüência, melhorando a vida dos sobreviventes.” O. de C., “O pajé”, Jornal da Tarde, São Paulo, 12 de junho de 1997.

  35. Stephan

    9 de novembro de 2011 at 11:31

    A internet me faz perder as esperanças na humanidade. Sério. O texto foi bem escrito e, ainda assim, tem gente que vem argumentar os absurdos com argumentos absurdos, fugindo do contexto. Maior e melhor maneira de demonstrar a sua ignorância, é pegar um texto desse e se prender a pequenos fatos e detalhes insignificantes, na falta de argumentos.

    Maconha é ilegal. Maconheiro devia ser preso, e não chamar papai e mamãe. Baderneiro devia levar uma surra. Quem quebra, depreda e danifica os prédios públicos, devia trabalhar na sua restauração. Ordem, por favor, uma vez que, do progresso, eu já perdi a esperança.

  36. Pedro

    8 de novembro de 2011 at 21:25

    Triste é ver as pessoas de uma sociedade que vivem olhando para o próprio umbigo, querem ser individualistas e acreditam que isso é o certo, sendo que viver em sociedade é exatamente o oposto. Pesquisem, conheçam e aí sim concluam algo e formem uma opinião. Pelos comentários, não só deste site, como de muitos outros, vejo pessoas que criticam e nem ao menos sabem o que de fato está acontecendo. Ouçam ambos os lados sempre, parem de pressupor, de julgarem antes de conhecer, o preconceito está introjetado na maioria das declarações, cheias de senso-comum e mal formuladas. Lamentável, principalmente a fala do Artur, triste mesmo.

  37. Bianca

    8 de novembro de 2011 at 20:50

    Este blog é de uma idiotice imensa, preferia sofrer uma lobotomia ao ter lido algumas poucas palavras que li agora….

  38. francisco ramos

    8 de novembro de 2011 at 19:26

    FLÁVIO: DÁ UM TEMPO EM RELAÇÃO A ESTE PAPO CAFONA, DE MILHÕES DE VÍTIMAS DO COMU
    NISMO.O interêsse agora é meramente histórico, E o que dizer de um milhao de mortos na Indonésia, foram
    vítimas de quem? Você fica tão bobo, insosso, repetitivo, inerte, cinzento, angustiado. Você é bem superior
    a esta ostra ideológica em que você foi apanhado, como que numa armadilha. Supere-se !
    A propósito vou ler com toda atenção o artigo do Taleban Ideológico George Reisman, descrito como “fer
    renho defensor do laissez-faire”. Tomara que uma panela de uma desempregada caia na cabeça dêle.

    • flaviomorgen

      9 de novembro de 2011 at 11:23

      Montanha de 150 milhões de cadáveres = “interesse meramente histórico”. Certo.

  39. igor

    8 de novembro de 2011 at 15:50

    BANDO DE MACONHEIRO FDP….QUE NÃO TEM O QUE FAZER….QUANTOS MAIS VÃO TER QUE MORRER OU SER ESTUPRADOS POR QUE FILHINHO DE PAPAI QUER FICAR FUMANDO MACONHA DE BOA….TEM AUTORIZAR A POLICIA SENTAR O CACETE MESMO….BANDO DE VÂNDALOS….VAI FALAR PRA MÃE DO FILIPE PAIVA QUE MORREU QUE VOCÊS SÃO CONTRA A PM…QUE PODERIA TER SALVO ELE….BANDO DE EGOÍSTA…QUE SÃO MARIONETES DE PARTIDO POLITICO…BANDO DE DROGADO! TANTA GENTE QUERENDO ESTUDAR NA USP E TER UM FUTURO….E ALGUNS SÓ QUERENDO FUMAR MACONHA E FICAR DISCUTINDO SOCIALISMO…SOCIALISMO DA ATÉ MEDO…PREFEREM FUMAR MACONHA E VER OS OUTROS MORREREM….ISSO Q É O BEM MAIOR DA COMUNIDADE!BANDO DE HIPÓCRITA!

  40. tibartz

    8 de novembro de 2011 at 15:47

    NOTÍCIA URGENTE! REITORIA DA USP ESTÁ SENDO ALVO DE PEREGRINAÇÃO MUÇULMANA: https://tibartz.files.wordpress.com/2011/11/estamos-de-mudanca1.jpeg

  41. Anônimo

    8 de novembro de 2011 at 15:23

    Sabe o que significa isso?
    Playboys que querem usar drogas , são um bando de merda , a policia tende mata esses merdas entraram na USP pra que? Fuma o basiado deles , Tende espanca e torturar esse bando de playboys que não dão valor a policia , depois ficam recalamnado.

  42. Leandro

    8 de novembro de 2011 at 03:06

    Meu caro, só te pediria por gentileza divulgar qual o livro, qual a pesquisa acadêmica ou qualquer outra fonte que indique que os Gulags mataram 150 milhões de pessoas….
    Concordo com muito do que você escreveu, houve um exagero tremendo por parte dos estudantes que estão neste momento fazendo papel de bobos (pra não usar palavra pior), porém fiquei curioso sobre esse dado seu…(o número me parece um tanto exagerado).

    • flaviomorgen

      8 de novembro de 2011 at 18:14

      Não foram só os Gulags. A conta ainda é incerta (afinal, 20 milhões de vidas a mais, a menos, que importa?), mas as contas totais das vítimas do comunismo nunca são muito inferiores a isso. Mesmo no Livro Negro do Comunismo – que foi escrito por esquerdistas, muitos ex-comunistas. Ou vide o Memorial das Vítimas do Comunismo.

  43. francisco ramos

    7 de novembro de 2011 at 21:15

    Flávio, da primeira vez em que cliquei no link recomendado, não tive acesso ao artigo. Muito simples: CLIQUEI NO LINK QUE VOCÊ RECOMENDOU E APARECEU UMA MATÉRIA COISA COM COISA.
    Agora não, acessei o artigo. Estou muito, cansado mas lerei atentamente. E me posicionarei. Aguarde-me.
    Obrigado e abraços.

  44. João

    7 de novembro de 2011 at 18:34

    Flávio : 2+2 = 4

    Alguns idiotas: ISSO NÃO FAZ NENHUM SENTIDO !!!!

  45. Josemir

    7 de novembro de 2011 at 15:51

    Sou estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal de Santa Maria – RS.

    Apesar de você ter condenado de forma bastante vulgar alguns cursos acadêmicos, concordo e muito com suas análises quanto aos estudantes “cegos” de esquerda extremista tanto quanto algum lunático Taleban.

    Por aqui, também encontramos esses usuários que mais detonam a imagem do curso e da universidade do que promovem alguma produção de conhencimento. E ainda se denominam como a resistência contra o capitalismo.

    Muito boa sua matéria. divulguei em todas minhas redes sociais.
    Um abraço !

    • flaviomorgen

      7 de novembro de 2011 at 15:54

      Josemir, obrigado! Mas não condenei curso algum. Eu mesmo faço Letras e sou da FFLCH, afinal. Abraço!

  46. francisco ramos

    6 de novembro de 2011 at 21:06

    Flávio: cliquei no link que você me recomendou e não funciona. Essa de ler o Manifesto Comunista foi para
    mim? Nada a ver. Mas o que acho lorota mesmo é continuar afirmando que nao existem espertalhões que
    vão, sim, ganhar com a crise. E o que dizer de milhões de pessoas lançadas ao abismo do desemprêgo?
    Cálculos do mês passado mostram que 51% dos desempregados americanos não receberam auxílio- desem
    prêgo, ou seja, 7,1 milhões de pessoas.
    Em tempo. Conheço o aplicativo Word, como editor de texto. Mas no sentido em que vocês usam, é alguma
    espécie de caboclo? Se for, e apesar de ser baiano e não me considerar encarnado por êle, posso recorrer
    a um Pai de Santo.

  47. francisco ramos

    6 de novembro de 2011 at 20:48

    Sr. Tibartz: leia minhas postagens, refaça os cálculos do seu teorema e esqueça esta presepada do “word”.
    Abraços

  48. Idevam

    6 de novembro de 2011 at 18:32

    Não estamos mas em 1964 esses Maconheros das Humanas São ums Atrasados Mentais e iso Que Faz Muita Maconha

  49. Idevam

    6 de novembro de 2011 at 11:09

    Otimo Texto Genial
    coloca os maconheros em seu devido lugar cadeia nesses meliantes de mentes atrofiadas pela erva do diabo
    vão fumar coco de cavalo e deixem a usp para quem quer estudar

  50. francisco ramos

    6 de novembro de 2011 at 03:31

    Flávio, você está sendo injusto. Se todo idiota no Brasil tivesse um centésimo de sua capacidade analítica,
    erudição e energia para defender suas posições, esta Nação estaria muito bem. Eu não projetei nada em
    mim mesmo pois, apesar do caráter ficcional de alguns trechos da postagem, recurso utilizado para aguçar
    a análise da crise objetiva que se abate sôbre a Europa e os EEUU, o problema de fato está lá. E não foi,
    esta profunda crise, causada por “esquerdistas”, regimes estatais ou por qualquer fator dentro desta mesma
    linha. A Chanceler Angela Merckel acaba de dizer que uma recomposição econômica satisfatória, levará ao
    menos dez anos na zona do euro. Portanto, para aqueles que aceitam o desafio, e dentro das capacidades
    de cada um, o importante agora é tentar entender como tudo aconteceu e como prevenir crises futuras.
    Jamais quis lhe ofender.E sim ler suas opiniões a respeito do assunto. Eu sou seu fã. Infelizmente, através
    do site, não posso conseguir um autógrafo.
    Abraços.

  51. tibartz

    6 de novembro de 2011 at 02:33

    É verdade. A palavra “direita” aparece apenas 2 vezes num texto de 4098 palavras (contei uma a uma. Ok, até parece. Foi com auxílio do Word). Ou seja, o Chicão (apelido carinhoso que eu dei para um desconhecido) está reclamando de, aproximadamente, um total de 0,04880% do texto (fiz de cabeça. Tá bem, tá bem. Foi no celular).

    As palavras “Flávio Morgen” aparecem bem mais: um total de 3 vezes. Quer dizer, podíamos dizer superficialmente que o texto trata mais do Flávio como ser humano do que da Direita propriamente dita, cuja a qual (erro proposital porque eu achei engraçado) o Chicão reclama.

    Pô, Chicão, calma lá. Isso não foi quase nada, como eu provei com minha astúcia matemática e meu raciocínio lógico facista (sim, relativo a faca, ou seja, afiado).

    Bom, era só isso que eu tinha para dizer. Pouco útil, eu sei. Mas sobre as idéias gerais do texto, eu acho que consegui resumir toda a confusão nas seguintes frases:

    1- Por que tem tanto maconheiro na USP? Por acaso eles não perceberam que aquilo lá é uma faculdade, e não uma clínica de reabilitação?

    2- A discussão é se a Polícia Militar pode ou não entrar no campus. Os maconheiros não querem. Eles pensam que a faculdade não é pública, mas sim a casa deles. Então toda vez que algum estudante gritar “Fora, PM!”, perguntem a ele: “Senhor, este imóvel está no seu nome? Porque se você pensa que a faculdade PÚBLICA é sua, é porque você acaba de roubá-la”. E roubo dá cadeia, lembra?

    3- O argumento contra a polícia é que “ela tira a autonomia da faculdade”. Bom, o meu pai e a minha mãe tiram a minha autonomia. Será que eu deveria expulsá-los de casa?

    4- Alguém realmente está sendo ameaçado pela polícia lá dentro? As viaturas estão lá para proibir os estudos? Por acaso algum estudante ouviu do delegado “Parado! Ponha os livros no chão e saia com as mãos na cabeça!”? Claro, faz sentido. A polícia está proibindo o tráfico de informações: quem for pego cheirando um livro ou traficando a tabuada, é cana. Para quem comercializar uma tabela periódica, é retenção de até três anos. E já há rumores de um estudante preso por porte ilegal de Sabedoria. Um horror! A polícia está indo de bolso em bolso procurando qualquer resquício de Saber. E a multa para quem for pego “tendo razão” será contar até dez de forma errada.

    • flaviomorgen

      6 de novembro de 2011 at 17:38

      Está aí mais um fornecedor de piada para meus próximos textos. Se bem que não há maiores piadistas que esquerdistas se levando a sério por lerem O Manifesto Comunista.

  52. francisco ramos

    5 de novembro de 2011 at 20:54

    Flávio, congratulations ! Apesar do assunto ser os descaminhos da USP e os pôrra loucas que ocuparam
    a reitoria, o pêndulo “esquerda , direita, esquerda , direita…” continua a lhe atormentar. Você provavelmente é
    o maior oráculo da imprensa brasileira, incluindo aí todas as formas de expressão do chamado “quarto poder”.
    Não é que os liberais resolveram, de uma vez por todas, a gravíssima crise, provocada por eles mesmo, que
    assolava a Europa? A Grécia voltou ao esplendor que nos remete à sua antiga civilização, de tão maravilhosa
    mente saneada na sua economia, o velho Verdi reapareceu na Italia e compôs uma nova versão para seu
    “OTELO”, a Espanha (21 % de desempregados) voltou a descobrir novos continentes com a ajuda de outro
    gênio italiano e o paraíso, finalmente, chegou ao Velho Continente.
    É verdade que eles já estenderam os chapéus de ajuda em direção aos BRICS (sinal dos tempos?) que, vale
    dizer. os remeteram ao FMI . Seria melhor que os emergentes os mandassem de volta aos Acordos de
    Bretton Woods, pois afinal eles precisam com urgência de uma nova versão do “Welfare State” e, no mais,
    o grande John Maynard Keynes lá estava e foi uma das estrelas da Conferência.
    Flávio, independente de como você me considera, eu gosto muito de você. Você é um cara especial.
    Contudo, quando acordar, avise-me. Ou avise para alguém.
    Abs

    • flaviomorgen

      6 de novembro de 2011 at 01:29

      francisco, você está igualzinho o pessoal que me chama de idiota e diz que não sei argumentar e não apresenta nenhum argumento além de me chamar de idiota: projetando em mim coisas de si próprio. Mal a palavra “direita” apareceu no texto, a não ser citando quem refutou Karl Marx e sua caterva, além de tirar sarro dos grupelhos de extrema-direita na USP. Nada mais.

  53. Valério Londe

    5 de novembro de 2011 at 15:38

    É impressionante como um texto bem escrito te convence.Texto não dá espaço para alguma contra argumentação.

  54. francisco ramos

    5 de novembro de 2011 at 11:14

    Pô, Flávio ! Você , de fato, é uma figuraça! Eu realmente morri de rir com algumas sacadas suas. Deve ser
    a grande experiencia acumulada em levar porradas verbais e replicar, às vezes com fundamentos notáveis,
    em outras com sutilezas e ironias arrasadoras. Quer dizer que fascismo ….”É a teoria política que defende
    facas?”. E que a partir do quinto”idiota” que a garota lhe deu de presente,você vai pensar em dormir debaixo
    da pia? Fascimo, em verdade, falando sério agora, é um grupelho radical, minúsculo, oriundo de outros menos radicais, ocupar uma reitoria para exigir as saída da Policia Militar do campus, cuja presença,aumen-
    ta a segurança para todos.E isto é fascismo, porquanto esta ocupação ilegal ocorre em regime plenamente
    democrático. Final da ópera: sairão de qualquer maneira, provàvelmente debaixo de porradas (ordem judici
    al tem que ser cumprida), e depois acusarão a polícia de violenta, blá, blá, blá. Sairão como “mártires” de
    causa nenhuma, pois afinal uma massagem no ego,mesmo após umas borrachadas, não faz mal a ninguém.
    Que desastre !

    • flaviomorgen

      6 de novembro de 2011 at 01:23

      francisco, o que estava falando da menina é que ela escreveu “facismo” sem S. Logo, deve ser alguma teoria baseada em política das facas. E é esse o povo que diz que eu preciso estudar, que não argumento bem e que só xingo, e escreve “facismo” (deve ter tido muito contato com livros com essa palavra…), só xinga e não argumenta.

  55. MACARRAO

    5 de novembro de 2011 at 02:12

    POLICIA PRA QUEM PRECISA DE POLICIA

    • Implicante

      5 de novembro de 2011 at 05:58

      O PULSO AINDA PULSA

  56. Fábio Ferreira

    4 de novembro de 2011 at 23:25

    Jah, meu Pai… tudo isso começou com a ganja… ninguém, ninguém tem razão… Ai meu Deus, me arruma uma casa no campo, com uma vitrola que eu vou para lá com meus discos e livros e nada mais… Queima Babilônia do CARALHO!

  57. Lucas

    4 de novembro de 2011 at 20:13

    Texto muito bom!!
    Os “socialistas” da USP preferem ver a universidade aberta a criminalidade.
    Cade o social ? Esses ditos socialistas não pensam no bem dos outros ou de qualquer outra pessoa ao redor.
    Só querem aparecer tentando mostrar seu conhecimento sobre sociedades ultrapassadas e que não tem nada a ver com o que vivemos hoje em dia. querem impor idéias que não serviram no passado e muito menos servirão hoje para se ter uma sociedade que funcione.
    Até hoje nos meus 6 anos de USP só vi aluno fazer greve quando alguma coisa afetava a eles próprios.
    Agora cadê as greves para o preço do ônibus? Para a merda da educação básica publica? Isso eles nunca viram, não precisam. Nunca andaram de ônibus ou entraram em uma escola publica.
    Agora façam uma pesquisa rápida de quantos alunos de fea, poli, medicina, são francisco (cursos fascistas) participam do programa um teto para meus país e quantos da fflch participam?? quero ver quem se preocupa mesmo com o social!!

    • flaviomorgen

      6 de novembro de 2011 at 01:20

      Lucas, poi zé. Na “greve do lixo” do começo desse ano (com texto linkado aí em cima), “lembraram” que os funcionários da limpeza são semi-analfabetos. Sabem disso desde que os contrataram. Por que não lhes deram umas aulinhas grátis? Melhor espalhar lixo pelos corredores… e, no fim, algum estudante os ajudou a limpar, ou deixaram o trabalho sujo pro Lumpenproletariat?

      Depois dizem que lutam pelos estudantes. Não importa se no campus há seqüestro, roubo de carro, de bicicleta, estupro e até latrocínio (isso pra não falar dos crimes do próprio tráfico). O que importa é o prazerzinho infantil, comodista e umbigocêntrico de fumar unzinho. E são esses os patriarcas da “desigualdade social”…

  58. daniel

    4 de novembro de 2011 at 20:10

    Texto genial!

  59. Jennifer

    4 de novembro de 2011 at 20:08

    É uma triste realidade ver que os vândalos e delinquentes são alunos da maior universidade do país e melhor da América Latina!
    Sempre houve um grupo que se intitula revolucionário e que acha que protestar é destruir o espaço da universidade!

    Sou aluna da USP e sou a favor da PM! Assim como a maioria (representada numa manifestação pacífica na última terça-feira).
    Infelizmente essa maioria é acostumada a assistir aula e estudar, e fazer a universidade ter tanta qualidade!
    O nosso erro é a omissão e desunião, o que permite que um bando de alunos (e concordo com a colocação de que estudante requer comprovação) “represente” a universidade!
    Está tendo um apelo dentro da universidade para que haja um plebiscito, e nos institutos que já tiveram (informalmente), a maioria quer a PM dentro do Campus!
    A USP é parte de São Paulo e não está a parte das leis!
    Estudantes, professores e funcionários querem segurança para continuar exercendo suas funções!
    Infelizmente a FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) está tendo sua imagem degradada por causa de uma minoria. Acreditem, a FFLCH não é aquilo!!
    Minoria que, ao meu ver, não são nem alunos, são marginais mesmo! E como tal, deveriam receber a punição que merecem, sendo no mínimo expulsos da Universidade! E que procurem outro lugar pra fumar maconha!

    Só peço as pessoas que não generalizem os estudantes da USP pelas imagens desses vândalos!!

    • flaviomorgen

      6 de novembro de 2011 at 01:08

      Jennifer, também sou da FFLCH e até discursei na reunião. Incrível como também uma organização pró-PM venha justamente da FFLCH, né?

  60. Jerry

    4 de novembro de 2011 at 18:50

    Flávio, ainda vale esse texto do Olavo? https://www.olavodecarvalho.org/semana/000316jt.htm

    • flaviomorgen

      6 de novembro de 2011 at 01:07

      O Olavo é reducionista – assim que convence seus discípulos e assim que consegue enfiar teorias lunáticas em tópicos terrenos. Tem algo certo aí: se cair na “mentalidade USP” padrão dos cursos da FFLCH, não tem como não ficar meio pinel como o que ele aponta. Mas se ele ainda apresentasse uma proposta que não fosse formadora de gente fanática e igualmente apartada da realidade, ele faria uma coisa excelente para o país, que tem a capacidade de fazer, mas infelizmente não faz.

  61. Gabriela

    4 de novembro de 2011 at 17:57

    Se só fumar maconha e querer sua legalização é ser de esquerda, conheço muito comunista que o é inconscientemente.
    Colocar a PM como santa também não é prudente, especialmente quando há notícia de expectativa de a tropa de choque intervir.
    Atacar a suposta – porque não sou estudante da USP e não tenho conhecimento de caso – condição de classe média inculta dos manifestantes é argumento ad hominem.
    Finalmente, “baderneiros” é tão… anos 60-80.

    • flaviomorgen

      4 de novembro de 2011 at 19:22

      Gabriela, no texto mesmo eu disse que a maioria absoluta dos liberais (é uma pena que a esquerda seja ignorante e queira se manter na ignorância) é a favor da liberação de todas as drogas. Nem tampouco tratei a PM como santa. Então, não sei o que você está criticando.
      E falar de “classe média” não me parece um argumento ad hominem, sendo que nenhum homem foi formalmente indigitado, não?

  62. Gabriela

    4 de novembro de 2011 at 12:14

    Você abusou de argumentação ad hominem, mas concordo quanto à forma errônea da manifestação. Querendo ou não, esses estudantes têm certo mérito.
    A forma do seu discurso dá azo a críticas fáceis e simplórias. Você apontar a massificação da esquerda é positivo, mas colocá-la como mais agressiva que a atuação comum da PM (sem mencionar o caso da USP) é besteira. Nós sabemos que a nossa polícia é despreparada e muitas vezes cometem atrocidades. Não dá pra ignorar isso.
    Também acho estupidez fumar maconha na frente da PM e, pra quem não sabe, o uso de entorpecentes implica sermãozinho de juiz e às vezes obrigação de assistir palestras. A legalização da maconha, entretanto, é premente.

    • flaviomorgen

      4 de novembro de 2011 at 15:33

      Gabriela, não há nem meio ad hominem no texto. Apesar da expressão cair na moda, é preciso cuidado ao utilizá-la. Não tenho como argumentar ad hominem sem citar ninguém. Pior: nem todo ad hominem é uma falácia. Na verdade, é até um pouco difícil criar uma.

      A PM é estadual (bem menos centralizada do que o Poder Executivo) e muda de direção a cada nova gestão. Os anos de Diadema e de Maluf felizmente acabaram. É difícil, hoje em dia, encontrar casos de abuso da PM paulista. Que os há, há. Porém, a esquerda é bem mais violenta, sim. Basta ver o que ela fez na reitoria, enquanto a PM só olha, fingindo que nem tá vendo nada de errado. E quem pagará por isso serei eu, será você e mais pessoas que nada têm a ver com o pato. Uma enorme parcela da polícia é, sim, preparadíssima, a ponto de dar seminários internacionais.

      Se a legalização é premente, não é menos do que expulsar esses baderneiros.

  63. odnamrataizem

    4 de novembro de 2011 at 11:37

    Impressão ou esse Implicantulho/tonho/zinho é o Alex Castro? Os comentários dele tão bem classemediasofre pra mim.

    Enfim. Sehr gut, Herr Morgenstern.

    • flaviomorgen

      4 de novembro de 2011 at 15:29

      Não duvido nada. Mas o melhor comentário até agora foi criticando um texto “com argumentos ruins” que não escrevi. Danke schön, mein Freund.

  64. Fernando

    3 de novembro de 2011 at 23:19

    Flávio, o que você pensa sobre a professora de Geografia da FFLCH que condenou a PM por esta “impor sua violenta racionalidade à vida cotidiana do campus”?

    Acaso ela está sugerindo que a FFLCH vive pacificamente com o irracionalismo e que é uma violência o ato de tentar inserir lá um pouco de racionalidade?

  65. Lucas Davi

    3 de novembro de 2011 at 22:09

    Tapa na cara da sociedade!

    so quero que aconteça muita merda enquanto os estudantes estiverem la, so pra nao terem motivos pra falarem da pm

  66. implicantonho

    3 de novembro de 2011 at 21:06

    ai Flavinho, to cansando de te espancar tanto, sério, seja pelo menos um pouquinho coerente, por favor, não dói nada…
    O pessoal da usp faz uma puta bananada, sim, porque teve votação e a decisão foi para não invadir lugar nenhum e mesmo assim uns bananas foram lá e ao invés do Flavinho ser coerente e falar que isso é um GOLPE, não, ele faz um mega texto cheio de ressentimentos de novo e fica todo chateadinho por causa da blusa GAP do rapaz… de novo!! Gente do céu, isso tem nome viu e você sabe qual é. Sério não vou te espancar agora porque to com preguiça, mas continuo a pergunta: quando você vai virar liberal de verdade e aceitar as contradições do capitalismo? Nenhum playba vai pagar sua gasolina não fio, pode esquecer, você tem que crescer e deixar de ser esse bunda mole chorão leite com pera, se defende o capitalismo tem que defender acima de tudo essa desigualdade, enfiar a viola no saco e admitir o seu lugar na pirâmide e fica esperto em mexer com os playbas viu, a polícia que eles tanto criticam estão do lado dele, entre espancar você e eles, você vai primeiro, afinal eles são os herdeiros, se é que me entende.
    Abraço.

    • flaviomorgen

      3 de novembro de 2011 at 21:44

      A lira do delírio bateu tão forte que o rapaz agora está dizendo que escrevi um texto ressentido pós-invasão de reitoria reclamando da blusa GAP do rapaz. Espero encontrar tal texto, pra saber se já está entre os mais lidos. Gostaria mesmo de encontrá-lo, assim posso faturar um sem o trabalho de escrever um texto novo.

  67. Caio

    3 de novembro de 2011 at 18:22

    “Vou assistir minha aula de cálculo II tranquilo, não quero me preocupar com causas sociais.”
    Autor, acho que o tipo de leitor que você encontra para elogiar seu texto é esse.

    Hahahahahahahahahahahahahahaha! Esse aí deve ser português, com todo o respeito aos nossos amigos portugas, mas é que eles entendem tudo literalmente…

  68. Marcela

    3 de novembro de 2011 at 13:10

    Digo o mesmo do seu texto =)

    Sabe só qual a diferença? Que eu tenho o que fazer e não perdi nem 5 minutos escrevendo o meu comentário, já você deve ter levado horas (ou talvez dias?) para escrever algo que qualquer idiota paga 10 reais para ler em uma revista. Super original também =*

  69. Bruno

    3 de novembro de 2011 at 11:59

    Arimar Souza de Sá

    FUMAR MACONHA DENTRO DA USP PODE, MAS CUMPRIR AS LEIS DO PAÍS, É PROIBIDO

    “A inversão de valores, a troca do certo pelo errado; o desrespeito às leis que regem uma sociedade; à Justiça, à polícia, às autoridades legitimamente constituídas: tudo isso vem ocorrendo no Brasil, em tamanho cada vez maior. Por trás de toda essa situação, não há outra explicação, senão a mais incrível impunidade que campeia em todas as áreas. O caso dos estudantes da USP, em São Paulo, é mais que sintomático. Primeiro, atacados por bandidos dentro do campus, alunos, professores e reitoria exigiram a presença da Polícia Militar, para dar mais segurança. A PM atendeu. Mas quando policiais flagraram dois estudantes enrolando seus cigarros de maconha (afinal, usar drogas ainda é proibido nesse país), aí a polícia foi impedida de agir. Imaginando-se acima da lei, querendo ser mais que qualquer outro brasileiro que, se pego fazendo seu cigarro de maconha ou fumando, é preso na hora, centenas de alunos da USP não aceitaram a detenção dos maconheiros. E partiram para agredir os policiais. Tomaram um dos prédios da reitoria, ameaçaram jornalistas, cobriram os rostos como o fazem os bandidões que promovem rebeliões em presídios e exigem isso, exigem aqui. Só falam em direitos. Nem um deles lembrou que há também deveres de cidadania que precisam ser cumpridos, numa sociedade democrática.”

    “A culpa toda é de um Congresso pífio, de uma sucessão de governos demagogos, de um Judiciário que está muito mais preocupado com o próprio umbigo. Todos parecem ter se unido para defender os direitos de todo o mundo, mas ninguém clama pelos deveres e responsabilidades. Isso tudo canaliza para um sentimento geral de impunidade, em que cada um faz o que quer, sabendo que jamais será punido. Não há nada mais antidemocrático que isso. Pelo andar da carruagem, estamos começando mesmo a viver a ditadura das minorias, sob a mais escancarada omissão das autoridades, que já se viu na recente história desse país.”

    • flaviomorgen

      3 de novembro de 2011 at 13:40

      Só acrescentaria que muito antes de existir Congresso, existem pessoas que nascem e ficam andando por aí fazendo merda. Logo, a culpa é das pessoas, MUITO antes de ser dos políticos.

  70. Ricardo

    3 de novembro de 2011 at 10:56

    Só uma dúvida, o que você tem contra o Núcleo de Consciência Negra? Eu acho necessário tal núcleo como espaço de reafirmação. Talvez você nunca tenha passado por situações de preconceito ou racismo e ache que são questões menores.
    E eu acho que você “chutou cachorro morto” ao falar desse caso dos maconheiros. Realmente foi uma piada pronta, mas não vi você nem falar que deveriam ir atrás dos traficantes, e não de uns ridículos usuários finais. Por que essa mesma polícia não visita as famosas cracolândias que todos sabem onde fica? Nesse caso realmente a polícia foi atacada, mas você sabe que não é isso que acontece na periferia. Lá não é a “policial baixinha de mãozinha para trás”. E esse autor que você citou, o Walter Block, meu Deus, você realmente gosta dele?
    Abraços
    Ricardo.

    • flaviomorgen

      3 de novembro de 2011 at 11:31

      Ricardo, não vejo pra que negros precisam pagar pra ter um “Nùcleo de Consciência”. O modelo é das affirmative actions americanas, e como alguns comentários ao meu texto pela internet demonstram, significam não combater o racismo, mas combater também qualquer um que combata o racismo sem apoiar nosso projeto político.
      Não tenho que falar de Crackolândia em um texto da USP, mas isso é um fato curioso, também: é costume dizer que a PM é corrupta e só “mata” pobre, blá blá blá. Aqui ela está mostrando o contrário: não foi corrupta, não atacou pobre (e sim gente com carrão e que fontes afirmam que possuíam uma quantidade de maconha maior que a de usuário final) e, ainda por cima, não foi violenta, como você mesmo afirma – tanto é que, mesmo com toda a burguesia FFLCHiana fumando bagulho lá, só foi autuar (nem prender) os 3 de quem receberam denúncia. Já pensou se a PM não atendesse denúncia? Aí sim seria corrupta. O crime, no caso, seria prevaricação, que o povo do PCO não conhece.
      E sim, Walter Block é muito bom, embora não concorde em diversos aspectos. Só do cara apresentar a teoria libertária irritando terrivelmente toda a esquerda e a direita conservadora ao mesmo tempo já mostra que tem algo a oferecer.
      Abraço

  71. Heloísa Carolla

    3 de novembro de 2011 at 10:00

    Eu acho que você é frustrado por não ter passado na USP e por ser pobre.

    Sem mais.

    • flaviomorgen

      3 de novembro de 2011 at 11:23

      Fala isso pro meu número USP, que já é o mesmo há 6 anos, desde a primeira vez que entrei lá. =*

  72. tibartz

    2 de novembro de 2011 at 21:03

    Olhe o meu texto sobre o mesmíssimo assunto: https://tibartz.wordpress.com/2011/11/02/maconheiros-e-revolucionarios/

    Dão infinitas piadas esses casos nas universidades brasileiras.

  73. Juca

    2 de novembro de 2011 at 20:56

    Meu Deus , que site é esse!!!
    Rídiculo, site facista.
    Isso é facismo!!!

    • flaviomorgen

      2 de novembro de 2011 at 23:42

      O que é facismo? Teoria política que defende facas?

  74. Marcela

    2 de novembro de 2011 at 20:15

    Parabéns, você demonstrou ser um mestre na manipulação de todos os recursos para camuflar a sua visão preconceituosa, clichê e ignorante sob um elegante modelito adornado com um toque de ironia que julga veicular A verdade. Meus parabéns.

    Já pensou em mandar o seu curriculum para a Editora Abril? Quem sabe daqui uns 5 anos você não se torna editor da sua querida Veja. rs

    • flaviomorgen

      2 de novembro de 2011 at 23:30

      Parabéns, você acabou de demonstrar que é crítica, atenada, descolada e nada manipulada. Tanto é que nunca vi ninguém usar essas palavras antes. Quanta capacidade individual!

  75. Pedro

    2 de novembro de 2011 at 17:42

    Ótimo texto. Agora, onde eu posso achar esses livros que você indica? Esse Esquecer Foucault não achei em lugar nenhum na internet.

    • flaviomorgen

      2 de novembro de 2011 at 18:57

      Pedro, eu li primeiro em espanhol, depois em inglês em pdf. Realmente, não o encontrei para encomenda nem sequer na Livraria Cultura. Sabe o que faz a falta de demanda que as faculdades negam, né?

  76. Mesk

    2 de novembro de 2011 at 17:20

    Os policiais não são “trabaliadores” (sic), são o “braço” armados (sic) dos exploradores…

    Meu Deus… O triste é pensar que muito dessa catrefa serão os juízes, politicos, delegados e promotores concurseiros de amanhã (na base do apadrinhamento, é claro), pois área de humanas não “rende” nada.

  77. Marlon

    2 de novembro de 2011 at 12:51

    Vi um comentário interessante num post do “Tio Rei”:

    https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/um-desafio-aos-extremistas-da-usp-um-plebiscito-tenham-a-coragem-de-ouvir-a-maioria/

    Lucas Sorrillo – 02/11/2011 às 0:57

    Eu encaminhei um pedido oficial, em nome do Gremio da Poli, de plebiscito geral na USP ao DCE no CCA no último dia 30/09 e ele foi negado, sob alegação que plebiscito não representa vontade real dos alunos! Então o que representa??”

    —–

    é o modus operandi dessa galera, quando perdem ou sabem que vão perder querem mudar as regras… as regras dos “capitalistas, do império, dos burgueses safados opressores”… imagine se todos usássemos as “regras” deles, seira o caos.

    • flaviomorgen

      2 de novembro de 2011 at 14:34

      Vai ter texto sobre isso em breve também. Aguarde!

  78. francisco ramos

    2 de novembro de 2011 at 12:51

    Flávio, apesar de nossa eventuais discordâncias, amiro sua generosidade em replicar postagens como a
    deste exótico implicaEntulho (modifiquei o sufixo de propósito), provàvelmente amostragem do que a USP
    tem de mais catastrófico no campo daquilo que se pode considerar de “ideologia”. Agressões do começo ao
    fim, histrionice, deboche e intenção claríssima de fugir da questão central do seu artigo, que esgota o assun to. Quanto ao tal do Land Rover, a grande estrela dos entulhos postados eu, pessoalmente, considero uma
    baita postura de CAIPIRA COM DINHEIRO, PEÃO ENDINHEIRADO, COISA DE GENTINHJA MESMO, an
    dar com um carro caro pra cima e pra baixo para exibir-se,sendo, naturalmente, um alvo potencial de assal –
    tantes e sequestradores. Que tragédia ! É da cepa (linhagem de bactérias) de indivíduos como êste que saem os futuros corruptos de amanhã.

  79. Juliano

    2 de novembro de 2011 at 11:24

    Parabéns pelo texto.
    Os filhinhos de papai estão muito mais preocupados em liberar a maconha, do q com a corrupção absurda no país, ou seja, preferem ver “vacas voando” do q ter uma país mais justo.
    Esse é o futuro do país????
    Estão preocupados é com o próprio rabo, podemos até dizer q é uma questão de aparecer, complexo de inferioridade.
    Não sei se tenho mais pena desses maconheiros ou do país!

  80. Thiago - RJ

    2 de novembro de 2011 at 00:36

    Ei, Flávio, você já não deu umas pancadas nesse cara aqui?
    https://aluizioamorim.blogspot.com/2011/11/cinismo-e-falencia-da-critica-um-pais.html
    Seria isso a esquerda buscando um “novo discurso”? Porque esse aí do Safatle fede a mofo…

    • flaviomorgen

      2 de novembro de 2011 at 02:05

      Tá na mira, mas ainda tem outro professor da USP na fila antes dele. Mas depois do COURO que o Safatle tomou aqui, vou evitar citar o nome dele em vão. :)

  81. Diogo

    1 de novembro de 2011 at 20:23

    Otimo post

  82. Claudete

    1 de novembro de 2011 at 17:58

    Flávio, da mesma forma que você se referiu aos alunos de humanas como sendo “extrema-esquerda, Eles tem o direito de pensar na policia como representante do governo, governo este que é altamente usurpador e as vezes dentro da lei também fascinorar! Um governo representado por policiais e esta representação chama aos pliciais o mesmo adjetivo! Creio que você seja politizado e tal qual as reportagens que existe em nosso país, você faz afirmações incoerentes, mas sofistas e como sofista “para que ter razão”?

    • flaviomorgen

      2 de novembro de 2011 at 01:14

      Claudete, não sou “politizado”, porque isso pode significar QUALQUER coisa (ou o Maluf não é “politizado”?). Tampouco me acusar de sofista sem comprová-lo é algo que não, justamente, sofística.

      Eles que tenham o direito de pensar, não neguei isso: mas não têm o direito de FUMAR BAGULHO. Tráfico é crime. Levar pra delegacia pra autuar 3 boyzinhos que só terão o trabalho de ligar pro papai pra ele ser avisado de que tavam queimando uma brenfa no carrão que deram pro orgulho da família ao invés de estudar também não é “fascionar”, seja lá o que esse vocábulo signifique. Também não vi nenhuma “representação estatal policial”.

      Aliás, sem polícia, o que a USP fará pra cuidar da segurança? Contratar uma guarda privada. Mas que genialidade da parte de quem defende a esquerda, hein?!

  83. natasha

    1 de novembro de 2011 at 17:34

    você é tão idiota, mas tão idiota, mas tão idiota, mas tão idiota que em 2 linhas a mãe do pintinho te arregaçava, seu idiota.

    • flaviomorgen

      2 de novembro de 2011 at 01:06

      Me chamar de idiota 4 vezes me torna mais idiota, pelo visto. Tente com 5 da próxima. Talvez eu vá dormir embaixo da pia a partir da quinta.

  84. Leonardo Vilela

    1 de novembro de 2011 at 17:23

    Nao conhecia o Implicante e após ler alguns artigos, principalmente sobre os agressor da jornalista e da repressão da PM na USP, confesso que me deparei com um texto super bem bolado sem exageros e feito com muita inteligencia. Fico indignado quando vejo estudantes (futuro da nação) mas preocupados em legalizar a maconha doq fazer com que politicos de ficha suja sejam expulsos de uma vez da politica sem direito de volta. Temos que parar com essa porra de esquerda – de direita – de centro, de rixas politicas e ter apenas um partido chamado BRASIL. Fica todo mundo (politicos) olhando para seu proprio umbigo (e bolso) e acusando outros de partidos diferentes apenas para o foco sair de cima deles.. chega vamos dar um Basta. Mas, nossos estudantes, principais interessados em ver a coisa andar certo, estao cagando pra isso e preferem ficar ocupando vaga de jovens que estao compromissados e dispostos a mudar e muitas vezes sem condições de entrar na USP (pq a USP é publica apenas para filhinhos de papai), enquanto eles usam suas vagas para ficar fumando maconha e fazendo baderna. Que fique claro que nao tenho nada contra a legalização da maconha ou de quem a usa (afinal estou incluido nas estatisticas) mas temos que nos comportar com mas seriedade. Quanto ao cidadão que escreveu acima, nao adianta descer a borrachada em maconheiro, ou priva-los de estudo e de opiniões, temos é que fazer um pais onde a democracia funcione, sem discriminação e preconceito de qualquer natureza e luta social é sim preciso e se o cidadao acha besteira é porque nunca ficou sem oque comer ou vestir, e fica aqui falando besteira de uma coisa que não vive na pele, fica de casa dando opiniao sem saber oque realmente acontece, assim é facil.Voltando, essa manifestação que estao fazendo é ilegal e absurda. e se deixar eu falar ficarei escrevendo aqui por horas.. kk . Parabens ao site e ao Flavio pela elegancia do texto. E agora virei leitor asiduo do Implicante. ate menos. #ficaPM

    • flaviomorgen

      2 de novembro de 2011 at 01:05

      Muito obrigado pelas palavras, Leonardo! Seja bem-vindo, e fique de olho que vem muito mais coisa sobre a USP essa semana! #FicaPM

  85. Toretto

    1 de novembro de 2011 at 16:29

    O tal do “Implicantulho” ali cheira a algo pior do que os comunistas-mauricinhos-maconheiros da USP: o burguesinho médio que acredita que mais importante do que conhecimento (mesmo que o porco de esquerda) e tentativa de mudança social e debate (ainda que ambos coordenados pela doidivana luta de classes) é o dinheiro $$$.

    É o velho argumento: “todo mundo quer dinheiro, e apenas isso. Quem diz que não ou tá mentindo ou tem inveja”.

  86. 1 de novembro de 2011 at 16:23

    O problema desses estudantes (e professores velhacos) de esquerda é que eles pensam que ainda estão nos anos 60, ou 70. Para eles, ter PM no campus é patrulha quase ideológica. Avisem o pessoal da FFLCH que os tempos mudaram e que temos até um governo esquerdista há 9 anos no poder.(2)

  87. dudu

    1 de novembro de 2011 at 16:14

    Eu já sou mais radical, seu texto foi perfeito, mas eu acho é que esses maconheirinhos de merda apanham foi é pouco!!! Isso é falta de educação dos pais e falta de tapa na cara, isso que eles merecem, TAPA NA CARA!!

  88. Rafael

    1 de novembro de 2011 at 11:49

    A idéia da Cartela de Bingo é sensacional, quase me dá vontade de imprimir algumas centenas, colocar um título como “Faça 20 pontos e ganhe uma Bolsa Companheiro” e sair distribuindo na porta do Bandeco.

    hehe

    Bom texto, vou anotando os livros que você cita para ler nas férias, apesar de não fazer curso de humanas, gosto um pouco da área.

    • flaviomorgen

      1 de novembro de 2011 at 12:00

      Rafael, no ano passado brincamos de DCE Bingo na primeira Assembléia discutindo invasão de Reitoria e greve. Não passou nem uma coisa, nem outra. Imediatamente sugeriram suspensão da Assembléia e marcaram outra. Votaram de novo. Se ferraram de novo. E assim foram “votando” até passar na terceira ou quarta vez, quando nós tinhamos mais o que fazer do que matar aula pra brincar de Bingo. Por que não invadem logo e param de fingir que “votaram”?

      Pode ter certeza de que os livros que citei são ótimos, muito bem escritos, agradáveis. Já os esquerdistas citados adoram enrolar e falar difícil pra não falar nada. Pior que falam difícil sem escrever bem. Mas assim dá um ar de “vou fingir que o que defendo é uma catástrofe porque alguma coisa que perderam nesse livro deve dar certo”. Abraço

  89. Marcela Lopes

    1 de novembro de 2011 at 11:26

    Adorei o texto e, no mais, “não deixe a faculdade atrapalhar seus estudos”.

  90. Lucas

    1 de novembro de 2011 at 03:19

    Foda! Muito bom ler alguém que sabe expor decentemente suas opiniões, sem ter que recorrer a lugares comuns, sensacionalismo e adequação dos fatos à teoria. Achei que você deu uma exagerada em alguns pontos (se quiser, releio para discutir mais), mas no geral concordo com o teor do texto – mas, mais importante, com a maneira como foi construído e exposto.

    Obrigado por me lembrar mais uma vez que, apesar de não ter vogal =P, a FFLCH tem sim gente que usa a própria cabeça – ao invés de regurgitar meia dúzia de ideias e teorias “consagradas”.

    • flaviomorgen

      1 de novembro de 2011 at 10:53

      Lucas, uma coisa devo admitir: nem 20% dos professores que tive na FFLCH me ensinaram a pensar com a própria cabeça. Felizmente, há uma minoria que sabe que Letras não é um curso para se ficar vomitando luta de classes. Abraço e muito obrigado!

  91. Fred

    1 de novembro de 2011 at 00:50

    Amigo, você expressou tudo que eu tinha de vontade de dizer para o pessoal da UFRJ.
    Parabéns.

  92. Rafael Dias

    31 de outubro de 2011 at 23:59

    O implicantulho leu qual texto que está falando de nãos sei que Land Rover, e que tais ou quais impostos a pagam? Deve ter dado bug na página do artigo do Flávio aqui no implicante e ele foi parar em algum artigo do vermelho.org. hehehe

  93. Gabriel

    31 de outubro de 2011 at 23:38

    Mas que texto fantástico

  94. implicantulho

    31 de outubro de 2011 at 22:17

    Ai Flavinho, como você é cabeçinha de vento não? E um piadista nato, quer dizer que os SEUS IMPOSTOS pagam o land rover dos comunas? hahaha Calaaa a boca meu aluno, você está defecando pela boca, ou pelos dedos, olhe só a grande contradição do ultra defensor do capitalismo: ele fica bravinho porque os playbas podem andar de land rover, que não, não é paga porra nenhuma com seus impostos e sim com as EMPRESAS que os pais dos playbas abrem e veja bem, nada a ver com ideologiazinha barata que você fica ai pregando como um pastor, é dinheiro meu filho, eu quero, você quer, todo mundo quer, simples assim, ou você acha que pra ter uma empresa de sucesso precisa ler Mises? hahahahaha faz me rir leitinho com pera.
    O negócio é que você é covarde, não tem coragem de admitir que defende um sistema desigual e que isso pode acontecer sim: o cara pode defender Marx e ainda assim ganhar seu belo land rover do papai, afinal, o papai não é socialista como ele, é incoerente da parte dele? pois é, incoerente da sua parte também chorar por isso, querer que eles vão trabalhar, desde quando rico precisa trabalhar meu filho? Você fica ai se colocando como um super conhecedor da vida contra os playbas que só fumam maconha e ganham tudo de mão beijada mas não entende nada… o dia que você for homem o suficiente pra assumir: eu sou liberal mesmo e dane-se quem ganha mais que eu, ai passo a te respeitar um pouquinho, antes disso você é só um chorão, assim como eles, a diferença amigo, é que eles são ricos e vão continuar assim, enquanto você vai morrer pobre, porque, Marx estava sim errado quanto a questão de não se poder trocar de classe, é possível sim, mas não é nada fácil, então quero ver quando você será liberal o suficiente pra deixar de queixar-se da riqueza dos outros, seu leite com pera versão direita. Ah e prova ai pra galera que seu imposto paga o land rover dos comunas e melhor ainda: prove que meu rico dinheirinho, devidamente guardado e aplicado em ações, tá te dando algum lucro hahaha mané.

    • flaviomorgen

      31 de outubro de 2011 at 22:40

      Parabéns, está provado que você manja tudo de ciência política e eu sou um ignorante. Todo mundo já te considera o melhor escritor do país e o processo para minha demissão e sua admissão como cabron supremo do site já está em andamento. Grande abraço!

  95. francisco ramos

    31 de outubro de 2011 at 22:06

    Flávio: o texto e a análise são extraordinários, apesar da prolixidade da qual você parece não conseguir
    se desvencilhar. Quer dizer que o grande laboratório de ideias de uma das mais importantes universidades
    do país é esta mixórdia de pseudo ideologias, vandalismo e crimes, regados a belas baforadas da erva ?
    A coisa toda foi tão deprimente, que só faltou. num rasgo de total surrealismo, os policiais levantarem uma
    faixa com os dizeres “FORA COM OS MAUS ESTUDANTES”. De fato, eles foram os agredidos, por indiví
    duos que violaram as leis (enquanto fumar maconha for ilegal). Pode-se argumentar que o cigarro, por exem
    plo, é infinitamente mais devastador do que a maconha que, ironicamente, tem um alcaloide com proprieda-
    des medicinais. Mas os policiais que chegaram pacificamente, como você tão brilhantemente demonstrou,
    com texto, fotos e vídeos, não estavam no campus para discutirem essas questões de interesse da saúde
    publica e, por que não dizer, acadêmicas. Foram cumprir com seus deveres..
    Eu apenas não entendo como você consegue relacionar esta puta baderna, caso de polícia mesmo, com
    conceitos filosóficos e econômicos complexos dos quais você discorda e dos quais os baderneiros e “fuman-
    tes” não têm uma ideia sequer caricatural. Alunos que sobem num carro de policiais (que estão investidos
    de uma legal autoridade), atiram cavaletes nos fardados, batem no rosto de um jornalista, etc são a prova
    cabal da inutilidade de tal ou qual ideologia, algumas delas que mudaram a historia da humanidade? Você é
    tão culto, mas talvez por imaturidade, não sabe, ou não consegue separar os fenômenos. Bagunça mistura-se com Marx, declarações de uma jovem radical são tomadas como um apêlo à revolução, Tomás de Aqui
    no tropeça com um jovem que porta um livro vermelho, usado como aríete, e por ai vai. O artigo contudo eu
    achei excelente e até ja tinha lhe perguntado se a polícia tinha ocupado o campus. Agora está tudo claro.
    Abs

  96. Sandro P

    31 de outubro de 2011 at 21:11

    Flávio,
    Parabéns pelo texto. Perfeito!

  97. Thiago - RJ

    31 de outubro de 2011 at 21:01

    É, Flávio, e eu achando que EU tive que aturar esquerdopatia na UERJ… era feliz e não sabia.
    By the way:
    https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/alunos-da-fflch-da-usp-sao-refens-das-disputas-entre-os-petistas-e-a-extremissima-esquerda-se-diretora-nao-pede-reintegracao-de-posse-incorreu-entendo-em-improbidade-administrativa/
    Só pra contribuir. Acho que você já disse tudo mesmo, e algumas imagens (em foto e vídeo) são auto-explicativas…
    Abraço!

  98. @negoailso

    31 de outubro de 2011 at 20:42

    é para deixar em negrito? não seria ? anyway, parabéns

  99. Daniel Barros

    31 de outubro de 2011 at 15:47

    Flávio, boa tarde.
    Primeiramente, posso até não concordar com a lei vigente sobre drogas, 11.343, que orienta as autoridades legais (PM, por exemplo) a encaminharem o usuário para assinar o Termo de Ocorrência. Não acho que maconha em si seja caso de polícia, acho caso de saúde pública (como a maior parte da drogas). Mas está na lei: fumou? então vamos conversar com o delegado. Ponto, Acabou-se. Isso não se discute ( o ato de levar os três estudantes à delegacia. A lei, essa sim, é que deveria ser MUITO menos generalista do que é em relação à classificação do usuário como traficante). No entanto, as armas não letais são extremamente prejudiciais à saúde, podem deixar sequelas irreversíveis (aqui em PE há dois casos de presos que ficaram cegos depois de ações da polícia em que esse tipo de arma foi usado, pode “dar um google”). Mesmo sendo ironia, essas armas são mais agressivas do que a própria droga combatida. De resto, é aquele negócio: temos posições políticas bem diferentes em relação a vários campos (não sou de “esquerda, mas digamos que tenho uma tendência para defender posições mais veiculadas ao combate de desigualdades sociais). Porém é muito bom ler textos inteligentes, que inspirem o diálogo.

    • flaviomorgen

      31 de outubro de 2011 at 17:55

      Daniel, eu já passei pela USP praticamente um dia depois do uso de spray de pimenta num pátio. Ainda assim, é difícil passar por lá. O negócio é bravo mesmo. Agora, que é uma arma de defesa, não há dúvidas. E bombas de efeito moral nitidamente são mais agressivas do que maconha – por isso maconheiro foge quando é usada, ao contrário de nós, que somos obrigados a agüentar aquela marofa de perto. Agora, se estudante foi mesmo “agredido”, basta prestar queixa. Ou não quer ir pra delegacia por quê? Aí tem coisa, não acha?

      Grande abraço

  100. Guilherme C.

    31 de outubro de 2011 at 15:24

    Flávio, não quero menosprezar seu texto, mas a sua resposta ao comentário do Gustavo valeu mais do que o artigo inteiro. Demorei uns 5 minutos pra conseguir parar de rir. Um abraço.

  101. Marcos

    31 de outubro de 2011 at 15:13

    O seu texto, Flávio, cruelmente reduz a menos que nada as idéias imbecis da esquerda, principalmente quando estas ganham ares hiperbólicos na cabeça da juventude adestrada nas universidades. Não digo que vc as refutou, porque para tanto basta deixar o esquerdista dizer o que pensa, livremente. Ele se encarrega da tarefa. Prova disso são alguns comentários acima.

    No caso do triste episódio ocorrido na Usp, esta passagem funcionou como um tiro de misericórdia, produzindo, de lambuja, alguns efeitos morais: “Mas parece ser muito fácil fumar na longínqua (até dentro de São Paulo) Cidade Universitária. Difícil é acender um beck na frente do papai e da mamãe durante a novela. Revolução não é fumar bagulho na frente de um PM na USP. O nome disso é medo do papai te deixar de castigo. Luta de classes é outra coisa” . Não há espírito revolucionário que resista sem uma gorda mesada, seja a do papai biológico ( para os maconheiros disfarçados de estudantes), seja a do papai estado (para os ideólogos disfarçados de professores).

    As coisas só mudarão no Brasil quando o contribuinte tomar consciência de que banca toda essa palhaçada

  102. Gthon

    31 de outubro de 2011 at 14:06

    Odeio pessoas que utilizando-se de “adjetivos de Estudantes”, para cometerem delitos e manifestações violentas, para logo em seguida afirmarem que a PM é a culpada por tudo que esta ocorrendo. Estudante que tem um minimo de decência não utiliza-se de violência e sim da palavra pois esta é maior arma que um estudante de verdade possui. E para ser bem radical, eu no lugar dos PM’s teria sido muito mais energico com esses vagabundos e maconheiros.

    Parabéns Flavio.

  103. Pablo Vilarnovo

    31 de outubro de 2011 at 11:24

    Sobre o rapaz com o livro vermelho de Marx nas mãos… quando eu vi as imagens pensei: “- que porra é essa? O livro vermelho de Mao?”. Sério, quase chorei de rir.
    E em outra filmagem o mesmo rapaz corre atrás de uma viatura policial “fascista” que saia em disparada da USP com o livro em mãos, balançando-o. Acho que ele esperava que saisse um raio-cósmico-comunista-anti-fascista do livro para abater a viatura.

    Foi uma das cenas mais ridículas, hilárias e patéticas que eu vi em muito tempo. Sabe, vergonha alheia?

  104. Lucas Domakoski

    31 de outubro de 2011 at 09:55

    Parabéns, o seu texto é simplesmente GENIAL.
    Você conseguiu reunir tudo de maneira fantástica.
    Não é só na USP que isso acontece; estudo na UFPR, no setor de humanas, e constantemente tenho de ouvir essas baboseiras. As universidades públicas desse país estão completamente contaminadas por esse tipo de ralé.
    É uma maré de insensatez, contra a qual apenas os reais estudantes podem fazer algo. Apóio plenamente a presença da polícia nos “campi” de universidade públicas. Que seja sempre assim, e que os efetivos aumentem cada vez mais!

  105. Ben

    31 de outubro de 2011 at 07:11

    Assim como fumar um baseado, participar de um protesto e quebra pau, faz parte do rito de passagem de muitos estudantes universitários. A razão do protesto contra sei lá quem é o que menos interessa a essa cambada.

  106. Bruno Guerra

    30 de outubro de 2011 at 20:12

    Caro Flavio,

    Não vivo de momento no Brasil, e já vivi em diversos paises, e ainda conheço muitos outros. Vou contar o que penso sobre a policia.

    Como autoridade, a policia existe e é treinada para defender os cidadãos de bem e para manter as regras vigentes em cada país. As regras (coisa que gente pseudo comuna odeia) existem para o bem de todos. Uma regra simples é a do barulho – tentar não fazer para não incomodar os outros.

    As regras existem para sermos menos “animais” e mais civilizados. E quando um cidadão pisa uma regra espera-se que, para bem de todos os outros, ele seja devidamente punido. A policia existirá para isso. Poderá nem sempre o cumprir devidamente. São humanos também, umas vezes mais “animais”, outras mais civilizados.

    A minha relação com policia é simples: parto do principio do respeito, ele tem que primeiro partir da minha pessoa. E espero em troca receber respeito também. Como conheço diversos paises, diversas vezes e por diversas razões tive contato com policiais….

    Vou relatar nos meus 40 anos os dois problemas que tive: (1) agressão na antiga Jugoslavia por um policial de fronteira, que depois foi parado por colegas – país comunista na época e (2) retido (e despido) quase 8h na fronteira na Noruega depois de literalmente terem desmontado o carro em busca talvez….do pote de ouro…- país ai-meu-Deus-Nós-Somos-A-Social-Democracia. No segundo caso sem dúvida paguei o preço de ser Brasileiro.

    No mais, em muitos e muitos paises fui parado e interrogado por policia e nunca tive problema. No Brasil igual. E muitas vezes aconteceu de ser “abordado” por policial com metralhadora na mão. Mas eu não sou nem criminoso, nem o JD, nem o Maluf com ficha na interpol….ehehe.

    Baixe o pau neles Flavio, que a nós essa gente não perdoa nunca ! Abr, BR

  107. Junior

    30 de outubro de 2011 at 19:30

    Muito bom o texto, ao contrário da maioria que abaixa a cabeça para a midia e aceita o que aparece na tv, você fez de seus pensamentos um texto o qual a maioria de brasileiros gostaria de escrever mas nem sempre encontra forças já que essas são sugadas pela falta de fé num país corrupto, maconheiro e revolucionarimente bandido. Fora financiadores do tráfico, estudantes de m…., procurem um estágio, emprego, trabalho voluntário e parem de se achar estudantes da USP. Valeu…

  108. Michel Trentini

    30 de outubro de 2011 at 19:07

    Muito bom.

  109. João Luiz

    30 de outubro de 2011 at 18:48

    Flávio,

    não vejo muitos argumentos e conceitos plausíveis nos seus textos. não entendo quando você ironiza as “armas não-letais” aparentemente desclassificando-as como violentas. no pouco que conheço da ciência, os especialistas das mais diversas áreas já chegaram há tempos à conclusão de que a violência não precisa ser nem física e nem visível para ser violência e lesar de alguma maneira algo ou alguém.
    por consequência, não consigo compreender sua defesa da polícia como uma instituição necessária contra os “maconheiros vagabundos”. poderia explicar melhor, tentando deixar de lado alguns conceitos e pré-conceitos ultrapassados e sem lógica e que já não colam mais numa discussão? obrigado

    Luiz

    • flaviomorgen

      30 de outubro de 2011 at 23:23

      João Luiz, então pra você a prova final da “repressão” da PM é que as fotos não mostram repressão nenhuma? E que “especialistas” não citados “das mais diversas áreas” não definidas chegaram à conclusão de que a violência não precisa ser física nem visível pra lesar de alguma maneira não definida? Pois então, posso me considerar lesado por você, de alguma forma que não sei explicar? Tem vários especialistas de diversas áreas a meu favor. Entendeu qual é o perigo em usar palavras genéricas? Eu poderia falar qualquer sandice que pareceria justificado.

      Se quer entender por que a polícia é importantíssima pra USP, leia essa curta reportagem: https://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/crimes-no-c%C3%A2mpus-caem-at%C3%A9-92percent-ap%C3%B3s-conv%C3%AAnio

      Abraço

  110. Implicantezinhooo

    30 de outubro de 2011 at 18:46

    Olha só, meu comentário fica muito melhor aqui, já que todo o ressentimento apareceu de novo, então lá vai, replico o que coloquei no outro comentário e dessa vez aguardo resposta Flavinhozinho querido, não fica com vergonha não, nem de responder, nem do seu nome etc… ah e nem das suas contradições, super capitalista que fica de chorinho quando ve os marxistas de land rover, fazer o que fio? É o sistema amigão, trabalha que você compra uma também, ou não né =))))))
    —>>>
    Sr. Morgenstern (isto é, se é esse mesmo seu nome, será que não é um Silva ou Souza não? Algo um pouco menos elitista… vai saber não é verdade? =DDD )
    Eu só tenho uma pergunta, por que tanto ressentimento com seus coleguinhas de FFLCH, cansou de ficar em segundo plano? Fica ai só repetindo as mesmas baboseiras, você é idêntico a eles, só que com palhaçadas diferentes… você acha ruim eles serem playboys? Bom, o sistema capitalista que o Sr. defende é que permite isso amiguinho, ou seja, quer defender o capitalismo? Aceite que você é um pobre coitado assalariado que nunca passará disso e deixe de encher o saco daqueles que já nasceram com dinheiro, não é simples? Abraços querido “germanista”. hahahaha

    • flaviomorgen

      30 de outubro de 2011 at 19:01

      Não sei se já notou, meu caro, mas meus impostos pagam o Land Rover dos comunas, enquanto seus comentários que tentam me ofender pagam o meu. =*

  111. danir

    30 de outubro de 2011 at 18:27

    Fico me perguntando o que aconteceria se a turma dos “facistas”, que querem estudar e seguir em paz com suas vidas, se mobilizarem para atacar estes imbecis com suas mesmas armas. Seria o caos, e me parece que é isto que eles querem. Fica claro que não são estudantes e os sindicalistas são na verdade baderneiros antes de serem profissionais de qualquer coisa. Até me pergunto como que esta turma consegue entrar na Usp? Não resistiriam uma semana de estudo e aferição dos seus conhecimentos na mais fácil das cadeiras de todo o corpo da universidade. Não teem equilibrio, não teem argumentos, não sabem falar como gente e apresentam um nível intelectual beirando o das ostras (o das ostras é um pouquinho mais elevado). E são analfabetos funcionais. 1- Aplicando a lei com rigor não é possível demitir funcionários arruaceiros e badernistas?. 2- Não existe um regulamento para descartar estudantes que absolutamente não estudam e ficam tomando o lugar dos outros (como um critério de merito ou jubilação por falta de presença ou aproveitamento)? 3- Não poderíamos ter uma ação da PM contra estes baderneiros que em nome da liberdade de espaço para se manifestar invadem o espaço dos outros? 4- Uma ação para acabar com estes trios elétricos em áreas adjacentes a salas de aula, em horario de aulas? Como acontece nos hospitais e outras áreas consideradas de silêncio? 5- E ainda por cima negam a função principal da universidade que e formar cidadãos para exercer com expecialização e maestria atividades que demandam conhecimento em alto nível dada a sua complexidade. Não seria o caso de a maoria que deseja frequentar a universidade para uma melhor perspectiva para suas vidas, com reflexos benéficos óbvios para a coletividade, se movimentar por estas bandeiras de moralização do Campus? 6- Está na hora de todos se mobilizarem para colocar em seus devidos lugares esta turba de desordeiros, aplicando a lei de forma rigida e sem arrego. Eu tenho certeza que se uma pessoa com pulso forte aplicar o tolerância zero com esta gente, no começo muitas palavras de protesto infundado surgirão, mas aos poucos e de forma contínua a voz da razão e do bom censo começará a ter o peso que lhe é devido. Existem muitas pessoas, a maioria, que estão esperando um sinal ou talvez a eclosão de um fato impactante para partir decididamente em favor da lei e da ordem. Não estou falando em revolução, linchamento ou agressão de qualquer natureza. Estou falando em um acordar do cidadão, dando um basta nesta escoria humana que só existe para encher o nosso saco e dar espaço para deformidades como o pt e a esquerda assassina (de ideais, da paz, da liberdade e eté das vidas de muito que a ela se opoem), dentro dos preceitos democráticos. Acredito que está na hora de nos mobilizarmos com a mesma dedicação do pessoal das esquerdas, porem com o auxílio de nossa capacidade intelectual e competência, para virarmos este jogo. Minha filha se formou pela USP, e pelos seus relatos, já dá para ter uma idéia do tipo de gente que tenta dominar a situação. A propósito, sou contra a legalização das drogas, e considero que o usuário é um patrocinador do crime “quase” organizado. Tão culpado quanto o traficante que mata e esfola. A primeira experiência e uma decisão pessoal, normalmente consciente (seja por pressão ou não) que a partir de um determinado momento deixa de ser reversível. Não considero que o alcool e o cigarro não sejam prejudiciais, mas neste conceito as drogas hoje proibidas são potencialmente muito mais letais e com certeza a maconha legalizada financiaria outras drogas e atos criminosos sob a proteção de uma fachada legal. O assunto é longo e não descarto ouvir os argumentos a favor, mas até agora minha opinião não mudou.

  112. Carol

    30 de outubro de 2011 at 17:18

    Muito bom.

    Gente que não consegue fritar um ovo querendo ser revolucionário é uó.

    Mas vamos tentar ter mais comentários do povo de extrema humanas, porque comédia nunca é demais.

    Bj

  113. Henrique

    30 de outubro de 2011 at 16:42

    Flavio, ao pesquisar sobre o Livro Negro do Comunismo no Google, deparei-me com um tal de Livro Negro do Capitalismo. Conhece? É só mais do mesmo?

    Grato.

    • flaviomorgen

      30 de outubro de 2011 at 17:37

      Henrique, eu traduzi uma entrevista em alemão com o autor uma vez. O problema é que o livro não tem nada de “Livro Negro”, como é a crítica do Livro Negro do Comunismo. Aliás, ao contrário do que afirma um prefácio escroto de uma psicanalista tradutora do Livro Negro da Psicanálise (achei ridículo a editora pedir pra uma tradutora psicanalista cuidar do serviço, mas enfim), o livro do Comunismo não é bem “relato de sobreviventes”. É mais um monte de esquerdistas percebendo que a coisa cagou de vez e era bom falar dos crimes do comunismo. Nem todos os artigos se tocam em perceber que a teoria, na prática, causa uma ditadura inevitável, mesmo que a teoria se chame “ditadura do proletariado”.

      Já esse tal Livro Negro do Capitalismo parece mais uma relação de críticas ao “imperialismo”, sociedade de consumo e chororô pré-#OcuppyWallStreet de gente que acredita em Žižek.

  114. Gustavo

    30 de outubro de 2011 at 16:21

    “Vou assistir minha aula de cálculo II tranquilo, não quero me preocupar com causas sociais.”
    Autor, acho que o tipo de leitor que você encontra para elogiar seu texto é esse. Seus argumentos são marcados por moralismo e senso comum, repleto de viés conservador. Quando tenta diminuir quem tem uma posição política contrária a sua você faz lançando mão de argumentos tradicionalistas. Você cita alguns autores para dizer que é letrado, que sabe “mais” que os estudantes que aparecem nas imagens? O senhor, do seu seu escritório, desferindo ironias, está certo? O que as pessoas aqui não entendem, é que o ocorrido não foi programado. Simplesmente foi algo que aconteceu espontaneamente após a polícia vir na porta do prédio revistar alunos que estavam em um carro no estacionamento. É ilegal fumar maconha? É sim, por enquanto. Gastamos bilhões por ano reprimindo o tráfico e os usuários, tratando-os como aberrações e a cada ano o número de consumidores cresce. Jovens, adultos e idosos consomem drogas em todos os lugares possível. No vão livre do MASP, na Augusta, nas ruas da cidade, em suas residencias, na cracolândia. As cadeias lotam. Qual é a solução? O campus está lotado de polícia, um número absurdo. E no Jardim Ângela não há patrulha. Em Diadema há chacina. Quando existe ronda as notícias estampam os jornais com os assassinatos de “bandidos que reagiram a abordagem e desfeririam tiros contra os honestos policiais”. Carros queimam nas comunidades, ônibus são depredados. Por que eram bandidos e isso revoltou a população? Ninguém se revolta com morte de bandido, amigo. Agora, quando garoto de 15 anos morre na viela da favela, chegando em casa, por um policial preconceituoso e despreparado, ninguém questiona a versão da polícia, né? Pare de demagogia. Quem quer fumar maconha pode até fumar em casa. Agora, ter polícia na porta do prédio da sua faculdade revistando os esteriótipos de “criminosos” é um absurdo, enquanto sabemos que nas ruas da cidade inúmeros assassinatos acontecem, roubo de caixas eletrônicos se multiplicam e nenhuma boca de fumo é fechada e o patrulhamento não aumenta. Qual a lógica disso tudo, camarada hiper-intelectualizado? É porque já somos a elite, já temos inúmeros benefícios como alimentação subsidiada, pagamos meia no transporte e espetáculos artisticos, não gastamos um centavo estudando na “melhor” universidade do Brasil? Ah, só pra lembrar. Quem se orgulha tanto da USP ser a “melhor” do Brasil deve saber que os cursos da FFLCH são os que puxam a pontuação. Contraste, não?

    • flaviomorgen

      30 de outubro de 2011 at 17:31

      Taí o brasileiro e sua imensa capacidade em lidar com a ironia.

  115. Mauro

    30 de outubro de 2011 at 16:17

    Muito bom.

    Ao Artur aí embaixo,

    “O Brasil só não é desenvolvido pois se mantém nessa política pseudo-esquerdista de dá (sic) atenção para pobre!”

    Dos R$ 3,00 que a dona Maria Aparecida paga em uma garrafa de óleo de soja, aproximadamente R$ 1,50 são abocanhados pelo governo em impostos. Parte desses impostos banca a sua universidade-pública-gratuita-e-de-qualidade. Agora mostre que você realmente “dá atenção para pobre” e explique brevemente para a dona Maria como é que, exatamente, ao fumar maconha na frente da PM no lugar de estudar, você está devolvendo o investimento que ela está fazendo (compulsoriamente) em você.

  116. Leandro

    30 de outubro de 2011 at 16:13

    Texto excelente!

  117. Henrique

    30 de outubro de 2011 at 16:00

    Olha só esses engenheiros… subiram no meu conceito!

  118. Marcus

    30 de outubro de 2011 at 14:57

    O problema desses estudantes (e professores velhacos) de esquerda é que eles pensam que ainda estão nos anos 60, ou 70. Para eles, ter PM no campus é patrulha quase ideológica. Avisem o pessoal da FFLCH que os tempos mudaram e que temos até um governo esquerdista há 9 anos no poder.

  119. Diogo

    30 de outubro de 2011 at 14:05

    Perfeito. Não mudaria uma vírgula.

  120. Otávio

    30 de outubro de 2011 at 13:36

    Uma turma da pesada aprontando confusões tamanho família que levam os “fascistas” à loucura. Só que eles não vão deixar barato e prometem que estes maconheiros iluminados vão se dar mal pra cachorro.
    As cenas com taser foram censuradas pela mídiagolpistareacionárianeoliberal.
    Um filme que se orgulha de ter usado somente recursos públicos. Direção de Mixel Mór.

  121. eu

    30 de outubro de 2011 at 13:25

    “Só tentar ironizar a voz do interlocutor é o mesmo que criancinha de 8 anos faz com a voz da mãe quando não quer comer toda a salada antes de ter sobremesa”. Isso foi uma autocrítica, não é mesmo?

    A propósito, por que você não comenta também os vídeos que os alunos “vagabundos” fizeram no prédio da Sociais/Filosofia. Ali é possível ver que os PMs estavam com bombas de efeito moral e sem qualquer tipo de identificação. Você teria uma justificativa plausível para isso?

    Abraços,

    • flaviomorgen

      30 de outubro de 2011 at 14:26

      Leia o que falei sobre as “perigosíssimas” bombas de efeito moral, que só são usadas em defesa – ou você conhece alguém que já foi “ferido por uma bomba de efeito moral”? Em compensação, há um vídeo do G1 linkado aí no texto mostrando policiais quietinhos, que só reagem (preste atenção na etimologia) dando cassetadas a esmo no ar depois de tomarem um CAVALETE na moringa. Não vi vídeo de estudante, mas se mostrar tanta “repressão” como isso e policiais com as mãos nas costas, passe aí o link. Vai ser mais um argumento a favor do meu texto. Abraço

  122. Vanessa

    30 de outubro de 2011 at 10:32

    ótimo texto, como de costume. Não concordo inteiramente com o texto, mas não existe nada mais deprimente do que ver os estudantes usando os autores como escudos.
    Walter Benjamin e o próprio Marx se reviram no túmulo enquanto prestam assistência a maconheiros que param por aí na “transformação social”, “luta de classes”, luta contra a ditadura(?)” ao som do Geraldo Vandré *arrepios* ou qualquer manifestação pré-histórica que o valha.

  123. Zeh

    30 de outubro de 2011 at 07:18

    Por mais que falar dos maconhistas da USP seja empurrar bebado na descida, gostei da forma como foi dado o tranco no cidadão e vê-lo rolando ladeira abaixo. Parabéns!

  124. alexandre

    30 de outubro de 2011 at 07:07

    Segunda vez consecutiva que concordo com vc. Também sou favorável a legalização da maconha mas se é considerado crime pela lei, tem que reprimir. E a PM está na USP por causa da morte de um estudante. Está lá para dar mais segurança. É um ato de egoísmo. O cara quer fumar um baseado e não quer ser importunado pela polícia. E daí ? vai fumar na sua casa ! Agora vai querer uma USP insegura ? E esse papo que a PM tem resquícios da ditadura militar é uma coisa meio sem nexo. A ditadura acabou em 1985, já são quase 30 anos ! Muitos PMs nem tinham nascidos. Ás vezes a repressão policial é violenta, mas isso tem mais a ver com reflexo da violência urbana do que com “resquícios da ditadura”.

  125. David

    30 de outubro de 2011 at 06:44

    Excelente. O que mais me deixa pasmo é que, de modo geral, as pessoas já não conseguem ter bom senso. Não conseguem apreciar o cinza em meio ao preto e o branco. Ou você é de esquerda ou de direita. Ou 8 ou 80. E, assim, acabam arruinando debates que viram uma balbúrdia sem resolução.

    Nesse caso é latente que uma minoria de desocupados só quer o campus para fumar maconha. Ninguém em sã consciência iria desprezar a polícia em um local que já foi palco de furtos e até homicídio. O que me deixa com medo é saber que esses animais acéfalos serão os “profissionais” prestadores de serviços amanhã.

    Atenção, maioria honesta e que quer estudar: não deixem esses inúteis tomarem conta. Sejam tão ativos quanto.

  126. Bertoldo

    30 de outubro de 2011 at 04:01

    Excelente Flavio. Estou esperando a refutação das imagens :p

  127. zilda mara

    30 de outubro de 2011 at 03:44

    Perdão! por estas um texto confuso,más o sono me bateu e não quis parar para fazer revisão.Boa noite

  128. zilda mara

    30 de outubro de 2011 at 03:38

    Gostei muito de suas palavras ,mesmo não concordando em algumas coisas (más isso é saudável a uma democracia),Não tenho como acompanhar mídia “televisiva”,então minha maior fonte de informação é a imprensa da internet e pude observar muitas coisas estranhas neste movimento a começar pela idade dos ”estudantes” alguns pareciam estar na minha faixa etária de idade (na casa dos 30 anos),e me questionei o que estão fazendo ainda na universidade?pois deveriam estar preenchendo formulários de concursos públicos ou na fila dos desempregados ( esta esta gigantesca) outra coisa que me chamou a atenção é total covardia da reitoria em tomar uma atitude contra um patrimônio público que é sustentado pelas famílias de muitos jovens que foram mortos pelos mesmos traficantes que fornecem a droga para a USP e que são usadas como objeto,podiam perguntar a família das pessoas que moram na periferia e que são tratadas como ratinhos de laboratório pelas “elites” educacionais e que sustentam toda esta patifaria com o suor de seus rostos.
    Outra coisa que me chamou a atenção é que se invadiram ou ocuparão um patrimônio público seria sequestro de bens (concorda) se as mesmas pessoas que são ”estudadas” por estes grupos ou partes da faculdade fizerem isso iram sofrer com todo o rigor da lei,más estudante de elite que destrói o patrimônio público não é punido?Nenhum prof. destes núcleos de educação falou que isso é crime e se tem prof. conivente com isso que deve ser demitido por justa causa.
    Eu não sou nem de direita nem de esquerda,até mesmo porque não me encaixo em nenhuma das duas partes( a esquerda menos ainda ),sou apenas uma cidadã que paga altos impostos,recebe baixos salários e é obrigada a sustentar esta cambada de vagabundos profissionais que nunca se formam e ninguém questiona(eles devem ser e são mais caros quanto os presidiários estes pelo menos agente pode dizer que não teve a oportunidade de estudar numa federal) que eles podem estar saindo muito caro para o bolso do contribuinte.
    Como cidadã vejo ”vagabundos professores” inventando besteiras e fazendo pesquisas que não nos levam a lugar algum a não ser ao atraso(para mim estudar Mars para e colocar uma mordaça e tentando tirar de minha pessoa à minha tão limitada liberdade de expressão e também tirar de meus pares para que todos se calem diante da idearia imaginado por Marx,especifico como ele mesmo relatou para um tempo e época é um total retrocesso na educação,como alguém que estuda e gosta de estudar gostaria de ver as universidades federais ,particulares ou qualquer outra modalidade de educação produzindo ideias,pensamentos,teses,dissertações… sobre algo novo e não ficar reproduzindo o passado ou ideias estrangeiras como verdades absolutas(pois foi só isso que vi na minha faculdade e não é diferente de nenhuma outra no Brasil,seja pública ou particular).
    E outra coisa espantosa,estes estudantes falam com tanta força e com tanta verdade de uma época que ele não viveram assim como eu também não vivi que da medo,como falam de ditadura militar como se isso fosse uma realidade atual vivida por eles,eu como a maioria dos brasileiros da minha geração só conhece a repressão militar como fato histórico,e só temos a versão de um lado da história, eu pelo menos a 33 anos só ouvi a versão do torturado e nunca a versão do militares,no qual já ando pesquisando e descobrindo uma verdade que já desconfiava pelo comportamento comunista (dos que antes se diziam torturados e hoje querem colocar toda a sociedade nos mesmos porões em que eles um dia falaram estarem lá inocentes,hoje tenho certeza que é uma mentira toda o papo que falaram para mim nos bancos escolares).
    peço perdão por ter escrito um texto tão grande ,esta não era minha intenção ma gostei muito do seu texto e quis expor uma pequena observação dos relatos atuais e tristes.
    P.S enquanto no Chile,ele lutam por melhoria educacionais no Brasil os estudantes federais(que podem dizer privilegiados) lutam pelo direito de fumar maconha( o que não deve ser permitido de forma alguma),a educação dos militares com certeza era incomparavelmente melhor que esta porcaria que nos deram como educação.

  129. Raul

    30 de outubro de 2011 at 01:16

    Sensacional. Bato palma de pé.

  130. Estúpidos Revolucionarios de Merda! u.u'

    30 de outubro de 2011 at 00:52

    pra mim, parece que esse estudantes da USP só querem espaço para se drogar.
    Eles queriam polícia para impedir assaltos, mas querem que fiquem quietos diante de outros crimes ou de crimes dos estudantes? Isso não existem.
    Futilidade de juventude sem mais, querem se sentir lutando contra as autoridades e fazendo “revolução”, mesmo sem causa. Ou pior: por uma causa idiota.

  131. Artur

    30 de outubro de 2011 at 00:27

    Gostei muito da matéria! Esses socialistas medíocres não fazem ideia do que defendem mesmo. Eu vou ficar do lado da liberdade e da preservação da moral, quero assistir minha aula de Cálculo II tranquilo, não quero perder o tempo com causas sociais, isso é besteira. Eu quero é ver PM bater em maconheiro safado mesmo, porque eu acho que eles não tem direito de nem frequentar a universidade e nem tampouco brigar pelo direito da descriminalização, esses subversivos devem ficar calados e respeitar a maioria, que não está nem um pouco interessada em trazer um debate amplo a respeito disso. Meu Deus! Como esses esquerdistas querem está contra a PM? Eles permitem os verdadeiros estudantes a exercer sua função, essa história de luta social, de classes é tudo uma grande besteira, é só você aceitar as imposições e manter um pensamento individualista e moral que com toda a certeza não haverá motivos para conflitos. Realmente, é notável a falta de respeito da esquerda, porque sempre é eles que começam partir para cima! Eles não invadem espaços, tratam com respeito e dignidade todos os manifestantes e sempre apoiam a sociedade, ao contrário desses marxistas fanáticos! Eu quero é estudar, ter meu diploma valorizado, esses cursos abstratos de filosofia/sociologia que nada dizem de importante, deviriam ser banidos da sociedade, não tem prática e nem se ganha dinheiro com isso. O importante mesmo é aquele que traz resultado! E que é bem necessitado pelo Estado esses profissionais para promove-lo. O Brasil só não é desenvolvido pois se mantém nessa política pseudo-esquerdista de dá atenção para pobre! Pobre produz o que? Faz o que? Tem o que? Ora, as áreas que não exigem muito conhecimento abstrato é que dá a capacidade de um desenvolvimento econômico, e é exatamente isso que queremos! Chega de lutas! Chega de Barulho! Queremos manter nossa comodidade para estudar e para autopromove-mos. Maconheiro, pobre, preto não tem que ter acesso a isso não! Viva a privatização ;D! E vamos juntos promover a liberdade oligárquica!

    • flaviomorgen

      30 de outubro de 2011 at 03:28

      Artur, só pra te dar uma dica, se quer defender que se aprende algo em cursos de Letras (por sinal, o que faço), descubra que a ironia não é um recurso revolucionário descoberto ontem, muito menos que ela funciona com comentários tão longos. Também aprenda que vomitar clichês sobre a esquerda só mostra o quanto você mesmo a desconhece. Da próxima vez, tente refutar ALGUMA coisa que foi aqui exposta. Só Sei lá, tente “refutar os vídeos” postados pra falar que é a PM que é violenta e que a esquerda está interessada em democracia e liberdade. Só tentar ironizar a voz do interlocutor é o mesmo que criancinha de 8 anos faz com a voz da mãe quando não quer comer toda a salada antes de ter sobremesa. Grande abraço

  132. Nilton

    29 de outubro de 2011 at 23:04

    Texto genial! Triste é ver que 18 anos depois de eu ter terminado a faculdade (pública, aqui do Rio), as coisas continuam essa tristeza…

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