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A tragédia em Santa Maria e seus aproveitadores

Um incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS) nessa madrugada fez o Brasil acordar mais triste. Com um número de mortos confirmados passando das duas centenas, a tragédia, que teve repercussão internacional, já é considerada a maior do Rio Grande do Sul e contabilizou o maior número de mortos do Brasil em meio século, superando desastres aéreos e incêndios como o do edifício Joelma.

Com ainda mais de uma centena de vítimas hospitalizadas, é um certo alento ver a mobilização movida nas redes sociais em busca de doações de sangue (centenas foram pisoteados), remédios, água mineral e alimentos.

O incêndio se iniciou quando o cantor de uma das bandas disparou um sinalizador para o teto, fazendo com que o fogo se espalhasse pela espuma e se tornasse incontrolável. Seguranças, acreditando tratar-se de uma briga, barraram a saída exigindo comanda para liberar a saída, além das portas terem sido mantidas fechadas por alguns fatais minutos por funcionários.

No momento era organizada a festa “Agromerados”, reunindo estudantes da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Tecnologia de Alimentos, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio e Pedagogia. Como também é comum nas redes sociais, grupos universitários preocupados com a vida e a segurança, mesmo desconhecidos e de outras regiões, prestaram seu apoio e solidariedade aos distantes colegas.

Por outro lado, não foram todos que acordaram tristes com tal notícia. O sentimento do DCE Livre da UFRGS não foi o mesmo de todos os grupos atuantes em Universidades. Enquanto alguns se abalaram e se chocaram com a tragédia, alguns carniceiros que não perdem a oportunidade de perder uma oportunidade aproveitaram-se de centenas de corpos recolhidos no auge de suas capacidades para obter dividendos políticos, insensíveis à dor das vítimas e familiares.

No grupo de Letras da USP no Facebook, um gabaritadíssimo intelectual garantindo o melhor futuro para o país postou a seguinte obra de arte.

Infelizmente, não é exagero dizer que há doentes na USP que, para se tornarem assassinos, só precisam descobrir como se safar da punição. Ao se ver centenas de mortos, ao invés de se preocupar em auxiliar, em prestar solidariedade, em divulgar formas de ajuda e mobilização a quem pode ajudar em seu lugar, há sempre algum totalitário de plantão pregando contra o sistema que lhe garantiu a vida e toda a sua riqueza, jurando que tudo estaria melhor se todo o poder estivesse concentrado em poucas mãos preocupadas com o bem-estar das grandes massas (e nem é preciso perguntar se prefere ser das grandes massas ou das poucas mãos).

Mais uma vez, é lamentável ver o que alguns universitários, incapazes de entender algo sobre Agronomia, Veterinária ou Tecnologia de Alimentos (na verdade, carniceiros capazes de escrever: “Os valores associados (certo/errado) da lingua, decorrem [sic] de circunstâncias sociológicas e não linguistico.” [sic]), pensam sobre outros seres humanos que perderam a vida aos montes em um incêndio: apenas combustível para alimentar ânimos para a sua revolução. Nunca há nenhuma palavra sobre os milhões de mortos em campos de concentração socialistas – em verdade, seu comportamento é negar, ou ainda comemorar o maior genocídio da história mundial.

Tampouco há uma palavra de alento sobre as portas fechadas de Cuba, sobre quantos morreram afogados ou comidos por tubarões tentando escapar do “outro mundo possível” que pregam. Quando Marilena Chaui afirmou que São Paulo é proto-fascista, esqueceu-se apenas de delimitar que apenas os rebentos de sua própria faculdade tratam vidas humanas como gado para favorecer seu partido.

A todos os estudantes universitários e que conhecem os mimadinhos de DCE do Oiapoque ao Chuí: é com esse tipo de facínora que organizam greves, piquetes, depredações e agressões no campus – mas estão pouco preocupados em ajudar se não for para conseguir colocar seu partido no poder. Algo mais baixo do que se aproveitar de uma tragédia para promover um time de futebol ou estilo musical.

Como a USP anda mais famosa com isso do que por qualquer outro motivo, é preciso sempre refrisar: débeis desse porte não representam os verdadeiros estudantes da USP, que prestam toda a sua solidariedade aos colegas da UFSM e acordaram em choque com a notícia. Antes de tentar criticar um sistema, buscar culpados (deixemos o trabalho para a polícia e o Ministério Público), as pessoas co preocupação verdadeira ao próximo estão preocupadas em oferecer auxílio às vítimas e prestar solidariedade como podem.

Mesmo a presidente Dilma Rousseff cometeu um ato desnecessário, como mostrou o Coroneleaks. Ao invés de “blogueiros” a soldo de dinheiro de estatais, o Coronel foi o primeiro a defender corretamente que Dilma fez bem em ir a Santa Maria prestar suas condolências às vítimas e familiares em um momento tão doloroso. Entretanto, não teve pudor em tirar uma foto absolutamente desnecessária em pose de protetora (o que nem é defeito de sua função não o ser) e liberá-la eleitoralmente para estampar todos os jornais de amanhã. Infelizmente, tanto Dilma quanto Tarso Genro (natural de Santa Maria) são incapazes de todo de algo que poderia melhorar a situação de casas noturnas funcionando sem alvará: melhorar a burocracia necessária (na verdade, em sentido factual, desnecessária) para se manter um estabelecimento comercial em funcionamento e em verdadeira segurança, sem criar uma máfia de alvarás que só dá sensação de segurança (e dinheiro recolhido) ao próprio governo. Vide o excelente artigo de André Barcinski na Folha.

Quem puder, doe sangue e o que mais for preciso a Santa Maria (são coisas baratas, mas de difícil transporte). Há ainda mais de uma centena de vítimas em estado não divulgado. O Brasil e as pessoas que acreditam no valor da vida humana acordam de luto e prestam sua homenagem e seus sentimentos às vítimas, familiares e amigos do sul.

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79 Comentários

79 Comments

  1. pedro

    6 de Fevereiro de 2013 at 22h14

    somente uma errata para curiosidade. tarso não é santa-mariense. ele nasceu em são borja, mas, viveu em santa maria desde sua infância.

  2. Mulholland

    4 de Fevereiro de 2013 at 14h05

    Sobre a foto, não sei se sua propagação foi tão induzida, ou se a imagem tem tanto viés “politiqueiro”.

    Poxa, é uma boa foto! Foi um bom flagra. O que eu vejo nela é uma governante dando carinho a um cidadão que foi vítima de uma tragédia que comoveu o mundo. Imagino que para aquelas pessoas, completamente miseráveis, abaladas pela grande perda que sofreram, a presença de uma figura pública importante, como o presidente do país (que é a mais importante) é um acalento que não dispensariam.

    Não acho que Dilma foi interesseira para Santa Maria. Acho que seria impossível não se comover no “ground zero” da boate Kiss enquanto ainda fumegava, ou na tenda onde empilhavam centenas de corpos não identificados, em meio a familiares arrasados. Acho bem possível que uma vítima se agarrasse a qualquer um ali. Acho bem possível que uma vítima se agarrasse a qualquer político ali. E acho bem possível que um fotógrafo com senso apurado capturasse esse momento. Normal que uma foto tão peculiar estampe as capas de todos os jornais.

    • Mulholland

      4 de Fevereiro de 2013 at 14h17

      Enfim, feio vai ser se essa foto for exibida no horário político eleitoral, legendada com “Mãe Dilma quer o Brasil Carinhoso, beijinho por beijinho. Vote 13. XOXO”.

      Quando Barack Obama chorou na escola infantil que foi metralhada por projeteis de ponta oca, fotógrafos dispararam mais flashes ainda, e essas fotos saíram em todos jornais do mundo.

      Fotógrafos são fotógrafos. Oficiais ou não, todos querem um bom flagra. E, como já disse, essa foto foi um bom flagra.

    • Flávio Morgenstern

      4 de Fevereiro de 2013 at 15h37

      O problema da foto é que é do fotógrafo oficial. A única foto. Do Roberto Stuckert. Está no site da presidência. Ao invés de liberarem jornalistas para publicar suas fotos, foi feito um marketing especial do fotógrafo oficial para “liberar” a foto mais perifeitinha para dar a aparência de que Dilma é salvadora dos desassistidos. Mais uma vez, não se reclamou da atuação de Dilma (como já reclamamos do oposto, quando Cabral estava em Paris enquanto o Rio desmoronava). A foto é que foi jogada interesseira e desnecessária, que estraga o seu gesto.

  3. Marco

    1 de Fevereiro de 2013 at 23h26

    Não que eu discorde de você, Flávio Morgenstern, mas esse seu texto difere muito do poema do rapaz da FFLCH ? Porque o que pareceu ser o motivo principal aqui foi criticar a posição dos esquerdistas universitários (os quais também detesto), ou seja, motivos puramente políticos…

    Outra coisa, qualquer político teria feito o mesmo que a Dilma… O draminha não é motivo para condená-la, sequer aplaudi-la…

    • Flávio Morgenstern

      4 de Fevereiro de 2013 at 11h50

      Sim, é muito diferente: não fiquei defendendo causas me aproveitando de mortos. Apenas critiquei quem o faz. E não critiquei a atitude da Dilma, e sim de seus assessores (essa é a única foto tirada por seu fotógrafo, a “oficial” pra ser repassada a jornais).

  4. Luiz Carlos

    29 de Janeiro de 2013 at 17h45

    Sem falar dos ‘meninos’ da UNE que fingiram não saber do acontecimento, imitando seu patrono, o deficiente 9 Dedos.

    • Leonardo

      30 de Janeiro de 2013 at 11h14

      Responderam ontem com uma nota tosca e cheia de erros gramaticais

  5. Luiz Augusto

    29 de Janeiro de 2013 at 13h03

    Flávio,
    Nesse caso eu vou ter que discordar de você. Pode até ser que a Dilma tenha mesmo lá no fundo motivações eleitorais ao posar e divulgar a foto (embora se veja que isso não é o principal motivo da visita e da foto).
    Mas o fato é que num momento de tragédia deste as pessoas de todo o país devem, tem que ver a sua líder à frente da situação. O Bush e o Giuliani atuaram na crise e posaram para fotos no 11 de Setembro e não foram criticados por isso, muito pelo contrário. Precisamos ver que a Dilma, que representa todos nós, estava lá, é um direito nosso e dever dela.

    • Flávio Morgenstern

      29 de Janeiro de 2013 at 18h21

      Luiz, não só desaprovo, como acho que era obrigação mínima da Dilma estar lá. Discordei da atitude eleitoreira de seus assessores de imprensa de “liberarem” a foto para publicação (traduzindo: “Tomem aqui essa foto, já que vocês não podem fotografar sozinha, e peguem nossa musa no melhor ângulo”).

  6. Marconi

    29 de Janeiro de 2013 at 12h05

    O PT “SALVADOR DA PATRIA” NÃO SERIA MÍOPE?
    SERÁ QUE A IMPRENSA GOLPISTA E DIREITISTA ESTÁ ENFIADA NESSE INCENDIO?
    Há 10 anos no poder, já houve ensaios de tantos incendios em casas noturnas, porque o PT que tanto gosta de ser o salvador da pátria não deu por fé disso há mais tempo e tomou medidas de segurança para não se repetirem fatos dessa natureza anteriores em menores proporções, e mesmo noutros países, como medida cautelar?
    Estaria mais preocupado só em mexericos contra a imprensa golpista, PSDB, FHC ou a Ditadura militar, desvios de verbas, corrupção?
    É o caso do setor elétrico, nos 10 anos em que Dilma comandou o setor deveria estar preparado para os apagões que podem vir e ainda mais apagar o PT, coisa melhor.
    Em 2012 hoveram muitos apagões – jamais deveria ter existido – e 2013 promete muito mais

    • Flávio Morgenstern

      29 de Janeiro de 2013 at 18h17

      Estão vendo por que se deve criticar quem tenta politizar a tragédia? Para não dizer que o PT ou a “imprensa golpista e direitista” estão “enfiados” nesse incêndio, que nada teve a ver com o PT ou quem quer que seja.

  7. Leonardo

    29 de Janeiro de 2013 at 9h15

    A tragedia comia solta e a UNE o que fazia ? festejava em um bloco de carnaval de Olinda enquanto o país chorava os mortos, se dependessem de sua entidade dita representativa os mortos da Kiss estariam ao deus dará

    ps: E também lamentar que tenha gente ido aos blocos cariocas nesse dia triste, cheguei a postar um link noticioso indignado com tamanha falta de consideração

  8. Fernando

    29 de Janeiro de 2013 at 6h54

    Aqui no RJ não é muito diferente.Quando o governador disse que ía derrubar o antigo museu do índio para fazer um estacionamento e shopping perto do Maracanã, logo vieram meia-dúzia de estudantes (ligados a partidos de extrema-esquerda) e ongs esquerdistas dizendo que o certo é “preservar o museu e a cultura indígnena” (por que não reclamaram isso há algumas décadas?)
    Na realidade aquilo ali deixou de ser museu desde 1978 (foi transferido para Botafogo).Hoje não passa de um lugar abandonado, com uma casa caindo aos pedaços e que foi invadido por tribos indígenas.
    O mais patético é que aquele local está abandonado desde 1978 e a esquerda (festiva) só veio a se preocupar com ele quando decidiram privatizar o Maracanã (esse “museu” e a escola são dois exemplos de apelo à emoção que a extrema-esquerda usa como “argumento” contra a privatização do estádio).

  9. Marcos Jr.

    28 de Janeiro de 2013 at 21h24

    Bem, nem ia comentar este texto mas diante da repercussão e do “auê” feito, vamos lá:

    De fato, vejo um certo exagero por parte do Sr. Flavio Morgenstern na correlação do poema do Caio da Ega com uma eventual “ode contra o capitalismo” apesar de que vejo uma grande hipocrisia em pessoas que criticam o sistema apenas por criticar mas faz questão de aproveitar todas as vantagens que o mesmo oferece. Mas de certa forma concordo com o argumento de que a atitude dos seguranças nada tem a ver com a lógica capitalista (na verdade isso é uma perversão de QUALQUER lógica de atendimento ao cliente independente da organização, mas como no Brasil lógica não funciona…).

    Sobre a tragédia em si, bem…Tanto o dono da boate como os integrantes da banda merecem um troféu “Golden Genius”. Com direito a carinha do meme lapidada e tudo. Enfim, são a prova de que a inteligência é um dom que poucos tem. Ou desenvolvem.

    • Flávio Morgenstern

      29 de Janeiro de 2013 at 18h14

      Marcos, falo isso porque conheço a FFLCH. E, afinal, li o blog do cidadão. Sei de onde sai o pensamento anti-capitalista (que esse infeliz não formulou sozinho, visto que nem sabe o que capitalismo é).

  10. EduardoSA

    28 de Janeiro de 2013 at 18h47

    Os seguranças fecharam as portas do prédio porque pensaram tratar-se de uma briga — algo corriqueiro em estabelecimentos do tipo. Se soubessem que se tratava de um incêndio, não teriam trancado ninguém lá dentro — inclusive, a si próprios.

    Dizer que o dono do estabelecimento tomaria a decisão abominável de impedir a fuga daqueles jovens em tal situação, sob qualquer pretexto, é fazer um juízo, no mínimo, idiota.

    Em momentos de tragédia, sentimo-nos indignados; queremos explicações; queremos saber quais as causas do ocorrido; queremos encontrar culpados, e puní-los. A pressa em responsabilizar um sistema econômico, o integrante de uma classe social — pelo simples fato de integrá-la –, ou a “ganância” só faz revelar ou a visão distorcida de mundo do acusador, ou seu interesse em conseguir vantagem política com a tragédia. No último caso, fica evidente tratar-se de um ser desprezível.

    Quanto aos jovens que perderam suas vidas, que descansem em paz. E que suas famílias a tenham tão cedo quanto possível.

    • Caíque Mateus

      1 de Fevereiro de 2013 at 9h44

      Caro Eduardo SA,
      Eu sou consultor em sistemas de gestão de Segurança e já trabalhei com clientes com riscos similares aos da Kiss. Treinar a equipe de seguranças para que atuem com rapidez e eficiência em caso de incêndio é BÁSICO, absolutamente B Á S I C O. É evidente que eles não sabiam o que estava acontecendo, nem tinham nenhum meio de comunicação COMO RECOMENDAM AS BOAS PRÁTICAS MAIS BÁSICAS DE PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO. É óbvio que eles não tinham, individualmente, intenção de causar a morte de ninguém no incêndio mas é bastante provável que seja comprovado que a sua atuação desastrosa por aqueles segundos (não creio que tenham sido mais que um minuto) tenha ajudado a agravar E MUITO a situação, levando as vítimas ao pânico.

      • EduardoSA

        1 de Fevereiro de 2013 at 21h47

        Sim, Caíque; sem dúvida, é espantoso verificar que os seguranças tenham tomado a pior decisão possível na situação, e que isso tenha sido, muito provavelmente, por falta de treinamento específico.
        Também é difícil acreditar que não dispusessem de um sistema de comunicação eficiente.

        Mas, em relação ao texto do Macarrão, em que ele deixa patente sua visão de que “o capitalismo”, ou “a ganância” tenham servido como motivo para que os seguranças fechassem a porta, discordo totalmente.

        No incêndio morreram funcionários da casa de shows. Um dos sócios estava lá quando do ocorrido, acompanhado de sua esposa grávida.

        Me parece evidente que os responsáveis pelo local tenham negligenciado aspectos fundamentais de segurança, e que devam responder à altura de suas atitudes.

        Mas é uma estultice afirmar que uma pessoa possa tentar obter lucro “fechando as portas” de um local em chamas, impedindo que alguém saia sem pagar. Tal ideia não tem o menor cabimento.

  11. Androginno

    28 de Janeiro de 2013 at 16h00

    É cansativo ver na TV numa repetição infinita do episódio.

    • Bruno

      28 de Janeiro de 2013 at 18h56

      Desliga a TV e vá ler um livro. A preocupação é com a dor das famílias, não com teu “cansaço” em relação à programação da TV.

  12. Emily

    28 de Janeiro de 2013 at 15h55

    Os seguranças não foram culpados pelo que aconteceu. É uma questão de bom senso gente. Óbvio que eles não trancaram a porta sabendo o que se passava.

    • Caíque Mateus

      1 de Fevereiro de 2013 at 9h45

      Não desculpa a responsabilidade do estabelecimento. Ver comentário acima.

  13. Aroldo

    28 de Janeiro de 2013 at 15h46

    Acho que ainda tá meio cedo pra postar esse texto

  14. Paulo Novais

    28 de Janeiro de 2013 at 15h35

    Adorei o “bate papo”, (lá na minha Bahia “veia” bem lá nas entranhas da caatinga, seria resolvido na base da faca, mas, acho que o diálogo aqui apresentado é entre seres altamente sociais e civilizados e não chegaria a tal ponto) o Flávio Morgenstern com seu texto expondo o seu ponto de vista, ainda que motivado pela razão, em seu âmago meandra um Nilo de emoções (pathos). E o jovem versificador, ainda que inocentemente, no entanto xiita, tentando argumentar sobre um sistema econômico que já está impregnado na pele brasileira e que, nem se fosse todos banhados no Letes seria capaz de olvidar das lembranças de nosso povo, misturou dor com revolta + capital, não levando nada a nada. Porém hei de concordar MAQUIAVELICAMENTE, às vezes é na tragédia que muitos políticos se amparam e se lançam como num trampolin em busca de visibilidade política, por isso que tenho medo de dizer realmente o que penso, mas de algo tenho certeza “absoluta”, amanhã teremos nova desgraça que poderia ser evitada, depois outra, logo após outra e os nossos representantes eleitos nada farão, a menos que forem responsabilizados criminalmente e perderem seus direitos políticos por 50 anos. Assim como Catão, o velho, diria, “DELENDA CARTHAGO” eu digo: VAI CORINTHIANS. Meus pêsames aos familiares dos mortos.

    • Flávio Morgenstern

      28 de Janeiro de 2013 at 17h57

      Paulo, a questão aqui não é política. Nenhum político tacou fogo em lugar nenhum. É justamente quem se aproveita de tragédia para auferir lucrinho político, seja pra quem ou qual partido for. É imoral e degradante.

      • Paulo Novais

        29 de Janeiro de 2013 at 15h29

        Então Flávio Morgenstern, “auferir lucrinho político” é política da politicagem. Ontem, se não me engano, ouvi Ricardo Eugênio Boecht, não sei se assim se escreve, na Band News FM 96.7 dizer que muitos políticos se aproveitam de desgraças para proveitos próprios, ou na forma de desvio de verbas, como no caso da desgraça ocorrida no Rio de Janeiro, em Angra ou como trampolin para se lançar politicamente. É verdade, e concordo contigo em gênero, grau e número que é “imoral e degradante” brincar com a dor alheia, principalmente com a ocorrida e sei que você e, também sei que o seu manifesto seria como de outro qualquer que sabe e sente a dor de quem perdeu um ente querido, mas amigo, se assim o posso chamar, não é de se descartar que no Brasil, infelizmente, tudo em que aparece políticos, é de se desconfiar de sua índole, eu particularmente, não precisa concordar, mas desconfio piamente da presença de Dilma e sua corja, ou de qualquer outro partido político que lá estivesse presente. Paz e força aos familiares e amigos dos mortos e dos hospitalizados. Abraço Flávio Morgenstern.

      • Flávio Morgenstern

        29 de Janeiro de 2013 at 18h23

        Paulo, Dilma deveria estar lá, sim. O problema é tentar posar como mãe protetora, como sua assessoria de imprensa tentou transformá-la (eu mesmo critiquei Cabral por estar em Paris quando dos deslizamentos no Rio).

  15. Renato tavares

    28 de Janeiro de 2013 at 15h05

    Trofeu pior texto 2013 !
    E olha que ainda estamos em janeiro.

  16. Conservatore

    28 de Janeiro de 2013 at 14h08

    Para os “defensores” dos fracos e oprimidos:
    VOCÊS “PENSAM” MESMO QUE, CASO OS SEGURANÇAS SOUBESSEM(NO EXATO MOMENTO EM QUE COMEÇOU) DO INCÊNDIO, MANTERIAM AS PORTAS FECHADAS?

    Leiam a reportagem do link:https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2013/01/banda-gurizada-fandangueira-usava-fogos-de-artificio-em-apresentacoes.html.
    Observem o seguinte trecho “Os fãs que acompanhavam a carreira da banda dizem que a explosão dos fogos no palco era um dos momentos mais esperados do show e que nunca sentiram medo de ficar bem perto.
    Era onde estavam Luciane e Marilene. “Quando está no auge do show, eles fazem isso. Anima o show”, diz uma das meninas.”
    Apesar da reportagem não tocar num ponto,que, ao meu ver, é pertinente, pergunto:
    É PRUDENTE UTILIZAR FOGOS DE ARTIFÍCIOS NUM LOCAL FECHADO EM NOME DA DIVERSÃO? O ponto não é por ser um local fechado em si, pois, segundo especialistas, é possível fazer pirotecnia em locais fechados. O PONTO É A CONTRACULTURA REINANTE ENTRE(POUCOS, É VERDADE) JOVENS UNIVERSITÁRIOS REVOLUCIONÁRIOS QUE, NA AFÃ DE CRIAREM UM NOVO MUNDO, NÃO SABEM VIVER E SE DIVERTIR, NUM QUE JÁ EXISTE E, CASO SE “USE” COM MODERAÇÃO, NÃO FAZ MAL A NINGUÉM.
    Capitalizar politicamente às custas de vidas humanas é deplorável. É ISSO QUE VOCÊS, REVOLUCIONÁRIOS, ESTÃO FAZENDO.

    • Flávio Morgenstern

      28 de Janeiro de 2013 at 17h54

      Amigo, calma lá. Não tem nada de “revolucionário” em jovens querendo se divertir. Como se a turma do curso de Tecnologia de Alimentos fosse tudo comunista da FFLCH.

      • Conservatore

        29 de Janeiro de 2013 at 13h26

        Flávio em nenhum momento eu condenei a diversão dos jovens(até porque eu também tomo minhas biritas). O ponto que levantei é a DIVERSÃO A QUALQUER CUSTO, sem responsabilidades. Convenhamos, SOLTAR ROJÕES DENTRO DE UM LOCAL FECHADO, COM UMA SÓ SAÍDA, NÃO ME PARECE MUITO PRUDENTE. E TUDO EM NOME DO QUE? Note que coloquei entre parenteses que são poucos os tresloucados, NÃO ESTOU GENERALIZANDO.
        Você possui bagagem de leitura o suficiente para saber o que significa CONTRACULTURA, ESCOLA DE FRANKFURT e, portanto, você é capaz de discernir que a “turma do paz e amor” não foram bons referentes para os da nossa geração.
        Na reportagem, a fã deixou claro que a banda sempre fazia os shows pirotécnicos. Se fazia, era porque havia quem apreciasse, mesmo em locais fechados. Não é preciso ser nenhum gênio para ver o risco associado.
        Culpados? O MP deve apurar e punir os responsáveis, todavia, se um INFELIZ NÃO TIVESSE SOLTADO O ROJÃO(OU SEI LÁ O QUE) ESTARIAM TODOS AGORA EM SUAS CASAS. Não é uma questão só de probabilidades. Certamente quem deu início ao incêndio, não o fez com dolo, porém, foi SIM IRRESPONSÁVEL, para dizer o mínimo.
        O Que a Escola de Frankfurt fez foi criar uma geração de pessoas ávidas por “direitos” e, nenhum pouco afeitos à responsabilidades. Tanto é verdade, que a mídia(frankfurtiana até a medula) canaliza a culpa para os capitalistas e blá-blá-blá. Não está informando, está fazendo sensacionalismo com a desgraça alheia.
        O fato da boate ter alvará de funcionamento até agosto do ano passado, é um indício de que alguma coisa estava errada, pois, a boate permaneceu exatamente a mesma e, a não renovação do alvará, você sabe melhor do que eu, é um processo muito burocrático(poderia ser muito mais simples e barato), todavia, a boate, a despeito do estado draconiano, NÃO DEVERIA ESTAR FUNCIONANDO.É a regra do jogo, infelizmente.
        Para finalizar, nada do que fizermos ou falarmos, vai trazer de volta os que morreram neste triste episódio. Infelizmente, ocorreram tragédias semelhantes no passado e, caso a mentalidade esquerdista continue sendo o referente, outras ocorrerão. Tenho um casal de filhos, um garoto de 16 anos e uma garotinha de 7 anos.Alguns dos que lá estiveram, tinham a idade do meu filho, posso imaginar a dor dos pais. Meus filhos também se divertem, com um pequeno adendo: eu deixo bem claro que a vida é feita de escolhas e, após feitas, as consequências virão, sejam boas, sejam más.

      • Flávio Morgenstern

        29 de Janeiro de 2013 at 18h25

        Sim, Conservatore, é que acho complicado usar palavra como “revolucionário” num contexto desses. Ainda mais em nosso país e em nossas faculdades, sabemos bem o que isso significa, o que não era o caso ali. No mais, digo que normalmente presumimos que a banda sabe o que está fazendo quando usa fogos (já fui a um show do Rammstein em uma casa fechada, e se fizesse idéia de quantos fogos voando sobre a platéia vi em apenas seis músicas ficaria chocado). Mas sei que eles fazem curso de pirotecnia, e presumo (apenas presumo) que a casa que os convida tenha especificações de segurança. Ali não foi o caso, infelizmente.

      • Conservatore

        29 de Janeiro de 2013 at 20h49

        Agora eu entendi o mal-entendido: Quando eu escrevi: ‘É ISSO QUE VOCÊS, REVOLUCIONÁRIOS, ESTÃO FAZENDO’; Eu não me referia aos estudantes mortos na tragédia. Eu me referi ao rapper de meia-tijela,com um discurso pronto e, revolucionário, tanto que, na setença anterior eu critiquei justamente a capitalização política feita.
        Não escrevo tão bem como você(por enquanto), por isso fui mal interpretado, isto é, não fui claro e objetivo o bastante.
        JAMAIS iria trepudiar com a morte de estudantes(ou de quem quer que seja), afinal de contas, eu também sou um deles. Eu não conheci meu pai(já falecido); dizem que é uma dor semelhante à perda de um ente querido, por isso, repito, jamais iria trepudiar com a morte alheia
        Se ofendi ou magoei alguém, peço humildemente desculpas.

      • Flávio Morgenstern

        29 de Janeiro de 2013 at 20h54

        Não, amigo, não ofendeu ninguém. Só achei perigosa a palavra “revolucionário” aí na frase. Só dá uma impressão de que você a usou em um sentido mais “esperado”, quando dizia outra coisa. Abraços

  17. Rodrigo

    28 de Janeiro de 2013 at 13h20

    Aí, Morgenstern, fiquei com pena de ti, rapaz. Escreveste uma parada e os caras que leram são tão burros quanto o cara que escreveu os versos. Todo mundo acha que não entendeste que ele foi irônico. Honestamente, teu texto também tá uma merda, porque criticando os caras por ignorar o cerne do problema, acabas fazendo exatamente a mesma coisa. E eu, fazendo esse comentário, acabo de entrar pro mesmo saco. Acho que somos todos burros e desprezíveis, no fim das contas.

    • Flávio Morgenstern

      28 de Janeiro de 2013 at 14h10

      Oh, perdões aos Céus por criticar quem faz proselitismo. De fato, me torno um crápula insensível por criticá-los. Devo dar voz a eles ou me abster para ser mais sensato.

  18. Maurício

    28 de Janeiro de 2013 at 11h19

    Lendo o artigo, não pude deixar de notar uma certa truculência com relação ao texto irônico do uspiano, vi na internet mensagens piores do que aquela, nas quais culpam os jovens por suas próprias mortes,” pois se os mesmos ficassem em casa, rezando o terço e dormindo cedo, para trabalhar e estudar, não teriam morrido”. Acredito que o artigo teria sido mais feliz se houvesse terminado no âmbito das doações de sangue e suprimentos e não tivesse descambado para o embate político/ideológico oque ao meu ver, acabou por equipará-lo aquilo ao qual critica.

    • Flávio Morgenstern

      28 de Janeiro de 2013 at 17h55

      Amigo, critiquei todo mundo. Não se faz proselitismo com algo. Inclusive critiquei no Twitter, hoje, quem defende o mesmo que eu defendo, e também fez proselitismo com isso. Não tenho como NÃO falar do que merece crítica sem comentar o que defendem. Simples assim. Como não me torno corrupto por falar mal de corrupção.

      • Maurício

        28 de Janeiro de 2013 at 20h05

        Com relação a frase: “o meu lucro é a moral, não importa sua vida” do Uspiano e a sua resposta: ” E, amigo, espírito capitalista NUNCA, em lugar nenhum do mundo, tratou dinheiro se sobrepondo a vidas” recomendo assistir ao documentário The Corporation, que considero bastante elucidativo sobre essa questão específica.

      • Flávio Morgenstern

        29 de Janeiro de 2013 at 18h13

        Recomendo ler Mises, Sowell, Jouvenel, Voegelin, O’Rourke, Huerta de Soto, Rothbard, Rockwell, Horowitz, Kimball, Scruton, Croce, Williams. Depois de, digamos, as 3 obras principais de cada um (dá mais ou menos uns 5 anos, se você não for preguiçoso – dê destaque aos cinco primeiros), reveja o filminho de ficção manipulador dos comunistinhas milionários e você dará risada de si mesmo por esse comentário. De nada.

      • Maurício

        29 de Janeiro de 2013 at 19h18

        Como eu disse anteriormente, ao irmos ao embate político/ideológico fica difícil não fazer proselitismo. Eu indiquei um filme, e você me recomenda uma faculdade.
        Se isso não é proselitismo, é de uma arrogância elitista típica de quem defende um sistema piramidal.

      • Flávio Morgenstern

        29 de Janeiro de 2013 at 20h53

        Por isso deve-se estudar antes de tirar conclusões só com um filminho mais fraco e mentiroso do que um partido político brasileiro. Vai por mim, você vai adorar as leituras.

      • Felipe

        31 de Janeiro de 2013 at 11h53

        Traduzindo o que o Maurício disse:

        Não jogo mais no hardcore.

        O ideal seria que o Flávio recomendasse algo no nível do que foi recomendado, mesmo que ele não achasse boa fonte… seria mais justo com quem não leu uma faculdade inteira e mesmo assim afirma saber como são as coisas.

        Aonde este Mundo vai parar com tanta meritocracia injusta!

      • Maurício

        2 de Fevereiro de 2013 at 21h42

        Perdoe-me Flávio por responder novamente por aqui, por que em sua última postagem não tenho a opção de resposta e até concordo que nossa conversa tivesse chegado ao fim, mas a tradução do Felipe merece resposta.
        Oque eu realmente não acho justo, não é o fato do Flávio não ter me recomendado algo do “mesmo nível”. Acredito que desqualificar o argumento taxando o filme como falso ou manipulador, e ainda dizer que eu só acredito no filme por supostamente não ter formação acadêmica é fraco, fraquíssimo por sinal. Não acredito que para se posicionar politicamente seja necessária formação universitária. Ou ao votar não apresentaríamos o titulo eleitoral e sim o diploma, oque não é o caso. Acredito ainda menos que só exista vida inteligente à direita. Afinal democracia é isso, a possibilidade de dar voz a todos os cidadãos sejam eles formados ou não,à esquerda ou à direita, levando em consideração vários fatores como a situação/contexto histórico, vivência de cada um, defender o contrário disto é defender um sistema elitista/aristocrático ou seja o contrário de democracia. Obrigado.

      • Flávio Morgenstern

        4 de Fevereiro de 2013 at 11h49

        Amigo, eu te recomendei leituras de ciência política, não uma Universidade (título que sequer possuo, e honestamente, cada dia faz menos falta). Apenas afirmei que se basear em um filminho manipulador, sem conhecer MUITA teoria por trás, é sinal inequívoco de erro. O fato de TODO esquerdista desconhecer 105% do pensamento do outro lado (o que nem sempre é “direita”) é sinal claro disso. Recomendo fortemente a leitura, nem que seja apenas para você discordar. Conhecimento nunca é demais.

      • Maurício

        4 de Fevereiro de 2013 at 15h21

        Agradeço as recomendações, e concordo contigo de que conhecimento nunca é demais. E realmente acredito que se eu ler os livros que você me indicou, não encontrarei nos teóricos do capitalismo algo que endosse o genocídio e a exploração, o filme mesmo não critica o capitalismo em si, ou seus teóricos, mas aquilo que advém da práxis dessas teorias.

      • Flávio Morgenstern

        4 de Fevereiro de 2013 at 15h39

        Aí é que está: você está julgando encontrar uma linha de causalidade necessária entre uma teoria e uma causa através de um filme falsificador. Ao descobrir o que pensam libertários do porte de Lew Rockwell, Walter Block, Robert Nozick, Ron Paul (excelente livro traduzido, “O Fim do FED”), Peter Schiff (procure no Youtube) ou Jeffrey Tucker, vai descobrir o quanto eles odeiam “tudo isso que está aí”, mas seu pensamento é apenas desconhecido.

  19. André Berts

    28 de Janeiro de 2013 at 11h03

    Não sei se você entendeu o que ele está dizendo. Ele se referiu ao ato dos seguranças, onde eles queriam segurar as pessoas dentro do estabelecimento para que elas pudessem pagar antes de sair. O texto escrito por ele, seria como se o dono do estabelecimento estivesse falando. E ele não critica o capitalismo em si, mas o espirito capitalista, onde o dinheiro se sobrepõe as vidas.

    • Flávio Morgenstern

      28 de Janeiro de 2013 at 11h20

      Óbvio que entendi esse lixo que qualquer criança entenderia. Não acredito que ele pense aquilo – o problema é, justamente, tentar fazer “ironia” com tragédia. E, amigo, espírito capitalista NUNCA, em lugar nenhum do mundo, tratou dinheiro se sobrepondo a vidas. O mesmo não posso dizer de NENHUM dos seus críticos.

  20. Daniel Lima

    28 de Janeiro de 2013 at 11h38

    Tenho ódio dessas pessoas que criticam o capitalismo, mas ao mesmo tempo vivem à base do capitalismo. Babacas.

  21. Marcela

    28 de Janeiro de 2013 at 10h02

    Vamos Emanar bons Pensamentos, vibrações energéticas e orações para esses jovens, familiares e amigos.

  22. Marcela

    28 de Janeiro de 2013 at 10h00

    Estudante*

  23. Marcela

    28 de Janeiro de 2013 at 9h59

    Ele só colocou em rimas o que realmente acontece nesse País….
    Acontecem mortes, roubos, violência, tragédias….
    e nada é resolvido…. como diz o estudando de letras, sempre se paga advogados e nada de justiça.

    • Flávio Morgenstern

      28 de Janeiro de 2013 at 11h18

      Rimas?

  24. André

    28 de Janeiro de 2013 at 9h21

    É isso mesmo implicante! esse papo de que se vai lá está querendo se aproveitar e se não vai é acusada de se omitir é conversa fiada. Esse governo é inescrupuloso sim! Não mede seus atos nem consequências. Imoral! O presidente posui mil formas de participar ativamente e positivamente deste problema sem precisar ir lá no meio desse sofrimento todo p bater foto c família pagando de bonzinho. Ela podia muito bem começar a trabalhar para que as leis fossem aplicadas ou reformuladas p evitar que novas trajédias como essa se repitam. A verdade é que todos nós vivemos a mercê da sorte pq alvará de funcionamento e nada nesse País é a mesma coisa!

  25. Danilo

    28 de Janeiro de 2013 at 7h52

    Interesses pessoais e ideologias distorcidas, estarão sempre abaixo da dor e sentimento de perda de um ente querido que, antes de ser um desconhecido ou ser do seu meio social, trata-se de um ser humano!!! Mais fácil delegarmos a terceiros o que seria de responsabilidade própria… O silencio ecoa muito mais que declarações insensatas e julgamentos infelizes e sem fundamentação!!! Meus sentimentos a todos afetados por esta tragédia !!!!

  26. theo

    28 de Janeiro de 2013 at 7h47

    Aquele ser inominável da USP aproveita a tragédia para culpar o “capitalismo”, que pelo menos no Brasil não existe, e esquece de encontrar as causas no nosso socialismo bananeiro e na burguesia do capital alheio que forma a elite vermelha de falta de vergonha.

  27. Newton

    28 de Janeiro de 2013 at 1h43

    Aproveitador é aquele que tura proveito e fama de algo que não lhe pertence. Pois é, parabéns, és um tremendo aproveitador e mais que isso, deslumbrado com o som pífio de suas próprias letras… limpe os beiços, Implicante, aprende a designar o pulha de uma instituição como a USP… aliás, recalque teu, invejinha bem beócia… ahhh… a presidenta é aproveitadora? primeiro aprende que o alvará e outras coisas são de cunho municipal, bagual, e não federal… se está presente é aproveitador, se não, é omisso… faz uma coisa, aprende primeiro da vida e fecha a matraca que não possui nada além de nada… agora, com a internet, qualquer um é qualquer um… bons tempos onde para publicar algo precisarias ser avaliado por um editor e poder bancar uma edição e não escrever asneiras ao léo….

    • Flávio Morgenstern

      28 de Janeiro de 2013 at 3h37

      Alguma hora descubro do que ou quem estaria com “inveja”, e o que o alvará tem a ver com a foto da “presidenta”.

      • Sandro P

        28 de Janeiro de 2013 at 8h27

        Eu só não entendi o que o Léo tem com a história…

      • LuizMS

        28 de Janeiro de 2013 at 14h43

        Parabéns pelo seu comentário, pois foi muito inteligente. De fato, o “Léo” nada tem a ver com a história… A questão é que alguns ignorantes quando estão ao léu resolvem mostrar suas “virtudes”.

        Ao Flávio Morgenstern só posso dizer que endosso inteiramente seu artigo. Aliás, todos eles, com os quais sempre aprendo um pouco mais.

      • Flávio Morgenstern

        28 de Janeiro de 2013 at 17h56

        Honra minha, Luiz!

  28. Denylson

    28 de Janeiro de 2013 at 1h13

    Claro que a redação do rapaz do facebook não contribuiu no entendimento do texto, mas ele estava criticando a postura dos seguranças de não deixarem as pessoas saírem do local sem pagar.

    • Flávio Morgenstern

      28 de Janeiro de 2013 at 1h38

      Não só, estava tentando culpar um sistema que nem entende o que é na mesma toada. É como eu culpar a Dilma por um assassinato na frente da minha casa. Isso é barbeiragem.

  29. Rômulo

    27 de Janeiro de 2013 at 23h49

    Custa-me entender que as pessoas preferem criar briguinhas ideológicas em cima desta e outras tragédias.

    Só que há um porém: não foi o estudante de letras e seu poema quem instigou isto, foi este artigo sem qualquer sentido.

    Sim, culpa de muitos ali terem dificuldade pra sair e até mesmo terem sido mortos foi o mercenato do dono da boate (os seguranças, além de despreparados, estavam seguindo ordens do dono) e indiretamente o capitalismo. Antes meu lucro que tua vida.

    Ninguém tá falando de socialismo. Bom senso, por favor.

    • Flávio Morgenstern

      28 de Janeiro de 2013 at 1h37

      Capitalismo não tem NADA de “antes meu lucro do que tua vida”. Caso seja, poderia indicar algum autor capitalista que pregue isso. Claro, sei que alguém que diga isso do capitalismo dificilmente conhece quem o defenda. E sim, quem o critica nesses moldes defende o socialismo. Falta de bom senso é não notar uma realidade a+b inapelável e inescapável.

  30. Bruno

    27 de Janeiro de 2013 at 23h31

    Flávio, primeiramente meus parabéns pelo texto. É muito bom ouvir alguém sensato em meio a tanta gente falando parvoíces por ai. Queria que você me explicasse como o liberalismo se posiciona em relação a duas questões:
    I) Justiça: a inexistência do Estado implica na inexistência do Poder Judiciário. Sendo assim, o que se faria, por exemplo, com um assassino ou um psicopata incapaz de viver em sociedade?
    II) Um assunto citado no texto: a fiscalização estatal também não existiria, e é bem provável que alguns empresários (que mesmo com as leis não observam normas de segurança) não iriam se preocupar em fazer investimentos visando a segurança do público. Como quase ninguém repara nessas coisas, ninguém deixaria de frequentar o local por isso, e o estabelecimento funcionaria normalmente, colocando a vida de todos em risco.
    Não estou questionando o liberalismo (embora eu saiba que você é sensato o bastante para não se irritar por ser questionado). É que, apesar de eu me identificar bastante com esse pensamento, ele tem alguns pontos que não são totalmente claros para mim.
    Abraço!

    • Flávio Morgenstern

      28 de Janeiro de 2013 at 1h36

      Bruno, creio que você está confundindo liberalismo com anarco-individualismo (Spooner, Tuckner) ou anarco-capitalismo (Rothbard, Rockwell). Liberalismo (há umas 239845934729 ramificações, e ninguém que o critica conhece uma e meia) tende a querer que o Estado fique responsável, justamente, pelo Poder Judiciário sobretudo. Como a proposição de Bastiat, o Estado deve nos garantir segurança e liberdade – pedir qualquer coisa além é perder uma dessas duas. Já os anarquistas propõem que agências privadas compitam umas com as outras em busca do melhor sistema. Acho desnecessário dizer porque acho que essa utopia toda é uma bobagem, embora empresas privadas, quando responsáveis por métodos de “regulamentação”, façam o serviço muito melhor do que o Estado.

      • Anthony Pettis

        28 de Janeiro de 2013 at 13h53

        Gostaria de saber porque você acha que o anarco-individualismo e o anarco-capitalismo são utópicos, no contexto do seu comentário.

      • Flávio Morgenstern

        28 de Janeiro de 2013 at 14h11

        Explica como aplicá-los e aí mudo de idéia.

      • Anthony Pettis

        28 de Janeiro de 2013 at 14h19

        Acredito que anarco-individualismo seja mais uma concepção filosófica que política. Não é uma ideologia destinada a mapear um novo modelo socioecônomico para o mundo, é mais um, digamos, modelo honesto de egoísmo.

        Mas fico curioso, porque você sempre recomenda Rothbard em seus textos, mas acredito que você seja minarquista. Ainda estou no primário dos estudos liberais, então gostaria de saber como Rothbard concatenaria com um modelo de estado mínimo (ao invés de estado nenhum.

        Abraço.

      • Flávio Morgenstern

        28 de Janeiro de 2013 at 17h52

        Anthony, eu recomendo que leiam de tudo. A esquerda é que sobrevive só se lendo esquerdistas ortodoxos. Mas Rothbard, por ser o mais radical, é ao mesmo tempo o que mais acerta nas críticas e o que mais fala besteira. Eu gosto muito dele, já li livros como Anatomia do Estado umas 5 vezes. Mas não sou anarquista por uma mera questão de utilidade (é inútil ficar discutindo isso, nunca será aplicado, e algumas coisas são mais funcionais dentro de um monopólio do que fora dele).

    • Fabio "Sooner" Macedo

      28 de Janeiro de 2013 at 14h30

      “e é bem provável que alguns empresários (que mesmo com as leis não observam normas de segurança) não iriam se preocupar em fazer investimentos visando a segurança do público.”

      O dono da Kiss acaba de ser preso. Você realmente acha que a maioria dos empresários vai se descuidar assim da segurança, correr o risco de iniciar uma tragédia como essa e acabar com a carreira deles, independente de ser regulado pelo Estado ou não?

      Nós brasileiros precisamos parar de tomar a parte pelo todo. Essa demonização de empresários e empreendedores já deu no saco. Quando é que a gente vai aprender que o problema do dono da Kiss não foi apenas ético, foi burrice *empresarial* também? Qualquer empresário com o mínimo de senso não vai se arriscar desse jeito só para não pagar uma brigada de incêndio.

      E como o Flávio e o Barcinski disseram, se esse cara se safar, a única coisa que vai permitir isso é a burocracia do Estado e as oportunidades de suborno e comportamento anti-ético que essa burocracia abre. Por que se ele fosse regulado por agências independentes, ninguém iria mais fazer negócios ou avalizar nem barzinho de esquina aberto por esse cara e arriscar ir pra lama junto. Mas no Estado… Basta um funcionário público corruptível.

      “Como quase ninguém repara nessas coisas, ninguém deixaria de frequentar o local por isso”

      Isso acontece *exatamente* por que todo mundo espera que o Estado resolva tudo para eles, em vez de votar com seu dinheiro e se informar antes. Estado-babá gera cidadãos-bebês.

  31. sempur

    27 de Janeiro de 2013 at 22h12

    meus pesames a familia……mas agora pelo amor de deus tocar um sinalizador num lugar fechado com mais de 300 pessoas? Sério tambem precisamos ver que hoje “festas” não são mais festas.

  32. ANA PAULA

    27 de Janeiro de 2013 at 22h00

    Não entenderam que o estudante ali do facebook fez um texto irônico? pelo amor de deus

    • Flávio Morgenstern

      27 de Janeiro de 2013 at 23h20

      E daí? A ironia (querer dizer o oposto do que se diz) dele foi só “defender o capitalismo”, como se “capitalismo” tivesse algo a ver com a tragédia. O socialismo defendido por ele causa mais mortes todo dia, e o menino não dá um pio.

    • Simon Viegas

      28 de Janeiro de 2013 at 0h49

      Você acha que não entenderam? Está mais que na cara!!!

      Sobre o autor da postagem:
      «Antes de [ele] tentar criticar um sistema [(Capitalismo)], buscar culpados [(“Capitalistas”)] (deixemos o trabalho para a polícia e o Ministério Público), as pessoas co preocupação verdadeira ao próximo estão preocupadas em oferecer auxílio às vítimas e prestar solidariedade como podem.»

      Sacou?

      PS: Mas também respeito o direito de Macarrão se expressar contra o que ele acha errado. Assim como Flávio tem o direito de se expressar em relação a Macarrão.

      Macarrão está “condenando o capitalismo” e Flávio “condenando o Macarrão e a Dilma”. (ou não?)

      Cada um “Implica” como pode!!! :D

      Abraços

  33. André

    27 de Janeiro de 2013 at 21h32

    Cuba!!! Marilena Chauí!!!! É foda fazer política com tragédia.

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