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Brasil

Após a delação da JBS, o governo Temer liberou 400 vezes mais verba para os parlamentares

13/07/2017- Brasília – DF, Brasil- Cerimônia de Sanção da Lei de Modernização Trabalhista.

90% dos deputados que votaram a favor de Temer na CCJ receberam uma média de R$ 3,7 milhões em emendas só em junho

Foto: Beto Barata/PR

No 17 de maio de 2017, o brasileiro ficou sabendo que a JBS havia assinado um acordo de delação premiada com a PGR. Mais do que isso: o presidente das República em pessoa havia sido flagrado em escuta referendando a compra do silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara que evitava colaboração semelhante. Logo de cara, a imprensa sentenciou o fim precoce da atual gestão. Mas quase dois meses se passaram e, até o momento da redação deste texto, ainda que aos trancos e barrancos, o governo Temer segue de pé.

Como isso foi possível?

Números levantados pela ONG Contas Abertas podem esclarecer o que se passou nos bastidores. Em janeiro e fevereiro, o Governo Federal liberou pouco mais de um milhão de reais em emendas parlamentares. Nos meses de março de abril, quando o Congresso voltou ao ritmo normal de trabalho, a verba foi multiplicada por cinco. Mas em maio, justo o mês em que o grampo capturado por Joesley Batista tomou o noticiário, algo estranho aconteceu: as despesas com emendas saltaram para R$ 89 milhões.

Em junho, como desenha o gráfico acima, a liberação de verbas superou absurdos R$ 2 bilhões, valor 400 vezes maior que o do início do trimestre. Conforme observou O Antagonista, dos “40 deputados que votaram a favor de Temer [na CCJ], 36 tiveram empenhos para emendas em junho” – somando R$ 134 milhões, ou algo como R$ 3,7 milhões por voto.

Não à toa, a imprensa vem usando o verbo “comprar” para explicar o apoio ainda recebido por Michel Temer. E quem paga a fatura, claro, é o povo brasileiro.

Fonte: O Antagonista

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