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Após desoneração, preços da cesta básica sobem em vez de caírem

Jornal pesquisou supermercados da capital paulista

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Matéria da Folha de S. Paulo:

(…)

Levantamento dos preços de 25 itens da cesta, realizado pela Folha em lojas de cinco redes diferentes, mostrou que, de 125 preços, apenas 7 caíram, enquanto 12 subiram.

Entre os que encareceram estão até mesmo a carne, que, segundo a associação de supermercados, deveria já hoje apresentar a maior redução -da ordem de 6%.

Carnes bovina, suína, de frango e peixes estão entre os produtos que tiveram tributos cortados pelo governo federal, além de alimentos como manteiga, café e açúcar e itens de higiene pessoal, como sabonete e creme dental.

Dos itens que baratearam, no entanto, apenas dois foram beneficiados pela medida do governo: creme dental e leite em pó. Os outros cinco já eram desonerados: tomate, cebola, arroz e, em duas lojas, batata.

AMOSTRAS

Folha visitou na segunda e ontem, no mesmo horário, lojas dos supermercados Pão de Açúcar, Carrefour, Extra, Walmart e Sonda, nas zona oeste, norte e central de São Paulo.

Nas duas datas, os preços dos mesmos 25 itens, no mesmo peso e forma de apresentação, foram anotados.

Dos cinco supermercados visitados, Carrefour e Pão de Açúcar, ambos em Casa Verde, fixaram anúncios informando aos clientes que repassariam aos clientes os cortes de impostos federais.

(…)

(grifos nossos)

Íntegra da pesquisa aqui.

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4 Comentários

4 Comments

  1. Hay

    18 de março de 2013 at 09:42

    O governo queria que os preços caíssem logo após o anúncio? Isso não faz o menor sentido. O corte de impostos tem pouco efeito sobre o preço dos produtos que ainda estão em estoque. Por outro lado, o manicômio tributário brasileiro pode muitas vezes anular o efeito do corte de impostos. A empresa de uma etapa da cadeia produtiva não paga impostos mas, por causa de detalhes burocráticos, uma empresa de outra etapa acaba de algum jeito precisando pagar mais.
    Não nos esqueçamos também que esse corte tem como objetivo tentar diminuir a inflação de preços. Outro motivo para não fazer sentido querer que os preços caiam de forma drástica.
    E, finalmente, corte de impostos significa diminuição na arrecadação. Diminuição de arrecadação obriga a um corte nos gastos ou a emissão de mais títulos para cobrir o rombo. Como corte de gastos é algo que obviamente não acontecerá, haverá aumento na dívida. E será necessário fazer maquiagens contábeis ainda maiores para esconder o rombo, que está aumentando.

    • vitor

      18 de março de 2013 at 18:01

      Para piorar, ao desonerar do pagamento e não desonerar as obrigações acessórias (maior parte em escrituração fiscal), continua a desperdiçar tempo e dinheiro que seria investido em aumento da produtividade, barateando os produtos de modo que o consumo é estimulado e a oferta continua a mesma. desse jeito só um milagre conterá a inflação. essa política econômica é questão de fé, mesmo…

  2. geraldo

    15 de março de 2013 at 13:09

    CANSEI DA DILMA

  3. Eurico Junqueira

    14 de março de 2013 at 15:11

    Que coisa, né? Ser mais velho é reconhecer voltando aquela velha baboseira da época do Sarney, de que o empresário vai baixar os preços não por causa da concorrência, mas por ter bom coração e ser patriota. Pfff

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