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As mentiras que Dilma conta

Discurso eleitoreiro, manipulação de índices e o leilão de Libra foram alvos de editorial do Estadão.

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Neste 19 de novembro, o Estadão trouxe um duro editorial com críticas claras e objetivas ao questionável discurso defendido por Dilma Rousseff na presidência do país. Segundo a publicação, a presidente estaria desperdiçando a oportunidade de dialogar com o mercado e, assim, atrair investidores. No entanto, não se cansa de repetir um discurso positivo que só é absorvível pelas camadas mais desinformadas da população:

Mas a presidente continua a mostrar-se muito mais preocupada com a campanha para a reeleição do que com a saúde econômica e financeira do Brasil. Suas mensagens tuitadas ontem são mais uma prova disso. Não são dirigidas a pessoas informadas sobre economia, tomadoras de decisões nos negócios e capazes de influenciar a formação de opiniões. Nenhuma dessas pessoas seria convencida pela retórica presidencial.

A mensagem só pode ter sido destinada, portanto, a um público potencialmente influenciável ou o esforço seria inútil. O objetivo desse tipo de comunicação é, obviamente, eleitoral, pouco importando a opinião de quem pode, por exemplo, recomendar a redução da nota brasileira por uma agência de análise de risco soberano.

(grifos nossos)

A manipulação de índices, cada vez mais frequente da parte principalmente do ministério da fazenda, também foi alvo de críticas:

“Somos um dos poucos grandes países a apresentar superávit primário”, escreveu a presidente. Faltou acrescentar alguns detalhes. Nenhum outro governo, de país grande, médio ou pequeno, tem sido acusado – e com razão – de usar truques contábeis e recorrer a receitas extraordinárias para conseguir um resultado próximo da meta fiscal. A contabilidade criativa do governo brasileiro é hoje conhecida e citada internacionalmente. Segundo ponto: em outros países, mesmo aqueles mais atingidos pela crise financeira de 2008, as contas públicas estão melhorando. No Brasil, a deterioração é indisfarçável, apesar dos esforços da equipe governamental. Terceiro detalhe: a maior parte dos demais emergentes tem posição fiscal mais sólida que a brasileira.

Também segundo a presidente, pelo décimo ano consecutivo a inflação será mantida abaixo da meta de 6,5% anuais. Essa é mais uma fantasia recorrente nas manifestações presidenciais. A meta em vigor a partir de 2005 é de 4,5%, como está indicado nos documentos do Banco Central (BC). Qualquer número acima desse ponto está fora do objetivo. A taxa de 6,5% é o limite da margem de tolerância, destinada a acomodar desvios dificilmente evitáveis. Pequenos desvios são em geral atribuíveis a acidentes sem muita importância.

(grifos nossos)

O leilão de Libra segue sendo um sucesso no discurso presidencial. E aparentemente só nele:

“O Brasil tem uma economia sólida e por isso tem recebido investimentos externos vultuosos (sic), como comprova o leilão de Libra”, acrescentou a presidente. Detalhe esquecido: faltou concorrência. Só duas grandes empresas ocidentais, ao lado de duas estatais chinesas, se apresentaram para participar do consórcio vencedor. De modo geral, as demais licitações do setor de infraestrutura tiveram pouco sucesso, até agora, e o governo tem sido forçado a reformular e reprogramar as ofertas.

De fato, as oportunidades no Brasil são muitas – e seriam mais atrativas com uma política econômica mais competente e mais digna de confiança.

(grifos nossos)

O brasileiro diz não gostar de corrupção, mas o que de fato não gosta é de que metam a mão no seu bolso. O governo Collor saiu dos trilhos da ética, mas bem menos do que tudo o que se fez na última década. No entanto, foi o presidente que sofreu um impeachment por ter confiscado poupanças e conduzido porcamente a economia. Economia esta que vem fazendo o sucessor na nova democracia sempre que bem conduzida. Já não é o caso do atual governo. A esquerda de outros países já teria gritado que “é a economia, estúpido”. A daqui, por conveniência, segue fingindo que não sabe disso.

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2 Comentários

2 Comments

  1. Lothar von Puttkamer

    20 de novembro de 2013 at 8h57

    é como um navio que vai a pique, onde a banda toca sempre a mesma musica porque as partituras já estão submersas

  2. Paulo Batista

    20 de novembro de 2013 at 8h12

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