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Assessor de Dilma aponta desindustrialização do Brasil. Qual a novidade?

Uma das críticas mais contudentes do então candidato à presidência, José Serra, à gestão Lula referia-se à política industrial do país. Durante toda a campanha eleitoral de 2010, Serra alertou para o risco de “desindustrialização” conforme registra a edição de O Globo de 26/08/2010

Durante discurso para empresários do setor de máquinas e equipamentos, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, reforçou as críticas à política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o tucano, o país caminha para uma desindustrialização. O desafio para o próximo presidente, avaliou ele, está em definir se o Brasil irá seguir a rota para uma economia baseada apenas nas exportações de commodities ou se vai voltar a ter um modelo de desenvolvimento com foco na indústria. “Falta uma política nacional de desenvolvimento”, argumentou Serra,

Na época, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, saiu em defesa do governo negando tal possibilidade. Passada a eleição, ficamos sabendo que o empresário Jorge Gerdau, que comanda a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade criada no início do ano pelo governo Dilma, reiterou o alerta tucano e foi além ao dizer que esse processo de desindustrialização já começou no Brasil.

As informações abaixo são de Ana Flor para a Folha de São Paulo:

O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, convidado pela presidente Dilma Rousseff para ajudar a melhorar a gestão do Executivo, mostrou ontem preocupação com os rumos da política econômica do governo. Em uma crítica à política cambial, ele afirmou que a desindustrialização “já está acontecendo” no Brasil. Além disso, defendeu o fim dos impostos cumulativos e disse que a busca de capital estrangeiro -com juros altos- “precisa ter limites”. “As políticas financeiras e econômicas vão ter que obedecer uma discussão de vontade política [de] que país nós queremos”, disse ele.

“Porque se é só pela visão financeira, do fluxo de capitais, nós poderíamos deixar como está, porque a situação é cômoda a curto prazo. Mas, em uma visão estratégica de longo prazo, eu diria que é preciso ter políticas de desenvolvimento industrial, ter emprego de qualidade, não depender apenas de commodities e do minério”, afirmou. Gerdau, que desde maio trabalha no Planalto na presidência da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, deve apresentar nas próximas semanas um diagnóstico que será o ponto de partida para melhorar a gestão e a produtividade do governo.

Como vem da área industrial -é presidente do Conselho de Administração da Gerdau, uma das principais multinacionais de siderurgia-, ele centrou fogo no risco da desindustrialização. “Se nós queremos um país desenvolvido, nós temos que ter uma indústria desenvolvida. Do modo que vai, nós estamos prejudicando o desenvolvimento industrial”, disse o empresário ao final da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão.

(Grifos nossos)

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3 Comentários

3 Comments

  1. Thiago

    2 de agosto de 2011 at 15:45

    https://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/08/02/politica-industrial-tera-500-bi-do-bndes-desoneracao-de-inss-para-alguns-setores-925041396.asp

    O engraçado é que a culpa é sempre dos outros… E a crise não era apenas uma marolinha? (palavras do ex-presidente)

  2. Marcus Carvalho

    29 de julho de 2011 at 00:03

    Espero que no futuro, se a sanidade começar a prevalecer no Brasil, alguém aponte a culpa da imprensa que nunca colocou essas contradições em pauta. A imprensa brasileira legitimou a mentira na política, tudo é válido e ninguem pode ser cobrado pelas suas contradições.

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