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Para a Associação Médica Brasileira, a performance no MAM errou ao expor nudez de um adulto a crianças

A Gazeta do Povo fez o que qualquer jornal sério deveria ter feito sobre o imbróglio e, em vez de consultar a classe artística sobre tema tão sério, buscou profissionais que lidam diariamente com o abuso infantil. E só encontrou opiniões que justificam a revolta popular.

Sobre a performance no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em que uma criança foi estimulada pela própria mãe a manipular o corpo de um adulto nu, Georgia Scher foi clara: “O que aconteceu lá foi um abuso sexual e psicológico”. A psicóloga das varas de família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro não viu um caso de pedofilia, pois “se define como uma doença cujo portador depende de uma criança para obter satisfação sexual“. Mas não tem dúvidas de que houve um caso claro de abuso: “A mãe poderia inclusive responder à Justiça, porque o Estatuto da Criança e do Adolescente garante proteção diferenciada para toda criança. Essa criança foi estimulada a tocar no corpo de um adulto nu. Ela não tem a maturidade necessária para entender o significado do que ela fez”.

A terapeuta Veronica Esteves de Carvalho explicou que essa maturidade sexual deve naturalmente partir da criança:

Posso passar a mão no corpo de qualquer adulto? Posso ficar pelado na frente de qualquer pessoa? As pessoas podem passar a mão no meu corpo? Enfim, quais os limites corporais que devemos respeitar e ensinar as crianças para que elas não fiquem expostas e vulneráveis? Sabendo dos seus limites, a criança aprende a respeitar o próprio corpo e, consequentemente, o corpo do outro, evitando a confusão de sentimentos, a erotização precoce e situações de vulnerabilidade”.

Em nota, a Associação Médica Brasileira também deixou claro que não aprova o ocorrido no MAM:

Não consideramos a performance adequada, pois expõe nudez de um adulto frente a crianças, cuja intimidade com o corpo humano adulto, de um estranho, pode não ser suficiente para absorver de forma positiva ou neutra essa experiência. Situações de nudez, contato físico e intimidade com o corpo são próprias do desenvolvimento humano, desde que ocorram entre pessoas com perfis equivalentes, quanto à idade, maturidade e cultura”.

Enquanto isso, embriagada de cinismo, a esquerda tenta gerir a crise se fingindo de censurada, como se em jogo estivesse apenas o teor adulto do conteúdo apresentado, e não a insistência na participação de crianças.

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