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Até beneficiário do Bolsa Família é usado em aparente caixa 2 de Dilma

Cabos eleitorais que receberam pelo serviço foram declarados como voluntário, o que configura crime.

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No último domingo, a Folha de São Paulo trouxe a público uma denúncia que levanta fortes suspeitas de caixa 2 na campanha que colocou Dilma Rousseff na presidência do país. Segunda a reportagem, vários cabos eleitorais foram documentados como voluntários mesmo tendo recebido pelo serviço:

Cabos eleitorais da presidente Dilma Rousseff que aparecem como “voluntários” na prestação de contas de campanha de 2010 afirmam que receberam dinheiro pelo trabalho realizado no segundo turno da eleição.

A Folha localizou 12 pessoas em Mato Grosso e no Piauí que dizem nunca ter atuado de graça, apesar de serem tratadas como prestadores de serviço sem remuneração nos papéis entregues pela campanha ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

(grifos nossos)

Mas os número podem ser bem maiores que esse:

A Folha identificou ao menos 43 “trabalhadores voluntários” na prestação de contas da campanha, totalizando “doações” de cerca de R$ 20 mil. No grupo, estão os 12 localizados pela reportagem.

Efetuar pagamentos de campanha e não declará-los é crime de caixa dois. O PT nega a prática e diz que suas contas foram aprovadas. No total, a campanha da atual presidente registrou arrecadação de R$ 135 milhões e despesas de R$ 153 milhões.

(grifos nossos)

Entre os 12 cabos eleitorais encontrados pela Folha, chama atenção o caso de uma beneficiária do Bolsa Família, que teve destaque em uma notícia relacionada:

Moradora de Campo Verde (MT), a cozinheira Sebastiana da Rocha, 33, trabalhou no segundo turno das eleições de 2010 como cabo eleitoral da campanha de Dilma.

Diz ter recebido R$ 600 pela distribuição de panfletos, mas não sabia que, na ocasião, havia se tornado uma doadora da campanha.

Em julho passado, ela foi surpreendida com um telefonema do Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo programa Bolsa Família, do qual é beneficiária.

A pasta recebera denúncia segundo a qual Sebastiana havia doado R$ 510 à campanha de Dilma e queria questioná-la a respeito disso.

No dia seguinte ao telefonema, uma assistente social foi à sua casa e confirmou que ela se enquadrava nos limites de renda do programa.

A oposição prometeu não deixar barato como “apenas mais um caixa 2” como já disse certa vez Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secrataria Geral da Presidência. Aécio Neves, presidente do PSDB e principal nome da oposição em 2014, prometeu consultar o TSE para estudar as medidas cabíveis:

“O PSDB fará amanhã [segunda-feira, 30] uma consulta jurídica ao TSE [Tribunal Superior Eleitoral] sobre as medidas cabíveis no caso das irregularidades reveladas pelo jornal na prestação de contas da campanha da então candidata do PT em 2010, assim como aguarda que ela preste os esclarecimentos necessários aos seus eleitores e também ao conjunto da sociedade”, disse Aécio na nota.

(grifos nossos)

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