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Balanço da invasão da USP pelo Prof. Mário Viaro

Este texto foi enviado para um grupo de e-mails de docentes e acabou sendo divulgado por núcleos de resistência pró-PM na USP, vindos justamente da FFLCH. O professor Mário Eduardo Viaro dá aula de Letras (Morfologia) na faculdade, o que prova que sequer na FFLCH os baderneiros são uma maioria ou contam com apoio de professores. Na verdade, a única meia-dúzia de professores que protege seus apaniguados por lá, justamente por isso, acaba virando notícia – o que significa que os verdadeiros docentes da faculdade não protegem os criminosos. Os grifos são nossos. (Flavio Morgenstern@flaviomorgen)

Balanço da invasão da FFLCH

Estive há pouco na Administração da FFLCH e seria interessante se alguém da “falange” (como gostam de se denominar) respondessem às seguintes questões que não são só minhas:

* Há de fato ética num movimento que usa uma aluna-estagiária que conhece os meandros e o funcionamento, bem como dispõe da confiança dos colegas funcionários, para abrir portas de gabinetes?

 * Há de fato ética num movimento que deleta sindicâncias e processos administrativos nos computadores, deixando os funcionários responsáveis desesperados por que terão de responder por isso?

 * Há de fato ética num movimento que depreda uma copa, fazendo pipocas em cafeteiras, rouba xícaras e outros pertences, estraga troféus e deixam toda a confusão (que era monstruosa) para as faxineiras resolverem?

 * Há de fato ética num movimento que atrapalha o pagamento dos setores terceirizados, o mesmo que foi mobilizado tão recentemente, dando oportunidade para a fonte pagadora justificar o calote?

 * Há de fato ética num movimento que rouba celulares e tudo o mais que havia no armário de achados-e-perdidos “menos livros e cadernos” (comentário irônico de um dos funcionários, visivelmente desesperado)?

 * Há de fato ética num movimento que intimida funcionários, por pura paranoia de serem reconhecidos? Um deles comia uma maçã e foi violentamente abordado por um integrante que pensava que estava filmando. Outra, grávida e responsável por documentações confidenciais, foi intimidada na entrada, como tantas outras, pois exigiam identificação, embora eles mesmo não se identifiquem.

 * Há de fato ética num movimento que retira bancos de concreto para fazer barricadas e deixa-os para que os próprios funcionários os recoloquem?

 Passando em frente à reitoria, fechada como um Bunker, encontra-se o grupelho remanescente, abandonado por todos (não havia viva alma apoiando-os como das outras vezes), votos vencidos em assembleia, deprimentemente abandonados ao léu. Que não haja confronto violento é o meu voto, mas que respondam por tudo que fizeram é a minha vontade (e de toda a população que não financia uma universidade pública para ser depredada pelos seus próprios integrantes). Que as cabeças deles sejam as de verdadeiros indivíduos e não de massa de manobra de qualquer liderzinho, usando-os num exercício de doutrinação para lá de anacrônico.

 Parabéns, “revolucionários”, vocês conseguiram colocar aluno contra aluno, funcionário contra aluno, professor contra funcionário etc. E toda a sociedade contra nós. Nenhum tirano teria maior sucesso em dividir para governar. O problema é que vocês não governam. Ainda bem que existe democracia (ainda).

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47 Comentários

47 Comments

  1. Rodrigo Menezes

    14 de novembro de 2011 at 11:52

    Rodrigo Menezes disse…
    Bom dia… sou um pai de família, medico, ex-estudante de universidade pública (a qual participava ativamente do movimento estudantil).. e como estudante fiz parte dos “cara-pintadas” protestando nas ruas contra a corrupção, que no contexto atual, não representava nem a metade do que vemos atualmente. Acredito que o problema destes alunos seja realmente a falta de foco para concentrar a energia de seus argumentos… Convenhamos que protestar pelo direito da não presença da polícia na USP tenha algum outro fundamento além de inibir o uso de drogas seria hipocrisia. Com a quantidade de assaltos, estupros e inclusive homicidios ocorrendo no interior de grandes universidades (não somente a USP), não acho que a segurança universitária seria capaz de atender tal demanda… As vezes chego a pensar se não são os próprios traficantes que estimulam este “agito” para não perderem o “grande mercado” universitário… quem sabe? De qualquer forma, indepedente dos alunos revolucionários serem “playboys” ou mesmo desprovidos de uma condição financeira mais confortável, tenho certeza que a opinião pública iria apoia-los 100% se concentrassem suas reivindicações e esforços em manifesações a favor de ensino público de qualidade, combate a corrupção, combate ao preconceito, a violência doméstica e infantil, a melhoria do SUS, a melhor remuneração dos professores (que muito deles virão a ser)… e deixem a polícia trabalhar em paz… Arriscar a vida diariamente por $889,00 reais ao mês e ainda sustentar uma família não deve ser fácil para eles também !!! E ainda… quando mais precisamos, querendo acreditar ou não, são os políiciais que acabam por resolver… seja a pacificação de uma favela, ou do resgate do pai de um “playboy” sequestrado…
    Vamos concentrar nossos esforços para mudar o país e não só do espaço que vivemos diariamente…

    Abraços

  2. Thiago

    10 de novembro de 2011 at 16:41

    Jefferson W.,

    “Meu caro, ética é algo que não existe em nosso país, não a exigimos de nossos governantes como queremos exigir de outras pessoas???”

    Me desculpe, mas ética, assim como educação, vem de casa! O caso dos políticos é consequência da cultura do povo brasileiro…

  3. Gaúcho Falcão

    10 de novembro de 2011 at 16:06

    Tah certo professor, esse bando de subversivo anarquista tem q serem processados mesmo. Eu sou estudante de UNIVERSIDADE FEDERAL e qdo nós fizemos protestos ñ depredamos o patrimônio da universidade q alias é nossa tbm. Qtos inocentes teram q morrer para esses PLAYBOY fumarem um baseadinho sem papai e mamãe saberem. Pois é, o q eles querem, sim eles querem q a PM saia do campus para poder seguir prestando serviços a traficantes, e isso torna eles traficantes tbm. Tem q senta o cacete mesmo …

  4. Ben

    10 de novembro de 2011 at 15:37

    E desde quando que os Irmãos Petralha gostam de policiamento preventivo?

  5. Marlene Suano

    10 de novembro de 2011 at 15:30

    O prof. e meu colega Mario Viaro expressa com clareza (e ética) o que devemos cobrar de nossos alunos, de nossos concidadão e de nós mesmos. Muitos comentários apontam nessa mesma direção. Para contribuir para o debate, devo fazer 2 correções e 1 pergunta. Uma das correções prende-se ao ótimo artigo de Nêumane no estado de hoje. A outra está presente no mesmo artigo e em váqrios comentários deste blog e da imprensa.

    1. Os alunos envolvidos nos precipitados e inaceitáveis movimentos de “ocupação”, bem como a maioria de nossos alunos na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP não são filhinhos de papai, não são ricos e poucos são desocupados. Muitos dos carros em nossos estacionamentos, sobretudo no período noturno, pertencem a empresas onde trabalham esses alunos.

    Ano a ano, cada vez mais, o ingresso à USP vem sendo conseguido por filhos das classes trabalhadoras. O grande erro da Universidade, aliás, é não oferecer condições de permanência a esses estudantes, não lhe oferecer atividades culturais, espaços idôneos para encontros, reuniões e festas. Sim, festas. A juventude e o estudo devem ser festejados, o convívio com colegas de outras áreas e com professores, estimulado. Nada disso vem ocorrendo, a USP tendo se transformado em uma escolinha de 4h de aulas diárias. Não raro o aluno deve enfrentar maratona de 14 horas de trabalho, deslocamentos e apenas 6h de sono para garantir essas míseras 4h de aulas no campus.

    Portanto, qualquer levantamento socioeconômico demonstrará que nossos alunos estão bastante fora da categoria de filhinhos de papai que a imprensa vem apontando.

    Interessantemente, ninguém levanta a tampa de uma espinhosa questão: existem alunos financiados por sindicatos, especificamente para “liderar” o movimentoe studantil. Essa era uma prática bem comum no PT e nós sabíamos quem eram os financiados (alguns sairam dos “bancos escolares” diretamente para os governos do PT).

    Também ninguém levanta a contaminação do movimento dos estudantes pelo Sintusp, que possui clara ascendência na liderança do movimento.

    2. Diversamente do que escreve Nêumane, a USP não tem seu reitor escolhido por alunos, professores e funcionários. O sistema ainda é o de indicação de lista tríplice, para indicação do governador. O fato de Rodas ter sido o segundo da lista não tira a legitimidade de sua gestão, já que a lista é tríplice. A escolha do primeiro da lista era uma praxe, muitas vezes abandonada pelos governadores. Por esse motivo, claramente todos os 3 indicados devem ser professores com a devida estatura para se tornarem reitor, pois nada impede que o governador escolha o terceiro da lista.

    Assim, o processo de escolha não é ilegítimo e seria eficaz se os membros do Conselho universitário realmente representassem os anseios universitários e estivessem efetivamente interessados no ensino e na pesquisa na universidade. Não estão. Pois se estivessem, o ponto básico seria a permanêcia dos estudantes no campus, e não teríamos um centro de vivência estudantil sendo reformado há 5 anos…. Se estivessem, teriam corrigido imediatamente o erro nos holleiriths dos professores em 1987, quando a USP deixou de cumprir a lei do gatilho salarial, e não teríamos tido que esperar VINTE E QUATRO ANOS para receber tal pagamento, mais de 10 anos depois de determinada a execução do pagamento pela Justiça! Esse pagamento saiu neste ano de 2011, provável mérito da atual gestão da reitoria. Mas o possível mérito acaba aí: os professores deveriam ter tido a diferença não paga INTEGRADA A SEUS SALÁRIOS atuais, o que ainda não foi feito e continua sendo debatido na justiça.

    Ora, administradores que não se importam com alunos e professores poderiam administrar uma universidade? A meu ver não poderiam administrar nem mesmo uma escolinha de adestramento de poodles, imagine então uma universidade do porte da USP !!!

    Finalmente, a pergunta: em 2010 defendi, sozinha, um professor do IAG, jogado ao chá, de sua moto, por um carro do DEIC, de onde sairam 3 pitboys, arma prateada em punho. Eram 6 da tarde, no mesmo local qu7e foi gerada a presente situação. Por mais de uma hora enfrentei SOZINHA a viatura do DEIC, gritando, ofendendo, arriscando-me, tudo para impedir que levassem o professor do campus(por desacato á “toridade”: ele tinha dito um palavrão quanto o0 carro, na contra-mão e em velocidade, quase o atropelara).
    Pois bem, consegui a intervenção e ajuda imediata da Diretora da Faculdade, que acionou a reitoria em nossa defesa. Ela agiu corretamente. O gabinete do reitor tentou nos defender E NÃO CONSEGUIU, pois a funcionária Eliana não conseguiu ser obedecida pela Guarda Universitária, que só obedece seu chefe, sr. Ronaldo. E senhor Ronaldo estava convenientemente “desaparecido” e só despontou quando já estávamos a meio-caminho do DEIC. Porque não deixei meu colega — até então um desconhecido para mim — sozinho na situação. mas durante essa UMA HORA, naquele mesmo local, centenas de estudantes passaram, entrando e saindo, por tratar de período entre-turnos. NINGUÉM PAROU PARA OFERECER AJUDA OU PELO MENOS PERGUNTAR O QUE ESTAVA ACONTECENDO. Claro, o Sintusp –Sindicato dos Funcionários — também não apareceu.

    Minha pergunta é: porque? Porque 3 alunos com uma droga ilícita despertaram tanta comoção quando abordados EDUCADAMENTE por 2 policiais, que em momento algum foram truculentos(eu estava lá e procurei defender os estudantes do confronto o tempo todo!) e um professor jogado ao chão, com arma apontada para ele e outro professor gritando, gesticulando, enfrentando sozinhaq os “meigos” do DEIC não mereceram nem mesmo um olhar de curiosidade?

    Se o movimento estudantil respondesse a essa pergunta, ao invés de pichar portas de professores que são favoráveis à presença da PM no campus, talvez se desse um passo em direção à maior maturidade, tão necessária para lutarmos pela melhoria da Universidade e da sociedade..
    Profa. Marlene Suano-Depto de História/FFLCH-USP

    • flaviomorgen

      11 de novembro de 2011 at 22:20

      Cara professora Marlene, muito interessante a todos ter um relato tão interessante de uma professora da FFLCH sobre as, abusemos do eufemismo, “conseqüências morais questionáveis” dos que se auto-intitulam “movimento estudantil”.

      De fato, os sindicatos (ou seja, nós) pagarem praticamente R$40 mil de fiança para invasores e depredadores, enquanto nem fazem uma ligação para os pais de um estudante assassinado no campus não é uma coisa isolada: como mostra seu caso, é só uma ponta extrema de uma longa cadeia de eventos que vão do discutível ao criminoso rapidamente, e preferem se manter no último patamar. Infelizmente, isso apenas é consabido entre alunos da faculdade, nunca sendo reportado pela imprensa – o que não impede um discurso hegemônico de que a “mídia burguesa conservadora” não pára de atacar os trabaliadores (sic) da Universidade…

      Parabéns pela coragem, professora. :)

  6. aliancaliberal

    10 de novembro de 2011 at 12:07

    Flavio a sequencia de videos abaixo é piada pronta.
    ………
    CRUSP sitiado como nos áureos tempos da ditadura.

    Cárcere privado!!! ….

    Caralio mano que porra foi essa, e desvio de atenção pra não filmar(fichar?) a violência contra ele.

    Eu quero saber pq estou sendo fichada por este policial eu estou no meu direito de livre manifestação ir e vir, vcs não se dão nem o trabalho de se infiltrar em manifestação.

    Vc vai vir pra cima, eu estou sendo agredida, eu sou uma mulher e eu estou sendo violentada.

    https://www.youtube.com/watch?v=LSwrqEiVOv4

    https://www.youtube.com/watch?v=urYLED8rubc

    https://www.youtube.com/watch?v=zP3iKI9uiWs

  7. Djalminha

    10 de novembro de 2011 at 03:37

    Engraçado que agora fumar maconha virou sinonimo automatico de marginal, malandro, bandido.

    Quem fuma cigarro e bebe cachaça também é?

    Sem esquecer da falácia do “vc eh que financia”. Então, liberem a porcaria da planta, ninguem mais vai “patrocinar traficante” como os que tem saudade da ditadura gostam tanto de dizer.

    Hipocrisia.

    Liberdade no Brasil é uma piada.

    • flaviomorgen

      10 de novembro de 2011 at 20:18

      Djalminha, eu também sou a favor da descriminalização das drogas. Só que, enquanto elas não são, você financia o tráfico e pronto. Não tem falácia alguma aí (para tal, seria preciso haver os 3 termos do silogismo e algum erro de continuidade). Cigarro e cachaça, não. Se você não consegue ficar sem bagulho, só mostra que é apenas um adolescente mimado que não aceita nenhum “não” a seus prazeres umbigocêntricos.

  8. nazareno felipe

    9 de novembro de 2011 at 22:43

    Parabéns professor, ainda bem que o senhor tá contribuindo para a conscientização de muitos que procuram a verdade dos fatos. Pois bem, estou certo que os trabalhadores/contribuinte​s querem ver os baderneiros da USP pagarem os prejuízos deixados com esta anarquia. Estes “revolucionários” de araque não são dignos de estarem usufruindo de uma universidade pública, pois não têm o mínimo de consideração com os cidadãos que finaciam seus estudos. Acho que esse bando de alienados egocêntricos deveriam passar por uma tratamento psicológico, no mínimo.

  9. ally

    9 de novembro de 2011 at 19:11

    Concordo que a presenca da PM no campus pode gerar conflitos desnecessarios num espaco que, por tradicao, deve ser reservado para o debate de ideias. No entanto, nao acho que estudante algum tenha o direito de invadir um espaco porque uma reivindicacao nao foi atendida, ainda mais quando se trata de uma decisao que nao foi feita em assembleia. Eh isso o que se chama de representacao? Pra mim isso parece mais atitude de crianca mimada que nao sabe ouvir um nao como resposta, e que tambem nao sabe negociar em situacoes adversas. Lutar por um plebiscito sobre a presenca da USP no campus, envolvendo toda a comunidade da universidade, parece uma solucao muito mais razoavel neste ponto. Se for votado pela maioria que a PM deve permanecer, paciencia, nem sempre as melhores solucoes prevalecem num processo democratico (ja vimos isso acontecer varias vezes com as eleicoes no nosso pais). Nesse caso, a discussao muda de foco e passa a ser o papel da policia no campus, os direitos e os DEVERES de cada individuo neste espaco publico (todo mundo fala em direitos, mas ninguem lembra que cidadania tambem inclui dever), e por ai se constroi uma discussao. Simplesmente fazer o que da na telha esta longe de ser solucao pra alguma coisa, e mais e mais temos a impressao de que a invasao da reitoria foi um ato estupido e impensado, que acabou produzindo o efeito oposto ao que se propos inicialmente. E, desculpas ao colega ai de cima, mas se houve roubo ou depredacao de patrimonio por parte de quem quer que seja, estudante, funcionario ou mesmo policia, o individuo deve pagar conforme o que esta previsto na lei. Eh crime. O movimento tambem pode ser responsabilizado por ser conivente ou cumplice. Como disse anteriormente, ha direitos, mas tambem ha deveres.

  10. Thiago - RJ

    9 de novembro de 2011 at 18:40

    Ainda bem que existem os alienados da Estatística:

    https://www.estadao.com.br/noticias/impresso,crimes-no-campus-caem-ate-92-apos-convenio-,791981,0.htm

    Mas cuidados, porque esses dados são obra de quem não leu “O Capital”.

  11. Jorginho

    9 de novembro de 2011 at 15:14

    Sucesso instantâneo:

    https://gap-revolucionario.tumblr.com/

    Obra prima!!!!

  12. Jefferson W.

    9 de novembro de 2011 at 14:48

    Nunca vi antes um brasileiro antes usar tanto a expressão “ética”. Meu caro, ética é algo que não existe em nosso país, não a exigimos de nossos governantes como queremos exigir de outras pessoas???

  13. José bernardes

    9 de novembro de 2011 at 13:55

    A maconha que esses idiotas fumam, é a mesma que alimenta o crime que os persegue na usp.
    Quando morreu aquele rapaz no estacionamento vitima de um assalto covarde, todos ficaram indignados, então reevindicaram seus direitos de cicadão pedindo mais policiamento no local.
    Agora quando a policia pegou os mesmos indignados vagabundos filhinhos de papai, que não sabe o que é trabalhar para pagar seus estudos porque os pais pagam tudo, fumando maconha quando deveriam estar estudando. Ai não pode, a policia é truculenta é violenta.
    Eles não tem a minima idéia do que realmente é a repressão.
    Olhem na nossa história quantos jovens sumiram desapareceram, quantas familias até hoje choram a perda de seus, apenas pelo governo desconfiar que eles fossem militantes.
    Isso é o fim, os mesmos que pagaram a fiança para colocar esses vagabundos na rua também deveria pagar os estragos que eles fizeram na reeitoria, é uma vergonha eles invadirem um prédio para fazer arruaça depredar um patrimonio publico e ficar bebendo cerveja e com certeza fumando maconha lá dentro para defender maconheiros.
    É o fim pessoas que reenvindicam seus direitos queimando a nossa bandeira, isso por si ja é um crime, se eles não tem honra pelo seu pais DEIXE-O vão embora.
    Por muito menos que isso a policia ataca trabalhadores que reenvindicam melhores condições de trabalho com bombas de efeito moral e com balas de borracha.
    É o fim, que eles tenham tanta moral para darem entrevistas sem pé nem cabeça, e os pais desses idiotas ainda os apóiam e esperam o que desses jovens para o futuro?
    O estudo que pagamos aos nossos filhos é um investimento para o futuro, e que esperamos um retorno, retorno esse com cicadãos de bem, pessoas honestas, pessoas responsáveis, que de alguma maneira irão contribuir para um pais melhor
    Se fosse um filho meu eu seria o primeiro a entrar lá e retira-lo pelos cabelos, pois se ele não aprendeu o que é cidadania ele iria aprender na marra.
    Fica aqui minha indignação, pois cada vez que eu assisto matérias sobre isso mais eu fico irritado e revoltado com essa juventude, que tem tudo e não reconhece nada.
    Abraços a todos..

  14. fabio zaidan

    9 de novembro de 2011 at 12:18

    esse e o brasil, tantas causas importantes para se lutar, esse bando de parasitas do dinheiro publico tomam o lugar de jovens que realmente querem estudar, 85 bilhoes sao roubados por ano no pais e essa turma de sangue sugas usando o dinheiro dos impostos para fazer baderna

  15. Pablo Vilarnovo

    9 de novembro de 2011 at 12:16

    “opressão da PM na CIDADE UNIVERSITÁRIA”

    Que opressão? Levar três pessoas que fumavam maconha para serem fichadas e liberadas como manda a lei é opressão?

    Pelo que sei nenhum PM entrou em alguma sala de aula impedindo algum professor em dizer que Facoult é o supra sumo. Nenhum PM impediu que professores dessem aulas com os livros da Chauí. Nenhum PM impediu que o PCO, PSTU, MR-8, LER-QI de se reunirem com os gatos pingados que acham que são os donos da USP.

    Pelo que sei a PM não impediu que a última eleição do DCE fosse escancaradamente FRAUDADE com a impugnação das urnas da POLI e da FEA.

    Então que opressão você está dizendo?

  16. josimar

    9 de novembro de 2011 at 00:39

    Quem faz coisas como essas são vagabundos que não querem a polícia dentro da USP, ou são todos noias a maioria que nunca sofreram a perda de um parente ou amigo de verdade pior ainda são os partidos políticos que apóiam essa falta do que fazer, e agora estão falando em greve de aluno, ESSES SÃO OS FUTUROS DOUTORES E PROFESSORES DO NOSSO PAIS OU PELO MENOS DO NOSSO ESTADO, desculpem alguns

  17. Daniel peres

    8 de novembro de 2011 at 23:57

    Orgulho-me ainda mais de ter sido seu aluno. Teve a coragem de falar num ambiente de cobras. Essa conversinha de mídia para cá e para lá deu já. Seu fatos são colhidos na fonte. A besteirada desses moleques foi desmascarada.

  18. Bene

    8 de novembro de 2011 at 21:03

    Não mais sou estudante ha décadas, mas compreendo a indignação dos estudantes com a opressão da PM na CIDADE UNIVERSITÁRIA. A segurança interna da USP tem quer da própria universidade, a PM somente poderia adentrar se previamente autorizada e para casos específicos.
    Parem de desviar o assunto para pichação, depredação, maconha.

    • flaviomorgen

      9 de novembro de 2011 at 11:25

      “Desviar o assunto” para criminosos, você diz. E faltou alguma justificativa racional pra impedir a PM de entrar na USP e continuar diminuindo crimes em até 92%. Como, aliás, falta pra qualquer um que não queira a PM por lá só pra fumar seu beck sem o papai saber.

  19. Tiago

    8 de novembro de 2011 at 20:48

    Ola

    Basta falar com pessoas nas ruas: uma grande maioria acha que a policia deveria entrar batendo nos alunos (baixando o cacete como dizem) pois não veem nada de legitimo e isso não se deve a midia e sim aos próprios estudantes.

    Existem tantas formas de protesto que não causam esse dano como: greve de fome, nudez publica, abaixos assinado, mobilizações populares, usar expressões artisticas como musica, teatro do oprimido, usar mordaça em publico, abraço simbólico, video resposta no youtube, etc. Mas não, resolveram fazer uso de violência justificando torpemente (ao meu ver) como uma atitude política e contestadora legítima.

    Perceberam qual o dano que estou falando? É a imagem deles mesmo e a causa. Eu não imagino que eles estejam 100% errados em alguma coisa mas os meios que utilizaram foram certamente os mais desastrosos. Parece que preferem “apanhar da policia” e reclamar da “midia nacional” do que pensar. Alias a proposta dos terroristas é justamente essa: forçar o governo a responder com truculencia e mostrar que o mesmo esta agindo de forma imoral. Ninguem lembra de Gandhi, só do Che.

    Alias a forma como o trabalho da PM é criticado é de uma maneira extremamente infantil. Ai falam em “suposta maioria pró-PM”. Alow… parecem que vcs estão utilizando a universidade publica para seus próprios interesses politicos e toxicômanos, deixando de imaginar que a grande maioria não quer se envolver com movimentos socialistas estudantis muito menos querem sofrer latrocinio ou estupro. Beira ao delirio acreditar que a maioria não quer a PM. Conversem com as pessoas, é sério!

    Não existe complô: os próprios estudantes fizeram besteira e isso não é nenhuma privatização da usp nem movimento da midia corporativa burguesa. Pensem bem no que aconteceu e tentem parar de delirar sobre uma possivel revolução comunista no Brasil por um instante. Se vc (que esta lendo isso) ainda acredita que os alunos são presos politicos eu só lamento que o seu próximo pensamento seja em como eu sou “supostamente” alienado por não concordar com vc.

    E não quero que esses garotos sejam machucados ou estuprados na cadeia. Quero que eles acordem e se informem mais sobre o mundo e que sintam vergonha a ponto de pedir desculas e, assim, sejam otimos cidadãos, desses capazes de tornar o campus de uma universidade em um lugar melhor SEM esse tipo de papelão. Enfim, que deixem de serem crianças e sejam homens capazes de tornar o sonho uma realidade.

    Pq isso foi um pesadelo.

    ps: O comunismo e o socialismo são furadas, ok?

    • flaviomorgen

      9 de novembro de 2011 at 11:34

      Tiago, concordo com cada palavra do que disse, exceto a passagem em que poderiam deixar de invadir a reitoria para fazer nudez pública. Acho que, nesse caso, prefiro que invadam a reitoria. AAAARGH.

  20. Tchello

    8 de novembro de 2011 at 20:30

    Caro Professor que postou o texto, quero dizer que não o conheço e vejo do lado de fora a situação que esta ocorrendo na USP. No passado uma Universidade que todos acredito que nós desejamos estudar mas um privilegio de poucos, dado o quanto é dificil de se entrar nela. Eu mesmo tive que pagar minha faculdade não tive como dito “privilegio” de estudar em uma Universidade como a USP, e hoje tenho primos que ralaram muito para entrar nela e são o orgulho da familia que faço parte, estes me relatam que tudo que esta acontecendo na USP hoje é infelizmente comandado por um “bando” assim dito de “MACONHEIROS” sem vergonhas que querem a PM fora de lá para poderem fumar ao seu bel prazer. Estes vagabundos sem vergonhas deviam ficar detidos e jugados pelo que fizeram, sabemos que isto não vai dar em nada só em prejuizos para a propria USP e claro a “VERGONHA” que estes merdas que não tem nada na cabeça afinal estão sempre viajando no seu baseado que fumam quando querem colocaram a USP e o Brasil.
    Quem aqui já almoçou na USP em um dia de semana ?? Eu já e digo o que vi, muitos destes merdas fumando o seu cigarrinho e rindo como uns idiotas que é o que são. Belo movimento este e quanto tempo será que irá durar não… ops !! acho que já acabou !!! Sr Djalma arrisco a dizer que vc é uns dos merdas que vi no refeitorio fumando… seu “NÓIA” vai trabalhar arrumar o que fazer contribuir para a formação e o futuro deste País, seja no minimo digno e assuma o quanto vcs são uns bostas que só ferem uma instituição como a USP que no passado, hoje e sempre estará acima de vc e seu bandinho de merda. Vai até lá levar manga para seus amiguinhos vai. Belo movimento e tem Pais falando em direito de democracia que Pais são estes outros “MACONHEIROS” de merda que criam seus filhos comprando o amor ao inves de ver o que seus filhos fazem e com quem andam.

    Palavras de meus primos “Eles são uma minoria os “NÓIAS DA USP” este é o verdadeiro nome do seu movimento Sr Djalma.

    Enquanto vc fumava um dos teus cigarrinhos de maconha na USP, um aluno que dava valor a oportunidade que tinha de estar na USP era morto dentro do seu carro no estacionamento da USP, outra aluna era baleada e deixada para morrer dentro do seu carro, sorte a dela de um ser iluminado estar passando e a socorrer, outras alunas são estupradas e outros sofrem o sequestro relampago. E vc Sr Djalma aonde estava, em uma das suas viagens pós fumar um cigarrinho de “MACONHA”.

    TOMA VERGONHA NA CARA E ACORDA MEU CARO, ENQUANTO VC VIAJA TEM GENTE MORRENDO NA USP.

    Desculpem aos leitores as palavras de baixo nivel mas com gente assim e só no tratamento de choque mesmo.

    PM paulada neles e deixa dormir no onibus sem banho sem comida e agua uma semana, vai ver como tomam vergonha na cara e os Pais que estão defendendo, coloquem junto tambem.

    Da um violão e dois tijolo de Maconha que eles não saem do onibus um mês é capaz de virar realite show…

    Bando de VAGABUNDO !!!

  21. Tatiana

    8 de novembro de 2011 at 20:28

    Desculpae, mas é muito facil brincar de ser comunista tendo papai pra bancar as roupas, os alimentos e a maconha ;)

  22. Lucas Soares

    8 de novembro de 2011 at 20:07

    Já começo falando que sou a favor de liberar a maconha pois usa quem quer, não uso mas não tenho nada contra se o dinheiro que você compra a droga for realmente seu faça o que bem entender. Tenho certeza que esses filhos da p… só querem a pm fora pra fumar isso é errado, esses babacas tiraram a oportunidade de quem quer estudar se eu fosse do governo além de mandar esses marginais pra cadeia, nem traficantes destroem escolas, baniria todos os culpados de fazerem uma faculdade ou algum curso técnico. Além de invadirem e destruirem toda a faculdade agrediram pessoas, se eu fosse policial e estivesse no local meteria bala na cabeça dos agressores. MALANDRO BOM É MALANDRO MORTO. Acham ruim da pm de são paulo vem pra porto seguro, a policia daqui é tão preguiçosa que não prende já mata logo pra ir descansar mais cedo e não importa sé é bandido ou não matam primeiro e perguntam depois.

  23. Halison

    8 de novembro de 2011 at 19:22

    No Chile, os alunos reinvindicavam o aumento do repasse do PIB na Educação do País, que até então era muito pouco.

    Na Usp, eles reinvindicam seus direitos, confundindo Liberdade com Libertinagem

    e assim só mostram que além de não tere disciplina não tem maturidade pra estar ali.

    A Usp tem muitas pessoas bacanas, mas infelizmente esses mimados querem manchar a história da faculdade. E sim, eu meto o bedelho porque é meu dinheiro de cidadão que está ali !

  24. Cleomar Rodrigues

    8 de novembro de 2011 at 17:34

    Na minha opinião um movimento desse porte deveria ser improl da melhoria dos estudo e da area da educação, mas agora m diga onde lutar pela MACONHA(inicio de tudo isso) tem haver com educaçõa.
    Na minha opinião acho q tem traficantes grandes por tras de tudo isso.
    Movimentos estudantis deve em nossa história grandes vantagens, mas agora está sendo uma vergonha para tda a população.
    Chega com esse movimento e outra se tem dinheiro pra financiar drogas tem pra pagar seus estudos, sou a favor do cancelamento das matriculas desses “alunos” .
    “Impostos q poderiam estar ajudando alunos q queriam estudar de verdade estão financianto traficantes a ter uma boa educação”.
    Todos devemos entrar nessa luta e ponhar esses traficantes de merda tudo na cadeia e dar as vagas para quem quer mesmo estudar.
    Sou a favor de movimentos para a melhoria da educação, mas m diga o q será melhor pra educação o aluno aparecer na aula em-maconhado(chapado) e o professor não poderá falar nada?
    Tire a vagas deles e tem pra quem quer estudar e na ficar fumando maconha na porta da USP.
    Pesso q comentem sobre esse comentário e aposto quem não e traficande concordará com ele.

  25. Vagner Santos

    8 de novembro de 2011 at 16:45

    Como bandidos escodem a face por temerem serem reconhecidos, assim agem estes anarquistas.

  26. Comuna Consciente

    8 de novembro de 2011 at 10:29

    No intuito de ajudar o auto-flagelo conscientizante das massas, quero lembrar que a polícia deve incluir nas acusações contra os guerrilheiros uspianos, a formação de bando ou quadrilha, posse de armas (coqueteis molotov), invasão, destruição total, vadiagem, apologia ao crime de consumo de drogas ilícitas e outros.
    Não se preocupem, apesar de dar uns 10 anos de cana, tudo será prontamente retificado em penas edificantes alternativas em ajuda ao oprimido.

  27. Vinícius

    7 de novembro de 2011 at 20:34

    Só um detalhezinho: o Mário é contra a PM no campus, viu? É bom dar nome aos bois com sobrenome também. Afinal, não é preciso condescender com os grupos extremistas para ter uma posição (que creio ser a mais sensata) contrária à presença ostensiva – e arbitrária, e motivada politicamente, etc. – da Polícia Militar no campus.

    No mais, o professor está certíssimo em suas colocações.

  28. ph

    7 de novembro de 2011 at 19:07

    BANDO DE VAGABUNDOS. DEVERIAM SER EXPULSOS SUMARIAMENTE. ESCÓRIA QUE VIVE ÁS EXPENSAS DOS PAGADORES DE IMPOSTOS. MUITOS DEVERIAM ESTAR PRESOS SIMPLESMENTE POR ESTAREM DEPREDANDO PATRIMÔNIO PÚBLICO E ROUBANDO DINHEIRO DO ESTADO.

  29. Pablo Vilarnovo

    7 de novembro de 2011 at 18:18

    As vezes sinto inveja desses cara… O malandro escreveu 11 parágrafos e não disse nada! Quer dizer, afirmou que quando vocês está com um bando vira, de maneira mágica, inimputável. Ou seja, o bando pode fazer o que quiser que você nunca poderá ser responsabilizado criminalmente:

    “um movimento não pode ser responsabilizado totalmente pela soma de atos individuais, até porque, sabemos bem como é fácil semear a discórdia implantando pessoas para desmoralizar as atividades através de atos moral ou civicamente reprováveis.”

    Alvíssaras! Criamos o crime perfeito. Vamos juntar um monte de gente, matar uma pessoa e não culpar ninguém, pois o indivíduo não pode ser responsabilizado pelo que o bando faz.

    De cara ele fala em “implantar pessoas para desmoralizar”. O que ele quer dizer com isso? Que há “agentes” implantado entre os que invadiram a reitoria? Parece-me bem difícil acreditar nisso.

    “Em contrapartida não existe ética em uma reitoria que toma decisões a despeito da comunidade acadêmica, ou da coletividade que a legitime”. Aqui eu não sei se é ignorância, incapacidade de usar o Google… Mas o convênio não foi assinado apenas pelo Reitor, mas aprovado pelo Conselho Gestor da USP. A composição do Conselho Gestor da Capital pode ser encontrada aqui: https://www.usp.br/leginf/resol/r5493m.htm

    A capacidade dessa gente de falar besteira parece ser infinita. Impressionante…

  30. odnamrataizem

    7 de novembro de 2011 at 17:59

    “movimentos sociais TRANSFORMADORES”

    Porque falar em “revolução” pega mal depois que o muro caiu, néam?

  31. Márcio Pace

    7 de novembro de 2011 at 17:47

    Antigamente os bandidos eram mais inteligentes: sabiam que eram marginais e que aquilo que faziam estava errado. Apenas tentavam justificar seus crimes pelas necessidades materiais que diziam não ter como suprir licitamente.
    Hoje, os neo-criminosos querem discutir as arruaças e os delitos que praticam alegando que o fazem em nome da liberdade de expressão. Pior: em nome de tal liberdade, pensam-se acima das leis que regem todos os cidadãos. Acham-se imunes à vigilância policial, pois isso é coisa para os inferiores, não para eles.
    Bem, agora vou exercitar minha liberdade (não libertinagem) de expressão: esses vagabundos todos deveriam ser expulsos da USP e ir para a cadeia por um bom tempo. Já seus papais e mamães deveriam pagar por todos os danos que seus rebentos alienados, ignorantes, mal-educados e prepotentes causaram à Universidade que todos nós, contribuintes, sustentamos.
    E é típico do PT fugir das acusações de crimes tentando difamar os outros, curiosamente com fatos íntimos que não interessam à coletividade nem em tese (ao contrário dos crimes que essa corja pratica).

  32. Marlon

    7 de novembro de 2011 at 17:32

    Mais uma contribuição:

    ” estudando para a prova da ‘uspi’ ”

    https://www.savronnoseuquadrado.com.br/2011/11/80-os-pereira-da-silva-maria-juana.html

  33. Profº Bruno Cavalcante

    7 de novembro de 2011 at 16:31

    Ética, não há nesse movimento, nem nunca houve. Aliás, será que esse movimento, ou melhor, essa baderna sabe o significado de Ética? É revoltante que esses VAGABUNDOS sejam rotulados como movimento estudantil, manchando assim a reputação dos estudantes da USP e dos estudantes universitários do Brasil.
    Nada melhor para representar esse vergonha, do que a foto do link:

    https://kibeloco.com.br/platb/kibeloco/2011/11/05/pipa-no-ventilador/

  34. Ernesto G. T.

    7 de novembro de 2011 at 16:18

    Fico vendo os comentários do Djalma Nery e dou risada. O medo deste cara é a “repressão” da PM. Repressão a que? a Maconha? A Assaltos? A Sequestros-Relâmpagos? A Assassinatos?

    Olha, quem conhece a USP, quem já foi assaltado na USP, sabe que este papinho é de maconheiro-tirado-a-guerrilheiro.

    Policia, desce o cacete e bota estes bostinhas no lugar que merecem, na sala de aula estudando!

  35. drik

    7 de novembro de 2011 at 16:10

    Queria me bater com essa galera da USP e resolver as coisas ao modo imperialista/totalitário.

  36. Marlon

    7 de novembro de 2011 at 15:37

    Essa é a melhor foto da invasão na usp,

    https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/5277-protesto-na-usp#foto-98142

    embora acho que o cara será marcado pelos humanistas e arautos da “democracia”.

    Vale um destaque da foto no blog.

  37. JoaoFPR

    7 de novembro de 2011 at 14:34

    Um fato.
    Se uma unica pessoa for sequer abordada pela policia ou critica, se torna deputado nas próximas eleições.

    Triste ser esse o nosso sistema “democrático”.

  38. Djalma Nery

    7 de novembro de 2011 at 13:36

    Caro professor de Morfologia, Mário Viaro.

    Desconfio que você seja de fato um ótimo profissional em sua área, e que deva ter dedicado imensas e intermináveis horas de estudo a formação das palavras e da língua o que, talvez, tenha ocasionado uma defasagem em seus estudos históricos e políticos quanto a “ética” de movimentos sociais transformadores. Como diria alguém, “don’t be Sausurre” de suas informações.

    De fato me intriga (e quase comove) que ninguém ainda tenha comentado assunto tão polêmico por aqui. Talvez a leviandade do texto e das considerações dispensem ou desestimulem maiores comentários. Mas acho que o diálogo é de extrema importância em todo este processo que temos assistido e participado.

    Não sou de nenhuma falange, mas gostaria de debater alguns de seus questionamentos:

    Começo por reverter a pergunta: você acha ético uma mídia que se utilize da figura de um professor da FFLCH (que trabalhou na administração) para defender uma suposta maioria pró-PM no campus? Eis uma pessoa que conhece os funcionamento e tem as “chaves” para debater o assunto com “autoridade” e pode tentar dar alguma legitimidade à errônea informação de que uma “única meia-dúzia de professores protege seus apaniguados por lá” (sei que essas palavras não são do professor Mário, mas a montagem da matéria faz com que ele seja conivente com elas). E ainda a afirmação de que existe apenas um “grupelho remanescente, abandonado por todos” só poderia ser aceita por alguém que assiste de longe o que está acontecendo. Acho que um “grupelho abandonado” não seria capaz de fazer tamanho estardalhaço; é muita ingenuidade acreditar nisso. Mesmo a distância, pela internet, somos capazes de observar o volume das manifestações e dos debates, que tem de certa forma até mesmo eclipsado outros movimentos simultâneos e conectados como a ocupação do Vale do Anhangabaú, em São Paulo.

    Em contrapartida não existe ética em uma reitoria que toma decisões a despeito da comunidade acadêmica, ou da coletividade que a legitime. Não existe ética nas deliberações verticais, onde um individuo tem poder de escolher por todo um grupo heterogêneo sem mesmo um prévio e sério debate. A decisão do convênio foi intransigente, a reação veio à altura. É impossível lutar em um campo legalista, colonizado pelo inimigo burrocrata; as regras são feitas para privilegiar o dono delas – não há princípio mais óbvio!

    Quanto aos supostos roubos, temo que você esteja incorrendo em calúnia. E assim como as autoridades não se responsabilizam por quem rouba (identificando-os como infratores), um movimento não pode ser responsabilizado totalmente pela soma de atos individuais, até porque, sabemos bem como é fácil semear a discórdia implantando pessoas para desmoralizar as atividades através de atos moral ou civicamente reprováveis.

    O maior trunfo da mídia, essa grande arma de neutralização é, realmente, antagonizar, faccionar os indivíduos: agora assim estamos perante uma peleja aparentemente sem solução entre os que são a favor e os que são contra a PM no campus (mascarada por uma “irrelevante” liberdade de fumar ou não maconha na campus). Como se não houvessem soluções que contemplassem diretamente os interesses aparentemente antagônicos: proteção aos estudantes (e cidadãos etc) sim! PM truculenta e ostensiva não! Pois se o debate precisa ir fundo, não há hora melhor pra isso: reformular profundamente os preceitos e atividades policiais, a ponto de que ela não possa, sob nenhum aspecto, apresentar tamanha violência a qualquer transeunte que cruze seu campo de visão.

    Essa luta é de todos, pois, imagine você, quando os professores ou os funcionários (aqueles que vão organizar a bagunça dos vagabundos estudantes) quiserem se manifestar e lutar por seus direitos. O convênio com a polícia já estará firmado, a ação policial no campus será muito mais fácil, a repressão será mais eficiente ainda. Aí quem é que vai pagar por isso? O reitor que assinou os papéis? Ou nós, que nos calamos?

    Não é hora de fortalecermos tamanhos antagonismos – seja em palavras ou seja em atos. Mas sim de compreendermos que essa luta é comum à todos, dentro e fora dos muros universi(o)tários! Não precisamos de muita perspicácia para saber que a repressão atinge a coletividade como um todo, e, cedo ou tarde, chega inclusive a cercear o seus defensores. Então porque não debater profundamente juntos questões que estão conectadas à nossa realidade, ao nosso cotidiano?

    Não importa quem faz ou quem desfaz a bagunça, estão todos trabalhando; o trabalho para arrastar os bancos pra dentro ou pra fora é exatamente o mesmo.

    • flaviomorgen

      7 de novembro de 2011 at 14:31

      Ah, sim. Vocês invadiram reitoria à revelia, proibiram fotos, agrediram repórteres e não aceitam resultado de plebiscito porque querem “debate”. Que democráticos.

  39. Rodrigo Fante

    7 de novembro de 2011 at 12:58

    Muito bom o texto, concordo com cada palavra, porém eu sou um pouco mais impaciente, não quero vítimas, não quero confrontos, mas acho que demorou para a policia entrar e tomar conta da situação, deram muito ibope para o que EU considero um grupo de marginais e/ou filhinhos de papai sem nada melhor para fazer.

    Eles que estudam com o meu dinheiro dos impostos deveriam no mínimo estudar e parar de bagunça por uma “causa” como essa.

  40. Rogério Silva

    7 de novembro de 2011 at 11:39

    Mais uma. Há de fato ética no Sintusp que, ao se deparar com trabalhadores da USP que foram prejudicados e ameaçados, ficou (como sempre) do lado dos que fizeram a ameaça? Esse sindicato não deveria defender os trabalhadores da Universidade de São Paulo? Cadê?!

  41. odnamrataizem

    7 de novembro de 2011 at 11:17

    NOSSA, aí tem bastante coisa que eu não havia percebido. Good job!

    E falando em “ética”, agora que a ficha caiu. Os invasores certamente responderiam algo do tipo “não importa, é tudo ‘construção burguesa opressora’ mesmo…” Não estão presos em 1968, mas, sim, em 1917!! Pelo menos esses aí.

    Tá na hora de verem o sol nascer quadrado.

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