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Brasil aceita rasgar contrato e pagar o triplo ao Paraguai por energia de Itaipu

Notícia da Folha Online, por Gabriela Guerreiro (o título é nosso):

Em meio a protestos da oposição, o Senado aprovou nesta quarta-feira o acordo entre Brasil e Paraguai que triplica o valor pago pelo governo brasileiro pela energia gerada na hidrelétrica de Itaipu não utilizada no país vizinho.

O projeto amplia os valores estabelecidos no Tratado de Itaipu para os pagamentos por cessão de energia efetuados pelo Brasil ao país.

A aprovação ocorre às vésperas da visita da presidente Dilma Rousseff ao Paraguai, marcada para domingo.

Por pressão do Palácio do Planalto, governistas se articularam para aprovar o projeto a tempo de Dilma levar a “boa notícia” ao presidente paraguaio, Fernando Lugo.

Por se tratar de projeto de decreto legislativo, o texto entra em vigor logo depois da sua publicação – sem a necessidade de ser sancionado pela presidente.

Pelo texto, o Brasil vai elevar de 5,1 para 15,3 o fator de multiplicação aplicado aos valores estabelecidos no Tratado de Itaipu para os pagamentos por cessão de energia.

Na prática, a mudança de cálculo multiplica por três o valor gasto pelo governo brasileiro para financiar a energia produzida em Itaipu.

Segundo a oposição, o valor de US$ 120 milhões pagos anualmente pelo governo ao Paraguai vai subir para próximo de US$ 360 milhões.

Com maioria folgada no Senado, os governistas aprovaram o texto sem dificuldades –apesar dos protestos de senadores do DEM, PSDB e PPS.

O senador Itamar Franco (PPS-MG) disse que os consumidores brasileiros vão sofrer impactos da mudança de cálculo. “Consumidores e contribuintes serão claramente afetados por esse aumento”, afirmou.

“O presidente Lula fez acordo com o presidente Lugo para que o Brasil acudisse os paraguaios. Isso serviria também para resolver o problema dos brasiguaios, que encontram extrema dificuldade para regularizar sua situação fundiária no país”, disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

(grifos nossos)

Comentário:

Mas o melhor mesmo foi a explicação da relatora do projeto, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR): “Não vai impactar na tarifa porque o Tesouro brasileiro vai pagar.” Como lembrou o amigo @jcelso, pra ilustre senadora, “tesouro brasileiro” deve ser um “baú encontrado no fundo do mar”.

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4 Comentários

4 Comments

  1. Gustavo

    15 de maio de 2011 at 10h03

    A favor também, sem antiamericanismo. É bom que o Brasil seja capaz de ajudar um país mais pobre. E só a miopia mais ativista pode achar que essa ajuda é de graça. Deem uma olhada na balança comercial Brasil-Paraguai. Queremos virar os Estados Unidos e ter que construir um muro gigante porque só temos vizinhos pobres? E não, o Brasil (ainda, hehe) não é os Estados Unidos. Mas vocês acham que os Estados Unidos também não têm seus problemas? Enchentes, furacões, pessoas sem tratamento médico. E mesmo assim achamos correto que eles ajudem, sei lá, o Haiti. Por que é tão escandaloso acreditar que o Brasil está passando da posição de mero receptor de ajuda a receptor e doador. Ainda temos um monte de problemas, mas somos sim a Nova Classe C do mundo. E temos que parar de achar que contribuir com países mais pobres é traição à pátria. Até porque, reitero, obviamente há contrapartidas em jogo – é só ler os jornais paraguaios em vez da umbiguista imprensa paulista.

  2. alexandre

    15 de maio de 2011 at 8h43

    Nos EUA há um programa de preferência comercial com vários países, inclusive com o Brasil. É chamado SGP. O país beneficiado pode vender pelo dobro do preço, que mesmo assim terá garantia de compra. Os consumidores americanos pagam por isso. E isso beneficia países mais pobres. Então pela sua ótica, isso seria um absurdo e o presidente americano estaria cometendo um crime ? Saia um pouco de Higiénopolis e conheça o mundo !!!!!

  3. alexandre

    14 de maio de 2011 at 17h17

    Amplamente a favor. O aumento não terá um impacto significativo nas contas públicas brasileiras mas será importante para aumentar as receitas do Paraguai. Qual o problema de ajudar um país irmão ? Isso se chama solidariedade. Absurdo seria se ajudássemos os EUA ou um país mais rico do que o nosso.

    (Gravz: Só pode ser piada… País irmão? Que raio de irmandade é essa? Fora essa conversa-mole de que há os irmãos e os não-tão-irmãos. Ao governante cabe cuidar do seu país, e não assinar contratos privilegiando outros países. Se vc é a favor, ótimo, tem toda liberdade para doar parte de seu dinheiro para “ajudar” o Paraguai. Mas o chefe de Estado do Brasil não pode fazer isso, firmando um contrato travestido de doação)

  4. Marcello

    13 de maio de 2011 at 11h23

    Essa é uma das coisas que me deixa com vergonha de ser brasileiro !

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