facebook
Blog

Cai o ministro do Turismo; sucessor também é do PMDB-MA e apadrinhado de Sarney

Não percam as contas: em 9 meses de governo, já caíram 2 do PMDB por irregularidades, 5 no total

 

Como vocês já devem ter visto no noticiário, ontem o ministro do Turismo Pedro Novais entregou sua carta de demissão, após uma sucessão de escândalos que começou antes mesmo de ser nomeado para o Ministério. Com a saída de Novais, os caciques do PMDB se reuniram a portas fechadas no gabinete de Michel Temer para decidir o nome do substituto. A Dilma, coube apenas aceitar o escolhido, como fica evidente neste trecho da matéria da Veja Online:

Na reunião, os caciques peemedebistas vão bater o martelo sobre o nome do novo ministro, que entregará à presidente Dilma Rousseff sua carta de demissão ainda nesta quarta. Já se sabe que o novo titular do Turismo virá da Câmara dos Deputados, o que excluiu da bolsa de apostas o ministro Moreira Franco e o ex-ministro Geddel Vieira Lima. “Vai ser um parlamentar da Câmara, isso está decidido”, disse ao site de VEJA Henrique Eduardo Alves ao chegar. O preferido dele, aliás, é o piauiense Marcelo Castro. Outros nomes cotados são o do capixaba Lelo Coimbra e o do mineiro Leonardo Quintão, embora o líder do partido na Câmara não confirme a informação.

Ao final da reunião, ficou decidido que o novo ministro do Turismo seria o deputado federal Gastão Vieira (PMDB-MA). A Folha Online preparou um resumo da trajetória de Vieira na política:

Escolhido para substituir Pedro Novais no Ministério do Turismo, o deputado federal Gastão Vieira está em seu quinto mandato na Câmara.

Formado em ciência jurídicas pela UFMA (Universidade Federal do Maranhão), foi secretário de Planejamento do Maranhão durante o governo de Edison Lobão (1991 a 1994), atual ministro de Minas e Energia, e secretário de Educação no primeiro mandato de Roseana Sarney (1995 a 1998), filha do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Filiado ao PMDB em 1985, deixou o partido em 1990, quando atuou pelo PSC. De volta ao PMDB em 1994, elegeu-se deputado federal pela primeira vez no mesmo ano.

Antes disso, foi deputado estadual no Maranhão por dois mandatos, de 1987 a 1995.

O Estadão informa que outros parlamentares da sigla foram preteridos em razão de “problemas passados”, apesar de o próprio Gastão Vieira também ter os seus. Depois de quase 9 anos no poder, o PT e sua base aliada têm tantas dificuldades em encontrar políticos com a ficha limpa para compor o governo que cogitaram nomear ministro até mesmo um suspeito de assassinato (!?):

(…)

Suas ligações com São Paulo são marcantes: ele teve em 2009 um cargo na diretoria da Fiesp e, na sua campanha a deputado, no ano passado, recebeu duas doações de peso, ambas no valor de R$ 100 mil – uma do Colégio Objetivo e outra da Rádio Mix FM.

Vieira não se preocupa com iniciativas do passado que possam ser agora cobradas. Como a decisão, ao assumir a Secretaria de Planejamento maranhense, de continuar, segundo o site Transparência Brasil, a usar seu apartamento funcional na Câmara, em Brasília. Ele garantiu que tinha sido autorizado “em caráter excepcional”. Ali viviam suas duas filhas. E uma delas chegou a ser empregada como comissionada da Câmara. Ficou no cargo até ser exonerada, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a prática de nepotismo.

Outros nomes. Antes de bater o martelo no nome de Vieira, o PMDB ofereceu ao Planalto uma lista de nomes – mas eles esbarraram em problemas passados. Prefeito três vezes da pequena Pedras de Fogo, a 45 quilômetros de João Pessoa, o deputado Manoel Júnior (PMDB-PB) teve o nome citado por uma testemunha durante a CPI do Extermínio da Câmara. Manoel teria sido o suposto mandante de um assassinato. “Tenho toda a minha vida limpa. Não tenho nenhuma mácula na minha conduta de cidadão”, garantiu.

Outro nome defendido pela bancada foi o do deputado Marcelo Castro (PI), o preferido do líder do partido, Henrique Alves (RN). Mas sua indicação se esvaziou porque seu nome foi citado na Operação Voucher, da Polícia Federal, como autor de emendas suspeitas para o turismo.

(grifos nossos)

Caso Patricia Poeta ainda esteja buscando exemplos do “dá-cá” para que Dilma explique o “toma-lá”, sugerimos uma visita ao Congresso ou à Esplanada dos Ministérios.

Nunca inseriu um código de desconto no Cabify? Experimente usar o código "IMPLICANTE" e ganhe 100% OFF (com desconto máximo de R$ 10) em até 2 corridas. Após ativado, o crédito terá validade de 30 dias.

3 Comentários

3 Comments

  1. Sidney

    19 de setembro de 2011 at 18h26

    José Sarney “Jesus está chamando” sobe, faça essa graça para o povo Brasileiro.

  2. Razumikhin

    17 de setembro de 2011 at 18h21

    Que tal vender o Maranhão para a Venezuela? Mas tem que levar o Sarney (e família) junto.

  3. Nélio

    15 de setembro de 2011 at 13h08

    “Ligado ao presidente do Senado, José Sarney”. Para os cidadãos de bem do país, essa frase soa como uma condenação. O raio de ação do Nosferatu maranhense é extremamente tóxico à Nação, não deixando proliferar coisa boa. Basta ver que nenhum “godfella” ou vassalo dele tem o que antes do advento da era da mediocridade no país chamava-se de “reputação ilibada”.

Deixe um comentário

Mais Lidas

To Top